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O povo de Deus deve separar-se do mal

EDIÇÃO: 424 – 3º Trimestre – Ano: 2020 – Editora: CPAD

LIÇÃO – 07 – 16 de agosto de 2020

TEXTO ÁUREO
“Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei.” (II Co 6.17)

VERDADE PRÁTICA
O mundanismo na Igreja corrompe os bons costumes e extingue a santidade.

LEITURA DIÁRIA
Segunda-feira – Js 23. 1-13
Separação, ordem divina
Terça-feira– Os 7. 8-16
O trágico resultado da mistura
Quarta-feira– Dt 28. 1-13
Vida separada glorifica a Deus 
Quinta-feira– At 2. 41-47
O ambiente numa igreja despertada
Sexta-feira Is 52. 1-11
O despertamento renova
Sábado – Rm 13. 11-14
É tempo de despertamento

LEITURA BÍBLICA
Esdras 2. 59-62; 4. 2,3; 6. 2-4

Esdras 2.
59 – Também estes subiram de Tel-Melá e Tel-Harsa, Querube, Adã e Imer; porém não puderam provar que as suas famílias e a sua linhagem eram de Israel:
60 – Os filhos de Delaías, os filhos de Tobias, os filhos de Necoda, seiscentos e cinqüenta e dois.
61 – E dos filhos dos sacerdotes: os filhos de Habaías, os filhos de Coz, os filhos de Barzilai, que tomou mulher das filhas de Barzilai, o gileadita, e que foi chamado do seu nome.
62 – Estes procuraram o seu registro entre os que estavam arrolados nas genealogias, mas não se acharam nelas; assim, por imundos, foram excluídos do sacerdócio.

Esdras 4.
2 – Chegaram-se a Zorobabel e aos chefes dos pais, e disseram-lhes: Deixai-nos edificar convosco, porque, como vós, buscaremos a vosso Deus; como também já lhe sacrificamos desde os dias de Esar-Hadom, rei da Assíria, que nos fez subir aqui.
3 – Porém Zorobabel, e Jesuá, e os outros chefes dos pais de Israel lhes disseram: Não convém que nós e vós edifiquemos casa a nosso Deus; mas nós sozinhos a edificaremos ao Senhor Deus de Israel, como nos ordenou o rei Ciro, rei da Pérsia.

Esdras 6.
2 – E em Acmeta, no palácio, que está na província de Média, se achou um rolo, e nele estava escrito um memorial que dizia assim:
3 – No primeiro ano do rei Ciro, este baixou o seguinte decreto: A casa de Deus, em Jerusalém, se reedificará para lugar em que se ofereçam sacrifícios, e seus fundamentos serão firmes; a sua altura de sessenta côvados, e a sua largura de sessenta côvados;
4 – Com três carreiras de grandes pedras, e uma carreira de madeira nova; e a despesa se fará da casa do rei.

INTRODUÇÃO
Nesta lição iremos estudar os preparativos que os judeus fizeram para pôr os alicerces da nova forma de vida que eles  iniciaram em Jerusalém depois dos anos no cativeiro em Babilônia. Ali eles  viveram espalhados pelo vasto território daquele reino, e agora iriam viver uma vida comunitária, conforme os ritos da lei.

I – SOMENTE OS JUDEUS RETORNARIAM A JUDÁ
Para uma pessoa ser considerada apta para fazer do grupo que iria transferir-se para Jerusalém, exigia-se que desse prova de sua linhagem, que provasse ser totalmente de Israel. Na primeira triagem foram excluídas 652 pessoas. Ate alguns filhos de sacerdotes cujos nomes não foram achados nos registros dos genealogias, foram rejeitados como imundos ( Ed 2. 59-62). Os judeus mestiços, nascidos de casamentos mistos, durante o cativeiro em Babilônia, não fariam parte do grupo de judeus que retornariam a Judá. Somente aqueles que comprovassem a sua ascendência puramente judaica fariam parte daquele grupo. Deus não aceita mistura do deu povo com o povo do mundo. Não pode haver comunhão da luz com as trevas.
A historia de Israel registrava uma amarga experiencia neste sentido. Quando os Israelitas, libertados pela mão do Senhor, se preparavam para ir a Canaã, um grande povo de ” mistura “, não israelita, queria acompanhar-los. Foi exatamente essa gente que durante o trajeto pelo deserto foi fonte inspiradora de murmuração (Nm 11.4).

A Bíblia diz: ” Estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida” (Mt 7.14). Não é lucro, e, sim grave prejuízo, alguém querer facilitar a entrada de “mistura de gente”, dando maior ênfase à QUANTIDADE do que à QUALIDADE. Jesus disse: ” Necessário vos é nascer de novo” (Jo 3.7).

II – OS JUDEUS NÃO ACEITARAM A AJUDA DOS SAMARITANOS
Quem eram os samaritanos? Os samaritanos eram uma mistura de gente, na sua maioria de origem pagã. Este povo apareceu depois do ano 721 a.C., quando o reino de Israel foi derrotado pelo exercito de Sargão II e as dez tribos do Norte levadas cativas para a Assíria. Por ordem do rei de Assíria foram trazidos povos de Babel, de Cuta, de Ava, de Hamate, de Sefarvaim, e habitaram cidades de Samaria em herança, e habitaram em suas cidades (II Rs 17.24).
Posteriormente, o rei da Assíria enviou-lhes um sacerdotes de israelitas para ensinar ao povo da terra o tremor de Deus. Assim, os samaritanos temiam o Senhor, mas também serviam a seus deuses (II Rs 17. 34-41). Representam muito bem uma vida na carne, da qual a idolatria é uma expressão (Gl 5.20).
Os samaritanos ofereceram cooperação aos judeus. Quando os judeus começaram a construção do Templo, os samaritanos ofereceram-se para cooperar (Ed 4.1). Os judeus, porém,, rejeitaram firmemente a proposta (Ed 4. 1-3). Igualmente quando da construção dos muros a cooperação dos samaritanos foi recusada (Ne 6.2,3). Esta atitude é bíblica, pois a Bíblia manda que nós devemos nos afastar daqueles que não tem a sã doutrina (I Tm 6.3-5: Tt 3.10; II Jo 10,11). Igualmente devemos nos afastar daqueles que tem uma vida irregular (II Pe 3.17; I Tm 6.20-21; II Ts 3.6,14) como também daqueles que causam divisões (Rm 16.17,18; II Pe 2.10,13,18; Jd 12,18,19).
Os samaritanos procuraram aparentar-se com os judeus. Casaram com as filhas dos judeus, e deram filhas aos judeus em casamento. Alguns caíram nesta armadilha (Ed 9.1,2). Este assunto é tão sério e importante que merece um estudo em separado, o que iremos fazer na lição número 12.
Os samaritanos tornaram-se inimigos dos judeus: a. Os samaritanos invejaram os judeus. Antes de os judeus terem chegado a Jerusalém, os samaritanos tinham uma certa liderança na região. Quando os Judeus chegaram e começaram a sacrificar ao único Deus verdadeiro e a adorá-lo, então a atenção dos habitantes da região passou para os judeus, e os Samaritanos perderam a sua posição privilegiada, e encheram-se de inveja (Jo 11.47; 12.19). Isto sempre foi assim. Os fariseus tinham inveja de Jesus, os sacerdotes tinham inveja da Igreja, etc. (At 5.17,13,45; 17.5).
b. Os samaritanos imaginaram que se conseguissem associar-se aos judeus gozariam do mesmo prestígio que estes. Quando os judeus não aceitaram nada da parte dos samaritanos, o ódio velado transformou-se em inimizade declarada.

III – DEUS EXIGE SANTIDADE DO SEU POVO
Em toda a história do povo de Deus, observa-se que Ele, para manifestar-se no meio do seu povo, exige plena santidade. Deus espera que seu povo esteja sempre em comunhão com Ele, vivendo separado do mal.
Retornando do cativeiro, Israel separou-se do mal (II Co 6.17; 7.1). Por isso a bênção de Deus os acompanhou, e eles conseguiram concluir a construção do Templo e reconheceram que “DEUS FIZERA ESTA OBRA” (Ne 6.16).
Quando Josué se preparou para passar o Jordão, ele disse ao povo: “SANTIFICAI-VOS porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós” (Js 3.5).
O anjo do Senhor visita o acampamento israelita. Antes de iniciar a conquista de Canaã, Josué recebeu a visita de um anjo. Josué então lhe perguntou: “Que diz meu Senhor ao seu servo?” E a resposta que recebeu foi: “Descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo!” (Js 5.13-15).
Israel é derrotado pela pequena cidade de Ai. Quando Josué, com o rosto em terra, perguntou ao Senhor o porquê daquela derrota, o Senhor respondeu: “SANTIFICAI-VOS para amanhã” (Js 7.11.13). “Anátema há no meio de vós, Israel; diante dos vossos inimigos não podereis suster-vos, até que tireis o anátema do meio de vós” (Js 7.13). O pecado descoberto, foi desarraigado, e então disse a Josué: “Levanta-te e sobe a Ai. Olha que te tenho dado na tua mão o rei de Ai, e seu povo e a sua cidade, e a sua terra” (Js 8.1). Deus exige santificação de seu povo para poder operar no meio dele

IV – DEVEMOS MANTER UMA VIDA DE SEPARAÇÃO DO MAL
Os judeus mantiveram-se separados dos samaritanos. Se os judeus tivessem aberto a porta para uma união com os samaritanos, estes, provavelmente, ter-se-iam mostrado afáveis e pacíficos no início, mas teriam perturbado a união que havia entre os judeus. Teriam participado do culto dos judeus, e afastado a presença do Senhor, uma vez que Deus não se une à idolatria. Vale a pena manter a separação com o mundo.
A Bíblia mostra exemplos de servos de Deus que duvidaram se valia a pena manter a linha de separação do mal.
a. O salmista Asafe escreveu no Salmo 73: “Na verdade que em vão tenho purificado meu coração e lavado as minhas mãos na inocência (Sl 73.13). Ficou profundamente perturbado, mas Deus o ajudou a encontrar a resposta. “Até que entrei no santuário de Deus; então entendi o fim deles” (v.17). O salmista ficou tranquilo: “Todavia estou de contínuo contigo, tu me seguraste pela minha mão direita. Guiar-me-ás com teu conselho e depois me receberás cm glória” (vv. 23,24). Asafe entendeu que valia a pena servir ao Senhor.

b. Malaquias respondeu aos que diziam ser inútil servir o Senhor (MI 3.15), dizendo: “[…] Há um memorial escrito diante dele, para os que temem ao SENHOR e para os que se lembram do seu nome. E eles serão meus, diz o SENHOR dos Exércitos, naquele dia que farei, serão para mim particular tesouro; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve” (MI 3.16,17). Vale a pena servir ao Senhor!
Devemos viver conforme a vontade do Senhor. “Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus” (I Pe 4.2). Qual seria então a vontade de Deus para conosco? A Bíblia diz: “Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (I Ts 4.3). Já observamos que santificação significa uma vida que se abstém das coisas que não agradam a Deus, conforme a Palavra: “Apartai-vos, diz o Senhor, e não toqueis nada imundo” (II Co 6.17), e: “Aperfeiçoando a vossa santificação no temor de Deus” (II Co 7.1). Devemos sempre muito desejar ser-lhe agradáveis (II Co 5.9), andando dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo (Cl 1.11), guardando seus mandamentos, e fazendo o que é agradável à sua vista (I Jo 3.22).
Bênçãos acompanham os que vivem conforme a vontade de Deus! Deus garante, aos que assim vivem, plena vitória contra os ataques do Diabo. O crescimento espiritual deles está garantido (CI 1.6,10). O Espírito Santo tem plena liberdade para atuar em suas vidas, e eles tornam-se preparados para serem usados por Deus em sua obra (II Tm 2.19-21). E, acima de tudo, aqueles que vivem segundo a vontade de Deus, estão preparados para o arrebatamento! ALELUIA! VALE A PENA VIVER NA VONTADE DE DEUS! (Hb 12.15; 15.5,23).

Postado por: Pr. Ademilson Braga

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