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Adolescente - CPAD

Uma parábola sobre Israel

Publicado

em

EBD – Adolescentes – EDIÇÃO: 73 – 2º Trimestre – Ano: 2022 – Editora: CPAD

LIÇÃO – 09 – 29 de maio de 2022

TEXTO BÍBLICO

Lucas 13.6-9

DESTAQUE

“E a natureza gloriosa do meu Pai se revela quando vocês produzem muitos frutos e assim mostram que são meus discípulos.” João 15.8

LEITURA DEVOCIONAL

Segunda-feira – Sl 1.1-3
Terça-feira – Jo 15.1-5
Quarta-feira – Lc 9.23,24
Quinta-feira – II Pe 3.9
Sexta-feira – At 3.19
Sábado – Mc 11.20-22

I. UMA ADVERTÊNCIA SOBRE O ARREPENDIMENTO

O capítulo 13 do Evangelho de Lucas começa com algumas pessoas abordando Jesus para falar sobre o massacre promovido por Pilatos (o governador romano da Judéia) contra algumas pessoas da Galileia, no momento em que sacrificavam no tempo de Jerusalém (v.1). Logo em seguida, Jesus lhes relembra o trágico episódio acontecido no bairro de Siloé, onde uma torre caiu e dezoito pessoas foram a óbito (v.4). Jesus, então, aproveita essas duas tragédias para advertir seus ouvintes sobre a necessidade de olharem para suas próprias vidas e se arrependerem dos seus pecados enquanto há tempo (vv.3,5).

A grande questão levantada por Jesus é que precisamos fazer uma autoanálise da vida que estamos vivendo e sermos sinceros diante de Deus. O pecado, por menor que seja ou inofensivo que pareça aos nossos olhos, é sempre uma afronta à santidade de Deus e, por isso, é grave e requer imediato arrependimento, caso contrário, no tempo oportuno, o juízo do Deus santo virá sobre nós. Aceitemos, diariamente, o convite ao arrependimento do Evangelho do Senhor Jesus Cristo (Mt 3.2,8; Mc 6.12).

II. UMA DEMONSTRAÇÃO DE PACIÊNCIA

De acordo com a parábola, o dono de uma terra tinha uma expectativa para a figueira cultivada no meio de sua plantação de uvas (Lc 13.6). Ela tinha tudo que precisava para dar frutos no tempo determinado. Entretanto, para a tristeza do dono da terra, aquela que deveria produzir em abundância não dava nenhum sinal de frutos. Muito paciente, o dono, com suas expectativas frustradas, declara seu descontentamento: “[…] Já faz três anos seguidos que venho buscar figos nesta figueira e não encontro nenhum […]” (v.7). Decidido a cortá-la, o dono aceita a intervenção do trabalhador da vinha que pede por mais um tempo de tolerância, ou seja, uma segunda chance para a árvore infrutífera (v.8).

Essa parábola faz referência ao povo de Israel, que obstinadamente escolheu rejeitar o Messias enviado por Deus. Durante sua primeira vinda à Terra, Jesus foi ignorado, perseguido e morto. Ele convocou seus compatriotas ao arrependimento e demonstrou com atitudes concretas o amor e a misericórdia do Pai, mas eles se recusavam a dar frutos para Deus. Mas, segundo o texto bíblico, o nosso Deus tem demonstrado paciência: “[…] porque não quer que ninguém seja destruído, mas deseja que todos se arrependam dos seus pecados” (2 Pe 3.9). Se não fosse a misericórdia paciente de Deus e a intercessão de Cristo tanto por Israel, quanto pela Igreja e pela humanidade, já teríamos perecido. Todos nós recebemos uma segunda oportunidade de Deus e não devemos desprezá-la. Não podemos abusar de sua santa paciência, pois como está explícito na parábola, onde falta arrependimento, o juízo é inevitável.

O dono da figueira atende ao pedido do trabalhador e estende o tempo da paciência. Entretanto, ele é claro, diante da oportunidade concedida: “Se no ano que vem ela der figos, muito bem. Se não der, então mande cortá-la” (Lc 13.9). Essa história ilustra que, embora Deus seja gracioso e misericordioso ao dar ao seu povo tempo poro se arrepender, vir até Ele e crescer nELe, a sua paciência não durará para sempre.

III. UM CONVITE À FRUTIFICAÇÃO

Como vimos, Deus procura frutos entre seus filhos. Toda tentativa permanente de desculpas para uma vida infrutífera será ineficaz, pois Ele nos conhece e tem nos dado todas as condições necessárias para frutificar no seu Reino. Ele nos deu sua Palavra, seu Espírito, sua presença, seu poder, por isso espera de nós muitos frutos (Jo 15.5-8), e jamais se contentará apenas com folhas e galhos, ou seja, com uma vida espiritual de aparência. Jesus disse: “Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi para que vão e deem fruto e que esse fruto não se perca” (Jo 15.16). É importante que entendamos que a frutificação espiritual depende fundamentalmente da nossa comunhão com Jesus Cristo (Jo 15.5). É preciso viver para glória de Deus, pois “quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira” (Lc 9.24).

CONCLUSÃO

O nosso Deus é misericordioso com os pecadores. Mas para aqueles que o rejeitam, Ele não será misericordioso para sempre. Haverá um dia que serão punidos os que vivem como se Ele não existisse. Por essa razão, somos chamados ao arrependimento sincero e verdadeiro e à uma vida marcada por frutos dignos da conversão que experimentamos.

 

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Editora CPAD

 

 

 

 

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