{"id":5983,"date":"2019-07-03T18:52:16","date_gmt":"2019-07-03T21:52:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=5983"},"modified":"2020-12-23T13:19:31","modified_gmt":"2020-12-23T16:19:31","slug":"o-que-e-a-mordomia-crista","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/o-que-e-a-mordomia-crista\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 a mordomia crist\u00e3"},"content":{"rendered":"<p><strong>LI\u00c7\u00c3O \u2013 366 <\/strong>\u2013 07 de julho de 2019<\/p>\n<p><strong>TEXTO \u00c1UREO<\/strong><\/p>\n<p>\u201cE disse o Senhor: Qual \u00e9, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor p\u00f4s sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ra\u00e7\u00e3o? Bem-aventurado aquele servo a quem o senhor, quando vier, achar fazendo assim.\u201d <strong>(Lc 12.42,43)<\/strong><\/p>\n<p><strong>VERDADE PR\u00c1TICA<\/strong><\/p>\n<p>Deus nos confiou a mordomia dos bens materiais e espirituais; por isso, sejamos vigilantes e zelosos, porque, em breve, Ele nos chamar\u00e1 a prestar contas de tudo quanto recebemos.<\/p>\n<p><strong>LEITURA DI\u00c1RIA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Segunda<\/strong> \u2013 Gn 15.2<\/p>\n<p>Um mordomo de confian\u00e7a<\/p>\n<p><strong>Ter\u00e7a<\/strong> \u2013 I Co 4.1,2<\/p>\n<p>Despenseiros de Cristo<\/p>\n<p><strong>Quarta<\/strong> \u2013 Lc 10.30-37<\/p>\n<p>A mordomia do amor crist\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Quinta<\/strong> \u2013 II Tm 4.7,8<\/p>\n<p>A mordomia da f\u00e9 crist\u00e3<\/p>\n<p><strong>Sexta<\/strong> \u2013 I Cr 29.1<\/p>\n<p>Tudo o que temos vem de Deus<\/p>\n<p><strong>S\u00e1bado<\/strong> \u2013 Mt 6.20<\/p>\n<p>Ajuntando tesouros no c\u00e9u<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Neste trimestre, estudaremos a Mordomia Crist\u00e3. Ela prioriza os bens espirituais e materiais que o Criador nos delegou. Nesta li\u00e7\u00e3o, denominamos \u201cbens espirituais\u201d os recursos e os meios confiados por Deus \u00e0 Igreja. Quanto aos \u201cbens materiais\u201d, s\u00e3o estes os recursos naturais e sociais que desfrutamos no mundo. Assim, veremos que o Pai levantou a Igreja para cuidar dos seus interesses na Terra.<\/p>\n<p><strong>I \u2013 CONCEITOS DE MORDOMIA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mordomo. <\/strong>A palavra vem do latim, <em>major domu<\/em>, e significa \u201co criado maior da casa\u201d, \u201cadministrador dos bens de uma casa\u201d, \u201cec\u00f4nomo\u201d (Dicion\u00e1rio Aur\u00e9lio).<\/p>\n<p>Na B\u00edblia, a fun\u00e7\u00e3o aparece diversas vezes como \u201cencarregado administrativo dos bens de um grande propriet\u00e1rio de terras\u201d. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento essa fun\u00e7\u00e3o corresponde \u00e0 de um administrador. Portanto, n\u00f3s somos mordomos de Deus e, \u00e0 luz do Novo Testamento, os l\u00edderes espirituais t\u00eam maior responsabilidade perante o Senhor da Igreja (Lc 12.48).<\/p>\n<p><strong>Mordomia.<\/strong> A palavra significa \u201ccargo ou of\u00edcio do mordomo; mordomado\u201d. Sua origem est\u00e1 no termo grego <em>oikonomia<\/em> e, por isso, a encontramos em alguns textos do Novo Testamento, como na \u201cPar\u00e1bola do mordomo infiel\u201d (Lc 16.2-4). Na B\u00edblia, mordomia diz respeito a todo servi\u00e7o que o crente realiza para Deus e o seu comportamento diante do Pai e dos homens. \u00c9 a administra\u00e7\u00e3o dos bens espirituais e materiais, tanto no aspecto individual quanto no coletivo do ser humano. Assim, nossas faculdades espirituais, emocionais e f\u00edsicas s\u00e3o o objeto da Mordomia Crist\u00e3. Por isso, esta mordomia est\u00e1 ligada ao ensino da Palavra de Deus.<\/p>\n<p><strong>II \u2013 A MORDOMIA ESPIRITUAL DO CRIST\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>A mordomia do amor crist\u00e3o.<\/strong> A mordomia crist\u00e3 deve dar grande valor \u00e0 pr\u00e1tica do amor. Certa vez, um fariseu resolveu testar Jesus quanto \u00e0 sua vis\u00e3o sobre os mandamentos da lei de Mois\u00e9s. Ele conhecia bem os dez mandamentos. Abordando Jesus, indagou-lhe: \u201cMestre, qual \u00e9 o grande mandamento da lei?\u201d (Mt 22.36). E Jesus respondeu-lhe de maneira s\u00e1bia, serena, e consistente:<\/p>\n<p><em>1.1. \u201cAmar\u00e1s o Senhor, teu Deus, de todo o teu cora\u00e7\u00e3o\u201d (22.37)<\/em>. Nosso Senhor n\u00e3o aceita dominar apenas uma parte do nosso cora\u00e7\u00e3o; Ele o requer por completo. Quanto a isso, Ele nunca fez concess\u00f5es: \u201cQuem n\u00e3o \u00e9 comigo \u00e9 contra mim; e quem comigo n\u00e3o ajunta espalha\u201d (Mt 12.30<a href=\"Mt.12.30\">)<\/a>.<\/p>\n<p><em>1.2. \u201cDe toda a tua alma e de todo o teu pensamento\u201d (v.37)<\/em>. Aqui, o Senhor Jesus enfatizou que, al\u00e9m de todo o cora\u00e7\u00e3o, o primeiro mandamento exige toda a alma e todo o pensamento de uma pessoa. Essa \u00e9 a base b\u00edblico-doutrin\u00e1ria para dizer que a Mordomia Crist\u00e3 valoriza a interioridade do crente. Logo, absolutamente tudo no interior do crist\u00e3o \u2013 cora\u00e7\u00e3o, alma e pensamento \u2013 deve estar voltado para Deus, que \u00e9 o centro de todas as coisas.<\/p>\n<p><em>1.3. \u201cAmar\u00e1s o teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo\u201d (22.38). <\/em>O segundo mandamento enfatiza que, na medida em que amamos a Deus de todo cora\u00e7\u00e3o, alma e pensamento, devemos amar o pr\u00f3ximo como a n\u00f3s mesmos. Tal mandamento \u00e9 relevante para a nossa mordomia, pois no mundo atual, sem qualquer ran\u00e7o pessimista, pode-se ver que o desamor \u00e9 a t\u00f4nica entre pessoas, fam\u00edlias, pa\u00edses e, at\u00e9 mesmo, entre alguns que se dizem crist\u00e3os.<\/p>\n<p><em>1.4. Quem \u00e9 o pr\u00f3ximo?<\/em> Esta foi a grande pergunta feita por Jesus ap\u00f3s contar a par\u00e1bola do Bom Samaritano ao doutor da lei (Lc 10.30-37). O nosso pr\u00f3ximo \u00e9 um familiar: esposo, esposa, pai e filho, irm\u00e3o, primo, sobrinho, etc. \u00c9 o nosso irm\u00e3o em Cristo, o nosso vizinho, o professor, o colega de trabalho, o carente ou o socialmente exclu\u00eddo. Assim, o mandamento revela o objeto da nossa mordomia de amor: fazer o bem ao pr\u00f3ximo de forma concreta, com obras que revelam a nossa f\u00e9 (Tg 2.14-17).<\/p>\n<p><strong>A mordomia da f\u00e9 crist\u00e3.<\/strong> A palavra f\u00e9 (gr. <em>pistis<\/em>; lat.<em> fides<\/em>) traz a ideia de confian\u00e7a que depositamos em todas provid\u00eancias de Deus. Mas a melhor defini\u00e7\u00e3o de f\u00e9 foi enunciada pelo autor da Ep\u00edstola aos Hebreus, ao descrev\u00ea-la com profunda inspira\u00e7\u00e3o divina: \u201cOra, a f\u00e9 \u00e9 o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se n\u00e3o veem\u201d (Hb 11.1). Aqui, h\u00e1 tr\u00eas caracter\u00edsticas essenciais \u00e0 f\u00e9: (1) Ela \u00e9 o fundamento ou base para a confian\u00e7a em Deus; (2) Ela envolve a esperan\u00e7a ou expectativa segura do que se espera da parte de Deus; (3) Ela \u00e9 \u201ca prova das coisas que n\u00e3o se veem\u201d, mas s\u00e3o esperadas por uma convic\u00e7\u00e3o antecipada.<\/p>\n<p><strong>A f\u00e9 como patrim\u00f4nio espiritual. <\/strong>A f\u00e9 crist\u00e3 \u00e9 o dep\u00f3sito espiritual acumulado durante toda vida do crente. \u00c9 o nosso patrim\u00f4nio espiritual, de valor e virtudes inestim\u00e1veis. Essa f\u00e9 que o crente foi estimulado a guardar para n\u00e3o perder a \u201ccoroa\u201d (Ap 3.11<a href=\"Ap.3.11\">)<\/a>. Ao escrever ao jovem disc\u00edpulo, Tim\u00f3teo, e j\u00e1 pr\u00f3ximo da morte, o ap\u00f3stolo Paulo disse: \u201cCombati o bom combate, acabei a carreira, guardei a f\u00e9. Desde agora, a coroa da justi\u00e7a me est\u00e1 guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dar\u00e1 naquele Dia; e n\u00e3o somente a mim, mas tamb\u00e9m a todos os que amarem a sua vinda\u201d (II Tm 4.7,8). Querido irm\u00e3o, prezada irm\u00e3, guarde sua f\u00e9!<\/p>\n<p><strong>III \u2013 A MORDOMIA DOS BENS MATERIAIS<\/strong><\/p>\n<p><strong>O crist\u00e3o e as finan\u00e7as. <\/strong>Na mordomia dos bens materiais, o crist\u00e3o deve trabalhar honestamente para garantir sua sobreviv\u00eancia financeira. Desde o G\u00eanesis, ap\u00f3s a Queda, o homem emprega esfor\u00e7os, com \u201co suor\u201d de seu rosto (Gn 3.19), para obter os bens de que necessita. Isso \u00e9 feito de maneira constante (I Ts 4.11). Nesse aspecto, a pregui\u00e7a \u00e9 um pecado intoler\u00e1vel diante de Deus. Assim, Ele exorta ao pregui\u00e7oso que aprenda com as formigas, pois estas trabalham no ver\u00e3o para garantir o mantimento no inverno (Pv 6.6,9; 10.26).<\/p>\n<p><strong>O crist\u00e3o e as riquezas.<\/strong> Deus n\u00e3o demoniza a riqueza nem diviniza a pobreza. Mas o crist\u00e3o n\u00e3o deve recorrer aos meios ou pr\u00e1ticas il\u00edcitas de ganhar dinheiro, como o bingo, a rifa, as loterias e outras formas \u201cf\u00e1ceis\u201d de buscar riquezas (Pv 28.20).<\/p>\n<p>A B\u00edblia mostra que a avareza \u00e9 a idolatria ao dinheiro, ou seja, uma compuls\u00e3o para enriquecer a qualquer custo. \u00c9 uma escravid\u00e3o ao vil metal. Sobre isso as Escrituras tamb\u00e9m asseveram: \u201cPorque o amor do dinheiro \u00e9 a raiz de toda esp\u00e9cie de males; e nessa cobi\u00e7a alguns se desviaram da f\u00e9 e se traspassaram a si mesmos com muitas dores\u201d (I Tm 6.10).<\/p>\n<p>E Jesus ensinou: \u201cAcautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer n\u00e3o consiste na abund\u00e2ncia do que possui\u201d (Lc 12.15). E tamb\u00e9m ratificou: \u201cMas ajuntai tesouros no c\u00e9u, onde nem a tra\u00e7a nem a ferrugem consomem, e onde os ladr\u00f5es n\u00e3o minam, nem roubam\u201d (Mt 6.20).<\/p>\n<p><strong>O crist\u00e3o e a contribui\u00e7\u00e3o para a igreja.<\/strong> Na igreja local h\u00e1 v\u00e1rias maneiras pelas quais o crist\u00e3o pode e deve contribuir para a expans\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da Obra do Senhor. Essa contribui\u00e7\u00e3o deve ser feita atrav\u00e9s dos d\u00edzimos e das ofertas volunt\u00e1rias (cf. Ml 3.8-12). Jesus reiterou a necessidade da contribui\u00e7\u00e3o com os d\u00edzimos, repreendendo a hipocrisia dos fariseus (Mt 23.23), pois h\u00e1 in\u00fameras necessidades da igreja que requerem as contribui\u00e7\u00f5es dos fi\u00e9is.<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Somos mordomos dos bens espirituais e materiais concedidos por Deus \u00e0 sua Igreja. Se realizarmos nossa mordomia para a gl\u00f3ria de Deus, com gratid\u00e3o pelos bens adquiridos, seremos recompensados pelo Senhor. Usemos os recursos que Deus nos concedeu como verdadeiros mordomos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tudo o que temos vem do Senhor!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Postado por: <\/strong>Pr. Ademilson Braga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LI\u00c7\u00c3O \u2013 366 \u2013 07 de julho de 2019 TEXTO \u00c1UREO \u201cE disse o Senhor: Qual \u00e9, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor p\u00f4s sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ra\u00e7\u00e3o? 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