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Elias, um profeta humilde e determinado

INTRODUÇÃO

Elias, o tisbita, profetizou em Israel no período em que Acabe fora o rei daquela nação. Era um homem bastante dedicado aos problemas e necessidades morais e espirituais do povo. Sobre tudo que realizou, sua principal missão era fazer com que os israelitas reconhecessem que “só o Senhor é Deus”.

ISRAEL NO TEMPO DE ELlAS

Divisão do Reino. Salomão, rei de Israel, sob a influência de suas esposas pagãs, abandonara ao Se­nhor, prostrando-se diante de falsos deuses (I Rs 11.1-5). Esse terrível pecado jamais ficaria impune! Deus suscitou diversos inimigos contra Israel (I Rs 11.14-25), fazendo-o amargar duríssimas derrotas.
Após morrer Salomão, seu fi­lho, Roboão, reinou em seu lugar (I Rs 11.43). Este, por sua ignorância e imprudência, fez com que a nação fosse dividida em dois rei­nos: o Reino do Norte, denomina­do Israel, e o do Sul, chamado Judá (I Rs 12.16-25).

O Reino do Norte. Israel teve dezenove reis. Todos ímpios. O primeiro foi Jeroboão, filho de Nebate (I Rs 12.20). Depois, vie­ram Nadabe, Baasa, Elá, Zinri e Onri. Este último, fora o pai de Acabe, o general responsável pela mudança da capital de Tirza para Samaria (I Rs 16.16-29). O reinado de Onri foi marcado por muitas conspirações, assassinatos, e todo tipo de afronta contra o Senhor. Ao morrer Onri, Acabe assumiu o trono em seu lu­gar, superando em maldade todos os que foram antes dele ( I Rs 16.29-­34). Este perverso personagem ca­sou-se com Jezabel, uma pecadora contumaz e ardilosa.

Elias, o profeta. É nesse contexto de incredulidade e rebel­dia que Deus levanta o profeta Elias para resgatar a verdadeira religiosi­dade e qualidade de vida espiritual de Israel ( I Rs 17.1). O Eterno pre­cisava de um homem de fé resolu­ta, disposto a enfrentar a apostas ia das lideranças ímpias daqueles tem­pos. Não poderia ser outro! Elias estava à mercê de Deus, pronto para ser moldado e usado na reversão daquele quadro crítico de infidelida­de do povo de Deus.

ASPECTOS DO CARÁTER DE ELlAS

Fidelidade. Naqueles dias de tamanha ignorância espiritual, o Senhor precisava de um homem que cresce nEle e fosse fiel à sua Pala­vra. Ao dirigir-se ao rei Acabe, Elias, ousadamente, recobrou-lhe a memó­ria acerca da advertência que Deus fizera ao povo no tempo da pere­grinação no deserto (Dt 11.16,17). O profeta estava certo de que Deus estava com ele, e que cumpriria cabalmente sua Palavra. Ainda hoje o Senhor procura servos de corações resignados que, acima de qualquer coisa, creiam piamente em suas pro­messas, para realizarem obras ex­traordinárias no Reino de Deus ( Js 1.1-9; Is 6.8; Mt 4.18-22; Lc 1.38; At 9.11-15). Não seria a falta dessa virtude a causa de tantos problemas, dificuldades, desacertos e sofrimen­tos na vida de muitos crentes?

Determinação. A despeito das circunstâncias desfavoráveis: perseguição ( I Rs 18.10; 19.2), es­cassez ( I Rs 17.10-13 ), e solidão (1Rs 17.6), Elias não desistiu da mis­são para a qual Deus o tinha cha­mado. Aquele santo profeta deter­minara cumprir toda a vontade di­vina. Elias não tinha dúvida de que a fé na Palavra era a principal ferra­menta espiritual para aqueles que servem a Deus com sinceridade. Nenhum homem deixaria de morar livremente numa cidade para viver escondido em cavernas, a não ser por inteira confiança no Senhor (I Rs 17.2-7).

Obediência. Ao receber a ordem de Deus para esconder-se junto ao ribeiro de Querite, Elias não hesitou: obedeceu-a prontamente ( I Rs 17.2-5). Mais tarde, quando o ri­beiro secou, o Senhor lhe ordenou que fosse a Sarepta. Mais uma vez o profeta submeteu-se à vontade divina (I Rs 17.8-10). Decorridos três anos, Elias recebera um novo mandado do Senhor: teria de com­parecer novamente perante o rei Acabe. Então, resignado, lá estava o servo do Altíssimo atendendo-lhe  a voz ( I Rs 18.1,2 ).
Há muitos crentes que são insubmissos a Deus e à sua Palavra. Os tais se esquecem que obedecer é um princípio fundamental da vida cristã. Lembremo-nos de que Jesus foi obediente até a morte, pelo que Deus o exaltou soberanamente ( Fp 2.5-8).

Coragem. É o mesmo que bravura ou intrepidez. A coragem se manifesta diante dos perigos ou si­tuações de intenso risco. Em diver­sas ocasiões Elias provou ser um homem ousado ( I Rs 18.10,15,22-­40; 21.19,20). Ele foi extremamen­te corajoso ao desafiar os profetas de Baal no Monte Carmelo. Ali, su­plicou ao Senhor com fé e firmeza, e a resposta veio com fogo do céu ( I Rs 17.1; 18.38; Tg 5.17,18 ).

Fragilidade. Tiago afirma em sua epístola que “Elias era ho­mem sujeito às mesmas paixões que nós” (5.17). Como ele, qualquer crente fiel e perseverante pode pas­sar por momentos de fragilidade fí­sica e emocional (I Rs 19.1-4). Por isso, todo crente precisa vigiar e orar constantemente. “Vigiar” diz respeito ao perigo iminente; “orar” fala de nossa total dependência do Se­nhor (Mt 26.41).
O zelo pelo reino de Deus tem levado muitos crentes a exagerarem nos trabalhos e atividades da igreja local. Esses “excessos” têm culmina­do em exaustão física, mental e emo­cional. Deus não deseja isso para os seus filhos, mas espera de cada cris­tão o exercício prudente de sua mor­domia ( Js 1.7; I Ts 5.23 ).

ELlAS, UM EXEMPLO DE VIDA COM DEUS

Exemplo para os crentes de seu tempo. A comunhão de Elias com Deus; sua coragem, determinação e submissão, suscitaram em Eliseu o ardente desejo de se­guir-lhe os passos. Com esse claro objetivo, o filho de Safate jamais se afastou de Elias. Convivendo com o grande mestre, facilmente assimilou as virtudes espirituais e morais do seu caráter ( I Rs 19.19-21; II Rs 2.1-­15). Foi assim que Eliseu destemi­damente atravessou o Jordão ( II Rs 2.14), e quando lhe enviaram Naamã, o comandante do exército da Síria, para ser curado, dispôs-se imediatamente a recebê-lo, na cer­teza de que Deus mais uma vez mostraria seu poder ( II Rs 5.8 ).

Exemplo para os crentes de hoje. Dentre todos os aspectos do caráter de Elias, destaca-se sua incondicional confiança em Deus. Somente pela fé, teria ele ido a Sarepta, cerca de 160 km do lugar onde estava, com a convicção que Deus o livraria de seus perseguido­res (SI 91.1). Elias não fora vencido pelo medo, desânimo, incerteza ou qualquer necessidade ( I Rs 17.8­-24 ). Do mesmo modo podemos con­fiar integralmente na proteção e provisão divinas ( SI 23.4 ).
Sobre esse aspecto da vida cris­tã, Jesus nos ensina que não deve­mos ficar ansiosos pelo que havemos de comer ou vestir, pois Deus sabe do que necessitamos ( Mt 6.25-34 ). Assim como Elias, o crente de hoje, ao passar por dificuldades, não deve estacionar na fé, mas continuar crescendo no conhecimento do Senhor (SI 23.1; Os 6.3).

CONCLUSÃO

O Deus de Elias continua o mesmo. Ele ainda chama homens e mu­lheres que tenham determinação para aceitar, desenvolver e cumprir cabalmente sua sagrada missão nes­te mundo, que demanda a fé, cora­gem e persistência. O profeta Elias é um destacado modelo de dever cumprido na obra de Deus. Sigamos-­lhe o exemplo!

 

 

Postado  por: Pb. Ademilson Braga

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