{"id":8821,"date":"2022-06-25T17:45:17","date_gmt":"2022-06-25T20:45:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=8821"},"modified":"2022-06-25T17:46:30","modified_gmt":"2022-06-25T20:46:30","slug":"morrer-para-viver-abrindo-mao-do-eu-para-seguir-a-cristo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/morrer-para-viver-abrindo-mao-do-eu-para-seguir-a-cristo\/","title":{"rendered":"Morrer para viver \u2013 Abrindo m\u00e3o do \u201cEU\u201d para seguir a Cristo"},"content":{"rendered":"<p><strong>EBD \u2013 <\/strong>Jovens<strong> &#8211; EDI\u00c7\u00c3O: 78 <\/strong>&#8211; 3\u00ba Trimestre &#8211; Ano: 2022 &#8211; Editora: CPAD<\/p>\n<p><strong>LI\u00c7\u00c3O \u2013 01 <\/strong>\u2013 03 de julho de 2022<\/p>\n<p><strong>TEXTO PRINCIPAL<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>\u201cPorque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.\u201d <strong>(Rm 14.8)<\/strong><\/p>\n<p><strong>LEITURA SEMANAL<\/strong><\/p>\n<p><strong>Segunda-feira <\/strong>\u2013 Rm 5.8<br \/>\nO amor de Deus j\u00e1 est\u00e1 provado<br \/>\n<strong>Ter\u00e7a-feira <\/strong>\u2013 Gl 5.13<br \/>\nNossa liberdade n\u00e3o nos autoriza a viver no pecado<br \/>\n<strong>Quarta-feira <\/strong>\u2013 Ef 2.5<br \/>\nUm dia j\u00e1 fomos escravos do pecado<br \/>\n<strong>Quinta-feira<\/strong> \u2013 I Co 15.26<br \/>\nA derrota da morte<br \/>\n<strong>Sexta-feira <\/strong>\u2013 Cl 2.14<br \/>\nNossa d\u00edvida foi cancelada<br \/>\n<strong>S\u00e1bado <\/strong>\u2013 At 17.30<br \/>\nO perd\u00e3o do tempo da ignor\u00e2ncia<\/p>\n<p><strong>TEXTO B\u00cdBLICO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Romanos 6.<br \/>\n<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>1 Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a gra\u00e7a seja mais abundante?<br \/>\n2 De modo nenhum! N\u00f3s que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?<br \/>\n3 Ou n\u00e3o sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?<br \/>\n4 De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela gl\u00f3ria do Pai, assim andemos n\u00f3s tamb\u00e9m em novidade de vida.<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Seguir a Jesus n\u00e3o \u00e9 um processo autom\u00e1tico, mec\u00e2nico e irrefletido. \u00c9 uma decis\u00e3o cotidiana e consciente que tomamos debaixo da opera\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo em nossas vidas. \u00c9 nesta perspectiva que devemos pensar nosso relacionamento com Cristo, como uma d\u00e1diva celeste que nos foi amorosamente concedida. Que jamais venhamos nos esquecer de que somos filhos amados, gerados pela gra\u00e7a do Pai para a realiza\u00e7\u00e3o de boas obras.<\/p>\n<p><strong>I \u2013 A VIDA NOVA QUE RECEBEMOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>1- A gra\u00e7a que nos faz mudar de vida. <\/strong>O argumento de Paulo aos Romanos a respeito da opera\u00e7\u00e3o da gra\u00e7a e nossa resposta a ela \u00e9 irrefut\u00e1vel. O ap\u00f3stolo dos gentios lembra \u00e0queles irm\u00e3os que tudo o que eles necessitavam para alcan\u00e7ar a b\u00ean\u00e7\u00e3o da salva\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia sido conquistado por Jesus na cruz do Calv\u00e1rio (Rm 5.6-10). Agora, diante dessa maravilhosa constata\u00e7\u00e3o do amor de Deus que j\u00e1 est\u00e1 demonstrado, como devemos responder? Menosprezando, vulgarizando a gra\u00e7a salvadora que nos foi concedida por meio de uma vida arrogantemente marcada pelo pecado (Rm 6.1)?<\/p>\n<p>A resposta de Paulo \u00e9 incisiva: JAMAIS! Quem teve acesso \u00e0 maravilhosa mensagem do Evangelho e \u00e9 consciente do sacrif\u00edcio salv\u00edfico de Cristo em favor de toda a humanidade (Jo 3.16), tem o dever espiritual e moral de viver conforme a dignidade que o Reino de Deus exige dos seus s\u00faditos (Cl 1.10). Nunca devemos proceder como um fariseu legalista, acreditando que a salva\u00e7\u00e3o vem por algum tipo de artif\u00edcio humano (Mt 23.5-7; Cl 2.20-23). E tamb\u00e9m nunca viver como um libertino, considerando a gra\u00e7a que liberta como um \u201csalvo-conduto\u201d, um \u201cpassaporte\u201d para uma vida inconsequente e pecaminosa (Gl 5.13).<\/p>\n<p><strong>2- O batismo como imagem p\u00fablica de nossa decis\u00e3o interior. <\/strong>Para o crente, o batismo n\u00e3o \u00e9 um mero ato religioso ou rito de passagem. O ato p\u00fablico de submergir-se nas \u00e1guas batismais indica nossa convic\u00e7\u00e3o pessoal de salva\u00e7\u00e3o por meio de uma identifica\u00e7\u00e3o com o Cristo que morreu por amor a n\u00f3s. Desta maneira, constitui-se a analogia do batismo para um disc\u00edpulo de Jesus: assim como a morte do Mestre decretou a garantia de nossa vit\u00f3ria final sobre o pecado (Cl 2.12-15), tamb\u00e9m n\u00f3s, por meio do batismo, anunciamos ao mundo que j\u00e1 n\u00e3o mais nos identificamos com as obras das trevas (Rm 13.12), pois morremos para elas, e que, de agora em diante, vivemos exclusivamente para a gl\u00f3ria do Cristo ressuscitado (I Pe 2.24).<\/p>\n<p><strong>3- Nossa associa\u00e7\u00e3o com Jesus de Nazar\u00e9 deve ser significativa. <\/strong>Vivemos em uma sociedade onde muitas pessoas s\u00e3o ego\u00edstas. N\u00e3o podemos generalizar, mas na atualidade h\u00e1 muitos interessados nas riquezas associadas ao Cristo (Jo 12.5,6), mas poucos dispostos a irem a todos os limites por amor ao Salvador (Fp 3.8). Quem n\u00e3o se associar com a cruz de Cristo, jamais experimentar\u00e1 a plenitude do Reino (Mt 10.38,39).<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>II \u2013 LIVRES DO PECADO, ESCRAVOS DE CRISTO<\/strong><\/p>\n<p><strong>1- Vivendo como livres e n\u00e3o como escravos do pecado. <\/strong>A imagem que Paulo utiliza para tratar a respeito do nosso novo estado em Cristo deriva da pr\u00e1tica da liberta\u00e7\u00e3o de escravos no mundo romano. Havia um ritual jur\u00eddico nesse processo, e uma quest\u00e3o importante que se deve destacar dessa analogia paulina, \u00e9 que, para um romano, a escravid\u00e3o era uma<br \/>\nesp\u00e9cie de \u201cmorte social\u201d. Na verdade, seria uma a\u00e7\u00e3o de benevol\u00eancia do senhor, j\u00e1 que o escravizado era um cativo de guerra ou algu\u00e9m com uma d\u00edvida impag\u00e1vel e a morte f\u00edsica seria seu destino. Sem qualquer direito, o escravo era reduzido a uma \u201ccoisa\u201d, uma propriedade de seu senhor. Era assim que viv\u00edamos debaixo da opress\u00e3o do Diabo, mortos em nossos delitos e pecados (Ef 2.5).<\/p>\n<p>A liberta\u00e7\u00e3o do escravo era um \u201crenascimento social\u201d, ou seja, uma vez liberto, o ex-escravo adquiria um conjunto de direitos que reestabeleciam sua dignidade pessoal na sociedade, pondo-o em outro status. \u00c9 assim que Paulo, escrevendo aos irm\u00e3os que congregavam na capital do mundo antigo, apresenta-lhes a poderosa transforma\u00e7\u00e3o que a salva\u00e7\u00e3o de Cristo produz sobre os salvos (II Co 5.17; Gl 6.15). Somos renascidos, filhos novamente gerados, libertos das amarras da iniquidade atrav\u00e9s do poderoso amor de Deus (Jo 3.7; I Pe 1.23; 2.2).<\/p>\n<p><strong>2- A queda do jugo da morte.<\/strong> A consequ\u00eancia inevit\u00e1vel e insuper\u00e1vel do pecado \u00e9 a morte (Rm 6.23). Era sob essa domina\u00e7\u00e3o que a humanidade vivia at\u00e9 a ressurrei\u00e7\u00e3o gloriosa de Jesus de Nazar\u00e9. Como magistralmente Paulo anuncia em I Cor\u00edntios 15.26, a morte foi o \u00faltimo inimigo a ser aniquilado por Cristo, agora, devemos descansar confiadamente no amor do Salvador (I Co 15.54-57). Tudo foi pago, toda d\u00edvida foi cancelada (Cl 2.14), a tarefa humanamente imposs\u00edvel de ser realizada foi finalizada no Calv\u00e1rio (Jo 19.30). Hoje podemos viver como libertos, de cabe\u00e7as erguidas, n\u00e3o em sinal de petul\u00e2ncia ou autoconfian\u00e7a, mas olhando para os c\u00e9us com o m\u00e1ximo sentimento de gratid\u00e3o ao nosso maravilhoso Redentor (Lc 21.28; Hb 12.2).<\/p>\n<p><strong>3- N\u00e3o temos mais medo.<\/strong> Existe uma estrat\u00e9gia muito comum das hostes infernais: lan\u00e7ar em rosto aquilo que fizemos de errado e deplor\u00e1vel no tempo de nossa escravid\u00e3o espiritual (Ap 12.10). O que o Diabo quer com esse tipo de t\u00e1tica \u00e9 nos tornar inseguros com rela\u00e7\u00e3o ao impacto da salva\u00e7\u00e3o em nossa trajet\u00f3ria. Todavia, Paulo nos esclarece que j\u00e1 n\u00e3o pesa sobre n\u00f3s nenhum tipo de acusa\u00e7\u00e3o espiritual por aquilo que fizemos no passado (At 17.30). Essa \u00e9 a verdadeira manifesta\u00e7\u00e3o do perd\u00e3o, diferente do que acontecia com os escravos libertos na Roma antiga, os quais ainda deveriam considerar seus antigos senhores patronos, com certos la\u00e7os e v\u00ednculos. Com a salva\u00e7\u00e3o alcan\u00e7amos a ruptura total com as cadeias da morte e nos tornamos herdeiros da vida eterna.<\/p>\n<p><strong>III \u2013 J\u00c1 POSSO VIVER, POIS NASCI DE NOVO<\/strong><\/p>\n<p><strong>1- Discernindo a obra de Cristo por n\u00f3s.<\/strong> Paulo \u00e9 bastante claro ao afirmar que o reconhecimento do sacrif\u00edcio vic\u00e1rio de Jesus por n\u00f3s \u00e9 fundamental para o estabelecimento de uma vida crist\u00e3 genu\u00edna (Rm 6.11). \u00c9 simplesmente incompat\u00edvel a consci\u00eancia plena do amor de Deus com uma exist\u00eancia dominada pela pr\u00e1tica deliberada do pecado, ou seja, \u00e9 imposs\u00edvel conhecer verdadeiramente a Jesus e ainda permanecer num estilo de vida dominado pelos impulsos carnais (Ef 2.3). Quem opta por viver assim, age como se desejasse, mais uma vez, crucificar a Cristo (Hb 6.6).<\/p>\n<p>Devemos viver como mortos para o pecado (Rm 8.10), mas triunfantemente vivos para o Senhor (Gl 2.20). Dessa forma, somos convocados a adotar um padr\u00e3o de vida excelente, uma pr\u00e1tica cotidiana que espelhe o car\u00e1ter de Deus revelado no cora\u00e7\u00e3o de todo aquele que nasceu de novo, bem como as consequ\u00eancias pr\u00e1ticas da presen\u00e7a do Esp\u00edrito Santo (Gl 5.22). Como podemos perceber, a exorta\u00e7\u00e3o paulina est\u00e1 devidamente alinhada com o discurso de Jesus (Mt 16.24-26).<\/p>\n<p><strong>2- O fim do imp\u00e9rio do pecado.<\/strong> Paulo era algu\u00e9m oriundo de uma dupla forma\u00e7\u00e3o cultural \u2013 hebraica e romana \u2013 por isso, conhecia v\u00e1rias perspectivas, do que era um governo tirano em suas v\u00e1rias formas de a\u00e7\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o do mal. Partindo dessa vis\u00e3o, o ap\u00f3stolo anuncia aos seus amigos de Roma que para eles j\u00e1 n\u00e3o existem mais quaisquer la\u00e7os de subordina\u00e7\u00e3o \u00e0 tirania do pecado (Rm 6.12). A morte do Redentor nos deu uma esperan\u00e7a que instaura um novo Reino, n\u00e3o terreno, humano ou pol\u00edtico (Jo 18.36), mas poderoso em amor, gra\u00e7a e miseric\u00f3rdia (Rm 14.17).<\/p>\n<p>Se j\u00e1 n\u00e3o somos mais escravos do pecado, \u00e9 urgente que vivamos como dignos representantes do majestoso governo do Cristo ressurreto (II Co 5.20). Quem est\u00e1 assentado no trono de seu cora\u00e7\u00e3o? Que n\u00e3o seja o pecado nem seu \u201ceu\u201d inflado, convertido em \u00eddolo do ego\u00edsmo. Entronize o Rei da gl\u00f3ria (Sl 24.7-10; Rm 5.17,21).<\/p>\n<p><strong>3- Uma vida consagrada a Deus. <\/strong>Se Cristo reina em n\u00f3s, como devemos viver, de que maneira devemos nos portar em meio \u00e0 uma gera\u00e7\u00e3o perversa? O ap\u00f3stolo nos responde que, uma vez libertos da iniquidade, devemos andar de modo santo e irrepreens\u00edvel (Rm 6.13,14). Esse padr\u00e3o de comprometimento com os valores do Evangelho, com os princ\u00edpios da gra\u00e7a, se confronta diretamente com o modelo de pseudo evangelho que testemunhamos no mundo atual. Para atrair os jovens, muitos t\u00eam relativizado as exig\u00eancias de pureza e santidade que o Evangelho exige (I Ts 4.5-7). O an\u00fancio da gra\u00e7a n\u00e3o pode se confundir com uma degrada\u00e7\u00e3o espiritual e moral dos valores do Reino. O amor de Deus \u00e9 grande, mas a porta continua estreita e o caminho ainda \u00e9 apertado (Mt 7.13). Chamar para a santidade n\u00e3o significa depreciar a gra\u00e7a (Hb 10.29).<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Seguir o Mestre \u00e9 a pr\u00f3pria raz\u00e3o de ser de nossa espiritualidade. Na sociedade decadente em que vivemos, as pessoas est\u00e3o sempre em busca de seu ego, de suas ambi\u00e7\u00f5es carnais, do pecado. \u00c9 urgente uma guinada da humanidade em dire\u00e7\u00e3o a Cristo. Ele morreu e ressuscitou para nos libertar do jugo do pecado.<\/p>\n<h3><strong>\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Postado por: <\/strong>Pr. Ademilson Braga<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Fonte: <\/strong>Editora CPAD<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EBD \u2013 Jovens &#8211; EDI\u00c7\u00c3O: 78 &#8211; 3\u00ba Trimestre &#8211; Ano: 2022 &#8211; Editora: CPAD LI\u00c7\u00c3O \u2013 01 \u2013 03 de julho de 2022 TEXTO PRINCIPAL \u00a0\u201cPorque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. 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