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Adultos - Betel

Oração: uma disciplina indispensável aos discípulos de Cristo

Publicado

em

EBD – Adultos – EDIÇÃO: 317 – 1º Trimestre – Ano: 2026 – Editora: BETEL

LIÇÃO – 06 – 08 de fevereiro de 2026

TEXTO ÁUREO

misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno”, Hebreus 4.16.

VERDADE APLICADA

Para perseverarmos até o fim é indispensável cultivar uma vida de oração em harmonia com a Palavra de Deus e a ajuda do Espírito Santo.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Mateus 6

  1. E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
  2. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará.
  3. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos.
  4. Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.
  5. Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome.

LEITURAS COMPLEMENTARES

Segunda-feira – Ef 6.18
Orando em todo o tempo.
Terça-feira – I Ts 5.17
Devemos orar sem cessar.
Quarta-feira – Cl 4.2
Exortação à oração.
Quinta-feira – Mc 11.24
Devemos orar com fé.
Sexta-feira – I Tm 2.8
Devemos orar em todo lugar.
Sábado – Jo 14.13
A oração deve ser feita em nome de Jesus.

INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos a relevância de cultivar uma vida de oração em harmonia com a Palavra de Deus e com a ajuda do Espírito Santo. Nosso Senhor Jesus ensinou aos Seus discípulos sobre a oração. Podemos e devemos nos achegar diante do trono da Graça, pois temos um Sumo Sacerdote: Jesus Cristo.

IA RELEVÂNCIA DA ORAÇÃO 

O Apóstolo Paulo nos orienta a orar sem cessar, ou seja, a viver em constante oração (I Ts 5.17). É mister lembrar que a oração é uma disciplina espiritual indispensável para os discípulos de Cristo, pois nos ajuda a aprofundar o relacionamento com Deus (Fp 4.6), fortalecer a fé e as virtudes cristãs, vencer as tentações (Lc 11.4) e tomar decisões importantes, aumentando nossa intimidade com Deus (I Ts 5.21-23).

1. Jesus nos ensina como orar. A vida de oração de Jesus despertou Seus discípulos a tal ponto que um deles pediu a Ele que lhes ensinasse a orar assim como João Batista ensinou aos seus discípulos (Lc 11.1). Então, de maneira assertiva, Jesus ensinou aos discípulos a orarem da maneira correta. O Filho nos deu, então, o alicerce para todas as outras orações, ensinando como orar a Deus com adoração, submissão e fé. Ele nos orienta a chamar Deus de Pai (Lc 11.2), o que contribui para pensarmos em um relacionamento privilegiado com Deus, que não está distante dos Seus.
2. A oração modelo ensinada por Jesus. A oração é indispensável e essencial no relacionamento com Deus. Afinal, o Senhor Jesus, enquanto esteve nesta terra, tinha uma vida de oração (Mc 1.35; Lc 3.21; 9.29; 11.1). A oração que Jesus instruiu Seus discípulos a fazerem contém o necessário para a oração produzir o efeito desejado, compreendendo as principais necessidades dos seres humanos: comunhão, singeleza e intimidade com Deus. A Vontade de Deus deve prevalecer em nossa vida, porque Ele sabe o que é melhor para nós.
3. Orando em secreto. A oração em secreto é aquela em que conversamos com Deus intimamente, sem que outras pessoas ou o diabo saibam. Somente o Pai é Onisciente e conhece os nossos pensamentos (Mt 6.6). Um contraste com a maneira dos hipócritas agirem. O discípulo de Cristo deve evitar a ostentação, pois Deus não vê as coisas como o ser humano vê. Deus não necessita de exibicionismo para ter Sua atenção atraída.

II – A CONVICÇÃO NA EFICÁCIA DA ORAÇÃO 

Para que a oração seja eficaz, não são necessárias vãs repetições de palavras (Mt 6.7). Muitas pessoas acham que somente serão ouvidas se orarem longamente, usando palavras difíceis, mas a oração eficaz é aquela que acontece na simplicidade do coração e de acordo com as Escrituras.

1. Deus está atento ao cristão que ora. Jesus nos assegurou que tudo que pedirmos em oração nos será concedido se confiarmos em Deus (Mc 11.24). O Pai se importa com a disposição do nosso coração, porque Ele recompensa os que o buscam (Hb 11.6). Nosso Senhor Jesus revelou que Deus está disposto e pronto a dar boas dádivas ao Seu povo (Lc 11.9-13), mas também revelou que os Seus discípulos deveriam pedir. É evidente que isso não significa que sempre receberemos o que pedimos, mas que Deus está atento e interessado em nos abençoar segundo a Sua perfeita vontade.
2. O Pai conhece nossas necessidades. Quando confiamos em Deus como o filho confia no pai e nos achegamos a Ele para conversar, a oração acontece. O Pai sabe do que precisamos (Mt 6.8). O salmista diz que somos como um livro aberto para Deus, que sabe até o que estamos pensando. Ele sabe quando saímos e quando voltamos. Nunca estamos fora do Seu campo de visão. Ele sabe antecipadamente o que vamos dizer, antes mesmo de começarmos a falar (Sl 139.1-4). Entretanto, Ele quer ouvir: “Senhor, preciso de Ti”.
3. Oração e batalha espiritual. Paulo disse para nos revestirmos de toda armadura de Deus, assim podemos resistir às ciladas do diabo (Ef 6.11). O apóstolo, após relacionar cada parte da armadura, diz: “Orando em todo tempo” (Ef 6.18). Isso transmite a ideia de vestir cada parte da armadura com oração e, mesmo já vestido, continuar orando e vigiando, como Jesus já tinha enfatizado (Mt 26.41).

III – Oração e avivamento

A dedicação à oração sempre precedeu os muitos avivamentos que ocorreram ao longo da história da Igreja. Vemos na Bíblia Deus convocando o Seu povo à oração em II Crônicas 7.14. Após a ascensão de Jesus, Seus discípulos aguardaram o revestimento de poder, perseverando unânimes em oração e súplicas (At 1.14). E mesmo depois de serem cheios do Espírito, uma das marcas da Igreja era a oração (At 2.42; 3.1; 4.31; 6.4). É fundamental perseverarmos em oração para não sermos alcançados pela frieza espiritual e religiosidade vazia.

1. A falta de oração leva ao esfriamento espiritual. A falta de oração pode levar ao esfriamento espiritual. Encontramos em Isaías e Ezequiel o Senhor procurando intercessores, porém não encontrou (Is 59.16; Ez 22.30). Não haver intercessores nos remete a uma atitude de indiferença e esfriamento. Lembremos da exortação de Paulo: “sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor” (Rm 12.11). Que haja fervor na intercessão, já que o esfriamento espiritual leva à perda de interesse pelas atividades espirituais, como: oração, jejum, leitura da Palavra e participação nos cultos.
2. A religiosidade vazia. A oração continua a ser uma necessidade da Igreja (I Ts 5.17), por isso devemos rogar a Deus que Seu doce Espírito gere em nós um profundo sentimento de indignação com a presente era pela transformação da nossa mente (Rm 12.2). Precisamos buscar incessantemente ao Senhor para não sermos envolvidos em uma religiosidade vazia (Mt 15.7-8) e perseverar no caminho da santificação (Hb 12.14). А Igreja precisa rasgar o coração e voltar a Deus. Esse é o avivamento de que precisamos com urgência.
3. O avivamento vem da perseverança. Nosso Senhor contou uma parábola para mostrar aos Seus discípulos que deveriam orar sempre e nunca desanimar (Lc 18.1-8). O que se espera dos que são do Senhor é que orem com constância incansável – “clamam a ele de dia e de noite – pois reconhecem que a única esperança é Deus. Não há outro a quem clamarmos. Cheguemos com confiança ao trono da Graça (Hb 4.16), pois vamos alcançar misericórdia e achar Graça.

CONCLUSÃO

Que o Espírito Santo nos ajude em todo o tempo para não deixarmos de desfrutar da bênção de nos achegar a Deus com confiança e inteira certeza de fé, confiando eme Jesus Cristo, que intercede por nós. Nosso Pai Celestial está disposto e pronto a nos ouvir e conceder tudo que precisamos para perseverar até o fim (Lc 11.9-13).

 

 

 

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Editora Betel

 

 

 

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