{"id":8397,"date":"2022-02-20T15:40:48","date_gmt":"2022-02-20T18:40:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=8397"},"modified":"2022-02-20T15:40:48","modified_gmt":"2022-02-20T18:40:48","slug":"o-quinto-sinal-jesus-anda-sobre-o-mar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/o-quinto-sinal-jesus-anda-sobre-o-mar\/","title":{"rendered":"O quinto sinal \u2013 Jesus anda sobre o mar"},"content":{"rendered":"<p><strong>EBD \u2013 <\/strong>Jovens<strong> &#8211; EDI\u00c7\u00c3O: <\/strong><strong>59 <\/strong>&#8211; 1\u00ba Trimestre &#8211; Ano: 2022 &#8211; Editora: CPAD<\/p>\n<p><strong>LI\u00c7\u00c3O \u2013 <\/strong><strong>08 <\/strong>\u2013 20 de fevereiro de 2022<\/p>\n<p><strong>TEXTO PRINCIPAL<\/strong><\/p>\n<p>\u201cE, tendo navegado uns vinte e cinco ou trinta est\u00e1dios, viram Jesus andando sobre o mar e aproximando-se do barco, e temeram. Por\u00e9m ele lhes disse: Sou eu; n\u00e3o temais.\u201d <strong>(Jo 6.19,20)<\/strong><\/p>\n<p><strong>LEITURA SEMANAL<\/strong><\/p>\n<p><strong>Segunda-feira\u00a0<\/strong>\u2013 Jo 6.18<br \/>\nQuando o mar se levanta<br \/>\n<strong>Ter\u00e7a-feira\u00a0\u00a0<\/strong>\u2013 Jo 6.19<br \/>\nMedo em meio \u00e0 adversidade<br \/>\n<strong>Quarta-feira\u00a0\u00a0<\/strong>\u2013 Jo 6.20<br \/>\n\u201cN\u00e3o temais\u201d<br \/>\n<strong>Quinta-feira\u00a0\u00a0<\/strong>\u2013 Jo 6.24<br \/>\nQuando Jesus entra no barco<br \/>\n<strong>Sexta-feira\u00a0\u00a0<\/strong>\u2013 Sl 121.1,2<br \/>\nDe onde vem o nosso socorro<br \/>\n<strong>S\u00e1bado\u00a0<\/strong>\u2013 SI 121.7<br \/>\nDeus nos guarda<\/p>\n<p><strong>TEXTO B\u00cdBLICO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o 5.16-21<\/p>\n<p><\/strong>16 E, quando veio a tarde, os seus disc\u00edpulos desceram para o mar.<br \/>\n17 E, entrando no barco, passaram o mar em dire\u00e7\u00e3o a Cafarnaum; e era j\u00e1 escuro, e ainda Jesus n\u00e3o tinha chegado perto deles.<br \/>\n18 E o mar se levantou, porque um grande vento assoprava.<br \/>\n19 E, tendo navegado uns vinte e cinco ou trinta est\u00e1dios, viram Jesus andando sobre o mar e aproximando-se do barco, e temeram.<br \/>\n20 Por\u00e9m ele lhes disse: Sou eu; n\u00e3o temais.<br \/>\n21 Ent\u00e3o, eles, de boa mente, o receberam no barco; e logo o barco chegou \u00e0 terra para onde iam.<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Dentre os prop\u00f3sitos de Cristo em seu minist\u00e9rio, estava o treinamento dos disc\u00edpulos, Isso acontecia atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o de oportunidades que gerassem experi\u00eancias de f\u00e9. Nesta li\u00e7\u00e3o refletiremos a esse respeito, considerando, inclusive, como \u00e9 importante que reconhe\u00e7amos nossa fragilidade diante do poder de Deus, que n\u00e3o encontra quaisquer limites ou barreiras. Na sequ\u00eancia do estudo dos sinais selecionados por Jo\u00e3o, esse se destaca como mais uma contundente demonstra\u00e7\u00e3o de sua divindade: Jesus andando sobre as \u00e1guas mostra seu poder como Criador, com absoluto controle sobre todas as coisas, incluindo a cria\u00e7\u00e3o e seus fen\u00f4menos, como uma tempestade em alto mar. Por isso podemos ter seguran\u00e7a nEle em meio aos maiores perigos da vida.<\/p>\n<p><strong>I \u2013 O MAR SE LEVANTOU<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong> A cronologia dos fatos.<\/strong>Pela narrativa feita por Jo\u00e3o, Mateus e Marcos, entendemos que a travessia do mar da Galileia foi iniciada na tarde do mesmo dia da primeira multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es. De Tiber\u00edades Jesus ordenou aos disc\u00edpulos que navegassem para o outro lado do lago, em dire\u00e7\u00e3o a Cafarnaum, enquanto Ele foi orar. A travessia demandava um tempo consider\u00e1vel, principalmente pelas condi\u00e7\u00f5es primitivas das embarca\u00e7\u00f5es. Naquela tarde e noite os disc\u00edpulos j\u00e1 haviam navegado \u201cuns vinte e cinco ou trinta est\u00e1dios\u201d (Jo 6.19), ou seja, uns 4,5 ou 5,4 km. Com ventos contr\u00e1rios, isso representava longas horas. Quando Jesus foi ao encontro dos disc\u00edpulos j\u00e1 havia passado das 3h da manh\u00e3. Mateus registra que era j\u00e1 a quarta vig\u00edlia da noite (Mt 14.25). Portanto, j\u00e1 estavam no mar havia aproximadamente 12h.<\/li>\n<li><strong> A impetuosidade das ondas.<\/strong>Os disc\u00edpulos se viram diante de uma situa\u00e7\u00e3o frente a qual eram totalmente impotentes. O mar da Galileia, por sua grande extens\u00e3o (20 km) e ventos inesperados, sujeitava os navegantes a fortes tempestades. No caso dos disc\u00edpulos, Jo\u00e3o conta que \u201cum grande vento assoprava\u201d (Jo 6.18). Conforme Mateus, o barco estava \u201ca\u00e7oitado pelas ondas\u201d (Mt 14.24). Foi naquelas pavorosas circunst\u00e2ncias que Jesus apareceu \u201candando sobre o mar\u201d (Jo 6.19). O Mestre se revelou como soberano que, mesmo diante de qualquer tempestade, jamais perde o controle da situa\u00e7\u00e3o, a ponto de andar sobre as \u00e1guas. O quadro \u00e9 justamente esse: do ponto de vista f\u00edsico e humano, havia uma trag\u00e9dia iminente; a instabilidade era reinante. Do ponto de vista divino, contudo, havia plena seguran\u00e7a e estabilidade. Jesus apareceu, soberano, andando sobre as \u00e1guas.<\/li>\n<li><strong> Um fantasma?<\/strong>A relev\u00e2ncia desse sinal tamb\u00e9m se v\u00ea na rea\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos quando veem Jesus. Marcos registra que eles \u201cpensaram que era um fantasma e deram grandes gritos\u201d (Mc 6.49). \u00c9 de se imaginar que os disc\u00edpulos n\u00e3o cogitassem que Jesus fosse t\u00e3o poderoso a ponto de andar sobre as \u00e1guas, mesmo sendo autor dos milagres que j\u00e1 haviam testemunhado. Como poderia n\u00e3o ser afetado pela impetuosidade das ondas ou qualquer for\u00e7a da natureza? Eles ainda n\u00e3o tinham uma compreens\u00e3o exata de sua divindade e poder. \u00c9 de se imaginar tamb\u00e9m qual seria a origem da cren\u00e7a que expressaram, ao imaginarem que seria um fantasma. Isso n\u00e3o tinha rela\u00e7\u00e3o alguma com toda a revela\u00e7\u00e3o escritur\u00edstica j\u00e1 dispon\u00edvel aos judeus! Precisamos ter cuidado com todo tipo de crendice. Nossa compreens\u00e3o das realidades espirituais deve ter sempre uma fonte \u00fanica e segura: a Palavra de Deus.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong> \u00a0II \u2013 O PROCESSO DA REVELA\u00c7\u00c3O DE JESUS<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong> \u201cSou eu; n\u00e3o temais\u201d.\u00a0<\/strong>Quando os disc\u00edpulos, assustados e com medo, pensaram estar diante de um \u201cfantasma\u201d, Jesus se identificou: \u201cSou eu; n\u00e3o temais\u201d (Jo 6.20). Jo\u00e3o relata o momento em que o recebem no barco, mas Mateus d\u00e1 uma informa\u00e7\u00e3o precedente. Pedro manifestou d\u00favida se realmente era Jesus: \u201cSenhor, se \u00e9s tu, manda-me ir ter contigo por cima das \u00e1guas\u201d (Mt 14.28), Jesus o chama e ele, descendo do barco, come\u00e7a andar sobre as \u00e1guas. Sentindo o vento forte, teve medo e come\u00e7a a afundar. Clama por Jesus, que lhe estende a m\u00e3o e o segura (Mt 14.31).<\/li>\n<li><strong> Medo e d\u00favida.<\/strong>Jesus abordou os disc\u00edpulos com uma palavra de \u00e2nimo, diante do pavor que enfrentavam. Pedro p\u00f4s em d\u00favida sua identidade e pediu uma prova exclusiva, de ordem pessoal foi censurado por sua incredulidade. Aprendemos com isso que o reconhecimento de nossas fragilidades encontra conforto em Deus. Ele \u00e9 nosso socorro bem presente na ang\u00fastia (SL 46.1). O que n\u00e3o devemos fazer \u00e9 duvidar de sua Palavra, como fez Pedro.<\/li>\n<li><strong> O perigo da apostasia.\u00a0<\/strong>As Escrituras e a Hist\u00f3ria nos mostram exemplos de pessoas que exigiram provas da exist\u00eancia de Deus e de seu poder, n\u00e3o como fruto da necessidade de conhec\u00ea-lo, mas como express\u00e3o de resistente incredulidade e orgulho. Uma das fases da tenta\u00e7\u00e3o de Cristo foi quando o Diabo o instou para que se lan\u00e7asse do pin\u00e1culo do Templo, exigindo que o Pai ordenasse aos anjos que o livrasse (Mt 4.6). Disse-lhe Jesus: \u201cTamb\u00e9m est\u00e1 escrito: N\u00e3o tentar\u00e1s o Senhor, teu Deus\u201d (Mt 4.7).<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>III \u2013 TREINANDO OS DOZE AP\u00d3STOLOS<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong> A ordem de Jesus.<\/strong>Mateus e Lucas trazem informa\u00e7\u00f5es complementares das circunst\u00e2ncias do sinal em estudo. Mateus diz que Jesus \u201cordenou\u201d que os disc\u00edpulos entrassem no barco e passassem para a outra banda do mar, enquanto despedia a multid\u00e3o (Mt 14.22). Marcos usa uma express\u00e3o que revela mais incisividade: Jesus \u201cobrigou os seus disc\u00edpulos a subir para o barco\u201d (Mc 6.45). Isso mostra que o prop\u00f3sito do Mestre era que os disc\u00edpulos atravessassem, sozinhos, o mar da Galileia. Tanto Mateus quanto Marcos dizem que depois de despedir a multid\u00e3o Jesus subiu ao monte para orar (Mt 14 23; Mc 6.46). Enquanto isso, os disc\u00edpulos estavam no meio do mar, com o barco \u201ca\u00e7oitado pelas ondas\u201d (Mt 14.24). Para os disc\u00edpulos, o cen\u00e1rio era \u00fanico, e desolador. Estavam enfrentando uma grande tempestade. N\u00e3o s\u00e3o poucos os momentos em que vivemos experi\u00eancias como essa, quando nada h\u00e1 de animador em nosso horizonte. Nossa perspectiva se torna absolutamente negativa. Devemos permanecer firmes, conservando a f\u00e9.<\/li>\n<li><strong> Compreender ou obedecer?\u00a0<\/strong>Em nosso relacionamento com Deus, sempre deve prevalecer a obedi\u00eancia, a despeito de nossa incompreens\u00e3o. Os disc\u00edpulos estavam sob ordem expressa de Jesus. N\u00e3o estavam agindo por vontade pr\u00f3pria. Mas isso n\u00e3o os isentou de enfrentar t\u00e3o grande tempestade. Isso nos leva a refletir sobre a necessidade de sempre obedecer ao nosso Senhor e fazer sua vontade. Saul imaginou que poderia agradar a Deus fazendo sua pr\u00f3pria vontade. Na guerra contra Amaleque, a ordem de Deus era que ferisse a todos e n\u00e3o poupasse nada, incluindo os animais (I Sm 151-3). O jovem rei decidiu poupar parte das ovelhas, vacas e cordeiros (v,9).<\/li>\n<\/ol>\n<p>O argumento era oferec\u00ea-los a Deus em holocausto\u00a0(vv. 20,21). Samuel o repreendeu por isso: \u201cTem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrif\u00edcios como em que se obede\u00e7a \u00e0 palavra do Senhor? Eis que o obedecer \u00e9 melhor do que o sacrificar, e o atender melhor \u00e9 do que a gordura de carneiros\u201d (v. 22). A rejei\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus feita por Saul foi considerada como rebeli\u00e3o, e isso lhe custou muito caro: \u201cPorquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele tamb\u00e9m te rejeitou a ti, para que n\u00e3o sejas rei\u201d (I Sm 15.23). Desse epis\u00f3dio tiramos uma li\u00e7\u00e3o muito importante: o valor da obedi\u00eancia para Deus.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> F\u00e9 e confian\u00e7a.\u00a0<\/strong>Nosso relacionamento com Deus precisa estar fundamentado na f\u00e9 e confian\u00e7a nEle, considerando todos os seus atributos. Sem f\u00e9 \u00e9 imposs\u00edvel agradar a Deus (Hb 11.6). No contexto dessa afirmativa temos o exemplo de homens e mulheres que confiaram em Deus sem qualquer exig\u00eancia; sem informa\u00e7\u00e3o que lhes desse seguran\u00e7a. O exemplo mais eloquente \u00e9 o de Abra\u00e3o, que, \u201csendo chamado, obedeceu, indo para um Lugar que havia de receber por heran\u00e7a; e saiu, sem saber para onde ia\u201d (Hb 11.8). Abra\u00e3o foi provado diversas vezes, culminando com a oferta de Isaque. O patriarca\u00a0obedeceu e ofereceu o pr\u00f3prio filho, considerando que \u201cDeus era poderoso para at\u00e9 dos mortos o ressuscitar\u201d (v. 18). Essa entrega revelou sua profunda confian\u00e7a no Todo Poderoso (Gn 22.12). Deus sempre pede de n\u00f3s ren\u00fancias e entregas, envolvendo diversas \u00e1reas de nossa vida. Confiar nEle e nos entregar \u00e9 sempre o melhor. A abnega\u00e7\u00e3o faz parte da ess\u00eancia da vida crist\u00e3 (Mt 16.24-28; Lc 9.23-26)<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong> CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Servimos a um Deus gracioso e cheio de miseric\u00f3rdia, que sempre quer se relacionar conosco. Para isso, precisamos ter f\u00e9, As mesmas tempestades que exp\u00f5em nossas fraquezas e nosso medo servem para nos aproximar de Jesus e nos fazer conhec\u00ea-lo melhor. Precisamos busc\u00e1-lo mais, numa atitude de profunda humildade, reconhecendo nossas limita\u00e7\u00f5es, Com Ele chegaremos \u00e0 terra firme.<\/p>\n<h3><\/h3>\n<p><strong>Postado por: <\/strong>Pr. Ademilson Braga<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Fonte: <\/strong>Editora CPAD<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EBD \u2013 Jovens &#8211; EDI\u00c7\u00c3O: 59 &#8211; 1\u00ba Trimestre &#8211; Ano: 2022 &#8211; Editora: CPAD LI\u00c7\u00c3O \u2013 08 \u2013 20 de fevereiro de 2022 TEXTO PRINCIPAL \u201cE, tendo navegado uns vinte e cinco ou trinta est\u00e1dios, viram Jesus andando sobre o mar e aproximando-se do barco, e temeram. 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