{"id":984,"date":"2012-07-28T10:32:34","date_gmt":"2012-07-28T13:32:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=984"},"modified":"2019-04-08T09:59:37","modified_gmt":"2019-04-08T12:59:37","slug":"a-origem-do-pecado","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/a-origem-do-pecado\/","title":{"rendered":"A Origem do Pecado"},"content":{"rendered":"<p>Uma quest\u00e3o que os fil\u00f3sofos vivem tentando explicar \u00e9 a entrada do mal neste mundo. Uma selv\u00e1tica variedade de id\u00e9ias antib\u00edblicas tem sido apresentada atrav\u00e9s dos s\u00e9culos. Um desses pontos de vista \u00e9 o chamado dualismo. Defendido pelos antigos zoroastrianos, e mais tarde pelos gn\u00f3sticos (que perturbaram a Igreja Primitiva) e her\u00e9ticos chamados maniqueus, esse ponto de vista tem uma longa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Os dualistas contendem quanto a um princ\u00edpio eterno do mal e seu perp\u00e9tuo conflito com um eterno princ\u00edpio do bem. Usualmente, tal vis\u00e3o considera a mat\u00e9ria, ou Universo f\u00edsico, como inerentemente mau. Por isso consideram o corpo mau por natureza, resultando ou na repress\u00e3o de seus desejos ou na licen\u00e7a para fazer o que quiser, pela simples resigna\u00e7\u00e3o. A conseq\u00fc\u00eancia dessa posi\u00e7\u00e3o para a teologia \u00e9 tamb\u00e9m muito severa, porquanto concebe Deus menor do que absoluto e infinito, ou concebe dois deuses, um bom e outro mau. Para exemplificar, alguns dualistas acreditam que foi um deus mau que criou o Universo, enquanto o deus bom n\u00e3o estava olhando. Alguns deles acreditam que somente o esp\u00edrito \u00e9 bom, pelo que sup\u00f5em que o corpo f\u00edsico de Jesus era apenas uma ilus\u00e3o. Outros afirmam que o esp\u00edrito de Cristo estava muito abaixo de Deus, separado dEle o suficiente para n\u00e3o contamin\u00e1-lo, e que o esp\u00edrito saiu de Jesus, ou por ocasi\u00e3o de seu nascimento, ou por ocasi\u00e3o de seu batismo. Ouros ainda afirmam que o esp\u00edrito de Cristo o deixou imediatamente antes de sua crucifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outro conceito acerca da origem do mal \u00e9 que ele simplesmente faz parte da finitude humana. O pecado seria apenas uma \u201cnega\u00e7\u00e3o do ser\u201d. Essa cren\u00e7a tende ao pante\u00edsmo, visto que ser e moralidade s\u00e3o confundidos. Se o fato de algu\u00e9m ser criatura traz consigo, automaticamente, o conceito de pecar, ent\u00e3o os seres humanos n\u00e3o t\u00eam qualquer responsabilidade moral. O pecado seria puramente o resultado da ignor\u00e2ncia e da fraqueza, e o meio ambiente, o culpado pelos erros do indiv\u00edduo. As pessoas, por\u00e9m, desde a queda v\u00eam tentando mudar a culpa do seu pecado (Gn 3.12,13).<\/p>\n<p>Uma varia\u00e7\u00e3o do ponto de vista acima \u00e9 que o pecado \u00e9, principalmente, se n\u00e3o inteiramente, o mal do corpo. Reinold Niebuhr escreveu um livro chamado <em>Moral Man and Immoral Society <\/em>(Reinold Niebuhr, Nova Iorque: Charles Scribnes Sons, 1932), onde tenta mostrar que o mal que um homem n\u00e3o faria, encorajar-se-ia a faz\u00ea-lo mediante a participa\u00e7\u00e3o em um grupo, como uma turba ou uma corpora\u00e7\u00e3o, onde sua individualidade misturar-se-ia \u00e0 de outros, que assim compartilham corporalmente da responsabilidade. Embora Niebuhr reconhecesse o pecado pessoal, outros t\u00eam ido al\u00e9m da posi\u00e7\u00e3o assumida por ele, porquanto enfatizam o aspecto social do pecado, com total neglig\u00eancia \u00e0 responsabilidade pessoal. Por exemplo, em uma gera\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 de Niebuhr, Karl Marx ensinava que o pecado n\u00e3o \u00e9 mais do que injusti\u00e7a social.<\/p>\n<p>Um erro comum \u00e9 considerar o pecado como subst\u00e2ncia. Mas se o pecado fosse uma subst\u00e2ncia ou coisa, ent\u00e3o, sem d\u00favida, teria sido criado por Deus, e, assim sendo, seria essencialmente bom. Mestres crist\u00e3os, atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, em vista do \u00f3dio de Deus contra o pecado na B\u00edblia como um todo, t\u00eam rejeitado a id\u00e9ia de que o pecado tenha sua origem em Deus. Embora o pecado n\u00e3o seja uma subst\u00e2ncia, n\u00e3o significa que seja destitu\u00eddo de realidade. As trevas s\u00e3o a aus\u00eancia da luz. embora o pecado e o mal sejam, algumas vezes, comparados com as trevas, eles s\u00e3o mais que mera aus\u00eancia do bem. O pecado tamb\u00e9m \u00e9 mais que um defeito. \u00c9 uma for\u00e7a ativa, perniciosa e destruidora.<\/p>\n<p>O que ensina a B\u00edblia sobre esse importante assunto? O ponto de vista b\u00edblico \u00e9 que o pecado originou-se no abuso da liberdade concedida aos seres criados, os que foram equipados com o uso da vontade. N\u00e3o foi Deus o criador do mal. O mal \u00e9 uma quest\u00e3o de relacionamento, e n\u00e3o algo provido de subst\u00e2ncia. Basicamente, desconsidera a gl\u00f3ria, a vontade e a Palavra de Deus. Rompe com a rela\u00e7\u00e3o de obedi\u00eancia para com a f\u00e9 em Deus, e toma a decis\u00e3o de falhar diante dEle. Entretanto, por raz\u00f5es que s\u00e3o melhores conhecidas por Ele mesmo, Deus permitiu a possibilidade da falha moral. Existem certas coisas que Deus n\u00e3o nos revelou. A teologia especulativa procura investig\u00e1-las mediante a raz\u00e3o humana. Um exemplo disso \u00e9 o escolasticismo, que dominou o pensamento da Europa Ocidental entre os s\u00e9culos IX e XVII. Combinava ensinos religiosos com filosofias humanas, principalmente as id\u00e9ias de Agostinho e Arist\u00f3teles, e tentava dizer mais do que Deus tencionou revelar.<\/p>\n<p>A vontade \u00e9 um importante corol\u00e1rio da personalidade racional. A a\u00e7\u00e3o moral \u00e9 aquilo que determina o car\u00e1ter. E isso envolve um tremendo risco, o de fracassar. Deus, ao prover espa\u00e7o para a tomada de decis\u00f5es livres e morais aos anjos e seres humanos que criou, teve de permitir a possibilidade do fracasso em algumas de suas criaturas. Sem essa possibilidade, n\u00e3o haveria liberdade genu\u00edna nem verdadeira personalidade. (Ver Clark H. Pinnok, <em>The Grace of God and the Will of Man<\/em>, Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1989, quanto a uma boa discuss\u00e3o do ponto de vista arminiano sobre pecado e a soberania de Deus). O mais admir\u00e1vel em tudo isso \u00e9 que Deus, ao mesmo tempo, tenha provido um rem\u00e9dio para os que ca\u00edram.<\/p>\n<p>O pecado, portanto, originou-se na livre escolha das criaturas de Deus. Quando a serpente (Ap 12.9, fala sobre \u201ca antiga serpente, que se chama diabo e Satan\u00e1s\u201d) tentou Eva, ela come\u00e7ou com uma pergunta (conforme Satan\u00e1s de vez em quando faz): \u201c\u00c9 assim que Deus disse: N\u00e3o comereis de toda \u00e1rvore do jardim?\u201d Foi como se tivesse indagado: \u201cSer\u00e1 que um Deus bom impediria alguma coisa que voc\u00eas quisessem?\u201d Em seguida, introduziu uma nega\u00e7\u00e3o: \u201c\u00c9 certo que n\u00e3o morrereis&#8230; Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrir\u00e3o os olhos, e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal\u201d. Satan\u00e1s estava insinuando que Deus criara Ad\u00e3o e Eva \u00e0 imagem dEle, e por isso queria que se tornassem como Ele; no entanto, proibira aos dois aquilo que os faria ser como Ele. Ent\u00e3o, Eva, deixando que a aten\u00e7\u00e3o ca\u00edsse sobre a coisa proibida, come\u00e7ou a raciocinar que o fruto poderia ser realmente bom para ela. Satan\u00e1s, pois, n\u00e3o teve de apanhar o fruto, nem de for\u00e7ar Eva a faz\u00ea-lo. Ela mesma continuou a olhar para o fruto \u2013 e fez a escolha. Ela apanhou o fruto, comeu e deu parte dele a seu marido, talvez conduzindo-o pela mesma linha de racioc\u00ednio que a levou ao pecado. O pecado de nossos primeiros pais teve diversas conseq\u00fc\u00eancias. Eles entraram em estado de culpa. E n\u00e3o somente se tornaram c\u00f4nscios de seu ato e da separa\u00e7\u00e3o de Deus na qual haviam incorrido, mas sabiam que estavam sujeitos \u00e0 penalidade atrelada ao mandamento de Deus, em caso de desobedi\u00eancia. Alguns, atualmente, confundem sentimento de culpa com a pr\u00f3pria culpa. S\u00e3o crentes que aceitaram o perd\u00e3o outorgado por Cristo, mas ainda conservam restos de sentimento de culpa. O <em>sentimento<\/em> de culpa resulta de uma consci\u00eancia maculada. A pr\u00f3pria culpa \u00e9 a responsabilidade legal pelo erro praticado aos olhos de Deus, o que incorre em penalidade.<\/p>\n<p>Deus n\u00e3o poderia ser santo se tolerasse o rompimento da lei divina. Por essa raz\u00e3o, olha para o pecado com ira e julgamento (Rm 1.18; Hb 10.31; 12.29; 2Pe 2.9; 3.7).<\/p>\n<p>Ad\u00e3o e Eva, pois, trouxeram contra si mesmos as conseq\u00fc\u00eancias pessoais do pecado (Gn 3.1-19). O g\u00eanero humano inteiro foi infectado pelo pecado. As crian\u00e7as que nascessem seriam naturalmente contaminadas. Por causa dessa enfermidade da natureza humana, o indiv\u00edduo, ao atingir a idade da responsabilidade moral (a B\u00edblia n\u00e3o fala numa idade espec\u00edfica de responsabilidade; algumas crian\u00e7as chegam a ter esse entendimento mais cedo na vida do que outras), coloca-se debaixo da ira de Deus. O efeito do pecado de Ad\u00e3o sobre a ra\u00e7a humana \u00e9, com freq\u00fc\u00eancia, chamado de \u201cpecado\u201d original. O pecado original, enquanto n\u00e3o \u00e9 por si mesmo a causa de serem os pecadores condenados por Deus, leva-os a pecado pessoal aberto, raz\u00e3o pela qual o ap\u00f3stolo Paulo p\u00f4de dizer com tristeza: \u201cPorque todos pecaram e destitu\u00eddos est\u00e3o da gl\u00f3ria de Deus\u201d (Rm 3.23). Por causa do pecado de Ad\u00e3o, pois, a inoc\u00eancia se perdeu, a imagem divina na humanidade foi distorcida e debilitada, as pessoas tornaram-se escravas do pecado (Rm 6), e a disc\u00f3rdia e a morte entraram no mundo.<\/p>\n<p>Uma conseq\u00fc\u00eancia \u00f3bvia do pecado foi a ruptura das rela\u00e7\u00f5es que prevaleciam no jardim do \u00c9den. Em primeiro lugar, Ad\u00e3o e Eva forma separados de Deus. Suas consci\u00eancias, em lugar de ajud\u00e1-los, levaram-nos a se esconder de Deus entre as \u00e1rvores do jardim, e tiveram de preparar uma cobertura para si mesmos com folhas de figueira. Ent\u00e3o, quando Deus os fez enfrentar o pecado que haviam praticado, eles tentaram transferir a culpa (algo que as pessoas v\u00eam fazendo desde ent\u00e3o). Mas Deus n\u00e3o aceitou. E p\u00f4s a responsabilidade de volta sobre eles.<\/p>\n<p>O pecado, por conseguinte, originou-se da livre escolha das criaturas de Deus. Em lugar de crer e confiar em Deus, e corresponder a seu admir\u00e1vel amor e \u00e0 sua provis\u00e3o, destronaram-no, e entronizaram o pr\u00f3prio \u201ceu\u201d. A incredulidade e o desejo de exaltar o pr\u00f3prio \u201ceu\u201d foram os elementos-chave do primeiro pecado. Isa\u00edas 14 mostra-nos a que extremos esses elementos podem levar. Na profecia contra Tiglate-Pileser, que assumira o t\u00edtulo de \u201crei da Babil\u00f4nia\u201d (Ver Jack Finegan, <em>Light from the Ancient Past<\/em>, 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o, Princeton, N.J.: Princeton University Press, 1959, p\u00e1g.206), est\u00e3o registradas as reivindica\u00e7\u00f5es extravagantes que ele fez em favor pr\u00f3prio. \u00c0 semelhan\u00e7a da maioria dos reis antigos, ele procurou exaltar-se acima dos deuses e do verdadeiro Deus. Dois anos mais tarde, a profecia de Isa\u00edas teve cumprimento, e as pessoas que viam o cad\u00e1ver do rei diziam: \u201c\u00c9 este o homem que fazia estremecer a terra?\u201d (Is 14.16-20). Aqui, \u201chomem\u201d \u00e9 o hebraico <em>ha\u2019ish<\/em>, que indica um homem comum, o ser humano do sexo masculino. Alguns estudiosos v\u00eaem um paralelo entre a auto-exalta\u00e7\u00e3o de Tiglate-Pileser, tamb\u00e9m conhecido pelo nome de Pul, e a de Satan\u00e1s, que terminou com a sua queda. Sem d\u00favida, Satan\u00e1s esteve por detr\u00e1s dele, tendo-o encorajado em seu orgulho, como a Senaqueribe, posteriormente (Is 36.18-20; 37.12,13,23,24).<\/p>\n<p>A ess\u00eancia do pecado, portanto, \u00e9 optar pela satisfa\u00e7\u00e3o o pr\u00f3prio \u201ceu\u201d em lugar do original e mais elevado objetivo na vida \u2013 buscar a Deus e \u00e0 sua justi\u00e7a. O resultado \u00e9 todos os tipos de pecados, corrup\u00e7\u00e3o e pervers\u00e3o (ver Rm 1.18-32, onde a B\u00edblia mostra quanto sofrimento h\u00e1 neste mundo por causa do pecado, e o quanto, por conseguinte, o mundo precisa do Evangelho).<\/p>\n<p>O pecado pode ser descrito como uma transgress\u00e3o \u00e0s leis de Deus (1Jo 3.4). H\u00e1 uma variedade de termos, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, cada qual suprindo sombras de significado, que t\u00eam por centro o conceito de pecado como exalta\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio \u201ceu\u201d e a transgress\u00e3o \u00e0s leis divinas. A palavra hebraica mais comum para pecado \u00e9 <em>chatta\u2019th<\/em>, que significa basicamente \u201cerrar o alvo\u201d \u2013 ou por ficar, voluntariamente, aqu\u00e9m da marca, ou por desviar-se para um lado ou para outro (Is 53.6; Rm 3.9-12,23). A mesma palavra \u00e9 usada em Jz 20.16, para indicar soldados canhotos que podiam atirar uma pedra contra um fio de cabelo sem \u201cerrar\u201d.<\/p>\n<p>Uma outra palavra hebraica, <em>resha\u2019<\/em>, \u00e9 usada para a ira que se levanta contra Deus (Ez 21.24). <em>Pesha\u2019 <\/em>\u00e9 a rebeli\u00e3o deliberada e premeditada contra Deus (Jr 5.6). Outras palavras hebraicas falam de um comportamento distorcido e desviado, que \u00e9 contr\u00e1rio \u00e0 inten\u00e7\u00e3o de Deus para conosco. Mas tudo retrocede basicamente \u00e0 incredulidade que deixa de confiar e de obedecer a Deus (Hb 3.9 e 4.1).<\/p>\n<p>A animosidade que irrompeu entre Caim e Abel \u00e9 o primeiro exemplo registrado das rela\u00e7\u00f5es tensas que t\u00eam maculado a sociedade desde a queda. Guerras e lutas t\u00eam causado indiz\u00edveis dores atrav\u00e9s da longa hist\u00f3ria de nossa ra\u00e7a deca\u00edda \u2013 algo que continuar\u00e1 at\u00e9 que Jesus, nosso Pr\u00edncipe da Paz, volte a este mundo para estabelecer o seu Reino (Mt 24.6-8). Outrossim, todo pecador vive espumando, dentro de si, a disc\u00f3rdia (Rm 7).\u00a0 \u201cMiser\u00e1vel homem que eu sou! Quem me livrar\u00e1 do corpo desta morte?\u201d clama a pessoa rasgada pela desarmonia interior (Rm 7.24).<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria natureza sofreu devido \u00e0 queda. At\u00e9 o solo foi amaldi\u00e7oado (Gn 3.14-24). N\u00e3o somente o mal moral se transformou em uma nuvem escura sobre o mundo. A queda ocasionou tamb\u00e9m o mal natural, pelo mesmo caminho. As pestil\u00eancias, doen\u00e7as e secas que t\u00eam amaldi\u00e7oado a humanidade \u2013 fazendo com que sua labuta seja, realmente o comer pelo \u201csuor de seu rosto\u201d \u2013 resultam da rebeldia inicial do homem contra Deus, no jardim do \u00c9den.<\/p>\n<p>Em seguida, o pecado produziu a morte. Deus advertira de que a ingest\u00e3o do fruto proibido resultaria em morte certa (Gn 2.17). Na B\u00edblia, \u201cmorte\u201d com freq\u00fc\u00eancia significa \u201csepara\u00e7\u00e3o\u201d. Portanto, o primeiro efeito foi a morte espiritual; o pecado separou Ad\u00e3o e Eva de Deus. A rebeldia deles produziu a morte f\u00edsica no mundo. Como resultado, a humanidade est\u00e1 destinada a morrer \u201cuma vez, vindo depois disso, o ju\u00edzo\u201d (Hb 9.27). Mais que isso, por\u00e9m, os pecadores que n\u00e3o se arrependerem est\u00e3o sujeitos \u00e0 segunda morte (Ap 2.11; 20.15), que \u00e9 a eterna separa\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduo e aquEle que \u00e9 a fonte da vida, o pr\u00f3prio Deus.<\/p>\n<p>O fato de que o sal\u00e1rio do pecado \u00e9 a morte (Rm 6.23) chama a nossa aten\u00e7\u00e3o para a grave natureza do pecado. Paulo salientou que o pecado poderia usar at\u00e9 uma coisa boa, como a Lei, para seus maus prop\u00f3sitos. Deus o permite para que o pecado se torne \u201cexcessivamente maligno\u201d (Rm 7.13). N\u00e3o h\u00e1 como minimizarmos o mais leve pecado. Nenhum pecado \u00e9 pequeno demais para ser negligenciado ou para dispensar o perd\u00e3o. Tiago tamb\u00e9m nos lembra que Deus \u201cn\u00e3o pode ser tentado pelo mal e a ningu\u00e9m tenta. Mas cada um \u00e9 tentado, quando atra\u00eddo e engodado pela sua pr\u00f3pria concupisc\u00eancia. Depois, havendo a concupisc\u00eancia concebido, d\u00e1 \u00e0 luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte\u201d (Tg 1.13-15). Em outras palavras, se permitirmos que nossa mente se demore sobre alguma tenta\u00e7\u00e3o ou desejo errado, acabamos praticando um ato pecaminoso, e tornaremos o pecado em um h\u00e1bito de vida, o que resultar\u00e1 na morte espiritual e eterna, ou seja, seremos eternamente separados de Deus. N\u00e3o admira, pois, que a B\u00edblia recomende: \u201cQuanto ao mais, irm\u00e3os, tudo o que \u00e9 verdadeiro, tudo que \u00e9 honesto, tudo que \u00e9 justo, tudo que \u00e9 puro, tudo que \u00e9 am\u00e1vel, tudo que \u00e9 de boa fama, se h\u00e1 alguma virtude, e se h\u00e1 algum louvor, nisso pensai\u201d (Fp 4.8).<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos demorar-nos em maus pensamentos, ou aceit\u00e1-los. Em si mesmos, os maus pensamentos n\u00e3o s\u00e3o pecado. Por exemplo, o homic\u00eddio pode ser insuflado em nossa mente pelo ambiente em que se vivemos. Mas podemos rejeitar esses pensamentos. Somente quando nos demoramos neles e permitimos que incubem \u00e9 que nos levam ao pecado. Por exemplo, quando Jesus disse: \u201cEu por\u00e9m vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobi\u00e7ar j\u00e1 em seu cora\u00e7\u00e3o cometeu adult\u00e9rio com ela\u201d (Mt 5.28), vemos que a palavra grega para \u201colhar\u201d \u00e9 um princ\u00edpio que significa \u201ccontinuar olhando\u201d. O pensamento passageiro n\u00e3o torna o indiv\u00edduo culpado nem o obriga a cometer pecado. Mediante a ajuda do Esp\u00edrito Santo, esse pecado pode ser rejeitado, e uma vit\u00f3ria ganha para a gl\u00f3ria de Deus.<\/p>\n<p>Com base em tudo isso, pode parecer que n\u00e3o h\u00e1 pecado de gravidade secund\u00e1ria. Entretanto, a B\u00edblia estabelece distin\u00e7\u00f5es ao julgar os pecados; mas a base \u00e9 diferente \u2013 n\u00e3o, por exemplo se o homic\u00eddio \u00e9 pior que o furto. No Antigo Testamento, a distin\u00e7\u00e3o d\u00e1-se entre pecados n\u00e3o-intencionais pelos quais podia-se oferecer uma oferenda (Lv 4.1 a 5.13), e os pecados deliberados, para os quais o castigo prescrito era a pena de morte (Nm 15.30,31). E o Novo Testamento acrescenta: \u201cPorque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, j\u00e1 n\u00e3o resta mais sacrif\u00edcio pelos pecados, mas uma certa expecta\u00e7\u00e3o horr\u00edvel de ju\u00edzo e ardor de fogo, que h\u00e1 de devorar os advers\u00e1rios. Quebrantando algu\u00e9m a lei de Mois\u00e9s, morre sem miseric\u00f3rdia, s\u00f3 pela palavra de duas ou tr\u00eas testemunhas. De quanto maior castigo cuidais v\u00f3s ser\u00e1 julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do testamento, com que foi santificado, e fizer agravo ao Esp\u00edrito da gra\u00e7a?\u201d (Hb 10.26-29). Assim, a B\u00edblia adverte-nos a nunca tomarmos uma atitude leviana ou descuidada em rela\u00e7\u00e3o ao pecado. Verdadeiramente, o mundo precisa do Evangelho. Todos precisam da salva\u00e7\u00e3o provida por Deus. Gra\u00e7as a Deus que podemos andar na luz, comungar com Deus e ter o sangue de Jesus, seu Filho, para purificar-nos de todo pecado (1Jo 1.7).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Extra\u00eddo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Postado por: <\/strong>Pb. Ademilson Braga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma quest\u00e3o que os fil\u00f3sofos vivem tentando explicar \u00e9 a entrada do mal neste mundo. Uma selv\u00e1tica variedade de id\u00e9ias antib\u00edblicas tem sido apresentada atrav\u00e9s dos s\u00e9culos. Um desses pontos de vista \u00e9 o chamado dualismo. Defendido pelos antigos zoroastrianos, e mais tarde pelos gn\u00f3sticos (que perturbaram a Igreja Primitiva) e her\u00e9ticos chamados maniqueus, esse [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":985,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,15],"tags":[175],"class_list":["post-984","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-mensagem-biblica","tag-origem"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/984","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=984"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/984\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5882,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/984\/revisions\/5882"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/985"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}