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Conhecendo algumas armas poderosa de Deus

EDIÇÃO: 86 – 3º Trimestre – Ano: 2021 – Editora: BETEL

LIÇÃO – 08 – 22 de agosto de 2021

TEXTO ÁUREO

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.” Efésios 6.10

VERDADE APLICADA

Nossa luta contra nossos inimigos espirituais exige de nós preparo e uma vida íntegra.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Efésios 6

13. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, e, havendo feito tudo, ficar firmes.

14. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça,

15. E calçados os pés na preparação do evangelho da paz;16. Tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.

17. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.

LEITURAS COMPLEMENTARES

Segunda-feira – Gn 15.1
Deus é nosso escudo.

Terça-feira – Rm 7.15
A oposição da carne.

Quarta-feira – Ef 6.12
Nossos inimigos espirituais.

Quinta-feira – I Ts 5.8
Nossas armas

Sexta-feira – Hb 4.12-13
A espada do Espírito.

Sábado – Tg 4.4
Inimizade contra o mundo.

INTRODUÇÃO

Para vencer as adversidades da vida, o cristão deve saber bem quem são seus adversários e os meios pelos quais Deus o equipou para vencer as batalhas espirituais.

I – OS ANTAGONISTAS DO CRISTÃO

Embora Cristo tenha vencido e despojado toda autoridade espiritual (Cl 2.15), e os fiéis estarem libertos da escravidão do pecado, as forças do mal continuam a ameaçar o cristão.

1. O Diabo. Conhecido também como Satanás (adversário, acusador), o diabo se opõe à obra de Deus e tem como intento matar, roubar e destruir (Jo 10.10). Ele é apresentado como a serpente (Gn 3.1,14; IICo 11.3); Belzebu (Mt 10.25); príncipe deste mundo (Jo 12.31); príncipe das potestades do ar (Ef 2.2); e maligno (I Jo 2.13). Ele utiliza como artimanhas: mentiras (Jo 8.44); engano (Ap 12.9); assassinato (Sl 106.37). Grudem afirma que “tanto o Diabo e seus seguidores vão usar a tentação, a dúvida, a culpa, o medo, a confusão, a inveja, o orgulho, ou a calúnia para atrapalhar o testemunho cristão”. Tendo em vista que essas são as armas do diabo contra a humanidade, o cristão deve ter uma vida pautada nas virtudes do Espírito e não coadunar com estas práticas.

2. O mundo. A ideia de ‘mundo’ como opositor ao ser humano não é referência à habitação do homem e nem à criação de Deus, pois a criação de Deus foi muito boa (Gn 1.31). Entretanto, o termo mundo (do grego, cosmos) é uma referência metonímica à “humanidade em rebelião a Deus”, ou seja, à sociedade corrompida, seus valores e sua inimizade contra Deus. É dentro deste contexto que o mundo/humanidade é o objeto do amor de Deus. Deus ama o mundo (Jo 3.16). Todavia, o mundo/humanidade tem como característica principal sua impiedade (Jo 7.7). A Igreja do Senhor não pode amar os valores do mundo (I Jo 2.15), mas viver uma vida em amor ao próximo mantendo sua integridade e valores do Reino.

3. A carne. Essa palavra possui significados diferentes nas Escrituras, ela pode significar “a parte corporal do ser humano” (Hb 2.14), pode significar ‘humanidade’ (Is 40.5), também designa ‘alguém’ (Mt 16.17), a fraqueza e a efemeridade da condição humana em oposição ao espírito (Gl 1.16). Paulo utiliza deste termo de origem semítica para expressar uma vontade intrínseca inerente à essência humana que se opõe à vontade de Deus (Rm 7.18-19). E que também pode ser vista como as obras da carne (Gl 5.19-21). Portanto, a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pecado e morte. Assim como Paulo afirmou, “nenhuma condenação há para aqueles que não andam segundo a carne mais segundo o Espírito” (Rm 8.1).

II – A ARMADURA DE DEUS

Paulo exorta os crentes a serem fortalecidos na força do Senhor e se vestir contra as potestades do mal. Ele observa a vestimenta dos soldados de seu tempo e faz uma analogia sobre a conduta que devemos ter.

1. O cinto da verdade. Certamente que a referência sobre o cinto da verdade se encontra em Isaías 11.5: “E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a verdade, o cinto dos seus rins”. Segundo Keener, “o cinturão ou o cinto, se referia ao avental de couro embaixo da armadura, ou ao cinto de metal que protegia abaixo do ventre”. Outra passagem que fala deste acessório é Lucas 12.35. A palavra cingir de acordo com Strong faz alusão a se ‘equipar’. Tendo em vista que verdade aqui traz a ideia de sinceridade, em oposição à falsidade, logo, ser cingido com a verdade é viver uma vida de verdadeira e sincera devoção ao Senhor. Servir ao Senhor não deve ser mera liturgia ou protocolo, mas uma entrega sincera de todo o nosso ser.

2. Couraça da justiça. Segundo Vaux, nos tempos antigos, a couraça era uma peça da armadura dos soldados que servia para proteger seu tórax de ataques diretos. Em I Tessalonicenses 5.8, o amor assim como a fé fazem parte do peitoral desta armadura, “Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e da caridade e tendo por capacete a esperança da salvação”. Em Isaías 59.17, a couraça faz parte da vestimenta do próprio Deus, que vem para salvar o Seu povo. Justiça aqui é um termo muito desenvolvido por Paulo, que também expressa uma vida íntegra e justa. O cristão não deve ter em sua prática de vida uma conduta fraudulenta. Quantos que se dizem cristãos e são conhecidos por serem pessoas sem credibilidade, estes, estão despidos da justiça.

3. Os calçados do Evangelho. Estar calçado aqui faz referência à estrada e ao caminho a percorrer. Quando falamos de caminhada e caminho, a Bíblia faz referência à vida propriamente dita (Sl 37.5). É a Palavra que ilumina o nosso caminho (Sl 119.105). A nossa caminhada na fé é proporcional à nossa preparação na Palavra, em especial aos ensinamentos de Jesus, pois pés bem calçados nos protegem contra as feridas que podem ocorrer na caminhada. Caminhar com pés descalços ou com calçados inapropriados interferem diretamente na distância percorrida. O cristão tem uma longa jornada pela frente, o nosso ponto de partida é a cruz e a nossa chegada é o céu.

III – O EQUIPAMENTO PARA O COMBATE

Enquanto que a couraça, o cinto e o calçado eram peças de vestimenta; o capacete, o escudo e a espada eram peças de combate, as quais o soldado devia ter em posse para a peleja.

1. O escudo da fé. Na antiguidade, os escudos poderiam ser de bronze (IRs 14.27), coberto com metal precioso (I Rs 10.16-17], untado (II Sm 1.21-22; Is 21.5). O escudo era, junto com o capacete, uma das melhores armas de defesa, ele dava mobilidade às tropas de infantaria, fazendo com que, mesmo diante de uma saraivada de flechas, os exércitos pudessem se locomover sem sofrer ferimentos ou até mesmo baixas significativas. Paulo faz a justaposição do escudo com a fé, pois é através da fé que nem as dificuldades ou as condições desfavoráveis vão nos parar. A fé nos faz mover montanhas e avançar (I Co 13.2).

2. O capacete da salvação. Uma das peças do combate mais importante era o capacete, que muitas vezes era de couro recoberto de bronze e servia para proteger a cabeça. É muito pertinente o apóstolo ligar o capacete com a salvação, tendo em vista que um dos grandes ataques do inimigo contra nós começa na esfera dos pensamentos. O adversário utiliza da tentação para que os fiéis venham a vacilar e a cair. É no âmbito da nossa mente que somos atacados. O grande perigo da tentação não é sofrê-la, e, sim, deixá-la adentrar ao coração. Permaneçamos firmes na presença de Deus e que nossa mente seja ocupada com pensamentos edificantes, como afirma o apóstolo (Fp 4.8).

3. A espada do Espírito. A Bíblia é comparada como uma espada que separa o falso do que é verdadeiro (Hb 4.12), ela traz julgamento (Os 6.5), assim como a salvação (Rm 10.13-17). A espada era uma arma de ataque na qual servia para causar dano ao inimigo. Atualmente, vivemos em um mundo globalizado e em um país que ainda se pode pregar o Evangelho sem ser preso por isso. Entretanto, muitos crentes não fazem uso correto de sua arma, muitos se deixam levar por quaisquer ventos de doutrinas, por serem analfabetos bíblicos funcionais. Nunca tivemos o conhecimento tão perto de nossas mãos, mas tão distante ao mesmo tempo.

CONCLUSÃO

O cristão vive em uma batalha invisível e, nessa batalha, ele deve estar preparado, fortalecido e avançando, seguindo o seu General de guerra, Jesus Cristo.

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Editora Betel

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