{"id":920,"date":"2012-07-10T00:32:59","date_gmt":"2012-07-10T03:32:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=920"},"modified":"2020-12-23T13:28:42","modified_gmt":"2020-12-23T16:28:42","slug":"a-morte-para-o-verdadeiro-cristao-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/a-morte-para-o-verdadeiro-cristao-2\/","title":{"rendered":"A Morte para o Verdadeiro Crist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Li\u00e7\u00e3o-03<\/strong><br \/>\n15 de Julho de 2012<\/p>\n<p><strong>TEXTO \u00c1UREO<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>&#8220;Porque para mim o viver \u00e9 Cristo, e o morrer \u00e9 ganho&#8221; <strong>(Fp 1.21).<\/strong><\/p>\n<p><strong>VERDADE PR\u00c1TICA<\/strong><br \/>\nPara o crente, a morte n\u00e3o \u00e9 o fim da vida, mas o in\u00edcio de uma plena, sublime e eterna comunh\u00e3o com Deus.<\/p>\n<p><strong>LEITURA DI\u00c1RIA<\/strong><strong><br \/>\n<strong>Segunda &#8211; Rm 6.23<\/strong><\/strong><br \/>\nA morte \u00e9 consequ\u00eancia do pecado<strong><br \/>\n<strong>Ter\u00e7a &#8211; Gn 35.18; Tg 2.26<\/strong><\/strong><br \/>\nMorte, separa\u00e7\u00e3o entre alma e corpo<strong><br \/>\n<strong>Quarta &#8211; SI 16.10; 49.14.15<\/strong><\/strong><br \/>\nA expectativa de vida ap\u00f3s a morte<strong><br \/>\n<strong>Quinta &#8211; SI 16.9-11; Is 26.19; Dn 12.2<\/strong><\/strong><br \/>\nA ressurrei\u00e7\u00e3o no Antigo Testamento<strong><br \/>\n<strong>Sexta &#8211; 1 Co 15.1-58<\/strong><\/strong><br \/>\nA ressurrei\u00e7\u00e3o no Novo Testamento<strong><br \/>\n<strong>S\u00e1bado &#8211; Ap 20.14<\/strong><br \/>\n<\/strong>A morte da morte<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><br \/>\nNuma sociedade materialista, evita-se falar sobre assuntos negativos. No entanto, a morte \u00e9 um fen\u00f4meno real que se abate sobre os seres humanos de todas as idades, classes sociais e religi\u00f5es. Afinal de contas, quem pensa em morrer? H\u00e1 alguma virtude na morte? Nos dias atuais, o desespero vem tomando conta das pessoas, at\u00e9 mesmo das que professam a f\u00e9 crist\u00e3. \u00c9 uma pena que alguns p\u00falpitos n\u00e3o estejam preocupados em preparar as suas ovelhas, atrav\u00e9s das Sagradas Escrituras, para enfrentar essa realidade que pode chegar a qualquer fam\u00edlia, sem avisa-l\u00e1 ou pedir-lhe licen\u00e7a. Por isso, nessa li\u00e7\u00e3o, demonstraremos que Deus se preocupa com a fragilidade e vicissitude humanas, principalmente quando se trata de um tema t\u00e3o laborioso e delicado.<\/p>\n<p><strong>O QUE \u00c9 A MORTE<\/strong><strong><br \/>\n<strong>Conceito. <\/strong><\/strong>N\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil definir a morte. Como fen\u00f4meno natural, ela \u00e9 discutida na ci\u00eancia, na religi\u00e3o e faz parte de debates cotidianos, pois atinge a todos (SI 89.48; Ec 8.8). Anteriormente definida como parada card\u00edaca e respirat\u00f3ria, o consenso m\u00e9dico atual a define como cessamento cl\u00ednico, cerebral ou card\u00edaco irrevers\u00edvel do corpo humano. No entanto, a defini\u00e7\u00e3o mais popular do fen\u00f4meno \u00e9 a &#8220;interrup\u00e7\u00e3o da atividade el\u00e9trica no c\u00e9rebro como um todo&#8221;. A constata\u00e7\u00e3o de que a pessoa entrou em \u00f3bito \u00e9 o ponto de partida para a permiss\u00e3o, ou n\u00e3o, pela fam\u00edlia, de doar \u00f3rg\u00e3os.<strong><br \/>\n<strong>O que as Escrituras dizem? <\/strong><\/strong>&#8220;O sal\u00e1rio do pecado \u00e9 a morte&#8221; (Rm 6.23). Deus n\u00e3o criou o homem e a mulher para morrer. O Senhor n\u00e3o planejou tal realidade para o ser humano. Mas, conforme descrito em Romanos 6.23, a morte \u00e9 consequ\u00eancia da queda (Gn 3.1-24). O pecado roubou, em parte, a vida eterna da humanidade. Assim, a B\u00edblia demonstra que a morte \u00e9 a consequ\u00eancia inevit\u00e1vel do, pecado, e real\u00e7a esse fato como a separa\u00e7\u00e3o entre &#8220;alma&#8221; e &#8220;corpo&#8221; (Gn 35.18).<strong><br \/>\n<strong>\u00c9 a separa\u00e7\u00e3o da alma do corpo. <\/strong><\/strong>A base b\u00edblica para esse entendimento est\u00e1 em G\u00eanesis 35.18, quando da morte de Raquel: &#8220;E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu)&#8221;. Tiago, o irm\u00e3o do Senhor, corrobora esse pensamento quando ensina: &#8220;Porque, assim como o corpo sem o esp\u00edrito [alma] est\u00e1 morto, assim tamb\u00e9m a f\u00e9 sem obras \u00e9 morta&#8221; (2.26). Teologicamente e, segundo as Escrituras, podemos afirmar que a separa\u00e7\u00e3o da &#8220;alma&#8221; do &#8220;corpo&#8221; estabelece o fen\u00f4meno natural e tamb\u00e9m espiritual que denominamos morte. Mas, o que acontece com a alma ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o do corpo? H\u00e1 vida ap\u00f3s a morte? S\u00e3o indaga\u00e7\u00f5es que podemos fazer.<\/p>\n<p><strong>II.<\/strong> <strong>A VIDA AP\u00d3S A MORTE<\/strong><strong><br \/>\n<strong>O que diz o Antigo Testamento. <\/strong><\/strong>&#8220;Morrendo o homem, porventura, tornar\u00e1 a viver?&#8221; (J\u00f4 14.14a). Essa \u00e9 uma pergunta de interesse perene para todos os seres humanos. Indaga\u00e7\u00f5es como: &#8220;H\u00e1 vida ap\u00f3s a morte?&#8221; &#8220;Existe consci\u00eancia noutra vida?&#8221; S\u00e3o quest\u00f5es existenciais n\u00e3o muito resolvidas at\u00e9 mesmo para alguns te\u00f3logos. Entretanto, as Escrituras t\u00eam as respostas a essas perguntas.<em><br \/>\n<em>a) Sheol. <\/em><\/em>Em Salmos 16.10 e 49.14,15, o termo hebraico \u00e9 <em>\u201csheol\u201d , <\/em>Essa palavra aparece ao longo de todo o Antigo Testamento. \u00c9 traduzido por &#8220;inferno&#8221; e &#8220;sepultura&#8221;. Tais express\u00f5es denotam a ideia de imortalidade da alma e a esperan\u00e7a de se estar diante de Deus ap\u00f3s a experi\u00eancia da morte. Tal expectativa representa o \u00e2mago das express\u00f5es do salmista.<em><br \/>\n<em>b) A esperan\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o. <\/em><\/em>O patriarca J\u00f3, ap\u00f3s muito padecer, expressou-se confiantemente: &#8220;E depois que o meu corpo estiver destru\u00eddo e sem carne, verei a Deus&#8221; (19.26 cf. vv.23-25,27). O salmista expressou-se a esse respeito da seguinte forma: &#8220;Quanto a mim, feita a justi\u00e7a, verei a tua face; quando despertar, ficarei satisfeito ao ver a tua semelhan\u00e7a&#8221; (17.15 cf. 16.9-11). Os profetas Isa\u00edas e Daniel exp\u00f5em a esperan\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o como um encontro irrevers\u00edvel com Deus (Is 26.19; Dn 12.2). Esses textos real\u00e7am a doutrina da esperan\u00e7a na ressurrei\u00e7\u00e3o do corpo em gl\u00f3ria e denotam, inclusive, a alegria do crente em se encontrar com o seu Deus ap\u00f3s a morte. Logo, podemos afirmar categoricamente que o Antigo Testamento, respalda, inclusive com riqueza de detalhes, que h\u00e1 vida e consci\u00eancia ap\u00f3s a morte.<strong><br \/>\n<strong>O que diz o Novo Testamento. <\/strong><\/strong>A base b\u00edblica neo-testament\u00e1ria da exist\u00eancia de vida consciente ap\u00f3s a morte e a imortalidade da alma est\u00e1 fundamentada exatamente na pessoa de Jesus de Nazar\u00e9. Ele foi quem trouxe luz, vida e imortalidade ao homem que cr\u00ea. As evid\u00eancias s\u00e3o abundantes (Mt 10.28, Lc 23.43, Jo 11.25,26; 14.3; 2 (Co 5.1). Essas por\u00e7\u00f5es b\u00edblicas ensinam claramente a sobreviv\u00eancia da alma humana fora do corpo, seja a do crente ou a do n\u00e3o crente, ap\u00f3s a morte. N\u00e3o obstante, a reden\u00e7\u00e3o do corpo e a alegre comunh\u00e3o eterna com Deus s\u00e3o resultados da plena e bem-aventurada ressurrei\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o do corpo corrupt\u00edvel em incorrupt\u00edvel (1 Co 15.1-58; 1 Ts 4.16; Fp 3.21).<br \/>\nDefinitivamente, e segundo as Escrituras, o dom da vida para os crist\u00e3os n\u00e3o \u00e9 uma exist\u00eancia finita, mas uma linda hist\u00f3ria de comunh\u00e3o com o Deus eterno. Foi Ele quem implantou em n\u00f3s, atrav\u00e9s de Cristo Jesus, nosso Senhor, a sua gra\u00e7a salvadora enquanto estivermos em nossa peregrina\u00e7\u00e3o terrena.<\/p>\n<p><strong>III. MORTE, O IN\u00cdCIO DA VIDA ETERNA<\/strong><strong><br \/>\n<strong>Esperan\u00e7a, apesar do luto. <\/strong><\/strong>\u00c9 natural que a experi\u00eancia da separa\u00e7\u00e3o de um ente querido traga dor, ang\u00fastia, tristeza e saudade. O luto chega de forma inesperada na vida de qualquer pessoa. Mas a promessa do Mestre de Nazar\u00e9 ainda sobrep\u00f5e-se a qualquer vicissitude existencial: &#8220;[&#8230;] quem cr\u00ea em mim, ainda que esteja morto, viver\u00e1&#8221; (J\u00f4 11.25).<strong><br \/>\n<strong>A morte de Cristo e a certeza da vida eterna. <\/strong><\/strong>O Pai entregou seu Filho em favor da humanidade, e assim o fez simplesmente por amor (Jo 3.16). Esse ato amoroso proporcionou a possibilidade de escaparmos do ju\u00edzo divino pelo sangue precioso derramado por Cristo Jesus. Isso leva-nos a refletir que sem a morte de Jesus n\u00e3o haveria ressurrei\u00e7\u00e3o. Logo, n\u00e3o haveria prega\u00e7\u00e3o do Evangelho nem salva\u00e7\u00e3o. O ap\u00f3stolo Paulo tinha a convic\u00e7\u00e3o de que a Cruz de Cristo \u00e9 o \u00e2mago do Evangelho (1 Co 1.17), do novo nascimento e da vida eterna. Hoje s\u00f3 amamos o Senhor porque Ele nos amou primeiro (1 Jo 4.19). Por isso, pela sua morte, e morte de cruz temos, nEle, a vida eterna.<br \/>\n<strong>A morte: o desfrutar da vida eterna. <\/strong>O fen\u00f4meno da morte \u00e9 para o crente a prova, da f\u00e9 vigorosa revelada em sua vida terrena. Essa f\u00e9 manifesta-se numa consci\u00eancia de vit\u00f3ria apesar de a morte mostrar-se como uma aparente derrota. O ap\u00f3stolo Pedro lembra dessa f\u00e9 quando exorta-nos: &#8220;[&#8230;] alegrai-vos no fato de serdes participantes das afli\u00e7\u00f5es de Cristo, para que tamb\u00e9m na revela\u00e7\u00e3o da sua gl\u00f3ria vos regozijeis e alegreis&#8221; (1 Pe 4.13). Para o crente a morte n\u00e3o \u00e9 o fim, mas o in\u00edcio de uma extraordin\u00e1ria e plena vida com Cristo. \u00c9 a certeza de que o seu &#8220;aguilh\u00e3o&#8221; foi retirado de uma vez por todas, selando o passaporte oficial para a vida eterna em Jesus ( 1 Co 15.55; Os 13.14). Um dia nosso corpo ser\u00e1 plenamente arrebatado do poder da morte (Rm 8.11; 1 Ts 4.16,17)!<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><br \/>\nPrecisamos ter consci\u00eancia de que a nossa vida \u00e9 semelhante \u00e0 flor da erva. Ela se esvai rapidamente. Todavia, tenhamos em mente que o &#8220;viver \u00e9 Cristo e o morrer \u00e9 lucro&#8221;. Portanto, n\u00e3o se prenda \u00e0s quest\u00f5es passageiras e ef\u00eameras. Na peregrina\u00e7\u00e3o existencial, preencha sua mente com o Evangelho. Assim, ao final de sua vida poder\u00e1 jubiloso, entoar o que o ap\u00f3stolo Paulo declarou no final da sua carreira: &#8220;Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a f\u00e9. Desde agora, a coroa da justi\u00e7a me est\u00e1 guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dar\u00e1 naquele Dia; e n\u00e3o somente a mim, mas tamb\u00e9m a todos os que amarem a sua vinda&#8221; (2 Tm 4.7,8). Em Cristo, tenha paz e esperan\u00e7a, porque Ele \u00e9 a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida.<\/p>\n<p><strong>Postado por: <\/strong>Pb. Ademilson Braga<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Li\u00e7\u00e3o-03 15 de Julho de 2012 TEXTO \u00c1UREO &#8220;Porque para mim o viver \u00e9 Cristo, e o morrer \u00e9 ganho&#8221; (Fp 1.21). VERDADE PR\u00c1TICA Para o crente, a morte n\u00e3o \u00e9 o fim da vida, mas o in\u00edcio de uma plena, sublime e eterna comunh\u00e3o com Deus. 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