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A salvação pela graça

A salvação pela graça

LIÇÃO – 280 – 12 de novembro de 2017

TEXTO ÁUREO

“Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.” Rm 5.18

VERDADE PRÁTICA

A nossa salvação é fruto único e exclusivo da graça de Deus.

INTRODUÇÃO

A Lei no Antigo Testamento tem a função de instruir e ensinar ao povo o que Deus estabeleceu aos israelitas a fim de eles terem um convívio próspero, pacífico e harmonioso na terra de Canaã. Os mandamentos contêm preceitos indispensáveis de moral, de ética e de vida religiosa, sem os quais o povo viveria num caos. Entretanto, na impossibilidade de os seres humanos cumprirem plenamente a Lei para tornarem-se justos, Deus nos outorgou a sua maravilhosa graça.

I – LEI E GRAÇA

O propósito da Lei. A Lei tem o propósito espiritual de mostrar quão terrível é o pecado – “pela lei vem o conhecimento do pecado.” (Rm 3.20) -, bem como o propósito concreto de preservar o povo de Israel do pecado. Mais tarde, a Lei também revelaria quão grande é a necessidade do ser humano, pela graça, obter a salvação, pois era impossível cumprir plenamente a Lei de Deus no Antigo Testamento (Rm 7.19; Tg 2.10). Entretanto, sob o ponto de vista dos aspectos morais da Lei, há princípios que continuam vigorando até os dias atuais. Esses princípios, conforme resumidos no Decálogo – os Dez Mandamentos -, representam nossas obrigações éticas para com Deus e com o próximo (Êx 20.1-17). Esse é o caminho traçado pelo Altíssimo para nós no processo de santificação efetivado pelo Espírito Santo (Jo 14.15; Jo 16.8-10). Nesse sentido, a própria lei moral de Deus é uma expressão de sua graça que representa a revelação clara de sua vontade santa, justa e boa (Rm 7.12).

A Lei nos conduziu a Cristo. A Lei foi uma espécie de guia para encontrarmos a Cristo por meio da graça (Gl 3.24). Ela nos convence, pela impossibilidade de ser cumprida, de que não podemos alcançar a salvação sem Cristo. Desse modo, quando a Lei se faz a própria justiça do homem, como mérito dele, ela se torna depreciativa, impossibilitando o ser humano de alcançar a salvação que só é possível mediante o evangelho da graça de Deus (Ef 2.8).

A graça revela que a Lei é imperfeita. Paulo constata a superioridade do Espírito em relação à Lei (Gl 5.18) e, que por isso, morremos para a Lei (Rm 7.4; Gl 2.19). Assim, o escritor aos Hebreus revela que a Lei é imperfeita (Hb 8.6,7,13) e o apóstolo João afirma que foi Cristo quem trouxe a graça e a verdade (Jo 1.17). Sim, a graça é superior à lei! Logo, segundo as Escrituras, só existe a Lei por causa do pecado e para apontá-lo: “Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não conheci o pecado senão pela lei” (Rm 7.7).

II – O FAVOR IMERECIDO DE DEUS

Superabundante graça. Não há pecador, por pior que seja, que não possa ser alcançado pela graça divina, pois onde abundou o pecado, que foi exposto pela Lei, superabundou a graça de Deus (Rm 5.20). Por meio da compreensão dessa maravilhosa graça, o apóstolo João escreveu: “se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo” (I Jo 2.1).

Fé e graça. A graça opera mediante a fé no sacrifício vicário de Cristo Jesus. Ambas, fé e graça, atuam juntamente na obra de salvação: a graça, o presente imerecido de Deus; a fé, a contrapartida humana à obra de Cristo. Nesse sentido, não é a fé que opera a salvação, mas a graça de Deus que atua mediante a fé do crente no Filho de Deus (Rm 3.28; 5.2; Fp 3.9).

A graça não é salvo conduto para pecar. Segundo o ensino das Sagradas Escrituras, a graça jamais pode ser vista como um salvo conduto para a prática do pecado ou da libertinagem (Gl 5.13). Pelo contrário, a graça de Deus nos convoca à obediência ao doador da graça, pois quando se ama fazemos de tudo para agradar a pessoa amada. Por isso, o amor de Cristo nos “constrange” (II Co 5.14) a fazer algo que agrade ao Pai (I Ts 4.1). Logo, quem é alcançado pela graça compreende o quanto somos devedores a Deus e aos irmãos (Rm 13.8) e, por isso, desejamos amar o outro como Cristo amou (Jo 13.35). Os que estão sob a liberdade da graça vivem a santidade que reflete a beleza de Cristo no homem interior, onde este se revela vivo para Deus, mas morto para o pecado (Rm 6.11,13).

Os que estão sob a liberdade da graça vivem a santidade que reflete a beleza de Cristo no homem interior

III – O ESCÂNDALO DA GRAÇA

Seria a graça injusta? Se comparada com a humana, a justiça divina é imensamente perdoadora. Logo, sob a ótica humana, a graça se torna injusta. Por esse motivo, a graça é considerada um escândalo (Cl 2.14; Ef 2.8,9). Pelo fato de não haver merecimento por parte do recebedor, o apóstolo enfatiza a impossibilidade de a graça e a lei “andarem juntas”, pois ambas são excludentes: “porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada” (Gl 2.16); pois como diz Atos dos Apóstolos: “mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo” (15.11). Logo, pela lei é impossível o pecador se salvar, mas dependendo única e exclusivamente da maravilhosa graça de Deus, ele encontrará descanso para a alma (Mt 11.28-30).

A divina graça incompreendida. Nos dias do apóstolo Paulo, muitos não compreenderam seus ensinamentos sobre a graça de Deus (II Pe 3.15,16). Por isso, ao longo da história da Igreja, dois extremos estiveram presentes acerca da compreensão da graça:

1- Liberdade total para pecar (Rm 6.1,2);

2- A impossibilidade de receber tão valioso presente (Gl 5.4,5).

O primeiro, naturalmente, leva a pessoa à libertinagem. Entretanto, a Palavra de Deus mostra que maior castigo sobrevirá sobre os que profanarem o sangue do pacto e ultrajarem o Espírito da graça (Hb 10.29). O segundo extremo se refere ao perigo do legalismo, à ideia de que para ser salvo por Deus é preciso dar algo em troca. Tal atitude pode levar o crente ao orgulho espiritual (Ef 2.8-10) e gerar toda sorte de comportamentos hipócritas (Mt 23.23).

Se deixar presentear pela graça. Humanamente é impossível ao crente, alcançado pela graça, retribuir a Deus tão grande salvação. Se fosse possível, já não seria graça, favor imerecido; mas mérito pessoal que tiraria de Deus a autoria divina da salvação. Em nosso relacionamento com Ele, quem tem mérito é seu Filho, Jesus Cristo (Fp 2.9-11). Assim, os que compreendem o favor inefável de Deus, mediante sua graça, devem deixar-se presentear por ela. Quem compreende o que significa ser justificado por Deus se permite “embalar nos braços de amor e de perdão” do Pai. Para os filhos de Deus, cônscios do valor da graça do Pai, tudo é presente, tudo é dádiva, tudo é favor imerecido! Portanto, deixe-se presentear pela graça de Deus!

Em nosso relacionamento com Ele, quem tem mérito é seu Filho, Jesus Cristo

CONCLUSÃO

Na lição desta semana, estudamos a relação da Graça e a Lei; vimos que a graça é favor imerecido; e compreendemos que ela chega a ser um escândalo para os que não creem. Portanto, estamos cônscios de que o que nos salva é a graça de Deus mediante a fé somente (Ef 2.8). E o livre-arbítrio? É possível perder a salvação? São assuntos que veremos nas próximas lições.

 

Postado por: Pr. Ademilson Braga

 

 

 

 

 

 

 

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