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Adultos - CPAD

O juízo contra Sodoma e Gomorra

Publicado

em

EBD – Adultos – EDIÇÃO: 733 – 2º Trimestre – Ano: 2026 – Editora: CPAD

LIÇÃO – 05 – 03 de maio de 2026

TEXTO ÁUREO

“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.” (Gn 18.32).

VERDADE PRÁTICA

Deus é misericordioso e dá tempo para o arrependimento, mas, quando o homem não quer, seu juízo é sem misericórdia.

LEITURA DIÁRIA

Segunda-feira – Sl 25.14
Deus revela seus segredos para os que o temem
Terça-feira – Gn 18.32
Abraão intercede por Sodoma e Gomorra
Quarta-feira – I Tm 2.1
Devemos interceder por todos
Quinta-feira – Ez 22.30
Deus busca por intercessores perseverantes
Sexta-feira – Rm 8.26
O Espírito Santo intercede por nós
Sábado – Rm 8.34
Jesus, nosso intercessor

LEITURA BÍBLICA

Gênesis 18

23 — E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?
24 — Se, porventura, houver cinquenta justos na cidade, destrui-los-ás também e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que estão dentro dela?
25 — Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?
26 — Então, disse o Senhor: Se eu em Sodoma achar cinquenta justos dentro da cidade, pouparei todo o lugar por amor deles.
27 — E respondeu Abraão, dizendo: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.
28 — Se, porventura, faltarem de cinquenta justos cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco.
29 — E continuou ainda a falar-lhe e disse: Se, porventura, acharem ali quarenta? E disse: Não o farei, por amor dos quarenta.
30 — Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar: se, porventura, se acharem ali trinta? E disse: Não o farei se achar ali trinta.
31 — E disse: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor: se, porventura, se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei, por amor dos vinte.
32 — Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.

INTRODUÇÃO

Nesta lição, estudaremos Gênesis 18. O patriarca recebe a visita de três mensageiros do Senhor que anunciam o nascimento de Isaque. A cena é marcada pela hospitalidade de Abraão, que serve com alegria àqueles visitantes celestiais. Contudo, entre as boas novas, surge também uma revelação assustadora: a iminente destruição das cidades de Sodoma e Gomorra. Diante disso, destaca-se o coração intercessor de Abraão, que se coloca na brecha e intercede pelos justos que ali habitavam.

I – OS ANJOS VISITAM ABRAÃO

  1. Abraão recebe a visita dos anjos do Senhor. O capítulo 18 de Gênesis tem início com a visitação do Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre (v.1), um momento glorioso que antecedeu ao anúncio de algo impactante que Deus iria fazer e não era na vida de Abraão: a destruição de Sodoma e Gomorra.
    O texto bíblico diz que, “quando tinha aquecido o dia” (v.1), tal fato indica que a visitação se deu por volta do meio-dia, quando o calor é mais forte. No Antigo Oriente, esse era um momento em que as pessoas costumavam comer e descansar. Era um horário em que se evitava viajar ou sair de casa devido ao calor e à radiação solar. Mas o Senhor não está sujeito ao nosso tempo. Neste horário improvável, Abraão avistou três homens vindo em sua direção. Ao vê-los, ele correu ao encontro deles e prostrou-se em terra. Esse ato pode parecer estranho a nós, mas era um gesto comum no Antigo Oriente, um gesto de hospitalidade. O patriarca foi hospitaleiro, oferecendo proteção e provisão para os visitantes (Gn 18.2-4).
  2. A hospitalidade de Abraão. O patriarca vai até a tenda de Sara e pede que ela amasse o pão, e ele mesmo corre até o curral, escolhe uma vitela e ordena que seja preparada. Precisamos aprender com Abraão a arte da hospitalidade, algo que parece estar esquecido atualmente. Ser bem recebido é muito bom, mas receber o próximo com hospitalidade é ainda muito melhor.
    O patriarca ofereceu o melhor aos visitantes, e, enquanto estavam ali desfrutando do alimento e da hospitalidade, os homens perguntam a Abraão: “Onde está Sara?”. Naquele tempo, as mulheres não eram vistas quando homens desconhecidos, que não pertenciam à família, estavam presentes. Mas, certamente, eles sabiam que ela estava escutando tudo à porta da tenda. Então os visitantes falam a Abraão: “[…] eis que Sara, tua mulher, terá um filho” (Gn 18.10). Essa era a promessa mais aguardada por Abraão e Sara.
  3. O riso de Sara. Ao ouvir que teria um filho, Sara riu. Ela não riu de Deus, mas, certamente, da sua condição física. Mas o Senhor lembra a Sara que não há nada demasiadamente difícil para Ele (Gn 18.14).
    Deus conhece o nosso coração e Ele viu fé no coração de Sara apesar de sua risada. O Eterno nos conhece bem, conhece as nossas fragilidades e as nossas quedas. No entanto, Ele não desiste de nós, apesar da nossa incredulidade, do nosso riso e de nossa dor.
    Depois de entregar a mensagem divina a Abraão e Sara, o Senhor fala a respeito da destruição de Sodoma.

II – DEUS ANUNCIA SEUS PLANOS A ABRAÃO

  1. O anúncio da destruição. Já aprendemos que a terra entre Betel e Ai não comportava mais os pastores de Abraão e Ló. O tio e o sobrinho decidiram se separar depois de uma desavença entre seus pastores. O patriarca dá a Ló, seu sobrinho, a honra de escolher primeiro, e este viu somente a beleza das terras férteis e decidiu estabelecer-se nos arredores de Sodoma (Gn 13.1-12). O que Ló não sabia era que os habitantes de Sodoma eram “maus” e “grandes pecadores contra o Senhor” (Gn 13.13).
  2. O pecado leva à destruição. O texto de Gênesis 18 mostra que o Senhor revelou a Abraão o seu plano de destruir Sodoma e Gomorra. O salmista ensina que Deus revela seus planos para os fiéis. O problema é que muitas vezes não estamos dispostos a ouvir ao Senhor (Sl 25.14).
    O pecado de Sodoma e Gomorra era imenso, e o Senhor não podia mais suportar a iniquidade daquele lugar. Deus é santo e não tolera a iniquidade, embora tenha misericórdia do pecador. Então, o Eterno toma a seguinte decisão: “Descerei agora e verei se, com efeito, têm praticado segundo este clamor que é vindo até mim; e, se não, sabê-lo-ei” (Gn 18.21).
  3. A intercessão. A decisão já estava tomada, mas Deus revela a seu servo o juízo que estava por vir. Diante do que o Senhor faria, Abraão coloca-se na posição de um intercessor. Ele suplica o favor do Senhor pelos habitantes das cidades que eram justos e que seriam destruídos juntamente com os ímpios. Abraão roga a Deus para que Ele tenha misericórdia e poupe os justos nas cidades. Tal atitude revela o coração justo e bom do patriarca. Ele foi um intercessor, pediu com paixão e misericórdia a graça de Deus em favor dos inocentes.
    A iniquidade das cidades de Sodoma e Gomorra era tão grande que deu origem ao termo “sodomita”, uma referência aos moradores da cidade de Sodoma.
    O Senhor enviou dois anjos até a cidade de Sodoma, e Ló encontra-os e convida-os a passar a noite em sua casa. Porém, os homens de Sodoma eram tão perversos e promíscuos que cercaram a casa e exigiram que os visitantes fossem levados para fora. Ló não consente com tal coisa e oferece as suas filhas com a intenção de proteger os visitantes. Então, os mensageiros de Deus ferem de cegueira aqueles homens ímpios de Sodoma. Ló aproveita a situação e foge com sua mulher e as suas filhas. Deus aguarda a saída de Ló e sua família e destrói Sodoma e Gomorra com uma chuva de “enxofre e fogo” (Gn 19.24). Essas cidades tornaram-se símbolo de advertência divina contra a maldade (Dt 29.23; Is 1.9; Rm 9.29; Jd 7). Até os dias atuais, essas cidades nunca mais foram novamente erguidas ou habitadas, e o solo da região é improdutivo devido a grande quantidade de enxofre.

III – A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA

  1. Deus “é fogo consumidor”. Depois da destruição da humanidade na época de Noé por causa da corrupção geral do ser humano (Gn 6 e 7), a destruição de Sodoma e Gomorra nas campinas do Jordão foi o fato mais marcante e tornou-se referência e alerta da parte de Deus para toda a humanidade. Não podemos nos esquecer de que o Eterno é amor, mas também é justiça! Ele é “fogo consumidor”: “Pelo que, tendo recebido um Reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente com reverência e piedade; porque o nosso Deus é um fogo consumidor” (Hb 12.28,29).
  2. Uma catástrofe sem igual. Não sabemos quantas pessoas habitavam em Sodoma e Gomorra. Provavelmente, havia um número elevado de habitantes, mas, a exemplo do que ocorreu no Dilúvio, quando somente Noé e sua família, oito pessoas, sobreviveram à destruição, também poucas pessoas foram salvas: Ló, sua esposa e suas duas filhas (Gn 19.15-23). Os genros de Ló zombaram dele quando os advertiu (Gn 19.14).
  3. Transformada em estátua de sal. Infelizmente, a esposa de Ló não seguiu a orientação dos anjos para não olhar para trás; ela olhou, talvez para ver as cidades queimando, e “ficou convertida numa estátua de sal” (Gn 19.26). Lembremos de que a esposa de Ló não foi alcançada pelo fogo, mas pereceu pela desobediência ao olhar para trás. Como servos de Deus, não devemos olhar para trás, mas para “as coisas que são de cima” (Cl 3.1,2). Diz a Bíblia: “Então, o Senhor fez chover enxofre e fogo, do Senhor desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra. E derribou aquelas cidades, e toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra” (Gn 19.24,25).

CONCLUSÃO

Finalizamos esta lição enfatizando que Deus é “bom, e a sua benignidade dura pra sempre” (Sl 136.1), mas sua longanimidade tem limite. As cidades de Sodoma e Gomorra viviam na prática do pecado, e o Senhor deu tempo para que se arrependessem, mas não ouviram a Deus e nem a Ló. Quando o ser humano perde o temor e para de ouvir o Criador, o juízo divino não tarda. Que jamais venhamos nos esquecer do amor e da severidade do Eterno.

 

 

 

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Revista CPAD

 

 

 

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