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Adolescente - CPAD

Uma história sobre dinheiro

Publicado

em

EBD – Adolescentes – EDIÇÃO: 76 – 2º Trimestre – Ano: 2022 – Editora: CPAD

LIÇÃO – 12 – 19 de junho de 2022

TEXTO BÍBLICO

Lucas 12.13-21

DESTAQUE

“[…] Prestem atenção! Tenham cuidado com todo tipo de avareza porque a verdadeira vida de uma pessoa não depende das coisas que ela tem, mesmo que sejam muitas.” Lucas 12.15

LEITURA DEVOCIONAL

Segunda-feira – Pv 30.7-9
Terça-feira – I Tm 6.6-11
Quarta-feira – Fp 4.11-13
Quinta-feira – Mt 6.19-21
Sexta-feira – Sl 62.10
Sábado – Lc 18.24-27

I. CUIDADO COM A AVAREZA

Você sabe o que é avareza? Os dicionários a definem como “uma característica de quem tem apego demasiado e sórdido ao dinheiro, de quem vive para adquirir e acumular riquezas”. Você reconhece esse comportamento? Infelizmente, esse tipo de atitude tem conquistado o coração de inúmeras pessoas, inclusive de alguns cristãos que foram seduzidos pelo consumismo desenfreado. Entretanto, Jesus faz uma forte advertência aos seus ouvintes, que serve para todas as gerações: “[…] Prestem atenção! Tenham cuidado com todo tipo de avareza […]” (v.15). Ao percorrermos o texto bíblico, nos deparamos com diversas passagens que nos alertam sobre os cuidados que devemos ter com o dinheiro.

O salmista disse: “[…] Ainda que suas riquezas aumentam, não confiem nelas” (Sl 62.10); Jesus falou que, “pois, onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês” (Mt 6.21); Paulo afirmou que “os ladrões, os avarentos, os bêbados, os caluniadores e os assaltantes não terão parte no Reino de Deus” (I Co 6.10); e a Timóteo ele fala da causa do problema: “Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos” (I Tm 6.10). Como observamos, o problema é quando o dinheiro se torna um ídolo oculto em nosso coração.

A partir desse momento, aquilo que conquistamos para o nosso benefício e das pessoas que nos cercam, passa a nos conquistar e nos tornamos escravos. Foi assim com o jovem rico, que amou tanto o dinheiro que escolheu não seguir a Jesus (Lc 18.18,22-25). Afinal de contas, não podemos servir a Deus e também servir ao dinheiro (Mt 6.24). Guarde o seu coração! Não se esqueça que ele tem um dono: Jesus Cristo, o Senhor

II. A PROSPERIDADE ILUSÓRIA GERA ESQUECIMENTO

A história contada por Jesus nos mostra como um homem que recebe uma bênção é capaz de torná-la uma maldição. O fazendeiro rico da parábola foi agraciado com uma grande colheita, sendo necessário ampliar seus depósitos de cereais (Lc 12.16-18). Entretanto, em nenhum momento, o fazendeiro agradece a Deus pela produção abundante da terra ou cogita demonstrar generosidade com o próximo. Pelo contrário, diante da colheita abundante, ele planeja construir um novo depósito para guardar tudo apenas para si (vv. 18,19).

Ele estava tão equivocado em suas prioridades que, segundo Jesus, sua Loucura é revelada no esquecimento de algumas verdades básicas e essenciais da vida:

1- Ele se esqueceu de Deus. Deus não fazia parte da equação de sucesso desse fazendeiro tolo. Ele estava convencido de que era possível ser bem-sucedido sem o Altíssimo. Sua fé e esperança estavam depositadas exclusivamente nos bens materiais, por isso ele diz confiantemente: “[…] homem feliz! Você tem tudo de bom que precisa para muitos anos. Agora descanse, coma, beba e alegre-se” (v.19). Ele escolheu amar as coisas criadas no lugar do Criador. Seu coração foi iludido pela falsa prosperidade; confiou que tudo que precisava estava diante dos seus olhos. Tolo, ignorou o primeiro mandamento (Mc 12.30).

2- Ele se esqueceu do próximo. Sua colheita abundante seria uma ótima oportunidade para compartilhar generosamente as bênçãos recebidas com outras pessoas, mas, como se esqueceu de Deus (sua fonte de provisão, amor e contentamento), ele também esqueceu o próximo. Ele escolheu viver como que se o próximo não existisse; preferiu a apatia ao invés do envolvimento com as necessidades dos seus semelhantes. Tolo, desconsiderou o segundo mandamento (Mc 12.31).

3- Ele se esqueceu que era mortal. Infelizmente ele se esqueceu de que a vida é como um sopro e que não temos qualquer controle sobre os acontecimentos futuros (Tg 4.13-15). O mesmo bem material que gera um aparente conforto, segurança e tranquilidade, quando idolatrado, pode escravizar, matar e inquietar a alma. Deus faz questão de Lembrá-lo: “seu tolo! Esta noite você vai morrer; aí quem ficará com tudo o que você guardou?” (Lc 12.20). Afinal de contas, “o que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira?” (Mc 8.36).

III. SER OU TER, EIS A QUESTÃO

Vivemos em uma cultura consumista, de maneira que, para muitos, nosso valor está na quantidade de bens que possuímos, na marca de roupa que vestimos, no lugar em que trabalhamos etc. Por essa razão, inúmeras pessoas, inclusive jovens, seduzidos pela Lógica do “ter”, acabam comprando o que não precisam, com o dinheiro que não possuem, para mostrar o que não são, a pessoas que não conhecem. Mas, graças a Deus que no seu Reino a Lógica é diferente. Aqui, o importante não é o que temos, mas o que somos diante de Deus. Somos desafiados a viver uma vida de essência e não de aparência. Somos movidos por princípios e valores eternos, nossa vontade é fazer a vontade de Deus.

Pela Palavra, somos ensinados a amar pessoas, de maneira que, os que invertem tal lógica estão literalmente na contramão do Reino de Deus. Usando as palavras de Jesus, estão ajuntando “[…] riquezas para si mesmos, mas para Deus não são ricos” (Lc 12.21). Ser rico para com Deus é valorizar e amar aquilo que é importante para Deus. O fazendeiro da parábola escolheu “ter” riqueza material e “ser” miserável diante de Deus. Que o Espírito Santo nos desperte para sermos tudo o que Deus espera que sejamos: obedientes, fiéis, amorosos e santificados (Ef 5.8-11; Cl 3.5-14; I Pe 1.15,16), porque isso é importante no Reino de Deus. Que vivamos para a Glória de Deus, buscando as riquezas do seu Reino.

CONCLUSÃO

A prosperidade sem Deus tem seus perigos (Pv 30.7-9). A riqueza é capaz de sufocar a Palavra de Deus semeada no coração (Mt 13.22), de criar armadilhas e tentações desnecessárias (I Tm 6.6-10) e de oferecer uma falsa sensação de segurança (I Tm 6.17). Assim, devemos procurar incessantemente juntar “[…] riquezas no céu, onde as traças e a ferrugem não podem destruí-las, e os ladrões não podem arrombar e roubá-las” (Mt 6.20).

 

 

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Editora CPAD

 

 

 

 

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