Adultos - Betel
A importância do jejum na vida dos discípulos de Cristo
EBD – Adultos – EDIÇÃO: 316 – 1º Trimestre – Ano: 2026 – Editora: BETEL
LIÇÃO – 05 – 01 de fevereiro de 2026
TEXTO ÁUREO
“E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum”, Marcos 9.29.
VERDADE APLICADA
O jejum bíblico é um exercício espiritual que expressa nosso interesse em buscar primeiro o Reino de Deus e da nossa completa dependência do Senhor.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
Mateus 4
- Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
- E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;
- E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.
Mateus 6
- E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas, porque desfiguram o rosto, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
- Porém tu, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto,
- para não pareceres aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará.
LEITURAS COMPLEMENTARES
Segunda-feira – Ed 8.21
Proclamando o jejum.
Terça-feira – Dn 9.3
Buscando a Deus em oração e jejum.
Quarta-feira – II Cr 20.3
A busca pelo Senhor em jejum.
Quinta-feira – Mt 6.16
O jejum não visa recompensas humanas.
Sexta-feira – Jl 2.12
Deus se agrada do jejum de Seus servos.
Sábado – Ne 1.4
O jejum nos fortalece espiritualmente.
INTRODUÇÃO
Jesus não somente jejuou, como também ensinou a maneira correta de fazê-lo. Aliás, a Bíblia está cheia de citações de pessoas que fizeram uso desta disciplina espiritual e nos instrui quanto à maneira correta de praticá-la. Assim, por toda sua relevância, nesta lição, analisaremos essa experiência espiritual à luz da Palavra de Deus.
I – COMPREENDENDO O JEJUM
O jejum é uma das disciplinas e práticas espirituais que têm acompanhado o povo de Deus desde o Antigo Testamento, como uma expressão de fé, contrição, total dependência de Deus, arrependimento, devoção. Veremos neste tópico a importância de conhecermos o que a Bíblia diz sobre o jejum, para evitarmos os extremos de praticar sem o necessário discernimento ou desprezar esta prática presente na vida de Jesus Cristo após o batismo em águas e na igreja primitiva.
- O jejum bíblico. O jejum bíblico pode ser definido como a abstinência de alimentos por um período de tempo com finalidades espirituais (Jl 2.12). Essa disciplina espiritual não deve ser usada para conseguir alguma coisa de Deus, como se fosse uma barganha, mas como uma expressão de humilhar-se diante de Deus (At 3.19,20).
- O jejum dos hipócritas. O jejum praticado por quem se mostra abatido, com o semblante descaído, é uma hipocrisia, pois o objetivo de quem age assim é se mostrar espiritual para os demais. Isso, porém, é algo que а Bíblia condena (Mt 6.16-18). Quem jejua não precisa tornar isso público, é entre você e Deus.
- Humilhando-se diante de Deus. O jejum é uma maneira de nos humilharmos diante de Deus. Esdras disse: “Apregoei ali um jejum […] para nos humilharmos diante da face do nosso Deus”, Ed 8.21. Neemias reuniu o povo “com jejum e pano de saco”, e os israelitas estavam abatidos por seus pecados (Ne 9.1-3). Naquele momento, o jejum e o pano de saco representavam submissão a Deus e arrependimento.
II – A IMPORTÂNCIA DO JEJUM
No jejum, fortalecemos o espírito para que ele prevaleça sobre as coisas da carne. Essa prática nos ajuda a dizer não para os desejos e anseios humanos e nos ajuda a priorizar os valores eternos.
- Jejum e arrependimento. Não podemos achar que o jejum é sinônimo de arrependimento ou contrição. Lembremos que Jezabel convocou um jejum ( IRs 21.9). Em Isaías 58.1-14, о profeta denunciou a conduta do povo, pois a essência do jejum que agrada a Deus não se resume a abster-se de alimento ou subjugar o corpo. А mensagem de Isaías confirma o que o salmista declara, ou seja, o jejum não deve ser uma prática isolada de outras atitudes (Sl 66.18). O jejum precisa ser acompanhado de humildade, contrição e oração, além de expressar disposição de mudança, de concerto e de negar-se a si próprio.
- Jejum e oração. A Bíblia traz muitas passagens em que o jejum está associado à oração. De acordo com as Palavras de Jesus, há ocasiões nas quais a oração deve ser acompanhada de jejum, uma vez que há castas de demônios que só podem ser expulsas com oração e jejum (Mt 17.21). Contudo, não encontramos nas Escrituras uma ênfase no jejum como há em relação à oração. E, quando jejuamos, não devemos considerar que essa prática nos faz merecedores de ser atendidos em nossas orações. Na parábola de Jesus, o fariseu que orava e jejuava não foi justificado (Lc 18.11-14).
- Jejum e domínio próprio. Em um tempo com tantas distrações e ativismo, a prática do jejum e da oração pode contribuir muito para exercitarmos a autodisciplina. Paulo menciona as competições atléticas para enfatizar a importância do domínio próprio (I Сo 9.24-27). Ele se esforçava para não ser dominado pelos desejos carnais. Assim, a prática do jejum bíblico está entre as disciplinas espirituais que o discípulo de Cristo pode praticar para aumentar o autocontrole diante das tentações e adversidades da vida.
III – RELATOS DE PESSOAS QUE JEJUARAM
Deus não decretou o jejum como algo obrigatório, mas muitos de Seus filhos jejuavam voluntariamente: Moisés (Dt 9.9); Davi (II Sm 1.12; 3.35; 12.16); Josafá (II Cr 20.3); Esdras (Ed 10.6); Neemias (1.4); Ester (Et 4.16); Daniel (Dn 9.3; 10.3); Jesus (Mt 4.2). Veremos, neste tópico, as lições que podemos extrair dos relatos do jejum de Ester, Josafá e Daniel.
- Ester enfrentou o desafio com jejum. Vemos, na atitude de Ester, que jejuar é mais do que se abster de alimentos, é um propósito espiritual profundo na busca por intervenção divina. Ester pediu aos judeus da cidade de Susã que jejuassem por três dias, e eles assim fizeram (Et 4.16). О propósito daquele jejum foi pela sua ida até a presença do rei Assuero pаra pedir a intervenção dele diante do decreto de morte aos judeus imposto por Hamā (Et 4.1-3).
- Josafá buscou a Deus com oração e jejum. Os exércitos dos amonitas e moabitas, além de alguns outros, ameaçaram o Reino do Sul. Com a união desses povos, o exército inimigo tornou-se bem superior ao do Reino do Sul (II Cr 20.2). Receoso, Josafá orou, buscou a ajuda de Deus e decretou um jejum nacional. O povo de todas as cidades de Judá se uniu para buscar a ajuda do Senhor. Josafá, diante do cerco dos inimigos, voltou-se para Deus, que o socorreu (II Cr 20.3,4).
- Daniel jejuou por amor à sua nação. Daniel meditava nos escritos do Profeta Jeremias, que diziam que Jerusalém teria que ficar em ruínas durante setenta anos. Mesmo morando no palácio, Daniel não se esqueceu de suas origens e continuava a amar o seu povo. Então, ele recorreu ao Senhor Deus: orou com dedicação e sinceridade, vestiu-se de panos de saco, e jejuou sobre cinzas, derramando о coração e abrindo a alma para Deus (Dn 9,2.3). A ruína de Jerusalém levou o profeta à angústia de alma, que ele expressou a Deus com jejum e oração.
CONCLUSÃO
Em tempos de tantas ocupações, que o Espírito Santo nos ajude a priorizar em nosso viver momentos de oração e jejum, como expressão de um sincero interesse em buscar primeiro o Reino de Deus, nossa dependência completa da graça do Senhor, buscar aguçar nossa sensibilidade espiritual, procurar conhecer e receber mais do Senhor e o desejo em exercitar a autodisciplina.
Postado por: Pr. Ademilson Braga
Fonte: Editora Betel
