{"id":5705,"date":"2019-02-14T19:40:34","date_gmt":"2019-02-14T22:40:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=5705"},"modified":"2020-12-23T13:19:49","modified_gmt":"2020-12-23T16:19:49","slug":"tentacao-a-batalha-por-nossas-escolhas-e-atitudes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/tentacao-a-batalha-por-nossas-escolhas-e-atitudes\/","title":{"rendered":"Tenta\u00e7\u00e3o \u2014 A batalha por nossas escolhas e atitudes"},"content":{"rendered":"<p><strong>LI\u00c7\u00c3O \u2013 346 <\/strong>\u2013 17 de fevereiro de 2019<\/p>\n<p><strong>TEXTO \u00c1UREO<\/strong><\/p>\n<p>\u201cPorque tudo o que h\u00e1 no mundo, a concupisc\u00eancia da carne, a concupisc\u00eancia dos olhos e a soberba da vida, n\u00e3o \u00e9 do Pai, mas do mundo \u201d<strong> (IJo 2.16).<\/strong><\/p>\n<p><strong>VERDADE PR\u00c1TICA<\/strong><\/p>\n<p>A tenta\u00e7\u00e3o no sentido religioso \u00e9 a atra\u00e7\u00e3o ou sedu\u00e7\u00e3o para praticar o mal tendo por recompensa prazeres ou lucros il\u00edcitos.<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O\u00a0<\/strong><br \/>\nH\u00e1 certo paralelismo entre os quarenta anos da peregrina\u00e7\u00e3o de Israel no deserto e os quarenta dias e as quarenta noites em que o Senhor Jesus jejuou no lugar ermo. A diferen\u00e7a \u00e9 que Israel n\u00e3o passou no teste, e Jesus foi o vitorioso sobre Satan\u00e1s. Esses dois cen\u00e1rios t\u00eam a ver com nossas escolhas e atitudes na jornada de nossa vida espiritual.<\/p>\n<p><strong>I. A TENTA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Os termos \u201ctenta\u00e7\u00e3o\u201d e \u201ctentar\u201d na B\u00edblia aplicam-se tanto no campo secular como no campo religioso. Vamos analisar o assunto partindo dos significados e sentidos dessas palavras, levando em considera\u00e7\u00e3o o contexto das v\u00e1rias passagens b\u00edblicas.<\/p>\n<p><strong>A provoca\u00e7\u00e3o de Refidim. <\/strong>O substantivo \u201ctenta\u00e7\u00e3o\u201d significa literalmente \u201cteste, prova\u00e7\u00e3o, instiga\u00e7\u00e3o\u201d. Na contenda paradigm\u00e1tica de Refidim, no deserto, temos o significado dessa palavra: \u201cE chamou o nome daquele lugar Mass\u00e1 e Merib\u00e1, por causa da contenda dos filhos de Israel, e porque tentaram ao SENHOR, dizendo: Est\u00e1 o SENHOR no meio de n\u00f3s, ou n\u00e3o?\u201d (\u00cax 17.7). O voc\u00e1bulo hebraico mass\u00e1 significa \u201ctenta\u00e7\u00e3o\u201d, e merib\u00e1 quer dizer \u201ccontenda\u201d. Os israelitas estavam testando o pr\u00f3prio Deus. A Septuaginta traduz mass\u00e1 por peirasm\u00f3s, \u201ctenta\u00e7\u00e3o\u201d, a mesma palavra usada no Novo Testamento grego. O enfoque do termo aqui \u00e9 sobre a ideia de instiga\u00e7\u00e3o ou sedu\u00e7\u00e3o para o pecado (Mt 6.13; 26.41).<\/p>\n<p><strong>A experi\u00eancia de Mass\u00e1 e Merib\u00e1. <\/strong>Ningu\u00e9m deve testar a Jav\u00e9, o Deus de Israel, pois o nosso dever \u00e9 obedec\u00ea-lo (Dt 6.16). O que acontece nessa contenda teve a reprova\u00e7\u00e3o divina, de modo que serviu como um paradigma daquilo que n\u00e3o se deve fazer (Sl 95.8,9). Testar Deus \u00e9 questionar sua fidelidade no pacto e duvidar de sua autoridade (Sl 78.41,56). Entendemos que tentar o Criador reflete a nossa descren\u00e7a nEle, e a B\u00edblia \u00e9 contra essa pr\u00e1tica (Is 7.12; At 15.10).<\/p>\n<p><strong>Como um teste. <\/strong>Isso \u00e9 muito comum no Antigo Testamento (IRs 10.1). O exemplo cl\u00e1ssico \u00e9 a passagem do sacrif\u00edcio de Isaque: \u201cE aconteceu, depois destas coisas, que tentou Deus a Abra\u00e3o\u201d (Gn 22.1). A finalidade disso \u00e9 revelar ou desenvolver o nosso car\u00e1ter (\u00cax 20.20; Jo 6.6). O hebraico aqui para \u201ctentou\u201d \u00e9 niss\u00e1, que tem o sentido de testar, experimentar, usado para pesquisas cient\u00edficas hoje em Israel. A Septuaginta traduziu por peirazo, de onde vem o substantivo peirasm\u00f3s, que aparece no Novo Testamento com a mesma ideia de teste: \u201ce puseste \u00e0 prova os que dizem ser ap\u00f3stolos e o n\u00e3o s\u00e3o\u201d (Ap 2.2). O Novo Testamento emprega o termo tamb\u00e9m com ideia de tentativa (At 16.7; 24.6).<\/p>\n<p><strong>II. A TENTA\u00c7\u00c3O DE JESUS<\/strong><\/p>\n<p>A tenta\u00e7\u00e3o de Jesus no deserto \u00e9 o primeiro acontecimento registrado de sua hist\u00f3ria depois do batismo por Jo\u00e3o Batista no rio Jord\u00e3o. Era de se esperar que aquele que veio \u201cpara desfazer as obras do diabo\u201d (IJo 3.8) enfrentasse a rea\u00e7\u00e3o de Satan\u00e1s. O Inimigo de nossa alma decide lutar por sua causa. \u00c9 que a chegada do Salvador alvoro\u00e7ou todo o reino das trevas.<\/p>\n<p><strong>Levado ao deserto (v.1). <\/strong>O deserto \u00e9 um lugar onde os seres humanos percebem a grandeza de Deus e a fragilidade humana; \u00e9 um lugar de profundo sil\u00eancio para medita\u00e7\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o, onde h\u00e1 vastid\u00e3o de espa\u00e7o para ouvir a voz de Deus. Foi no deserto que grandes homens de Deus foram preparados para o servi\u00e7o sagrado, como Mois\u00e9s (At 7.30-33) e Elias (IRs 19.4-10). O termo \u201cdeserto\u201d nessa passagem n\u00e3o \u00e9 suficiente para determinar o lugar exato em que Jesus suportou os quarenta dias de jejum e tenta\u00e7\u00f5es. Mas h\u00e1 concord\u00e2ncia entre muitos estudiosos de que se trata de uma parte despovoada da Judeia, onde Jo\u00e3o Batista iniciou o seu minist\u00e9rio. A tradi\u00e7\u00e3o posterior indica o monte da Quarentena a oeste de Jeric\u00f3, onde foi constru\u00edda na encosta da montanha uma igreja no s\u00e9culo VI.<\/p>\n<p><strong>Sobre o jejum de Jesus (v.1). <\/strong>Segundo a narrativa de Mateus, Jesus jejuou \u201cquarenta dias e quarenta noites, depois teve fome\u201d. S\u00f3 mais dois personagens b\u00edblicos praticaram um jejum t\u00e3o prolongado de quarenta dias, Mois\u00e9s e Elias, mas isso aconteceu em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas (\u00cax 34.28; Dt 9.9,11; IRs 19.8). Isso mostra que esse tipo de jejum (quarenta dias e quarenta noites) n\u00e3o \u00e9 doutrina da Igreja. Lucas afirma que Jesus, \u201cnaqueles dias, n\u00e3o comeu coisa alguma, e, terminados eles, teve fome\u201d (Lc 4.2). O verbo grego, nesteuou, \u201cjejuar\u201d, significa literalmente \u201cabster-se de alimento\u201d.<\/p>\n<p><strong>Como a tenta\u00e7\u00e3o aconteceu (v.3a). <\/strong>Est\u00e1 claro que Satan\u00e1s se apresentou a Jesus de forma vis\u00edvel, mas os detalhes s\u00e3o desconhecidos. Essa tenta\u00e7\u00e3o foi literal, e isso se evidencia pelos detalhes da pr\u00f3pria narrativa. Rejeitamos, pois, a ideia de uma tenta\u00e7\u00e3o subjetiva, simb\u00f3lica ou vision\u00e1ria. Com certeza, Jesus mesmo contou essa experi\u00eancia aos seus disc\u00edpulos.<\/p>\n<p><strong>III. A TR\u00cdPLICE TENTA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Mateus e Lucas registraram as tr\u00eas \u00faltimas investidas de Satan\u00e1s contra Jesus, e elas foram o \u00e1pice dessas tenta\u00e7\u00f5es. Na verdade, Jesus foi tentado em todos os quarenta dias: \u201cquarenta dias foi tentado pelo diabo\u201d (Lc 4.2). E continuou sendo tentado durante todo o tempo de seu minist\u00e9rio (Lc 22.28; Hb 4.15).<\/p>\n<p><strong>A primeira das tr\u00eas \u00faltimas tenta\u00e7\u00f5es (v.3b). <\/strong>O objetivo dessa investida diab\u00f3lica era incitar Jesus a usar seus poderes em benef\u00edcio pr\u00f3prio. A declara\u00e7\u00e3o p\u00fablica do pr\u00f3prio Deus a respeito de Jesus, \u201cEste \u00e9 o meu Filho amado, em quem me comprazo\u201d (Mt 3.17), indica que isso era do conhecimento de Satan\u00e1s. Mas, mesmo assim, ele desafiou Jesus quanto \u00e0 sua identidade: \u201cSe tu \u00e9s o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em p\u00e3es\u201d. \u00c0 semelhan\u00e7a de Eva, esse pecado consistia em satisfazer o apetite f\u00edsico com algo lhe fora proibido.<\/p>\n<p><strong>A segunda tenta\u00e7\u00e3o (v.5). <\/strong>Aqui, o objetivo de Satan\u00e1s \u00e9 induzir o Senhor Jesus a tentar o Pai e persuadi-lo a um ato de vaidade. A \u201cCidade Santa\u201d, para onde Jesus foi transportado, \u00e9 Jerusal\u00e9m (Ne 11.1; Is 52.1). Satan\u00e1s incita Jesus a jogar-se do pin\u00e1culo do templo abaixo usando o texto de Salmos 91.11,12. Essa passagem refere-se a algu\u00e9m que confia em Deus e, por isso mesmo, ao pr\u00f3prio Senhor Jesus. Ter a prote\u00e7\u00e3o divina, conforme as promessas desse salmo, \u00e9 muito diferente de tentar a Deus. A proposta de Satan\u00e1s era para Jesus testar Deus, algo que as Escrituras pro\u00edbem (\u00cax 17.2-7).<\/p>\n<p><strong>A terceira tenta\u00e7\u00e3o (v.8). <\/strong>Esse \u00faltimo ataque consistia em induzir Jesus a se apoderar do dom\u00ednio do mundo por meios il\u00edcitos. Como disse um grande comentarista dos Evangelhos: \u201cA concess\u00e3o era pequena; a oferta, grande\u201d. Teria Satan\u00e1s o controle do mundo a ponto de oferec\u00ea-lo a quem desejasse? Jesus n\u00e3o discutiu sobre essa reivindica\u00e7\u00e3o do Diabo. O Novo Testamento mostra que Satan\u00e1s \u00e9 \u201co deus deste s\u00e9culo\u201d (IICo 4.4); \u201co pr\u00edncipe das potestades do ar\u201d (Ef 2.2); \u201cos pr\u00edncipes das trevas deste s\u00e9culo, [\u2026] as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais\u201d (Ef 6.12) e \u201ctodo o mundo est\u00e1 no Maligno\u201d (IJo 5.19). Mas Satan\u00e1s n\u00e3o tem nada para ningu\u00e9m; tudo n\u00e3o passa de mera apar\u00eancia e engano.<\/p>\n<p><strong>Respostas de Jesus.<\/strong> O ataque diab\u00f3lico foi nas \u00e1reas mais sens\u00edveis do ser humano: \u201ca concupisc\u00eancia da carne, a concupisc\u00eancia dos olhos e a soberba da vida\u201d (IJo 2.16). Mesmo com toda a sua habilidade maligna, foi grande e devastadora a derrota de Satan\u00e1s (v.11). Ele foi vencido pelo poder da Palavra de Deus: \u201cest\u00e1 escrito, est\u00e1 escrito e est\u00e1 escrito\u201d. Jesus citou tr\u00eas passagens do Pentateuco (Dt 6.13,16; 8.3). Assim, o grande conquistador, o Senhor Jesus Cristo, pode simpatizar com os que s\u00e3o tentados, pois Ele mesmo foi tentado de maneira real. Podemos nos consolar porque temos um Protetor no c\u00e9u que \u00e9 capaz de se compadecer de nossas fraquezas (Hb 4.15).<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><br \/>\nDiante dos fatos aqui expostos, aprendemos a n\u00e3o subestimar a for\u00e7a e os ardis de Satan\u00e1s e seus dem\u00f4nios, pois ele ousou tentar o pr\u00f3prio Filho de Deus. Ad\u00e3o foi testado e n\u00e3o passou no teste (Gn 3.11,12). Da mesma forma, Israel foi reprovado logo no limiar de sua hist\u00f3ria como na\u00e7\u00e3o (Dt 9.12). Mas Jesus foi aprovado, gl\u00f3ria a Deus! (At 2.22).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Postado por: <\/strong>Pr. Ademilson Braga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LI\u00c7\u00c3O \u2013 346 \u2013 17 de fevereiro de 2019 TEXTO \u00c1UREO \u201cPorque tudo o que h\u00e1 no mundo, a concupisc\u00eancia da carne, a concupisc\u00eancia dos olhos e a soberba da vida, n\u00e3o \u00e9 do Pai, mas do mundo \u201d (IJo 2.16). 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