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Adultos - Betel

As duas bestas da Grande Tribulação

Publicado

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EDIÇÃO: 124 – 2º Trimestre – Ano: 2022 – Editora: BETEL

LIÇÃO – 09 – 29 de maio de 2022

TEXTO ÁUREO

“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última horas.” I João 2.18

VERDADE APLICADA

Jesus revelou para a Sua Igreja o que está prestes a acontecer no mundo.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Apocalipse 13

1- E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e, sobre os seus chifres, dez diademas, e, sobre as suas cabeças, um nome de blasfêmia.
2- E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de urso, e a sua boca, como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.

11- E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão.
12- E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada.

LEITURAS COMPLEMENTARES

Segunda-feira – Dn 9.26
Anticristo: o príncipe que há de vir.
Terça-feira – Dn 9.27
Anticristo: o assolador.
Quarta-feira – II Ts 3.3
Anticristo: o homem do pecado.
Quinta-feira – II Ts 3.8
Anticristo: o iníquo.
Sexta-feira – I Jo 2.18
A última hora: vem o Anticristo.
Sábado – Ap 19.11-21
Vitória de Cristo sobre a besta e o falso profeta.

INTRODUÇÃO

O cenário mundial se configura rapidamente em todas as áreas para o tempo da Grande Tribulação. A Bíblia revela-nos a manifestação de duas personalidades malignas neste tempo, denominadas de “Bestas”.

I – AS BESTAS DO APOCALIPSE

A Grande Tribulação será marcada pela manifestação de duas figuras públicas e notórias, chamadas no livro do Apocalipse de “bestas”. Veremos o que Deus revelou sobre elas, suas características e a fonte de sua influência e poder sobre os povos (Ap 13.7). Veremos ainda o que farão no mundo no tempo da Grande Tribulação e o sistema político-econômico que predominará neste tempo.

  1. São chamados de “besta”. Para falar destas duas personalidades malignas, que aparecem no capítulo 13 do livro do Apocalipse, a Bíblia utiliza a palavra grega “therion”, que significa literalmente “fera”. Esta palavra foi utilizada no mundo antigo para falar de animais perigosos ou criaturas terríveis e sobrenaturais. Mas é utilizada também para falar de pessoas com atitudes bestiais. Isto serve para mostrar a natureza animalesca, violenta e altiva destas duas bestas, que agirão de forma implacável e sombria durante a Grande Tribulação.
  2. Serão duas pessoas. A Bíblia indica que as bestas que João viu serão pessoas e não uma força impessoal. Acredita-se que as duas bestas serão duas pessoas que agirão como a personificação do mal durante a Grande Tribulação. Eles aparecem sendo lançados “vivos” no lago de fogo, o que indica tratar-se de pessoas: “E a besta foi presa e, com ela, o falso profeta, que, diante dela, fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre.” (Ap 19.20).
  3. Receberão poder maligno. A Bíblia revela-nos a fonte de poder da primeira besta: “E o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.” (Ap 13.2). Da segunda besta é dito que “falava como o dragão” (Ap 13.11), exerce poder semelhante a primeira besta (Ap 13.12) e faz grandes sinais: “E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta” (Ap 13.13-14). Vemos, assim, forças malignas atuando na grande tribulação: o dragão, o anticristo e o falso profeta.

II – A BESTA QUE SOBE DO MAR

“E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta” (Ap 13.1). A besta que sobe do mar é o Anticristo. O mar aqui simboliza as nações, de onde ele emanará. O profeta Daniel também vê quatro animais saindo do mar e lhe é revelado que são governos humanos: “Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da terra.” (Dn 7.17).

  1. Nomes e títulos do Anticristo. Os nomes e títulos do Anticristo, na Bíblia, revelam sua natureza e caráter. Na profecia das setenta semanas de Daniel, ele é “o príncipe, que há de vir” e o “assolador” (Dn 9.26-27); Daniel ainda o chama de “ponta pequena” (Dn 7.8). O apóstolo Paulo o nomeia de “o homem do pecado, o filho da perdição” e “o iníquo” (II Ts 2.3, 8). Mas coube ao apóstolo João, o mesmo autor do livro do Apocalipse, chamá-lo pelo nome mais conhecido: o Anticristo (I Jo 2.18, 22; 4.3; II Jo 1.7). Este último nome vai aparecer quatro vezes nas epístolas de João.
  2. O retrato-falado do Anticristo. “E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de urso, e a sua boca, como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.” (Ap 13.2). Encontramos aqui uma descrição assustadora do Anticristo, que, nos remete aos quatro animais que Daniel viu subindo do mar (Dn 7). A visão, relacionada ao Anticristo, parece mostrar nestes animais o seguinte retrato: semelhante ao leopardo fala da rapidez com que o anticristo dominará o mundo; pés semelhantes ao de urso denota a força que emplacará em seu governo; boca de leão aponta para a soberba de suas palavras: “E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias” (Ap 13.5). Muito diferente de Cristo, no qual estamos protegidos: “Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mt 11.30).
  3. Características do Anticristo. Embora Deus não tenha nos revelado a identidade do Anticristo, fez questão de nos dar várias informações sobre ele. A Bíblia mostra que o Anticristo será um grande orador (Dn 11.36; Ap 13.5); será também um grande empreendedor empresarial e dominará a economia mundial (Ap 13.16-17); se mostrará um político notável e implantará um governo mundial tendo dez reinos confederados como base de seu governo: “E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis por uma hora, juntamente com a besta.” (Ap 17.12); ele fará um pacto com Israel por sete anos (Dn 9.27); blasfemará contra Deus (Dn 7.25; Ap 13.5); se apresentará no templo como se fosse Deus (II Ts 2.4) e finalmente será vencido por Cristo em sua volta (Dn 8.25; Ap 19.11-21).

III – A BESTA QUE SOBE DA TERRA

“E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão.” (Ap 13.11). Esta segunda besta que aparece na revelação é o falso profeta. Ele é chamado desta forma em três passagens do livro do Apocalipse e, em todas elas, ao lado do Anticristo (Ap 16.13; 19.20; 20.10). Veremos com a chegada desta besta que tipo de quadro religioso predominará no mundo durante a Grande Tribulação.

  1. Imitará o Espírito Santo com sinais malignos. O falso profeta marcará o governo do Anticristo com sinais malignos na Grande Tribulação (Ap 13.13). Embora surja com uma aparência inofensiva e mansa, Deus nos revela sua verdadeira natureza: “E tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão.” (Ap 13.11). Ele respaldará e dará uma aparência messiânica ao Anticristo com sinais malignos, que enganarão as massas: “E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta” (Ap 13.14). Mas Deus deixa claro que são sinais malignos e de mentira (IITs 2.9-11). Disto podemos tirar a lição importante, de que não é por manifestações de sinais e curas que se mede a autenticidade de uma pessoa ou grupo religioso, mas pela conformidade com os padrões da Palavra de Deus (Mt 7.15-20).
  2. O sistema único financeiro mundial. A palavra que resume o tempo da Grande Tribulação é controle: “Faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.” (Ap 13.16-17). Será implantado neste tempo um sistema de controle mundial que envolve adoração, política e economia e tem como base a marca da besta. A Bíblia não explica como será esta marca, mas nos fala do sinal, do nome e do número do nome da besta, que é 666 (Ap 13.18). Somente aqueles que aderirem ao sistema da besta poderão comprar comida, fazer transações comerciais e pagar contas. Atualmente temos um vislumbre sobre aquele período ao observarmos a intervenção crescente dos governos mundiais nas redes sociais, pelas metas dos países pelo fim do dinheiro físico e guerra comercial por controle da produção de alimentos e etc.
  3. O sistema único religioso mundial. O tempo da Grande Tribulação será de intensa religiosidade (Ap 13.12). O falso profeta exercerá influência nas massas com sinais malignos na natureza (Ap 13.13), e implantará um sistema mundial obrigatório de culto à pessoa do Anticristo (Ap 13.15). O mundo de hoje caminha a passos largos para uma religião mundial, com o movimento ecumênico onde as religiões se aproximam cada vez mais, umas das outras, buscando um salvador ideal, que verá no Anticristo o seu anelo. A Igreja de Cristo, hoje, deve amar e pregar o Evangelho a todos, mas não pode haver mistura de seitas e heresias na prática de fé cristã (Gl 1.8).

CONCLUSÃO

O mundo caminha em todas as áreas para a chegada do Anticristo e do Falso Profeta. Cabe à Igreja, como Noiva de Cristo, se manter pura e santa. Vivendo firme na Palavra de Deus, até que Cristo venha.

 

 

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Editora Betel

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