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E.B.D

Construindo tudo para a minha glória

Publicado

em

EBD – Jovens – EDIÇÃO: 71 – 2º Trimestre – Ano: 2022 – Editora: CPAD

LIÇÃO – 07 – 15 de maio de 2022

TEXTO PRINCIPAL

“Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de escultura.” (Is 42.8)

LEITURA SEMANAL

Segunda-feira – Dn 2.37
Deus concede honra ao rei
Terça-feira – Dn 2.39
Deus avisa o que vai acontecer
Quarta-feira – Dn 3.28
Deus livra seus servos
Quinta-feira – Dn 4.31
Deus julga o soberbo
Sexta-feira – Pv 16.18
Deus dá graça aos humildes

TEXTO BÍBLICO

Daniel 4

28- Todas estas coisas vieram sobre o rei Nabucodonosor.
29- Ao cabo de doze meses, andando a passear sobre o palácio real de Babilônia,
30- Falou o rei, e disse: Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?
31- Ainda estava a palavra na boca do rei, quando caiu uma voz do céu: A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: Passou de ti o reino.
32- E serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo: far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens, e os dá a quem quer.
33- Na mesma hora se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor, e foi tirado dentre os homens, e comia erva como os bois, e o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceu pelo, como as penas da águia, e as suas unhas como as das aves.
34- Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração.

INTRODUÇÃO

Deus, em sua soberania, honra pessoas e lhes dá domínio, recursos e inteligência a fim que venham a se lembrar dEle, honrando-o e reconhecendo que tudo vem do Senhor. Entretanto, há pessoas que são tentadas a acreditar que sua própria mão, talentos e esforços foram os responsáveis por realizar grandes feitos, e ainda desejam que esses feitos durem para sempre. O orgulho impede essas pessoas de reconhecerem que foi Deus que tudo ofereceu. Todavia, todo orgu­lho será julgado no devido tempo pelo Todo-Poderoso. É a respeito da tentação do orgulho que trataremos nesta lição.

I – UM HOMEM QUE SE TORNOU GRANDE

1- Um homem a quem Deus honrou. Nabucodonosor, cujo significado é ‘Nebo, proteja a minha fronteira”, é um nome usado por quatro reis que governaram a Babilônia. Mas a Palavra de Deus menciona que certamente seria Nabucodonosor II. Este teria sido filho de Nabopolassar um rei babilônico que derrotou a Assíria Já bucodonosor se tornou rei e teve grande protagonismo no cerco e destruição de Jerusalém, de onde levou Daniel e seus três amigos para serem treinados na corte babilônica.

Era um grande estrategista e administrador, e também passou a ser conhecido como um homem quem marcou seu governo pelas grandes construções que desenvolveu, como uma rua suspen­sa para que por ela se passassem uma procissão ao deus Marduque. Também é atribuída a ele a construção dos jardins suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Por todo esse histórico, esse rei é descrito pelo profeta Daniel da seguinte maneira. “Tu, ó rei, és rei de reis, pois o Deus dos céus te tem dado o reino, e o poder, e a força, e a majestade” (Dn 2.37).

2- O Primeiro aviso. Devemos observar que Deus não permite que nos sobrevém não determinadas consequências às nossas ações, sem antes nos dar a devida advertência. Nabucodonosor teve um sonho no segundo ano do seu reinado onde viu uma estátua composta de diversos elementos, como Ferro, ouro, prata e barro, esses elementos representavam diversos reinos que seria conhecidos ao longo da história e todos seria sua ascensão e seu declínio. Daniel ao falar com rei Nabucodonosor, procurou deixar claro que embora o reino deste monarca fosse grandioso, ele também seria temporário: “E, Depois de ti, se levantará outro reino, inferior ao teu, e um terceiro reino, de metal, o qual terá domínio sobre toda a terra” (Dn 2.39). Deslumbrando com a interpretação do sonho, Nabucodonosor reconhece que o Deus de Daniel é Deus acima dos deuses da Babilônia.

3- O segundo aviso. a Bíblia não diz quanto tempo se passou após o sonho do Rei e a revelação do significado por Daniel, mas ela nos diz que Nabucodonosor fez uma estátua. se a estátua do sonho era feita de vários elementos, a que o rei mandou construir era de ouro, e grande (Dn 3.1). uma celebração foi feita a fim de que esta estátua pudesse ser reverenciada. quando os amigos de Daniel se recusaram a se dobrar diante da estátua, após serem advertidos, e se manterem firmes em seu propósito de não se ajoelhar e diante dela, foram lançado em uma fornalha. Ocorre que o rei viu que havia quatro homens na fornalha, e não estava sendo afetados pelo fogo e o quarto homem tinha uma aparência Sobrenatural. aquele era o segundo aviso do senhor para o rei que após tirar os jovens Hebreus do fogo fez um decreto ordenando que todas as pessoas adorassem ao Deus do hebreus. 

II – OS AVISOS DE DEUS

1- O terceiro aviso. após o episódio com os três Hebreus, o rei teve um novo sonho interpretado pelo profeta Daniel. Desta vez ele se lembra do sonho mas não consegue interpretá-lo. uma árvore enorme e forte crescia até chegar ao céu. não faltava folhas nem frutos nessa árvore, e havia sustento para todos debaixo dela. até os animais do Campo e as aves do céu estavam abrigados nela. entretanto, neste mesmo sonho, “vigia, um santo”, descia do céu e determinava uma desorganização na ordem estabelecida, mandando derrubar a árvore, afastar todos os que nelas se abrigavam e espalhados os seus frutos (Dn 4.14). Somente o tronco, com as raízes, seria preservado (Dn 4.15). curiosamente, ordem dos ser Celeste incluíam uma orientação que não se aplicava a uma “árvore”, mas a uma pessoa: que o seu coração fosse mudado hein o coração de animal por sete tempos (Dn 4.16). Esse foi um sonho integrante para o rei, e Daniel foi chamado para trazer luz à situação.

2- A revelação divina. Daniel, usado por Deus, traz a revelação daquele sonho: a árvore era o rei Nabucodonosor, a quem Deus dera poder, honra e fizera a crescer o reino da Babilônia. Deus decretar que Nabucodonosor passaria por uma experiência de Humilhação, a fim de que reconhecesse que quem ordena os reinos do mundo é o senhor, e que a glória pertence a Ele. o rei seria contado entre os irracionais comeria erva como os bois e viveria ao relento até que pudesse entender que o Altíssimo tem domínio sobre todos. Daniel dá ao rei um aviso: “[…] desfaze os teus pecados pela justiça e as tuas iniquidades, usando de misericórdia para com os pobres, e talvez se prolongue a tua tranquilidade (Dn 4.27) “. mas do que o profeta intérprete, Daniel foi o conselheiro para o rei. ele sabia que aquela Revelação se cumpriria, e que era somente uma questão de tempo, tendo em vista que ele escreve: “Todas essas coisas vieram sobre o rei Nabucodonosor” (Dn 4.28).

3- O orgulho do rei. Daniel registra que depois de 12 meses que o rei teve o sonho da árvore (Dn 4.29), ele teve o seu cumprimento. O rei Estava caminhando em seu palácio, quando disse: “Não esta é a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder e para glória da minha magnificência?”. A glória da Babilônia nos dias de Nabucodonosor era memorável. Ela havia sido estabelecida com a permissão de Deus, e o rei, além de ter se tornado o império poderoso, tinha vencido batalhas e recebido devido mérito por seus feitos. A nação crescia a olhos vistos.

III – O PREÇO DO ORGULHO

1- O Julgamento divino. O rei sequer terminou o que estava dizendo, quando uma voz vinda do céu declarou que naquele momento Rei seria julgado: “passou de ti o reino” (Dn 4.31). O julgamento do rei orgulhoso, que cedeu à tentação de crer que ele era o responsável por toda a glória que estava diante dos seus olhos, havia começado. O homem que exercia todo poder na Babilônia agora se encontrava sem ser o intelecto e sem a sua glória real. Ao invés de comer dos pratos do palácio e de dormir numa boa cama debaixo de um teto seguro, estava como os bois comendo ervas e vivendo ao relento, como um animal. Sua gloriosa aparência se converteu numa visão do julgamento Divino, o lembrete de que Deus não julgou sem antes trazer os avisos necessários para que ele não pegasse.

2- Nada é para nossa Glória. mesmo sendo avisado por Deus a respeito de transitoriedade do seu reinado, Nabucodonosor não ouviu as orientações divinas e entendeu, a duras penas, que a glória dos homens é insignificante diante da glória de Deus. Ele teve que aprender que o futuro do cenário Mundial não depende do que o rei faria e sinto que Deus havia ordenado em sua soberana vontade. e mesmo as grandes obras que ele havia feito na Babilônia eram méritos dele como administrador mas a glória era somente para Deus. Deus exerce sua glória e seu poder mesmo em uma nação que não conhece, Como foi o caso. Ele levanta e derruba reinos no seu tempo determinados: “E o mundo passa, e a sua concupiscência; Aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (I Jo 2.17).

3- Deus tem misericórdia. Deus Estendeu sua misericórdia ao monarca, fazendo com que o castigo pela sua arrogância chegasse ao fim. foi notório a todos que o rei estava sendo polido por sua arrogância, e uma vez recuperada sua razão ele conseguiu entender que o Eterno “pode humilhar aos que andam na soberba” (Dn 4.37) 

CONCLUSÃO

Quando olhamos para as coisas que temos à nossa volta, podemos ser tentados de alguma forma a imaginar que os nossos méritos, talentos e esforços foram suficientes para nos proporcionar tais conquistas. Entretanto, Nabucodonosor nos mostra que este é um pensamento injusto e perigoso, pois tudo que temos vem de Deus. também Vimos que nada escapa do controle de Deus por mais que alguém acredite ser autossuficiente.

 

 

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Editora CPAD

 

 

 

 

 

 

 

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