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Vencendo os mecanismos de defesa da velha natureza

EDIÇÃO: 41 – 4º Trimestre – Ano: 2020 – Editora: BETEL

LIÇÃO – 03 – 18 de outubro de 2020                     

TEXTO ÁUREO

Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.” Romanos 8.6

VERDADE APLICADA

Aquele que nasceu de novo e anda em Espírito não mais vive dominado pelas inclinações da velha natureza.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

– Apontar os mecanismos de defesa existentes.

– Tratar sobre a ira e o perigo do autoengano.

– Explicar como a graça divina atua.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Efésios 4

22. Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano;
23. E vos renoveis no espírito da vossa mente;
24. E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade.

31. Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós,

32. Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

INTRODUÇÃO

A presente lição tratará dos mecanismos de defesa da velha natureza, citando os principais tipos. Em contrapartida, apontará a vacina da graça para tratar e vencer a velha natureza.

I. AS DEFESAS DA VELHA NATUREZA

Para não ter que enfrentar a verdade, a natureza caída constrói mecanismos de defesa para se proteger contra a ansiedade e o medo. Isso não muda a realidade das coisas, apenas modifica o modo de olhar os fatos. Tentando os proteger, enganamos a nós mesmos a fim de que não tenhamos que mudar. Mas uma nova vida com Deus exige transformação.

1. Alguns mecanismos de defesa.

O homem ao trocar a verdade de Deus pelas mentiras de Satanás, foi tomado por um espírito de mentira, que precisa ser vencido pela verdade de Deus [I Jo 1.5-10; 2.4]. A natureza velha se autodefende criando meios para permanecer dominando o ser humano e impedi-lo de viver em novidade de vida. A velha natureza se defende dos julgamentos com a mesma energia que lutamos para nos defender contra a fome contra o frio ou contra animais ferozes, porque é uma ameaça mortal. Ou seja, esta velha natureza que persiste em permanecer agindo em nós não quer ser confrontada pelo Espírito Santo.

2. Negação e mentira.

O caso de Ananias e Safira ilustra a gravidade de negar um fato para esconder um certo lucro. Eles mentiram aos apóstolos, uma ação proposital e pensada, na tentativa de evidenciar uma falsa generosidade. O apóstolo Pedro declarou: “Não mentistes aos homens, mas a Deus”. Por esta razão, Deus eliminou os dois [At 5.1-10]. Anos mais tarde, o apóstolo Paulo aconselhou aos cristãos: “Não mintais uns aos outros” [Cl 3.9]. Essa advertência é particularmente vital na convivência cristã. Jesus disse que Seus discípulos seriam reconhecidos como tais, em amarem uns aos outros [Jo 13.34-35].

3. Camuflagem.

Esta técnica é desenvolvida por diversos animais como um instinto de sobrevivência, o que possibilita muitas vezes escapar do predador. No ser humano, a irritação pode estar sendo usada como uma camuflagem. A velha natureza utiliza esta defesa para impedir que os seus erros e defeitos sejam confrontados, pois constrói muralhas em volta dos sentimentos para que ninguém descubra o que está sendo motivado por aquilo que está dentro de nós. Então se veste de uma roupagem que convém ao momento, para passar uma imagem daquilo que não é, onde aparentemente mostra que está tudo bem.

II. A IRA

A ira é um problema universal, dominante em todas as culturas, experimentados por todas as gerações. Ninguém está isolado de sua presença ou imune ao seu veneno. Ela permeia cada pessoa e arruína nossos relacionamentos mais íntimos. A ira é um fio sempre presente no tecido de nossa humanidade caída. Tristemente isso é verdade mesmo em nossas igrejas e lares cristãos.

1. A ira da velha natureza precisa ser contida.

O cristão não está isento da ira. Suas palavras e gestos revelam. Ele luta com o remanescente interior da ira, buscando cumprir a ordem apresentada em I Pe 2.11: “Amados, peço-vos… que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma”; e atendendo ao chamado de Efésios 4.31: “Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas de entre vós”. O cristão luta contra a ira diariamente. A Palavra de Deus descreve graficamente as muitas formas de ira, adverte-nos contra a ira pecaminosa e prescreve maneira de não sermos dominados ou pecarmos por causa da ira.

2. O perigo do autoengano.

Embora nossa tendência seja presumir o melhor a nosso próprio respeito, a Bíblia com frequência nos adverte contra o perigo do autoengano. Nossa tendência é ocultar nossos pecados, dando sempre uma “mão de cal” espiritual. Pintamos nossa ira como algo puro, mas a Palavra de Deus é bem realista: “Enganoso é o coração, mas do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” [Jr 17.9]; “…quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano” [Ef 4.22]. Esta simples advertência deveria colorir qualquer consideração quanto a “justiça” de nossa ira. Precisamos abordar esta questão com uma consciência bem aguda desse perigo. O profeta Jonas oferece um caso clássico de autoengano. O texto de Jonas 4 registra que ele ficou profundamente descontente e enfureceu-se sem nenhuma justificativa para isso. Jonas não tinha argumentos que justificassem sua ira.

3. Considerando a causa da ira.

O apóstolo lida com a ira pecaminosa em Tiago 4.1-2: “De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais e nada tendes, sois invejosos e cobiçosos, e não podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis.”. Tiago acusa seus leitores cristãos de exibirem várias formas de frutos da ira. Ele fala de matar, cobiçar, guerrear e lutar. Embora a referência a matar possa indicar homicídio, mais provavelmente alude à definição feita por nosso Senhor, no Sermão do Monte, da ira com o equivalente moral do assassinato [Mt 5.21-22; I Jo 3.15]. Tiago relata com tristeza que tudo isso ocorre dentro do Corpo de Cristo, a Igreja!

III. A GRAÇA DE DEUS E A VELHA NATUREZA

Neste tópico, veremos como Deus manifesta a Sua graça e nos torna participantes da natureza divina [II Pe 1.4], sendo possível, assim, não sermos dominados por nossos desejos pecaminosos. Graças a Deus, Tiago 4 faz mais do que diagnosticar desejos pecaminosos. A Palavra de Deus oferece esperança e ajuda [Tg 4.6].  

1. A vacina da graça.

Note que a resposta de Deus não vem de um conjunto de ações ou dicas de autoajuda. A resposta de Tiago para corações duros não é do tipo “como fazer”, mas, sim, “a quem recorrer”. Precisamos recorrer a graça de Deus que nos capacita a lidar com o conflito interpessoal. Ele concede graça sobre graça. Aleluia!

2. Precisamos permitir ser vacinados.

Como deveríamos responder a essa gloriosa oferta de graça que Deus faz? Tiago usa no capítulo 4 uma variedade de metáforas para chamar a um completo arrependimento no coração.  Nos versículos 4 e 5, Deus nos chama a abandonarmos os amantes da velha natureza: “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Ou cuidai vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em vós habita tem ciúmes?”. Tiago evoca a imagem do Antigo Testamento do adultério espiritual para não atendermos às inclinações da velha natureza. Embora os falsos encantos do mundo não possam causar o pecado, eles podem moldar e estimular nossos desejos. 

3. A velha natureza é vencida.

Levítico 19.18 traduz um único verbo hebraico que significa “abrigar” ou “estocar”. Pessoas que guardam rancor mantém o ofensor e sua ofensa constantemente diante dos seus olhos, sempre vivos em seu coração. É precisamente o contrário da maneira com que Deus trata a nós, o seu povo. O mesmo verbo o descreve: “Não repreenderá perpetuamente, nem para sempre conservará a sua ira.” [Sl 103.9]. Por isso, é necessária a prática do amor, perdão e reconhecimento de que necessitamos da graça de Deus para vencer todos os efeitos da velha natureza. 

CONCLUSÃO

Os mecanismos de defesa da velha natureza perderão sua resistência a partir de uma atitude genuína de arrependimento, reconhecimento de mudança, confissão, abandono das obras do velho homem e da prática constante de subjugar as obras da carne, e viver a Lei do Espírito e vida.

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Revista Betel

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