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A sublimidade das bênçãos espirituais em Cristo

 

LIÇÃO – 406 – 12 de abril de 2020

TEXTO ÁUREO

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo.” (Ef 1.3)

VERDADE PRÁTICA

Deus nos elegeu em Cristo antes da fundação do mundo para que desfrutássemos das bênçãos espirituais.

LEITURA DIÁRIA

Segunda-feira – Ef 2.11-13

O que éramos e o que somos em Cristo Jesus

Terça-feira – Ef 1.4-6

Deus nos elegeu e nos predestinou em Cristo antes da fundação do mundo

Quarta-feira – Jo 3.16-18

Cristo foi enviado por Deus para salvar os pecadores

Quinta-feira – Ef 2.8-10

A salvação é alcançada somente pela graça de Deus

Sexta-feira – I Jo 3.21-23

Deus atende aos pedidos dos fiéis por intermédio de seu grande amor

Sábado – II Co 1.20-22

O Espírito Santo é o depósito que garante a nossa herança em Cristo

LEITURA BÍBLICA

Efésios 1.3,4, 9-14

3 – Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo,

4 – Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor,

9 – Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo,

10 – de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra.

11 – Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade,

12 – Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que primeiro esperamos em Cristo;

13 – Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa;

14 – O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória.

INTRODUÇÃO

Nesta lição vamos abordar a grandeza, a excelência e a perfeição do projeto divino para conceder bênçãos espirituais aos seus escolhidos. Desde a eternidade, aprouve a Deus executar um plano de restauração e reconciliação com a humanidade caída. Por isso que, na Carta, o apóstolo Paulo se mostra profundamente agradecido pela revelação do mistério que estivera oculto desde todos os tempos. Ele nos convida a louvar e a glorificar a Deus pela sua bondade e misericórdia para com todos os pecadores.

I – A NOVA POSIÇÃO EM CRISTO

No passado estávamos perdidos e condenados à morte eterna, mas por sua infinita graça, Deus nos outorgou em Cristo o privilégio da salvação.

A Doxologia. Após expor os versículos de abertura da Epístola (1.1,2), o apóstolo Paulo apresenta uma sequência de texto que se caracteriza pela verdadeira adoração e bondade ativa de Deus (1.3-14). Ele começa pela frase “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (v.3), onde “bendito” significa “digno de louvor”. O apóstolo dá sequência até o versículo 14 por meio de um maravilhoso tributo ao Eterno e suas muitas bênçãos concedidas aos homens. Nesse trecho bíblico trata-se de um hino teológico de gratidão, caracterizado pela repetição do seguinte refrão: “Para louvor e glória da sua graça” (v.6) ou “para louvor da sua glória” (vv.12,14). Aquele ao qual devemos adorar está identificado na expressão “Deus e Pai de Jesus Cristo”, uma clara referência à Santíssima Trindade com ênfase na natureza divina de Jesus, seu Filho.

As bênçãos espirituais. Obviamente que as bênçãos espirituais não são materiais, mas provenientes dos “lugares celestiais”, isto é, do reino espiritual. Essas bênçãos são mencionadas na longa passagem de Efésios (1.3-14), tais como: Deus nos elegeu para sermos santos (1.4); predestinou-nos para sermos filhos (1.5); nos fez agradáveis para si (1.6); remiu-nos por meio do sangue de Cristo (1.7); acolheu-nos por sua vontade redentora (1.8-12); revelou-nos a Palavra da verdade (1.13a); selou-nos com o Espírito Santo da promessa (1.13b); ainda garantiu a validade da promessa (1.14). Tais bênçãos provêm de Deus, que planejou a redenção; do Filho, que a realizou; e do Espírito Santo, que a garante. Essas bênçãos nos conduzem a exclamar como Paulo: “Bendito Seja Deus!”.

A nova condição. A expressão “em Cristo” significa que somos abençoados com toda bênção espiritual, a partir de Sua pessoa e obra realizada no calvário (Jo 1.3; Hb 5.9; 9.12); relaciona-se ainda com a nossa experiência de conversão a Ele (II Co 5.17). Essa nova vida é conferida somente para quem está “em Cristo”, isto é, o oposto da antiga vida “em Adão” escravizada pelo pecado (Rm 5.11-15). Desse modo, não andamos mais em trevas, mas como filhos da luz (Rm 5.8). Portanto, nossa nova posição é caracterizada pela salvação “em Cristo” e, por isso, desfrutamos de todos os benefícios advindos dessa redenção.

II – UMA VIDA CRISTOCÊNTRICA NESTE MUNDO

Embora o pecado tenha adentrado ao mundo, Deus projetou a primazia de Cristo na remissão dos pecadores e na restauração de todas as coisas para o louvor de Sua glória.

A revelação do mistério. A frase “descobrindo-nos o mistério da sua vontade” (1.9) sinaliza a revelação da verdade que estava oculta aos santos de Deus (Cl 1.26). Essa verdade diz respeito aos decretos eternos que Deus planejara, por sua soberana vontade, com o propósito de salvar os pecadores (Jo 3.16). Essa vontade divina é revelada segundo o seu beneplácito, isto é, de acordo com o que Lhe agrada fazer por amor e misericórdia (Rm 9.15,16; 11.32). Sua vontade foi executada conforme o seu desígnio por intermédio de Cristo para que o Filho em tudo tivesse a preeminência (Cl 1.16-20).

A plenitude dos tempos. Paulo revela que o plano divino é fazer convergir em Cristo todas as coisas (1.10). Isso inclui tudo o que foi criado por Cristo, para Cristo e o que subsiste em Cristo (Jo 1.1-3; Hb 1.2,3). Implica dizer que todo o universo, céus e terra estarão submissos a autoridade e soberania de Cristo (Rm 14.11; II Co 10.5). Nesse sentido, a ruptura provocada pelo pecado de Adão é restaurada completamente em Cristo. Essa declaração não tem conotação universalista, a ideia de que no fim todos serão salvos, mas que finalmente tudo será como Deus planejou: Cristo a cabeça da Igreja e também a cabeça do Universo (1.21-23). A dispensação ou a administração desse plano será na plenitude dos tempos (1.10). Aqui, a palavra grega para “tempos” não é chronos, que traz uma ideia de cronologia, mas kairos, que se refere ao tempo divino previamente determinado para que todas as coisas estejam sob o domínio de Cristo (At 1.7).

Louvor da sua glória. O apóstolo enfatiza que as bênçãos são destinadas aos crentes judeus e gentios – a Igreja. Paulo muda do pronome “nós” (ele e os judeus) para o “também vós” (os gentios), indicando que em Cristo os crentes de ambos os povos são herdeiros da promessa (1.11-13). Ele ratifica igualmente que o propósito da eleição não é outro senão louvar e glorificar a Deus (1.12,14). Isso assinala não somente adorá-Lo com palavras e ações, mas também levar outros a fazer o mesmo (I Pe 2.12). Por conseguinte, tudo o que somos, fazemos ou possuímos vem de Deus, pois começa na Sua vontade e culmina na Sua glória (At 17.28).

III – O ESPÍRITO SANTO, PENHOR DA NOSSA HERANÇA

O Espírito Santo desempenha importante papel no plano de salvação idealizado por Deus Pai.

O selo do Espírito Santo. Aquele que ouve a Palavra de Deus – o Evangelho da Salvação – e que por meio da fé, se rende a Cristo, recebe o selo do Espírito Santo no momento da conversão (Tt 3.5-7). Nos tempos bíblicos, o selo era usado como sinal de propriedade e posse pessoal. Ao conceder o Espírito Santo ao crente, Deus identifica os que pertencem a Cristo, pois o Espírito testifica daqueles que são filhos de Deus (Rm 8.9,15,16) e o Maligno não lhes toca (I Jo 5.18). Assim, a terceira pessoa da Santíssima Trindade tem o papel fundamental de regenerar, purificar e santificar o pecador (I Co 6.11). Ele é quem convence o ser humano do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.7,8); e que também produz no crente o verdadeiro relacionamento com Deus por meio do fruto do Espírito (Gl 5.22,23).

O penhor da nossa herança. O termo grego arrabon pode ser traduzido como “depósito”, “penhor”, “garantia” ou ainda “primeira parcela” (1.14). A palavra tem origem semítica e era usada nas transações comerciais para assegurar o preço ou garantir o pagamento de algo. Paulo ensina que o Espírito Santo é o depósito que garante a nossa herança em Cristo (II Co 1.21,22). Tudo isso significa que aquele que tem o selo do Espírito Santo tem a salvação garantida (1.14). Isso não quer dizer que o crente está salvo para sempre, independente de sua conduta, mas que a redenção está validada aos eleitos em Cristo que permanecem fiéis (Mt 24.13).

CONCLUSÃO

Nessa porção da Epístola aos Efésios o plano divino revelado resulta na reconciliação do ser humano com Deus por meio de Cristo e na restauração de todas as coisas visíveis e invisíveis. Ambos os propósitos devem redundar em louvor e glória ao Deus Eterno. Na plenitude dos tempos todo o desígnio divino estará plenamente executado.

 

Postado por: Pr. Ademilson Braga

 

 

 

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