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E.B.D

Uma palavra profética às nações

Publicado

em

EBD – Jovens – EDIÇÃO: 260 – 4º Trimestre – Ano: 2025 – Editora: CPAD

LIÇÃO – 13 – 28 de dezembro de 2025

TEXTO PRINCIPAL

“Olha, ponho-te neste dia sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares, e para derribares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares.” (Jr 1.10).

LEITURA SEMANAL

Segunda-feira – Jr 10.7
O Rei das nações
Terça-feira – Sl 22.27
Todos os limites da Terra se converterão ao Senhor
Quarta-feira – Gl 3.26-29
Pela fé, somos filhos de Deus e parte do Reino
Quinta-feira – Jo 20.21
A Grande Comissão
Sexta-feira – Is 60.1-4
Israel, luz para as nações
Sábado – Ap 1.8
O Princípio e o Fim

TEXTO BÍBLICO

Jeremias 46.1-5

1 — Palavra do Senhor que veio a Jeremias, o profeta, contra as nações.
2 — Acerca do Egito, que estava junto de Faraó Neco, rei do Egito, que estava junto ao rio Eufrates, em Carquemis, ao qual feriu Nabucodonosor, rei da Babilônia, no ano quarto de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá:
3 — Preparai o escudo e o pavês e chegai-vos para a peleja.
4 — Selai os cavalos, e montai, cavaleiros, e apresentai-vos com elmos; alimpai as lanças e vesti-vos de couraças.
5 — Por que razão vejo os medrosos voltando as costas? Os seus heróis estão abatidos e vão fugindo, sem olharem para trás; terror há ao redor, diz o Senhor.

INTRODUÇÃO

Jeremias, como profeta, anunciou a mensagem de Deus às pessoas de seus dias. Também confirmou o compromisso de Deus com toda a raça humana, indistintamente, conforme prometido a Abraão (Gn 12.1-3).

I- UM DEUS PARA AS NAÇÕES

  1. Deus fala às nações. Assim como os demais profetas, Jeremias foi enviado inicialmente ao seu povo, o que não significa que não teve de advertir às demais nações a respeito da responsabilidade que todos, indistintamente têm, diante de Deus. Ao contrário disso, Jeremias profetizou contra várias nações, reafirmando assim a universalidade do plano de Deus, e a verdade de que todos os povos devem resposta e reverência ao Criador (46—64).
    Um ponto importante a ser considerado é de que, ao tratar com as nações por meio de profetas que levantou, de forma direta, Deus estava conclamando o seu povo a comunicar a estas nações acerca de seu caráter justo, santo e amoroso, em seu chamado para que estas nações o reconhecessem, o temessem e se arrependessem de seus maus caminhos. Jeremias foi chamado às nações para anunciar arrependimento e lembrar ao povo de que o Senhor é Deus de todos os povos.
  2. Um plano para as nações. Quando chamou a Abraão e anunciou que de sua semente um povo seria levantado, Deus comunicou que o seu plano não estaria limitado a este povo, mas que se trata, desde o início, de um plano universal, isto é, que envolve todas as nações, conforme se observa: “[…] e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3). Está claro que, desde o início, o alvo de Deus não foi somente Abraão e nem tampouco Israel, mas sim, abençoar todos os povos, de todas as nações.
  3. Um reino de nações. O profeta Isaías anunciou: “O teu Deus reina” (52.7). Jeremias chamou o povo a temer a Deus sob o argumento de que Ele é o “Rei das nações” (Jr 10.7). Deus é Soberano e o seu Reino é formado por “povos, nações e línguas” e “o seu domínio é um domínio eterno” e “não será destruído” (Dn 7.14). Definitivamente, o Reino de Deus é um Reino de nações.

II- UM PROFETA PARA AS NAÇÕES

  1. Um profeta para as nações. A expressão “nações” tem sentido amplo nas Escrituras, mas no contexto de Jeremias, tem relação com outros povos além de Israel, ou ainda, povos e nações pagãos e gentios (Êx 9.24; 34.10; Ez 5.6-8). Ao falar com Jeremias sobre o seu chamado, Deus usou este termo: “e às nações te dei por profeta” (1.5). Uma referência de que ele seria enviado, não somente aos da casa de Israel, mas também aos gentios.
    Assim como Deus determinou o início e o fim do ministério de Jeremias, Ele também decidiu que as nações seriam o seu público-alvo. Começando pelo “povo da aliança”, Jeremias se dirigiu também a outras nações, não negligenciando a sua responsabilidade com outros povos, falando-lhes amplamente, conforme o registro bíblico (46.1—51.64).
    Iniciando pelo Egito (46.2-28), o profeta Jeremias transmitiu a mensagem divina à Filístia (47.1-7), a Moabe (48.1-47), a Amom (49.1-6), a Edom (49.7-22), à Síria (49.23-33), a Elão (49.34-39) e à Babilônia (50.1-51.64). Está evidente, portanto, que, em obediência à vontade de Deus e aos seus propósitos, Jeremias foi um profeta para as nações.
  2. Uma mensagem para as nações. A “palavra do Senhor” foi direcionada “contra as nações” (46.1). O termo “palavra” tem vários sentidos nas Escrituras, mas aqui indica a comunicação de Deus por intermédio de um agente (II Sm 7.4; Jr 25.3; Os 1.1). Isso também se aplica aos Dez Mandamentos, pois são chamados de “as dez palavras do Senhor” (Êx 34.28; Dt 4.13).
    Jeremias não é o único profeta enviado a outras nações, além de Israel, já que houve profetas como Amós; Isaías e Ezequiel também o foram (Am 1.3—2.3; Is 13—23; Ez 25—32). Este interesse pelas nações revela não só o amor de Deus para com todos, mas também a sua justiça, já que os princípios aplicados para avaliar e disciplinar o seu povo são os mesmos usados a outros povos. O alvo divino é sempre castigar o pecado.
    A disposição de Jeremias em profetizar às nações tem relação direta com a sua forte convicção de que Deus “é o Criador de todas as coisas” (Jr 10.16). Para ele, ao contrário dos falsos deuses e à fragilidade humana, Deus sustenta todas as suas obras, pois é Poderoso (10.12-16).
  3. Uma mensagem para o Egito. A seção que apresenta as nações a quem Jeremias profetizou, inicia com a mensagem dirigida ao Egito e fala sobre a derrota do Faraó Neco, por ocasião da chamada batalha de Carquemis, diante de Nabucodonosor (46.2), acontecimento que abalou o Oriente Médio da época (v.12). A mensagem de Jeremias contra o Egito é repleta de detalhes, demonstrando a precisão profética. Ele começa retratando os momentos que antecederam a batalha, com informações específicas acerca dos instrumentos de guerra e os que se envolveriam nela (vv.3-6), apresenta a batalha em si e os seus estragos (vv.7-11), elucida também as terríveis consequências (vv.13-26) e a promessa da restauração de Israel (vv.27,28).

III. UM POVO PARA AS NAÇÕES

  1. Israel, o povo que falhou com as nações. O ministério de Jeremias em relação a outras nações não foi um acontecimento à parte do plano maior de Deus que, por meio da missão de Israel de representá-lo, intenciona alcançar outros povos (Dt 28.9,10). Ao contrário disso, ele atuou no sentido de reafirmar o interesse divino em restaurar povos de todas as nações (Is 49.22,23).
  2. Igreja, o povo de Deus para as nações. O texto de I Pedro 2.9 afirma que a Igreja foi escolhida para anunciar a mensagem de Deus. Nós somos a Igreja de Cristo, por isso fomos denominados de “geração eleita, sacerdócio real, a nação santa e o povo adquirido”. A Igreja recebeu de Deus a missão de anunciar a mensagem às nações.
    A missão da Igreja se identifica com a de Israel no que se refere à tarefa de representar Deus diante das nações. Duas verdades precisam ser ressaltadas aqui: A primeira é que o Senhor Jesus ordenou que a Igreja pregue o Evangelho. E a segunda é que a Igreja deve anunciar, em todos os lugares, e a todos os povos que só o Senhor é Deus, e que Jesus é o Salvador.

CONCLUSÃO

No Antigo Testamento, especialmente o profeta Jeremias, reafirma o caráter divino da Grande Comissão, do Novo Testamento, confiada à Igreja, tanto no que se refere à sua origem, as suas bases e o seu objetivo. Vimos a respeito do compromisso de anunciar o Evangelho às nações, sob a perspectiva do profeta Jeremias que, à semelhança de outros profetas, falou às nações, como obediência à ordem de Deus e como vocação, pois para isso ele foi enviado, do mesmo modo que a Igreja é enviada na atualidade.

 

 

 

 

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Editora CPAD

 

 

 

 

 

 

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