Adultos - Betel
Os discípulos de Cristo são novas criaturas
EBD – Adultos – EDIÇÃO: 312 – 1º Trimestre – Ano: 2026 – Editora: BETEL
LIÇÃO – 01 – 04 de janeiro de 2026
TEXTO ÁUREO
“E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”, Colossenses 3.10.
VERDADE APLICADA
O discípulo de Cristo anda em novidade de vida, não mais dominado pela natureza pecaminosa.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
Romanos 6
- De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?
- Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte?
- De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.
- Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também seremos na sua ressurreição.
6. Sabendo isto: que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado.
LEITURAS COMPLEMENTARES
Segunda-feira – II Co 5.17
A nova criatura em Cristo.
Terça-feira – Fp 3.13,14
Deixando o passado e avançando para o futuro.
Quarta-feira – Rm 6.4
A nova vida em Jesus.
Quinta-feira – At 10.43
O perdão dos pecados está disponível a todos.
Sexta-feira – Tt 3.5
O novo nascimento significa Regeneração.
Sábado – Cl 3.8-10
É preciso se despojar do velho homem.
INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos a necessidade de o ser humano se arrepender e crer em Jesus Cristo, a partir do anúncio do Evangelho e pela ação do Espírito Santo. Ao nos tornarmos discípulos de Cristo, passamos a viver como novas criaturas: não mais dominados pela natureza pecaminosa, mas andando segundo a Vontade de Deus e para a Glória de Deus.
I – UMA NOVA DIMENSÃO DE VIDA
Após a queda do primeiro casal, todos os seres humanos nascem com uma natureza pecaminosa e, como consequência, a morte atinge a todos (Rm 5.12). O pecado causa separação entre o ser humano e Deus (Rm 3.23). A restauração dessa comunhão ocorre quando o pecador atenta para о chamado de Deus e lhe obedece, como vemos por intermédio de João Batista e Jesus Cristo: “Arrependei-vos!”. Essa necessidade de arrependimento continuou sendo enfatizada pelos Apóstolos após a Ascensão de Jesus (Mt 3.2; Mc 1.15; At 2.38; 3.19). Logo no início do Seu Ministério, Ele disse: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”. Mt 4.17. 1.1.
- O arrependimento é uma ordenança. No AT, os profetas tinham a incumbência de confrontar o povo e pregar a mensagem do arrependimento. Alguns deles falaram ao povo sobre a importância de voltarem-se para Deus mediante o arrependimento sincero (Is 30.15; Jr 8.6; Ez 14.6). A advertência dos profetas era para que os israelitas se arrependessem de suas iniquidades e se voltassem para Deus, abandonando a vida de pecado para fazer o bem (Cl 3.9,10).
- O arrependimento conduz à Salvação. Paulo ressaltou que todos pecaram e, por isso, foram destituídos da Glória de Deus (Rm 3.23). Voltar à Presença do Senhor, portanto, só é possível pelo arrependimento (At 3.19), que é crucial para sermos novas criaturas. Cabe dizer que se arrepender não significa apenas se entristecer pelo pecado, mas inclui decidir mudar. Ao anunciar o Reino, Jesus ordena que todos se arrependam para serem salvos (At 2.38; 3.19; II Co 7.10).
- O arrependimento e a nova criatura. Ser uma nova criatura em Cristo é resultado de um autêntico arrependimento. Quando proclamou as Boas-Novas, Jesus advertiu Seus seguidores a arrependerem-se e crer no Evangelho (Mc 1.15); portanto, o arrependimento e a fé caminham juntos. Podemos dizer, então, que o arrependimento e a fé são os dois aspectos essenciais à transformação de vida de quem deseja seguir a Cristo.
II – EM CRISTO SOMOS NOVA CRIATURA
Para o Apóstolo Paulo, aquele que está em Cristo é nova criatura, vive uma nova realidade e nova vida, que surgem ao abandonarmos a antiga vida (II Co 5.17).
- A transformação espiritual em Cristo. Aceitar a Cristo resulta em uma renovação interior. A pessoa passa a ser participante da natureza divina (II Pe 1.4), que é alinhada aos propósitos de Deus. Isso significa abandonar os erros do passado e viver como quem deseja se tornar semelhante a Jesus Cristo (I Co 11.1). Paulo se referiu a essa profunda transformação ao dizer que tudo se fez novo (II Co 5.17) Agora, o convertido é apresentado um viver diferente do que manteve até então, inclusive recebendo um novo coração e um novo espírito. (Ez 36.26). O Senhor não o trata conforme foi o seu passado, semelhantemente o pai ao receber o filho que tinha saído de casa, que estava perdido e foi encontrado, estava morto e voltou à vida (Lc 15. 22-24).
- A conversão e a fé. Jesus anunciou o Reino de Deus, chamando-nos à conversão e a crer no Evangelho para nos libertar dos pecados (Rm 6.22,23). Em Cristo, recebemos o perdão e a identidade de filhos de Deus. Essa realidade provoca mudanças verdadeiras e definitivas na vida dos convertidos, dos que perseveram na obediência ao Evangelho. Portanto, o novo nascimento é marcado pela conversão e fé em Cristo, que se entregou na cruz para que pudéssemos nascer de novo.
- Viver no mundo como nova criatura. A transformação em Cristo impacta o dia a dia, refletindo-se em ações, escolhas e relacionamentos que glorificam a Deus e testemunham a nova vida. Jesus entra no coração do pecador e opera muitas mudanças, inclusive no modo de pensar e agir. E como se aquela pessoa morresse, mas nascesse de novo para viver uma nova identidade e realidade. O novo convertido experimenta essa mudança pela Graça de Cristo Jesus. Sendo assim, Não alcançamos a Salvação por mérito pessoal, mas pela fé em Jesus, o Único que pode nos salvar (Ef 2.8,9).
III – A NOVA VIDA EM CRISTO
A mensagem do Evangelho proporciona a oportunidade de um encontro real com o Filho de Deus (Mc 1.15). Assim, quem vivia em pecado agora experimenta uma vida de consagração a Deus, como resultado do novo nascimento, а partir da ação da Palavra de Deus e do Espírito Santo (Jo 3.3).
- A nova identidade em Cristo. A nova vida em Cristo começa com a transformação da identidade, uma vez que somos reconciliados com Deus, recebemos uma nova natureza espiritual e somos chamados a viver como filhos amados (II Co 5.17). Passamos a andar em concordância com a Palavra de Deus, sob o Senhorio de Cristo (Gl 2.20). O viver em Cristo é marcado pela diferença em relação à vida dos que não querem se render ao Senhorio de Cristo e decidem continuar andando segundo seus próprios pensamentos e desejos (Ef 4.17-20).
- Caminhar em Santidade e Propósito. Viver em Cristo significa buscar uma vida de santidade, guiada pelo Espírito Santo, alinhando nossas ações e escolhas aos propósitos de Deus para refletir Sua glória no mundo. Abandonar o pecado, portanto, é a evidência de uma vida transformada pelo poder de Deus. Com isso, passamos a caminhar em santidade e propósito, segundo a vontade de Deus, como disse o Apóstolo Paulo. “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”, Gl 2.20. Portanto, o velho homem foi crucificado com Cristo para que o corpo do pecado seja extinto e não mais sejamos escravos do pecado (Rm 6.6).
- Comunhão e missão na comunidade. A nova vida em Cristo nos integra à comunidade de fé, na qual compartilhamos o Amor de Deus, servimos uns aos outros e cumprimos a missão de proclamar o Evangelho. Devido à obediência dos que amam o Senhor, são muitos os testemunhos de irmãos que aceitaram a Cristo como Salvador e, a partir daí, tiveram suas vidas transformadas ao abandonar vícios e comportamentos nocivos a si mesmos, às suas famílias e à sociedade em geral.
CONCLUSÃO
Ser uma nova criatura em Cristo nos liberta do passado, nos dá uma nova identidade e nos leva a viver em santidade. Esse novo viver nos capacita a refletir o Caráter de Cristo e a glorificar Seu Nome em tudo que fazemos.
Postado por: Pr. Ademilson Braga
Fonte: Editora Betel
