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Fidelidade do cristão ao Senhor

EDIÇÃO: 56 – 1º Trimestre – Ano: 2021 – Editora: BETEL

LIÇÃO – 04 – 24 de janeiro de 2021                     

TEXTO ÁUREO

“Depois destas coisas o rei Assuero engrandeceu a Hamã filho de Hamedata, agagita, e o exaltou, e pôs o seu lugar acima de todos os príncipes que estavam com ele.” Ester 3.1

VERDADE APLICADA
O Espírito Santo nos auxilia a permanecermos fiéis ao Senhor em todo o tempo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

– Ensinar que a nossa fé é testada a todo o momento.

– Mostrar que há esperança em meio à adversidade.

– Alertar sobre a luta diária do cristão.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Ester 3

2. E todos os servos do rei, que estavam à porta do rei, se inclinavam e se prostravam perante Hamã; porque assim tinha ordenado o rei acerca dele; porém Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava.

3. Então os servos do rei, que estavam à porta do rei, disseram a Mardoqueu: Por que transgrides o mandado do rei?

4. Sucedeu, pois, que, dizendo-lhe eles isto, dia após dia, e não lhes dando ele ouvidos, o fizeram saber a Hamã, para verem se as palavras de Mardoqueu se sustentariam, porque ele lhes tinha declarado que era judeu.

5. Vendo, pois, Hamã que Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava diante dele, Hamã se encheu de furor.

INTRODUÇÃO

Sempre que nos vem à memória a história de alguém que não se curvou perante alguém que não seja o Deus de Israel, nossos olhares incidem sobre a figura dos amigos de Daniel: Sadraque, Mesaque e Abednego, que não se curvaram perante a estátua que Nabucodonosor mandou fazer [Dn 3.12]. E nos esquecemos da prova de fé e de coragem do judeu Mardoqueu. A Bíblia expõe que o perverso Hamã foi nomeado pelo rei acima de todos os príncipes, e deu uma ordem a todos os servos, que deveriam se curvar diante dele [Et 3.2]. Todavia Mardoqueu não se curvou diante de Hamã e de suas ordens. O Senhor conta com homens e mulheres nesta geração que não se curvem diante do pecado [Ap 2.10].

1.1 Grande é o Senhor.

O salmista escreveu que o Senhor é grande e tal grandeza não é possível conhecê-la plenamente [Sl 145.3]. Bem-aventurado são os que buscam se relacionar com Deus, Grande e Criador de todas as coisas. Apesar de tal grandeza, Ele está interessado em relacionamento com o ser humano e age para tal [Is 57.15]. Contudo, para que tal relacionamento ocorra, é preciso que o ser humano responda positivamente à manifestação da graça de Deus e Seu convite [Mt 23.37]. O registro no evangelho de Mateus revela que o Senhor disse que queria, mas o povo não quis! Nada e ninguém pode impedir que o propósito de Deus se cumpra na vida dos que são discípulos de Cristo, ovelhas do Seu rebanho.

1.2 A vitória é do Povo de Deus.

Hamã fazia parte de um povo que foi o primeiro a atacar os israelitas, quando eles estavam saindo da escravidão do Egito rumo a Terra Prometida. Foi uma ofensiva covarde sobre uma nação que acabara de recuperar sua liberdade, após séculos de cativeiro e de sofrimento. Este combate se deu em Fefidim, perto do Monte Sinai. Como consequência, o Senhor estabeleceu que os amalequitas, por fim, seriam extintos [Êx 17.14,16; Nm 24.20; Dt 25.17,19]. Entendemos então que Hamã manifestava as características dos amalequitas em querer destruir o povo de Deus. Entretanto, a justiça divina sempre proverá salvação [Sl 71.2] e abrirá a porta de escape, para que possamos suportar [I Co 10.13].

1.3 Deus tinha um plano com Mardoqueu.

Ai de quem tocar em um servo do Senhor, mesmo que, aos olhos do homem, aquela pessoa seja tida como insignificante. Hamã olhava para o exterior de Mardoqueu, contudo o Senhor sondava o seu interior [I Sm 16.7-8]. O rei Davi nos dá um grande exemplo de que não devemos afrontar um ungido do Senhor [I Sm 24.6]. A expressão “não toqueis nos meus ungidos” em I Crônicas 16.22 e em Salmos 105.15 aponta para “a ação e o cuidado de Deus, protegendo o Seu povo e preparando tudo para o cumprimento da sua promessa”, como comentado por Leslie C. Allen.

II. UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL

As pessoas que são resilientes como Mardoqueu adquirem o domínio de sua vida. Quando uma tragédia advém, elas são capazes de manter o equilíbrio e de trabalhar seu caminho através dos contratempos. Suas atitudes podem ajudar a protegê-las da desesperança e de outros problemas. Mardoqueu se encontrava num momento em que parecia que tudo estava perdido diante de Hamã, não havia luz no fim do túnel. Entretanto ele demonstrou ser resiliente diante desta situação. Mardoqueu viu no clamor a oportunidade da resposta de Deus [Sl 91.15].

2.1 O cristão é afrontado todos os dias.

Mardoqueu era um homem que não fazia mal a ninguém. Ainda assim despertou o ódio e a intensão negativa de Hamã. Jesus disse: “E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até o fim será salvo.” [Mt 10.22]. Enfurecido pela recusa de Mardoqueu em se curvar diante dele, Hamã forjou o extermínio não só de Mardoqueu como também de todos os judeus no império persa. Ainda hoje cristãos são atacados e sofrem por causa de sua fé, passando por todo tipo de preconceitos, abusos, e até martírio.

2.2 Momento de perseguição.

A Perseguição é uma das tribulações que pode sobrevir durante nossa caminhada cristã. Era assim que Mardoqueu e os judeus da Pérsia estavam vivendo. Esta perseguição se deu em virtude de Mardoqueu ter a sua fé estabelecida em Deus. O cristão se alegra na perseguição, porque sabe que isso é uma bem-aventurança na vida dele. Ele confia nas palavras de Cristo: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus” [Mt 5.10]

2.3 Uma atitude em meio à aflição.

Seguramente você já ouviu alguém interrogando ao Senhor pelos motivos de haver tanta amargura e aflição no mundo ou em sua vida em particular. Mardoqueu passou por um momento assim. A Bíblia relata: “Quando Mardoqueu soube tudo quanto se havia passado, rasgou Mardoqueu os seus vestidos, e vestiu se de um saco com cinza, e saiu pelo meio da cidade, e clamou com grande e amargo clamor” [Et 4.1]. A atitude de Mardoqueu foi clamar, pois cria que o Senhor Deus socorre o Seu povo, mesmo em terra estranha. Nossas lágrimas são ouvidas pelo Senhor, Ele as sabe interpretar. Por isso, o salmista disse: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” [Sl 30.5].

III A LUTA DIÁRIA CONTRA OS NOSSOS INIMIGOS

Assim como nos dias de Mardoqueu, inimigos surgem de todos os lados para tentar destruir o povo de Deus. Satanás não é um inimigo imaginário, é real e suas artimanhas também. Ao estudarmos as Escrituras, entendemos com nitidez o quanto Deus espera que Seus filhos tenham consciência de que existe uma guerra sendo travada pelo reino das trevas contra os santos. Entretanto, Ele promete guerrear juntamente conosco [II Cr 20.15].

3.1. Uma missão e uma exposição.

Milhares de vidas todos os dias estão sendo ceifadas por Satanás. Deus nos convoca para uma missão especial, como discípulos de Cristo: pregar o Evangelho para que estas pessoas conheçam o caminho para Deus. Bem como, precisamos estar preparados e convictos para apresentar as razões da nossa fé, “com mansidão e temor” [I Pe 3.15], além de permanecermos na exposição do Evangelho genuíno [II Tm 4.1-5].

3.2. A igreja deve se manter fiel a Cristo.

Uma coisa que devemos saber é que a fidelidade caminha junto com a dependência. Muito se tem ouvido falar sobre fidelidade, sobre ser fiel, porém poucos querem de fato ser submissos. Não existe fidelidade sem submissão. Mardoqueu era um homem comum, como eu e você. Ele passou por múltiplos problemas e amarguras, contudo foi submisso e fiel diante de Deus. O fato de Mardoqueu crer somente em Deus foi a chave da sua vitória. Tenhamos certeza de que as dificuldades vão tentar nos induzir a nos ajoelhamos diante delas, porém como Mardoqueu, precisamos saber a quem nós servimos.

3.3. Nosso alvo é Cristo.

O nosso alvo deve ser, em primeiro lugar, procurar nos achegar mais a Deus, tornando-nos imitadores de Cristo através de uma vida de santidade. Em nossa caminhada cristã, devemos anunciar a Cristo e tudo o que Ele representa em nossa vida. Não podemos admitir que as vozes daqueles que estão nas trevas nos façam desviar da nossa principal missão, que é levar a Palavra de Deus aos corações perdidos. Não devemos nos acovardar.

CONCLUSÃO

Nesta lição fomos ensinados a convidar ao Senhor para fazer parte de nossa vida e de nossa família. Aprendemos que as dores permitem uma busca apurada por Sua presença. E que devemos lutar, para que os princípios éticos fundamentais da família sejam preservados dos ataques de Satanás.

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Revista Betel

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