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Amizade: uma coisa boa

EBD – Adolescentes – EDIÇÃO: 13 – 1º Trimestre – Ano: 2021 – Editora: CPAD

LIÇÃO – 13 – 28 de março de 2021

TEXTO BÍBLICO

Filemon 8

8 Por isso, ainda que tenha em Cristo grande confiança para te mandar o que te convém,

9 Todavia peço-te antes por amor, sendo eu tal como sou, Paulo o velho, e também agora prisioneiro de Jesus Cristo.

10 Peço-te por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões;

11 O qual noutro tempo te foi inútil, mas agora a ti e a mim muito útil; eu to tornei a enviar.

12 E tu torna a recebê-lo como às minhas entranhas.

13 Eu bem o quisera conservar comigo, para que por ti me servisse nas prisões do evangelho;

14 Mas nada quis fazer sem o teu parecer, para que o teu benefício não fosse como por força, mas, voluntário.

15 Porque bem pode ser que ele se tenha separado de ti por algum tempo, para que o retivesses para sempre,

16 Não já como servo, antes, mais do que servo, como irmão amado, particularmente de mim, e quanto mais de ti, assim na carne como no SENHOR?

17 Assim, pois, se me tens por companheiro, recebe-o como a mim mesmo.

18 E, se te fez algum dano, ou te deve alguma coisa, põe isso à minha conta.

19 Eu, Paulo, de minha própria mão o escrevi; eu o pagarei, para te não dizer que ainda mesmo a ti próprio a mim te deves.

20 Sim, irmão, eu me regozijarei de ti no Senhor; recreia as minhas entranhas no Senhor.

21 Escrevi-te confiado na tua obediência, sabendo que ainda farás mais do que digo.

DESTAQUE

“EU, Paulo, prisioneiro por causa de Cristo Jesus, junto com o irmão Timóteo, escrevo a você, Filemon nosso amigo e companheiro de trabalho.” ( Fm v.1)

LEITURA DEVOCIONAL

Segunda-feira – Tg 2.23

Terça-feira – Êx 33.1 1

Quarta-feira – Pv 27.9

Quinta-feira – Pv 17.17

Sexta-feira – Sl 41.9

Sábado – Fm v.1

Domingo – Pv 18.24

O AMOR COMO VÍNCULO DA AMIZADE

A carta de Paulo a Filemon é um maravilhoso exemplo do poder do amar e da verdadeira amizade. Por meio desta, o apóstolo apela ao seu amigo e companheiro de trabalho (v.1), que sem ressentimentos e com amor, recebesse Onésimo, o escravo fugitivo que havia se convertido, como um querido irmão em Cristo Jesus (v.16). A atitude de Onésimo provavelmente causara prejuízo financeiro e desconforto emocional a Filemon.

Segundo a lei romana, o escravo capturado poderia ser preso, torturado e até morto. Entretanto, Paulo convida seu amigo Filemon a realizar algo revolucionário para o seu tempo: perdoar aquele a quem Deus já havia perdoado (w. 17-19). Ou seja, tratar aquele a quem foi perdoado da maneira que gostaríamos de ser tratados. Pelo que tudo indica, Filemon, que segundo Paulo era um homem de grande amor e fé (v.5), não fora capaz de recusar o pedido gracioso de seu amigo e pai na fé.

Paulo e Filemon não eram apenas colegas de trabalho, mas eram amigos verdadeiros e irmãos em Cristo Jesus. Ao perceber um conflito entre duas pessoas, o apóstolo propõe uma solução amigável; ao observar um relacionamento quebrado, estimula uma reconciliação; ao constatar uma ofensa, sugere perdão. Paulo é um amigo pacificador; seu interesse não é ver o “circo pegar fogo”, pelo contrário, é ver relacionamentos serem restaurados.

Em tempos como o nosso, onde as pessoas estão cada vez mais distantes, mesmo estando perto ou on-line, elas estão desconectadas uma das outras. O exemplo de amizade entre Paulo e Filemon deve nos estimular a amar e a valorizar as pessoas que Deus colocou em nossas vidas para cuidarmos e por elas sermos cuidados.

AMIZADE ONTEM E HOJE

A amizade é uma benção de Deus. É impossível imaginar a vida sem a presença de verdadeiros amigos. Como é bom saber que temos alguém por perto, em quem podemos confiar quando as coisas não vão bem ou mesmo para compartilhar momentos agradáveis que Deus, em sua divina misericórdia, tem nos proporcionado. A Bíblia está repleta de exemplos de amizades (Êx 33.11; II Cr 20.7; II Sm 15.37; 16.16; II Sm 1.26; Rt 1.16-18; Is 41.8; Tg 2.23).

O sábio Salomão reconheceu o valor de uma amizade sincera ao escrever textos como Provérbios 17.17; 18.24; 27.6,9. Ao olharmos para o Novo Testamento, podemos destacar a amizade vivenciada entre Jesus e os seus discípulos (Jo 15.13-15). Jesus gostava de estar com seus discípulos e desfrutar da sua amizade. Fazia questão de ouvi-los atentamente; mas quando necessário, falava-lhes abertamente. Não tinha problemas em demonstrar seus sentimentos.

Os Evangelhos nos mostram que Ele chorou, orou, pediu oração, visitou, aconselhou, perdoou, compartilhou alegrias e tristezas com seus discípulos e tudo isso sem medo de ser mal interpretado. Infelizmente, não teve a devida correspondência por parte de um deles, Judas Iscariotes, que preferiu traí-lo por trinta moedas de prata (Mt 26.14-16, 20-25; SI 41.9).

É BOM FAZER AMIZADE

O ser humano não nasceu para viver na solidão, mas para a comunhão. Não fomos criados para o isolamento, mas para o relacionamento com Deus e uns com os outros. Ter e fazer amizades são um dos propósitos de Deus para a humanidade. Mas, infelizmente, e pela correria do dia a dia, esse projeto abençoador dos céus tem se tornado escasso na terra.

O apóstolo Paulo aconselha os irmãos de Roma a alegrarem-se com os que se alegram e chorarem com os que choram (Rm 12.15); aos de Gaiatas a corrigirem-se uns aos outros (Gl 6.1); aos de Éfeso a perdoarem uns aos outros (Ef 4.32) e aos de Tessalônica a consolarem uns aos outros (l Ts 4.18). Não dá para pensar em amizade sem se relacionar efetivamente com o outro. Relacionar-se dá trabalho, porém, é a única maneira de construirmos uma amizade verdadeira e duradoura. Faça amigos!

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Editora CPAD

 

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