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Os efeitos da salvação na plenitude humana

EDIÇÃO: 40 – 4º Trimestre – Ano: 2020 – Editora: BETEL

LIÇÃO – 02 – 11 de outubro de 2020                     

TEXTO ÁUREO

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” II Coríntios 5.17

VERDADE APLICADA

Quando o homem recebe a Jesus Cristo como seu Salvador, ele inicia a caminhada de restauração em todo o seu ser.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

– Expor a origem e a natureza da salvação.

– Mostrar os resultados da justificação.

– Ensinar acerca da bênção da santificação.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Salmos 51

1. Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.

2. Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado.

10. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.

11. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.

12. Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.

17. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.

INTRODUÇÃO

Nesta lição, será enfatizado o tema “salvação” e o reflexo das ações salvíficas do Senhor em todas as áreas da vida humana, destacando dois aspectos da salvação: justificação e santificação.

I. A GRANDE SALVAÇÃO.

O termo “salvação” tem múltiplos sentidos na Bíblia. Podendo se referir a cura de doenças, preservação em momentos de perigo, entre outros. Em nosso contexto evangélico, geralmente a palavra é usada para se referir ao que Jesus Cristo fez em favor dos pecadores. É a libertação do pecado. Envolve regeneração, justificação, santificação, glorificação. O escritor aos Hebreus identifica como “uma tão grande salvação” [Hb 2.3].

1. A origem da salvação.

A salvação tem sua origem em Deus. Ele a planejou e executou por intermédio de Jesus Cristo. Deus é o autor da salvação [Lc 1.68-69; Rm 3.24; Tt 2.11]. A obra propiciatória de Jesus é a maior revelação do grande propósito de Deus no plano da redenção em salvar a humanidade. Foi nEle que todos os benefícios da salvação plena tiveram seu centro de expansão [Hb 2.3] A encarnação do Verbo e a propiciação feita por Jesus constituem a maior prova da boa vontade de Deus em redimir a alma do homem. Assim sendo, a origem da salvação está em Deus.  

2. A natureza da salvação.

A natureza da salvação, conforme sugere o termo em foco, compreende todos os “atos e processos” que salientam todos os elementos da fé cristã. Estes “atos e processos” são vistos e desenvolvidos no plano da redenção da seguinte forma: Primeiro, salvação no passado, efetuada na justificação do pecador, tendo origem na graça de Deus [Rm 3.24]. Segundo, salvação no presente, essa efetuada na santificação diária na pessoa humana: e “somos transformados de glória em glória” [II Co 3.18]. E no fundo: essa efetuará a glorificação dos salvos, a saber, a redenção do nosso corpo [Lc 21.28; Rm 8.23]. 

3. A eleição divina.

Dois textos bíblicos são bastante utilizados no estudo acerca deste tão distinto tema ao longo da história da Igreja: Efésios 1.4-6,11; 1 Pedro 1.2. Evidentemente que na presente lição aprofundaremos o tema. Assim, vamos nos deter nos aspectos que auxiliarão no estudo do presente tópico- salvação:

1) A eleição se deu antes da criação do ser humano e antes do pecado;

2) Esta tão grande salvação não foi um plano de emergência, como se Deus tivesse sido surpreendido;

3) A eleição segundo a presciência – “propósito e conselho prévios de Deus na salvação” – segundo Strong;

4) A eleição é em Cristo, não pelo mérito humano;  

5) César Moisés: “A soberania divina coexiste com o livre-arbítrio e qualquer tentativa de explicar como isso ocorre leva a equívocos e discussões desnecessárias”. 

II. RESULTADOS ABENÇOADORES DA JUSTIFICAÇÃO

Segundo Strong, “justificação”, como descrito na Bíblia, é o ato divino de considerar como justo, declarar justa uma pessoa com base na obra de Cristo na cruz, absolvendo-o das consequências eternas do pecado. Assim o Senhor Deus considera e trata como justo todo aquele que crê em Jesus Cristo [Rm 3.21-24; 5.1; Ef 2.8]. No presente tópico nos deteremos em três bênçãos que resultam da justificação, as quais fazem diferença para um estado saudável da alma.

1. Paz com Deus.

“Justificados pela fé, temos paz com Deus” [Rm 5.1]. Eis uma bênção que faz a diferença na vida de uma pessoa. Porém, é fundamental compreender que está sendo ressaltado aqui a paz que é resultado da justificação. Portanto, é diferente daquela buscada e oferecida pelo mundo [Jo 14.27]. É a paz como resultado da reconciliação com Deus. É consequência de ter recebido o favor divino. É a paz que está além do nosso entendimento; abençoa e guarda coração e mente (mente e sentimentos) – Fp 4.7. É a paz por sabermos que fomos perdoados, reconciliados, aceitos por Deus, não por nossos méritos ou justiça própria, mas por causa do sacrifício perfeito e satisfatório de Jesus Cristo na cruz [Rm 3.24-26]. 

2. Alegria produzida pelo Espírito Santo.

“Nos gloriamos” [Rm 5.2], não no sentido de orgulho humano como indicado em Romanos 4.2, mas a alegria que se fundamenta no Senhor [II Co 10.17; Fp 3.3]. Um dos sentidos do termo em grego é “desfrutar o contentamento”; “contentamento de coração”; “boa disposição”. O texto em Romanos 5 relata que aquele que foi justificado desfruta de alegria na esperança [Rm 5.2]; nas tribulações [Rm 5.3 – a aflição tem seu aspecto positivo na medida que contribui na resistência e na formação de um caráter perseverante e constante]; “em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” [Rm 5.11 – pelo que Ele é – “minha grande alegria” – Sl 43.4 – e pelo que fez – efetuou nossa reconciliação com Ele] A bênção da alegria influencia positivamente como enfrentamos as adversidades da vida, pois, se ficamos tristes com várias situações do dia a dia; não somos sufocados pelo desânimo, pois, afinal, “a alegria do Senhor é a vossa força” [Ne 8.10].

3. Esperança – âncora da alma.

“E a esperança não traz confusão [Rm 5.5]. Ou seja, não nos decepciona ou não envergonha. Afinal, está fundada em Deus e em Suas promessas. Trata-se de um tema bem presente nas Escrituras. O discípulo de Cristo não tem esperança apenas no que concerne à vida debaixo do sol [I Co 15.19], mas, também, espera compartilhar a glória de Deus [Rm 8.18-25]. O escritor aos Hebreus destaca que a esperança é como “âncora da alma segura e firme”, pois está baseada no caráter de Deus, ou seja, é impossível que Deus minta [Hb 6.18-19]. A esperança na vida do cristão produz segurança e firmeza, aspectos fundamentais no enfrentamento dos muitos embates da alma no nosso século. “Ter esperança é um sinal de saúde mental”, acredita a psicóloga Lilian Graziano, diretora do Instituto de Psicologia Positiva e Comportamento. “A depressão seria a total ausência de esperança, quando a pessoa não vê mais luz no fim do túnel”. 

III. A BÊNÇÃO DA SANTIFICAÇÃO

Bispo Abner Ferreira: “Tanto a expressão hebraica “qodesh” como a grega “hagiasmos” admitem diversos termos relacionados ao tema: santidade, consagração, santificação, separação. A ênfase do sagrado no Novo Testamento já não recai sobre coisas, lugares ou ritos, mas às manifestações da vida produzidas pelo Espírito Santo”. 

1. Deus é Santo.

“Santo” é uma palavra descritiva da natureza divina. Seu significado primordial é separação, portanto, a santidade representa aquilo que está em Deus, que o torna separado de tudo quanto seja terreno e humano, isto é, Sua perfeição moral absoluta e Sua divina majestade. Ele não abre mão deste atributo de Sua pessoa. 

2. O homem e a natureza caída.

Deus não criou o homem com a natureza caída. O homem ficou assim, em consequência da queda. Ele se tornou assim porque escolheu fazer a própria vontade e não a vontade de Deus. Esta escolha levou a uma deformidade na alma do homem sem precedentes. O que vemos no relato bíblico após Genesis 3 é uma catástrofe após outra: o primeiro homicídio [Gn 4.8-11]; corrupção do gênero humano [Gn 6.5-9]; o anúncio do dilúvio [Gn 6.11-13]; a torre de Babel [Gn 11.1-9]. E o relato segue em desvio na conduta espiritual, na conduta moral e até no aspecto cultural, onde foram sendo introduzidos costumes e hábitos de outras nações cheias de paganismo, libertinagem e imoralidade. A marca do homem passou a ser de inclinação para o pecado e desvio de seu Criador.

3. A obra da santificação.

É muito importante lembrar que, diante da realidade da santidade de Deus e pecaminosidade humana, só é possível retornar o relacionamento com Deus por causa da obra perfeita de Jesus Cristo, como visto no tópico anterior [II Co 5.15-21]. Portanto, todos os reconciliados agora devem viver em novidade de vida [Rm 6.4]. A fonte que nos capacita a termos esse “novo andar” é expressa nos seguintes termos “estar em Cristo”; “andar nele”; “andar em Espírito”. Somente assim será possível uma vida de santificação [Cl 2.6-7; 3.1-13; Jo 15.5; Rm 8.1,4,8-9,13].

CONCLUSÃO

A “tão grande salvação” providenciada por Deus por intermédio de Jesus Cristo não somente proporcionou reconciliação do ser humano com o Seu Criador, mas, também, resulta em bênçãos de restauração em todas as áreas da vida humana: corpo, alma e espírito. E, assim, o Senhor é glorificado!

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Revista Betel

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