Adultos - Betel
Paulo: combatendo o bom combate e guardando a fé
EBD – Adultos – EDIÇÃO: 311 – 4º Trimestre – Ano: 2025 – Editora: BETEL
LIÇÃO – 13 – 28 de dezembro de 2025
TEXTO ÁUREO
“Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”, I Coríntios 9.27.
VERDADE APLICADA
A convicção da experiência da conversão, a firmeza nas verdades bíblicas e a fidelidade ao Senhor são indispensáveis para desempenharmos com excelência o ministério cristão.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
Gálatas 2
- Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.
Gálatas 6
- Desde agora, ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus.
II Timóteo 4
- Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo.
- Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
8. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.
LEITURAS COMPLEMENTARES
Segunda-feira – Rm 8.37
Mais do que vencedores.
Terça-feira – I Co 4.1-2
Que cada despenseiro seja fiel.
Quarta-feira – I Co 11.1
Sede meus imitadores.
Quinta-feira – Gl 1.15
Separados desde o ventre da mãe.
Sexta-feira – Ef 6.10-20
A armadura de Deus.
Sábado – Fp 3.12-14
Prosseguindo para o alvo.
INTRODUÇÃO
Paulo foi um apóstolo aprovado por Deus. Passou de perseguidor de cristãos a perseguido por causa de Cristo, levando sua missão nesta terra até o fim. Ele nos ensina que, apesar das dificuldades, devemos perseverar no caminho do Senhor até o fim, sem nunca abandonar a nossa fé.
I – A HISTÓRIA DE PAULO
Paulo ficou conhecido como o apóstolo dos gentios. Deixou treze cartas, que são escritos doutrinários, edificantes e consoladores para a igreja. Ele as escreveu em liberdade, mas também na prisão. Como missionário, enfrentou desafios diversos, mas sempre fiel ao seu chamado. É um dos personagens bíblicos mais conhecidos por cristãos e não cristãos.
1. Nascimento, nome e família. Embora fosse cidadão romano, natural de Tarso, na Cilícia (At 21.39; 22.25-27), Paulo era judeu, da tribo de Benjamim (Fp 3.5). Foi instruído por Gamaliel, um doutor da Lei de posição importante no Sinédrio (At 22.3). Embora tivesse o nome romano de Saulo (At 9.17), mais tarde passou a se chamar Paulo (At 13.9), possivelmente depois da conversão e do batismo.
2. Um vaso escolhido. Numa visão, o Senhor Jesus chama o discípulo Ananias e manda que ele vá encontrar um homem de Tarso, chamado Saulo. Ananias logo temeu, pois tinha ouvido que aquele homem fazia muito mal aos santos de Jerusalém (At 9.10-13). Porém, o Senhor lhe disse: “Ele é para mim um vaso escolhido”, At 9.15; e Ananias foi ter com Saulo.
3. Paulo, de perseguidor a perseguido. No caminho de Damasco, Saulo teve uma experiência com o Senhor: “Saulo, Saulo, por que me persegues?’; At 9.4. Como membro do concílio do Sinédrio, ele dava voto a favor da morte dos cristãos (At 26.10), além de persegui-los (Gl 1.13). Inclusive, consentiu a morte de Estevão (At 7.58; 8.1). Porém, ao ser chamado por Jesus, Saulo passou por uma transformação radical e se tornou um dos maiores propagadores do Evangelho.
II – PAULO, UM HOMEM OUSADO E PERSEVERANTE
Paulo não temia as adversidades nem se curvava às circunstâncias. Foi perseverante em tudo que fez, sem parar no meio do caminho. Como ele mesmo declarou: prosseguia para o alvo, porque ainda não tinha alcançado a perfeição almejada. Além disso, sua coragem ao confrontar erros, como no caso de Pedro (Gl 2.11-14), refletia seu compromisso com a Verdade do Evangelho.
1. Sobrevivendo às lutas. Paulo enfrentou inúmeras dificuldades, incluindo prisões, açoites, naufrágios e rejeição (II Co 11.23-28). Apesar disso, ele permaneceu fiel, considerando seus sofrimentos como participação nos sofrimentos de Cristo (Fp 3.10). Ele perseverou por seu amor a Jesus, comprometimento com o anúncio do Evangelho e cuidado com as igrejas (II Co 11.28).
2. O espinho na Carne. Paulo implorou a Deus, em três ocasiões diferentes, para ficar livre de um “espinho na carne” (II Co 12.7-9). O Senhor, todavia, não lhe atendeu, tendo apenas respondido ao apóstolo: “A minha graça te basta”. Isso porque o Poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza, e aquele espinho afastaria qualquer possibilidade de exaltação pessoal (II Co 12.7-10).
3. O dever cumprido. O ministério que Paulo recebeu do Senhor Jesus foi cumprido, não negligenciado nem deixado em segundo plano (At 20.24). Seus ensinamentos e seu exemplo foram passados e absorvidos (Fp 3.17), numa vida que deveria ser imitada (1 Co 11.1). Paulo ainda exorta a igreja a fazer a obra com zelo, de todo o coração, como sendo para o Senhor e não para homens (Cl 3.23-24).
III – PAULO TERMINOU A CARREIRA
Paulo é mais um exemplo do Poder de Deus para transformar e usar vidas segundo os Seus propósitos. As viagens missionárias, as epístolas e a perseverança diante do sofrimento moldaram a Igreja Primitiva e continuam a nos inspirar hoje. Sua missão: proclamar “Cristo crucificado” (I Co 1.23), uma mensagem que transcende culturas e une todos que creem em Jesus (G1 3.28).
1. O exemplo de vida. Paulo é uma referência de entrega ao chamado de Deus, pois se esforçava para não ser reprovado (I Co 9.27). É verdade que somos limitados por nossa humanidade, mas o serviço a Deus deve ser cumprido com excelência. Paulo terminou a carreira, nós estamos na carreira, amanhã outros estarão na carreira, até que Jesus venha.
2. A gratidão e o amor pastoral. Paulo demonstrou amor pastoral ao chamar os crentes de “meus filhinhos” (G1 4.19) e investir na formação de líderes como Timóteo e Tito. Ele também expressou sua gratidão a Deus (Fp 1.3), aos companheiros e colaboradores leais (Fp 4.1-4) e aos seus filhos na fé (Tt 1.3-4). Por fim, declarou que cada um receberá seu galardão de acordo com as próprias obras, sendo todos nós cooperadores de Deus (I Co 3.6-9).
3. A certeza da Vida Eterna. A despedida confiante e em paz, a última exortação em amor, a bênção apostólica (II Co 13.11,13), o tempo da partida já próximo e a esperança de receber a coroa da justiça, a qual o Senhor, o Justo Juiz, lhe dará naquele dia (II Tm 4.6,8). Assim Paulo deixou aos irmãos a expectativa de receber a coroa, mas também a responsabilidade de fazer a Obra do Senhor sem negligência.
CONCLUSÃO
A firmeza e a fidelidade de Paulo no exercício do ministério que recebeu do Senhor Jesus foram relevantes para que a então novel igreja não se tornasse um movimento predominantemente judaico, mas uma profissão de fé cristocêntrica universal. Ele estabeleceu igrejas, discipulou líderes e escreveu cartas que continuam a guiar a Igreja, sendo seu entendimento, principalmente recebido do Senhor, acerca da Graça, da Cruz e da Ressurreição, central para a fé cristã.
Postado por: Pr. Ademilson Braga
Fonte: Editora Betel
