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O início da civilização humana

LIÇÃO – 399 – 23 de fevereiro de 2020

TEXTO ÁUREO

“E conheceu Caim a sua mulher, e ela concebeu e teve a Enoque; e ele edificou uma cidade e chamou o nome da cidade pelo nome de seu filho Enoque.”
(Gn 4.17)

VERDADE PRÁTICA

Dos muitos conflitos que vivenciamos aprendemos lições preciosas para a nossa vida espiritual e formação de nosso caráter, segundo o modelo Cristo.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gn 4.1,2
O início da civilização
Terça – Gn 4.3-8
O primeiro conflito civilizacional
Quarta – Gn 4.9-15
Deus intervém na civilização
Quinta – Gn 4.16,17
A formação da primeira cidade
Sexta – Gn 4.19-24
Iniquidade e civilização
Sábado – Dt 28.1-6
A bênção na civilização

LEITURA BÍBLICA

Gênesis 4.1-16

1 – E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do SENHOR um varão.
2 – E teve mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.
3 – E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.
4 – E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta.
5 – Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante.
6 – E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante?
7 – Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás.
8 – E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou.
9 – E disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão?
10 – E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra.
11 – E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão.
12 – Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e errante serás na terra.
13 – Então, disse Caim ao SENHOR: É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada.
14 – Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e errante na terra, e será que todo aquele que me achar me matará.
15 – O SENHOR, porém, disse-lhe: Portanto, qualquer que matar a Caim sete vezes será castigado. E pôs o SENHOR um sinal em Caim, para que não o ferisse qualquer que o achasse.
16 – E saiu Caim de diante da face do SENHOR e habitou na terra de Node, da banda do oriente do Éden.

INTRODUÇÃO

Nesta lição, estudaremos a origem da civilização humana. E, para tanto, focaremos o capítulo quatro de Gênesis, pois é justamente, aí, que encontramos a primeira cidade construída pelo homem.
Em seguida, veremos por que a civilização é marcada por tantos conflitos, dissoluções e violência. Apesar de tudo, Deus jamais deixou de intervir nos negócios humanos: além de Criador, Ele é o Senhor de todas as coisas.
Concluindo a nossa aula, mostraremos que somente o Evangelho de Cristo pode redimir a civilização atual.

I – A ORIGEM DA CIVILIZAÇÃO HUMANA

Neste tópico, definiremos a civilização humana, realçaremos o casamento como a base da civilização e mostraremos o trabalho como o meio de sua subsistência. A civilização é um projeto de Deus.
Definindo a civilização. Segundo o Dicionário Houaiss, civilização é o conjunto de aspectos peculiares à vida intelectual, artística, moral e material de uma época, de uma região, de um país ou de uma sociedade. Foi o que Adão e seus descendentes demonstraram logo após a Queda (Gn cap. 4).
Se Adão não tivesse pecado, haveria civilização? Sim, pois nessa hipótese, o processo civilizacional seria muito mais brilhante e proveitoso, porque o homem cumpriria, plenamente, a vontade de Deus quanto ao desenvolvimento de nosso planeta (Gn 1.26).
O casamento como base da civilização. A civilização humana teve início quando Adão recebeu Eva como esposa (Gn 2.18-25). A partir daí, não somente a família, mas a nação, o povo e o Estado tornaram-se possíveis (Gn caps. 5 e Gn.10.1).
Portanto, sem o casamento, cujo real modelo encontramos na Bíblia Sagrada, a civilização humana seria impossível. Aliás, até a própria Igreja de Cristo, apresentada como a sociedade perfeita, tem, no casamento bíblico, a sua base espiritual, moral e emocional (Ef 5.22-30).
A subsistência da civilização. A Bíblia Sagrada apresenta o trabalho não como um fim em si mesmo, mas como um meio à subsistência humana (Sl 128.2; II Ts 3.10). Quer o homem tivesse pecado, quer não, não poderia escapar ao trabalho, pois o próprio Deus é apresentado por Jesus como um exemplo nessa área (Gn 2.1-3; Jo 5.17). Além disso, Deus criou Adão para governar o mundo, uma atividade que requer atenção e esforço concentrado (Gn 1.26-28).
Após a queda, o trabalho humano tornou-se um enfado, devido à enfermidade do planeta (Gn 3.19; Jo 5.7; Rm 8.19-22).

II – CIVILIZAÇÃO E CONFLITO

Observemos, agora, como a inveja, o homicídio, a poligamia e a desordem social marcaram a civilização humana desde o início.
Caim e Abel. Os primeiros filhos de Adão dedicaram-se à subsistência básica da civilização humana: a agricultura e a pecuária. Caim fez-se lavrador enquanto Abel, seu irmão, dedicou-se ao pastoreio (Gn 4.2). Sem ambas as atividades, a civilização torna-se inviável (Ec 5.9; II Cr 26.10).
Foi na convergência de ambas as atividades, que Caim, o agricultor, movido por uma inveja maligna, matou Abel, o pecuarista temente a Deus (Gn 4.8).
A cidade de Lameque. Enoque (não confundir com o piedoso ancestral de Noé) foi o nome da primeira cidade fundada na terra. Estabelecida por Caim, logo após este haver assassinado Abel, a cidade de Enoque foi marcada pela violência e pela banalidade quanto à vida humana. Tanto é que Lameque, um dos netos de Caim, matou dois homens por motivos fúteis e, em seguida, celebrou o seu duplo homicídio com uma poesia (Gn 4.23,24).
Desde então, a violência vem sendo celebrada em poemas, crônicas, romances e filmes. Mas virá o tempo em que os homens não mais aprenderão a se matarem (Is 2.4).
A tecnologia. Paralelamente à sua iniquidade, a civilização caimita, instalada na cidade de Enoque, experimentou grande progresso tecnológico, econômico e artístico. Havia, ali, fabricantes de tendas, criadores de gado, metalúrgicos e músicos (Gn 4.20-22).
Do texto bíblico, inferimos que havia mais progresso entre os filhos de Caim do que entre os de Sete. Por esse motivo, estes, seduzidos pela civilização daqueles, vieram a afastar-se Deus (Gn 6.1-3). A partir daí, a iniquidade alastrou-se de tal forma na terra, que o Senhor Deus decretou o juízo de toda aquela civilização.

III – O DEUS QUE INTERVÉM NA CIVILIZAÇÃO

Criador e Senhor de todas as coisas, Deus tem direito de intervir tanto na biografia de cada um de nós, quanto na vida das nações e na própria civilização. Veremos, finalmente, que o Senhor Jesus é a única esperança à civilização humana.

A intervenção na biografia de cada homem. Deus interveio diretamente, por exemplo, nas biografias de Adão, Caim e Enoque (Gn 3.9; 4.6; 5.24). Ele assim o faz, não apenas para disciplinar e punir, como também para recompensar aos seus servos (Hb 11.6).
Indiretamente, o Todo-Poderoso intervém através das autoridades por Ele constituídas (Gn 9.6; Rm 13.1-14).
Deus não se limitou a criar o Universo, nem nos abandonou após nos haver formado. Ele continua a observar atenta, justa e amorosamente todas as coisas (Gn 11.5; Sl 50.21; Pv 15.3). E, sempre que necessário, intervém. Se o Senhor não agisse assim, a civilização humana, como a conhecemos, não mais existiria.
A intervenção na história da civilização. No período da História Sagrada, abrangendo o Antigo e o Novo Testamento, Deus interveio diretamente na civilização por ocasião do Dilúvio e da Torre de Babel (Gn 6.7; 11.5). E, desde então, vem o Senhor intervindo, na História, por intermédio de reinos e impérios, a fim de impor a sua vontade soberana aos rebeldes e apóstatas (Jr 21.7; Is 45.1,13).
Vê-se, pois, que a intervenção divina na civilização jamais foi interrompida. De Adão aos nossos dias, o Senhor sempre interveio na história humana. Doutra forma, a humanidade seria inviabilizada.
Jesus Cristo, a única esperança para a civilização humana. Às vezes, somos levados a pensar que o Senhor Jesus veio a este mundo apenas para salvar indivíduos. Todavia, o amor de Deus não se limita às biografias, porque Ele, amando o mundo de tal maneira, enviou o seu Unigênito para salvar a todos, inclusive a civilização e a História (Jo 3.16).
Na Grande Comissão, somos instados a evangelizar até aos confins da Terra, pois o Evangelho de Cristo redime tanto pessoas como povos e civilizações (Mt 28.18-20). Chegará o dia em que toda a Terra encher-se-á do conhecimento do Senhor (Is 11.2).

CONCLUSÃO

A única esperança para a civilização humana é o Evangelho de Cristo. Por essa razão, proclamemos a Palavra de Deus a tempo e a fora de tempo, para que não venhamos a ser destruídos. Além do mais, o Senhor Jesus constrange-nos a salgar e a iluminar a nossa geração através de um testemunho eficaz: somente a Igreja de Cristo tem as propriedades do sal e da luz.
Que o nome de Cristo seja exaltado.

 

Postado por: Pr. Ademilson Braga

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