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Um homem de fé e coragem

EDIÇÃO: 80 – 3º Trimestre – Ano: 2021 – Editora: BETEL

LIÇÃO – 02 – 11 de julho de 2021

TEXTO ÁUREO

“Então disse: Não se chamarás mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste.” Gênesis 32.28

VERDADE APLICADA

Após encontrar-se com Deus, o homem nunca mais é o mesmo, pois experimenta a vida abundante que somente Deus pode proporcionar.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Gênesis 25

19. E estas são as gerações de Isaque, filho de Abraão: Abraão gerou a Isaque;

20. E era Isaque da idade de quarenta anos, quando tomou a Rebeca, filha de Betuel, arameu de Padã-Arã, irmã de Labão, arameu, por sua mulher.

21. E Isaque orou instantemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril; e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu.

22. E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E se foi a perguntar ao Senhor.

23. E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.

LEITURAS COMPLEMENTARES

Segunda-feira – Gn 25.19-26
O nascimento de Esaú e Jacó.

Terça-feira – Gn 25.27-34
Esaú vende sua primogenitura a Jacó.

Quarta-feira – Gn 27
Rebeca e Jacó enganam Isaque.

Quinta-feira – Gn 28
Isaque envia Jacó a Padã-Arã.

Sexta-feira – Gn 29.21-27
Labão engana Jacó.

Sábado – Gn 32.22-32
O encontro de Jacó com Deus.

INTRODUÇÃO

Para prosseguir na jornada da vida, é preciso ter fé em Deus, que tudo provê e nos faz descansar em Suas promessas; e submissão, para passarmos pelo processo de disciplina do Senhor e por Ele sermos moldados.

I- A RIVALIDADE DE ESAÚ E JACÓ

Isaque e Rebeca tiveram dois filhos: Esaú e Jacó (Gn 25.19-26). Desde o ventre, um já lutava com o outro (Gn 25.22). Conforme os anos se passaram, essa rivalidade só aumentou.

1. Uma revelação. Ao perceber que seus filhos lutavam entre si durante a gestação, e que isso a deixava inquieta, Rebeca consultou o Senhor para descobrir o que estava acontecendo. A resposta de Deus foi uma revelação sobre o surgimento de duas nações: “Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor” (Gn 25.23). O primeiro a nascer foi Esaú. Logo após, saiu Jacó, com sua mão agarrada ao calcanhar do seu irmão (Gn 25.26). A Bíblia não revela se Rebeca contou a Isaque o que ouviu do Senhor. Afirma apenas que, por causa das suas características naturais, Isaque amava a Esaú e Rebeca amava a Jacó (Gn 25.28).

2. O direito de primogenitura. Segundo David F. Payne, “da mesma forma que a escolha divina evitou Ismael para favorecer Isaque, agora o irmão gêmeo mais velho é inferior ao mais novo (Rm 9.6-13)”. No entanto, vale ressaltar que o próprio Esaú tomou a iniciativa de abrir mão do seu direito de primogenitura, ao vendê-lo por um guisado das lentilhas (Gn 25.29-34). É um perigo desprezar a bênção de Deus para satisfazer um apetite passageiro, como nos alerta o escritor da epístola aos Hebreus (Hb 12.16).

3. A troca de papéis. Na sua primeira fase da vida, Jacó se revela um homem materialista, pois, além de comprar do seu irmão o direito da primogenitura, juntamente com sua mãe, que arquitetou todo o plano, engana a seu pai, Isaque, ao se passar por Esaú, para receber a bênção. Havia em Jacó o desejo de alcançar as promessas divinas, mas fez isso por meio da trapaça e da mentira (Gn 27.6-13, 20, 24). É interessante observar os fatos: Esaú não valorizou a bênção e a desprezou; e Jacó, que queria a bênção, mas a obteve por meios ilícitos. Isso gerou conflitos e castigos (Rebeca e Jacó nunca mais se encontraram). Nas batalhas da vida, não devemos agir por conta própria. Precisamos ouvir e receber as orientações de Deus.

II- UMA NOVA ETAPA

Com medo do seu irmão, Jacó foge para Padã-Harã. Nesta nova fase da vida, tomamos conhecimento, a partir do capítulo 28 de Gênesis, de como a disciplina de Deus transformou e aperfeiçoou o seu caráter.

1. Deus está neste lugar. Durante a viagem, numa noite, Deus se revela a Jacó em sonho (Gn 28.12-16). A promessa feita a Abraão e Isaque agora é proferida por Deus a Jacó. Da mesma forma que agiu com seus antepassados, isto é, estabelecendo uma aliança, Deus assim procedeu com Jacó (Gn 28.13-15). O impacto da presença de Deus foi tão grande na vida de Jacó que ele ergueu uma coluna e fez um voto. Ainda hoje, Deus quer se relacionar com o ser humano. Devemos desejar ardentemente que Ele seja o nosso alicerce durante a jornada da vida. Não há como prosseguir se o Senhor não for o nosso Deus (Gn 28.21). Mesmo que os dias sejam escuros, Ele é a nossa luz (Sl 119.105).

2. Servir por amor. Ao chegar ao poço de Harã, uma linda história de amor começa a ser escrita. Jacó encontra-se com Raquel, sua linda prima. É possível que ele tenha causado nela uma forte impressão, pois removeu sozinho a pedra que estava sobre a boca do poço (Gn 29.10). Labão, seu tio, lhe oferece hospedagem e, mais à frente, lhe pergunta qual é o salário que gostaria de receber pelo seu trabalho (Gn 29.15). A resposta é: Raquel. Labão concordou com a proposta. Jacó se casaria com Raquel em troca de sete anos de serviço. No entanto, aqueles anos, para ele, pareceram poucos dias, porque a amava muito (Gn 29.20). É exatamente dessa forma que devemos servir ao Senhor Deus: por amor (Mt 22.37-39).

3. A lei da semeadura. No prazo acertado, Jacó solicitou que Labão cumprisse o combinado (Gn 29.21). No entanto, Labão não lhe deu como esposa Raquel, mas, sim, Léia (Gn 29.23). Porém, Jacó só percebeu pela manhã (Gn 29.25). Toda pessoa colhe o que plantou. O nosso Deus não se deixa escarnecer (Gl 6.7). Jacó semeou trapaça e mentira (Gn 27.6-13, 20, 24). Portanto, não poderia colher diferente. Labão, seu sogro, agiu astutamente e ganhou de Jacó quatorze anos de serviço por suas filhas. Ainda hoje, a Igreja deve estar atenta a este princípio. Aquele que semeia na sua carne satisfaz e agrada a si mesmo (Gl 6.8; Rm 15.1-3), o que resulta em morte (Rm 6.23). Aquele que semeia no Espírito obedece ao Espírito Santo (Rm 8.14).

III- O SURGIMENTO DE UMA NAÇÃO

Após muitos anos fora de casa e um crescente clima de hostilidade com Labão e seus filhos, Jacó recebe ordem expressa de Deus para retornar à sua terra natal (Gn 31.1-3).

1. Gileade, lugar de testemunho. Quando soube da fuga de Jacó e sua família, Labão chamou os seus homens e foi atrás dele (Gn 31.22-23). Uma tragédia poderia ter acontecido, caso Deus não intervisse na história (Gn 31.24, 29). Houve então um pacto entre Labão e Jacó. Comentando sobre o assunto, William McDonald afirmou: “Foi um acordo (…) pedindo a Deus a garantia de que ambos agiriam corretamente quando estivessem longe um do outro. (…) tratava-se de um pacto de não-agressão”. É necessário que na jornada cristã tenhamos prudência (Mt 10.16), pois um ato impensado pode custar muito caro.

2. Vau de Jaboque, lugar de mudança. Momentos antes de se encontrar com Esaú, que vinha em sua direção, Jacó fica só no vau de Jaboque (Gn 32.22-24). O anjo do Senhor lhe aparece e uma luta se desencadeia até o dia amanhecer. Como necessitava da aprovação divina, Jacó agarra o anjo e não permite que ele vá até que este o abençoasse (Gn 32.26). Deus não lhe dá somente a bênção desejada, mas também um novo nome: Israel (Gn 32.24-28). Jacó chamou o lugar do encontro de Peniel (A face de Deus). Ele confessa que viu Deus face a face e sua alma foi salva (Gn 32.30). Peniel foi o lugar de sua transformação, pois Deus lhe deu uma nova identidade e mudou sua vida. Quando Deus nos quebranta, somos marcados e jamais nos esquecemos do que Ele fez (Gn 32.31-32).

3. El-Betel, lugar de adorar a Deus. Quando Jacó fugiu de Esaú, ele não tinha perspectiva de como seria sua vida. No entanto, Deus lhe fez uma promessa: “E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra, porque te não deixarei, até que te haja feito o que te tenho dito.” (Gn 28.15). Na primeira vez que esteve ali, Jacó chamou aquele lugar de Betel, agora, ao retornar, ele troca o nome para “El-Betel” (Gn 35.6-7). Betel significa: “Casa de Deus”, e El-Betel significa: “O Deus da casa de Deus”. Na primeira vez, quem passou por ali foi Jacó (“Enganador”, um dos significados do seu nome), agora quem está voltando é Israel (“O que luta com Deus”). A partir deste momento, seus filhos são conhecidos como os filhos de Israel (Êx 1.1). Um homem sem perspectiva se torna, pela fé, pai de uma nação (Hb 11.21; Êx 1.5, 7). Não basta conhecer a casa de Deus, é preciso conhecer o Deus da casa.

CONCLUSÃO

A história de Jacó ilustra de forma fantástica a grandeza e a soberania de Deus. Durante a nossa jornada de vida, devemos ter em mente que os propósitos de Deus sempre se cumprem (Fp 2.13), pois Ele é fiel para cumprir todas as Suas promessas (Nm 23.19).

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Editora Betel

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