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Abraão: A vida de oração de um homem de fé

EBD – Jovens –  EDIÇÃO: 02 – 1º Trimestre – Ano: 2021 – Editora: CPAD

LIÇÃO – 02 – 10 de janeiro de 2021

TEXTO DO DIA

“Então, me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei.” (Jr 29.12)

SÍNTESE

A vida de Abraão nos traz grandes ensinamentos sobre a oração como um “estilo de vida”.

AGENDA DE LEITURA

Segunda-feira – Rm 8.28 Todas as coisas cooperam para o bem

Terça-feira – SI 90.12 A busca pela maturidade

Quarta-feira – Hb 11.8-19 Abraão, um herói da fé

Quinta-feira – Rm 4.11 Abraão, o nosso pai na fé

Sexta-feira – CL 2.14,15 A vitória do Redentor

Sábado – Rm 12.2 Transformados pela renovação do entendimento

OBJETIVOS 

– Compreender o conceito bíblico de paciência e longanimidade;

– Mostrar que Abraão foi um intercessor em favor de Sodoma e Gomorra: 

– Saber que a oração nos protege de nos enganar a respeito da vontade de Deus.

TEXTO BÍBLICO

Gênesis 18.23-33

23 E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?

24 Se, porventura, houver cinquenta justos na cidade, destrui-los as também e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que estão dentro dela?

25 Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo como ímpio, que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?

26 Então, disse o SENHOR: Se eu em Sodoma achar cinquenta justos dentro da cidade, pouparei todo o lugar por amor deles

27 E respondeu Abraão, dizendo: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.

28 Se porventura, faltarem de cinquenta justos cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei se eu achar ali quarenta e cinco.

29 E continuou ainda a falar-lhe e disse: Se, porventura, acharem ali quarenta? E disse: Não o farei. por amor dos quarenta.

30 Disse mais: Ora, não se ire o Senhor. se eu ainda falar: se, porventura, se acharem ali trinta? E disse: Não o farei se achar ali trinta

31 E disse Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor: se, porventura, se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei, por amor dos vinte

32 Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se. porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei. por amor dos dez.

33 E foi-se o SENHOR, quando acabou de falar a Abraão e Abraão tornou ao seu lugar. 

INTRODUÇÃO

Abraão é um dos personagens bíblicos mais conceituados e admirados por todos os cristãos. Conhecido com o pai da fé, o patriarca é uma referência para todos os que creem (Rm 4.11) e nos ensina valiosas lições sobre como ser direcionado por Deus e confiar acima de todas as circunstâncias.

Em um tempo marcado pelo paganismo e por práticas que desagradam ao Senhor, Abraão se destacou por sua obediência levando-o a sair de sua terra e do meio de seus parentes (Gn 12.1), passar por es colhas difíceis (Gn 21.14) chegando ao extremo entre ter que decidir se obedecia a Deus ou poupava a vida de seu filho (Gn 222).

I – A ORAÇÃO NOS TORNA PACIENTES, LONGÂNIMES 

1. Oração é, também, processo. Todos nos buscamos concluir as etapas e os desafios impostos pelo nosso cotidiano com a finalidade de alcançar os objetivos de vida. Essa característica humana é nobre e precisa ser valorizada. Mas há um detalhe muito importante que precisamos enfatizar: E no processo que crescemos e as conquistas são desenhadas e colocadas em prática. 

Na oração, esse princípio também é observado É em nossa rotina diária de diálogos com Deus que vamos aprendendo a confiar, a abrir nossos corações, a interceder pelo próximo e, de forma serena, buscar ouvir também o que o Pai Amado tem a nos dizer. Podemos observar o quanto Abraão se permitia viver esse processo.

Ainda em Ur, e posteriormente em Harā (Gn 11.31), o patriarca já tinha uma disciplina de oração. Imaginemos como deve ter sido o dia em que ele ouviu claramente a ordem divina: “Sai-te da tua terra… para a terra que eu te mostrarei” (Gn 12.1). Esse foi o início de um longo processo que levaria o velho patriarca a ser considerado o nosso “pai na fé”.

2. Uma vida de oração. Abraão ficou conhecido como um homem de grande fé (Hb 11.8-19). E um dos segredos para tamanha fé repousa em uma vida de oração. A forma como Deus falava com o patriarca era impressionante no seu chamado para ir para uma terra desconhecida (Gn 12.1), no momento da partilha das terras (Gn 13.14), no concerto (Gn 17), na intercessão pelos justos (Gn 18.26), na solicitação ao sacrifício de Isaque (Gn 22.2), entre tantos outros momentos, o Senhor simplesmente falava! Abraão era sensível a voz de Deus. Será que nós também buscamos essa condição para as nossas vidas? 

3. Pacientes, longânimes. A vida de Abraão foi marcada por diversos momentos onde a paciência e a longanimidade foram decisivas, imagine quantos anos separaram as promessas de Deus e a concretização delas na vida do patriarca. Apontemos um exemplo: A promessa de que seria pai de uma grande nação (Gn 12.2) e a concretização apenas muitos anos mais tarde.

A oração nos torna pacientes e longânimes em uma trajetória onde somente o nosso relacionamento com Deus permitirá esse amadurecimento. Aos poucos, aprenderemos a ouvir o “sim”, o “ainda não” e o “não”. Nossa natureza nos impele a querer tudo para o tempo presente, mas Deus sabe a hora certa para todas as coisas.

II – ABRAÃO INTERCEDE EM FA VOR DOS MORADORES DE SO DOMA E GOMORRA (Gn 18.23-33) 

1. Orando em favor dos perversos. Interceder diante de Deus em favor daqueles que são justos e bons parece não ser uma tarefa tão difícil entretanto orar em favor de homens maus e perversos não é nada fácil. É preciso ter amor, fé em Deus, obediência, temor. esperança de que o Senhor pode reverter toda e qualquer situação, por mais difícil que possa parecer vemos que Abraão tinha todas essas qualidades.

Os habitantes de Sodoma e Gomorra eram perversos, pervertidos e cometiam toda sorte de pecados. De maneira implacável eles “agrediam” a santidade de Deus e tornavam a vida das pessoas daquela localidade, como por exemplo, a vida de Ló, sobrinho de Abraão, em um verdadeiro “inferno”. O pecado em Sodoma e Gomorra havia alcançado os piores níveis e tal condição nos lembra muito a que estamos vivendo na atualidade, pois a violência tomou conta das cidades, ou melhor, do mundo e não importa a condição social ou política dos países.

A vida humana parece ter perdido o valor e poucos são os que se importam com os altos índices de homicídios casos de pedofilia, estupros, violência doméstica e tanto outros males. Para algumas pessoas tudo não passa de dados estatísticos e muitos já não rogam a Deus em favor das cidades. Precisamos agir como intercessores. seguindo o exemplo de Abraão. 

2. Vivendo em meio ao pecado. A família de Abraão e de Ló, seu sobrinho estavam vivendo em meio a cidades ímpias. Porém, a fé deles e certamente a comunhão que mantinham com Deus mediante a oração não permitiram que se contaminasse com o pecado que tão de perto os rodeavam. Sabemos que Deus é paciente e deve ter dado tempo para que as pessoas se arrependessem, porém, o dia do juízo do Deus Santo chegou para as cidades de Sodoma e Gomorra. Sabemos que Deus é justo e que um dia nós vamos colher tudo aquilo que plantamos.

As sementes espalhadas pelos habitantes daquelas cidades eram malignas, perversas, mas havia chegado a hora da colheita. Então, Deus avisa a Abraão a respeito da destruição que viria sobre os moradores das cidades de Sodoma e Gomorra. Diante da revelação do juízo de Deus. Abraão decide interceder em favor dos justos. Ele pergunta a Deus: “Destruirás também o justo com o ímpio?” (Gn 18.23). Abraão não estava tentando mudar a opinião de Deus, mas vemos aqui a reflexão de um homem de fé, que conhecia a bondade e a justiça do Senhor.

Vemos a atitude de um intercessor que se importava com o bem das pessoas, em especial aqueles que buscavam servir ao Senhor. A compaixão e o amor são as características principais de um intercessor. Você tem demonstrado compaixão por as pessoas que vivem em sua cidade? Tem rogado por elas como fez Abraão?

3. Abraão, um intercessor em favor das cidades. Sabemos que a humanidade. infelizmente, não consegue compreender o amor, a justiça e o juízo de Deus. No entanto o Senhor é justo, bom, paciente e pune o pecado. Até em seus julgamentos Deus é bom, pois Ele nos dá aquilo que semeamos. Cabe a nós, Corpo de Cristo. mostrarmos ao mundo quão justo, santo. agradável e amoroso é o Deus que ser vimos. Abraão nos ensina a interceder. com amor, bondade e persistência, por nossas cidades, pelos ímpios, por aqueles que zombam da nossa fé e da Igreja do Senhor e também por aqueles que são justos e bons. 

Um grande erro cometido por algumas pessoas em suas orações é a inclinação em apontar somente os defeitos, os erros das pessoas. Precisamos estar atentos acerca desses equívocos. Não podemos nos esquecer que se não fosse a graça e a misericórdia de Deus em nossas vidas, também seriamos alvo do juízo e da justiça do Senhor. Estaríamos perdidos, destinados à morte como os moradores de Sodoma e Gomorra. Então, vamos seguir o exemplo de vida de Abraão, fazendo da oração um estilo de vida. 

III – A ORAÇÃO NOS PROTEGE DE NOS ENGANAR A RESPEITO DA VONTADE DE DEUS 

1. Boa. A Bíblia nos revela que a vontade de Deus para as nossas vidas é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2). Mas, somente em uma caminhada de oração teremos as condições ideais para experimentarmos tal benção. Antes de tudo é necessário viver uma total transformação através da renovação do entendimento, que chamamos de “metanoia”. Essa palavra um pouco desconhecida implica em uma total e radical mudança de pensamento.

E quando alguém se propõe a ver algo de uma forma completamente inusitada. Essa é a transformação natural que ocorre quando desenvolvemos uma vida de constante oração e busca por Deus: Nova visão gerando inconformidade, posturas inusitadas, padrões elevados e a busca pela verdadeira vontade de Deus. Precisamos destacar que a vontade de Deus é sempre boa! O próprio Mestre fez referencias a esse respeito em inúmeras ocasiões.

A forma como a Bíblia apresenta a boa vontade de Deus para conosco também nos inspira a sermos bons uns para com os outros. No tempo certo (Sl 27.14), o Pai Amado, em sua infinita bondade, supre as nossas necessidades.

2. Agradável. A vontade de Deus é agradável, ou seja, ela gera um bem-estar a todos os que dela experimentam. Não importa se tudo vai bem ou não; se passamos por momentos felizes ou de grandes dificuldades se os desafios são pequenos ou gigantescos. Se permitirmos que a vontade divina seja constante em nossa vida nos sentiremos bem e em paz. 

A humanidade não consegue enxergar a vontade de Deus como agradável. Cabe a nós, Corpo de Cristo, mostrarmos ao mundo quão agradável é o que Deus almeja para nossas vidas que possamos com convicção em nossas orações declarar: “Deleito-me em fazer a tua vontade, Ó Deus meu L…]” (Sl 40.8).

3. Perfeita. A vontade de Deus, além de boa e agradável, também é perfeita. Muitas vezes encontramos coisas “aparentemente perfeitas, mas ao olharmos com maior critério veremos que elas possuem muitas falhas. Outro grande erro cometido pelos homens, é a inclinação em apontar defeitos nos planos do Senhor. Precisamos estar atentos acerca desses equívocos. 

Através de uma vida de oração, perceberemos que os planos de Deus são perfeitos e conseguiremos, com paciência e longanimidade, vivê-los com alegria e satisfação. Abraão viveu grandes desafios e passou por muitas dificuldades e provações, porém, através de uma rotina de oração e busca pela direção divina pode celebrar as conquistas e vivenciar a boa, agradável e perfeita vontade divina em sua vida. 

CONCLUSÃO

Nesta lição aprendemos que a oração deve ser uma constante em nossas vidas. A oração como “estilo de vida é o segredo para uma caminhada vitoriosa nos dias atuais. Através da oração alcançaremos a paciência e a longanimidade tão necessária em tempos tão difíceis. Assim como nos dias de Abraão, os desafios de Sodoma e Gomorra assolam a humanidade. Mas, guiados pelo Espírito, venceremos sempre. Busquemos, em uma vida de constante oração, a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. 

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Editora CPAD

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