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O fiel experimenta o socorro divino mesmo em tempos de crise

EDIÇÃO: 37 – 3º Trimestre – Ano: 2020 – Editora: BETEL

LIÇÃO – 12 – 20 de setembro de 2020                   

TEXTO ÁUREO

“Os justos clamam, e o Senhor os ouve e os livra de todas as suas angústias.” Salmo 34.17

VERDADE APLICADA

O fiel vivencia o cuidado e a presença de Deus, mesmo no dia mau.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

– Explicar que o Senhor fecha a boca dos leões.

– Mostrar a importância de termos uma vida de oração.

– Ressaltar que o Senhor sempre nos dá o escape.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Daniel 6

4. Então os presidentes e os príncipes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa.

8. Agora, pois, ó rei, confirma a proibição, e assina o edito, para que não seja mudado, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.

21. Então Daniel falou ao rei: Ó rei, vive para sempre!

22. O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum.

INTRODUÇÃO

A importância deste enfoque será atestada por meio da biografia de Daniel, que nos ensina que devemos permanecer firmes na fé, mesmo diante de situações que coloquem a nossa vida em risco.

I. DANIEL NÃO ABRIU MÃO DE SUA IDENTIDADE

Esta lição tem como objetivo pautar a fidelidade do cristão a Deus em tempos de crise. Para isso seremos guiados pela história de Daniel, que, durante toda sua vida, pautou a sua confiança em Deus, mesmo que isto viesse lhe custar a vida.

1. Decida não se contaminar com o mundo.

Não é fácil fazer escolhas. Contudo, Daniel nos faz ver que precisamos ser assertivos em nossas escolhas. Mesmo habitando em uma terra distante e correndo risco de morte, Daniel decidiu ser fiel a Deus, De acordo com as ordens do rei Nabucodonosor, os jovens exilados deveriam receber uma refeição especial para entrarem na presença do rei. Daniel e seus amigos fizeram a escolha de não se contaminarem com as iguarias do rei [Dn 1.8]. Daniel sabia que esta era a sua melhor escolha. Por meio deste ato, eles mostraram que possuíam fé em Deus e que seriam protegidos de todo mal. mesmo em terra estranha.

2. O espírito excelente de Daniel.

Cada pessoa tem a sua parcela de responsabilidade na construção do caráter. Daniel possuía um caráter admirado por todos [Dn 6.4]. A Igreja de Cristo necessita de homens com as características de Daniel. De nada vale uma admirável aparência, se por dentro o caráter é desprezível. Homens que se descuidam da formação do caráter, podem agir como judas, que se vendeu por trocados. Os maiores problemas da humanidade advêm pelas falhas de caráter [Pv 6.12]. 

3. Um homem notável.

Por causa da sua escolha de não se contaminar com as iguarias do rei, Daniel alcançou graça e misericórdia da parte de Deus [Dn 1.9]. Daniel foi posto como governador da província da Babilônia, como também principal governador de todos os sábios da Babilônia, porque deixou que em sua vida entrasse um espírito excelente. Ele nos mostra que é possível servir a Deus mesmo em uma terra e submergida pelo caos do pecado.

II. INTEGRIDADE EM TEMPOS DE CRISE 

Assim como nos dias de Daniel, hoje o mundo atravessa uma crise de justiça sem precedentes, uma desintegração dos valores éticos e morais. A integridade de Daniel fez com que todos os príncipes do reino, presidentes, capitães e governadores tomassem conselho para achar alguma coisa que o condenasse. Mesmo sabendo de seus planos, Daniel não abriu mão de Deus. 

1. Separados de seu povo e de sua terra.

Daniel era ainda jovem, quando o rei Nabucodonosor invadiu Jerusalém e aprisionou alguns judeus. Ele estava entre os jovens que foram levados para o exílio. Provavelmente, Daniel presenciou sua família sendo dizimada, seu povo sendo morto e aprisionado. Ele teve seus sonhos roubados, pois teve que habitar em uma terra estranha, servir ao rei de Babilônia e conviver com um povo idólatra. Esta vida não fazia parte dos sonhos do jovem Daniel, mas fazia parte dos planos de Deus para ele.

2. Decreto de morte.

Após o desafio enfrentado durante a preparação dos jovens para serem apresentados ao rei, agora Daniel e seus companheiros enfrentam o decreto do rei, determinando a morte de todos os sábios. O rei Nabucodonosor havia tido um sonho que o deixou perturbado. Então, determina que seus sábios deveriam contar o sonho e a sua interpretação. Diante de tal desafio os sábios apresentaram a dificuldade para cumprir tal ordem. Era ingênuo achar que enganariam o grande rei. Diante da recusa do rei em ceder mais tempo para a interpretação, eles admitiram a impossibilidade de interpretá-lo. Diante destas palavras, o rei muito se aborreceu e ordenou a morte de todos os sábios da Babilônia, o que incluiria Daniel e seus amigos. As Escrituras nos fazem saber que Daniel foi para casa e, junto com seus companheiros, rogou a Deus por misericórdia para que o mistério do sonho fosse desvendado. Então, Deus revela o sonho a Daniel, o que garantiria a vida dos demais sábios. Diante disso Nabucodonosor declarou que o Deus de Israel era o Deus dos deuses e engrandeceu a Daniel, dando-lhe honrarias [Dn 2.46-49].

3. Inveja.

A inveja moveu Caim a cometer o primeiro assassinato nas Escrituras, diante do fato do Senhor ter atentado para seu irmão e a oferta que o mesmo oferecia, enquanto que o Senhor não atentou para si [Gn 4.4-5]. A inveja é identificada como “obra da carne”, aquela “tendência moral do homem que não é movido pelo Espírito” [Gn 5.16, 19-21]. Devido a bênção do Senhor estar sobre Daniel, logo ele seria alvo de inveja. Pessoas próximas ao rei irão tramar para que ele seja morto e os deixe livres em seus atos de injustiça [Dn 6.4-9]. Porém, a trama para matar Daniel acabou resultando em honra para o servo de Deus e a glória de Deus [Dn 6.25-28].

III. O PERIGO DA VAIDADE

O processo de preocupação com a própria imagem pode trazer sérias consequências para si e para quem está próximo. Por vaidade, o rei Dario proporcionou a Daniel a maior crise de sua vida. A perspectiva de ser tratado como Deus por demais atraente para o rei. 

1. Fé em meio aos invejosos.

A inveja é um sentimento de angústia, ou mesmo raiva, perante o que o outro tem. A inveja gera o rancor diante de um sonho não realizado de possuir os predicados ou atributos de outro ser. Este sentimento dominava os corações de todos os príncipes, prefeitos, presidentes e governadores da Babilônia em relação ao pensamento do rei em constituir Daniel sobre todo o reino [Dn 6.3]. Sabedores que Daniel era possuidor de espírito excelente, estes homens, movidos pela inveja, tramaram uma conspiração para prejudicar Daniel. Eles começaram a observar cada passo de Daniel na esperança de encontrar algo que desonrasse seu caráter. Mesmo sendo invejado, Daniel seguiu motivado em seus propósitos com Deus.      

2. Daniel e sua intimidade com Deus.

Daniel mantinha um relacionamento diário com Deus [Dn 6.10]. Os adversários de Daniel não conseguiram encontrar falta alguma nele, porque ele possuía um caráter irretocável. Daniel era um homem sincero e leal em seus princípios, um homem de muita fé, pois cria em Deus acima de tudo e todos. Só existia uma forma de acusar Daniel: sua devoção a Deus [Dn 6.5]. Então estes homens propõem ao rei Dario que que ele edite um decreto, no qual, que durante trinta dias, ninguém poderia interceder a nenhum deus, senão ao próprio rei. Ainda nos dias de hoje, muitas leis são decretadas para prejudicar a Igreja do Senhor. Mas, assim como Daniel, o Senhor está conosco e iremos prevalecer diante dos inimigos do povo de Deus. 

3. Companhia divina na hora da crise.

Por causa da sua devoção a Deus, Daniel foi acusado de alta traição ao rei. Mesmo após o decreto real dizendo que só poderia fazer petição ao rei Dario, e caso fosse achado em falta seria lançado na cova dos leões, ainda assim, Daniel não abriu mão de orar a Deus [Dn 6.10-11]. Ao perceber a injustiça de seu decreto, o rei Dario ficou impossibilitado de ajudar Daniel neste momento. Haja vista que no império medo-persa. quando uma lei era aprovada, nem mesmo o rei tinha poderes para revogá-la [Dn 6.8]. Então, o rei autoriza que Daniel seja lançado na cova dos leões. Enquanto os invejosos comemoravam o resultado da sua trama, o rei perde o sono por reconhecer a perversidade da lei que o fizeram assinar. Pela manhã bem cedo, o rei grita por Daniel, que responde prontamente que Deus havia achado nele inocência e que por isso havia enviado o Seu anjo para fechar a boca dos leões [Dn 6.22-23]. Esta experiência vivida por Daniel tipifica as crises que atravessamos nesta vida, verdadeiras covas a fim de nos parar. Contudo, em Deus aprendemos como sobreviver às crises da caminhada cristã. 

CONCLUSÃO

Os homens que tramaram a morte de Daniel acabaram sendo um canal de bênçãos para promovê-lo. Verdadeiramente, a história de Daniel nos adverte que em meio às crises vale a pena ser fiel ao Senhor. 

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Revista Betel

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