{"id":5671,"date":"2018-12-22T11:00:09","date_gmt":"2018-12-22T14:00:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=5671"},"modified":"2020-12-23T13:20:08","modified_gmt":"2020-12-23T16:20:08","slug":"esperando-mas-trabalhando-no-reino-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/esperando-mas-trabalhando-no-reino-de-deus\/","title":{"rendered":"Esperando, mas trabalhando no Reino de Deus"},"content":{"rendered":"<p><strong>LI\u00c7\u00c3O \u2013 338 <\/strong>\u2013 23 de dezembro de 2018<\/p>\n<p><strong>TEXTO \u00c1UREO<\/strong><\/p>\n<p>\u201cCada um administre aos outros o dom com o recebeu, como bons despenseiros da multiforme gra\u00e7a de Deus\u201d<strong> (I Pe 4.10).<\/strong><\/p>\n<p><strong>VERDADE PR\u00c1TICA<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto vigilantes aguardamos a volta de Cristo, devemos trabalhar diligentemente na causa do Mestre.<\/p>\n<p><strong>LEITURA DI\u00c1RIA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Segunda \u2013 Lc 10.17-19<\/strong><\/p>\n<p>Jesus deu poder \u00e0 sua Igreja para subjugar os dem\u00f4nios<\/p>\n<p><strong>Ter\u00e7a \u2013 At 13.9-11<\/strong><\/p>\n<p>A prega\u00e7\u00e3o do Evangelho \u00e9 a declara\u00e7\u00e3o de guerra contra o reino das trevas<\/p>\n<p><strong>Quarta \u2013 At 16.16-18<\/strong><\/p>\n<p>Devemos nos precaver contra as manifesta\u00e7\u00f5es malignas<\/p>\n<p><strong>Quinta \u2013 II Co 10.4<\/strong><\/p>\n<p>As armas da nossa mil\u00edcia s\u00e3o espirituais e poderosas em Deus<\/p>\n<p><strong>Sexta \u2013 Ef 6.13<\/strong><\/p>\n<p>Podemos, com ajuda do Senhor, resistir ao mal e continuar firme<\/p>\n<p><strong>S\u00e1bado \u2013 Tg 4.7<\/strong><\/p>\n<p>Duas coisas importantes: submiss\u00e3o a Deus e resist\u00eancia ao Diabo<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A par\u00e1bola dos talentos retrata um senhor que viaja para fora do pa\u00eds e deixa suas posses sob a responsabilidade de seus servos. Enquanto ele estiver ausente, os servos dever\u00e3o negociar os seus bens para obter lucro. No dia que o senhor voltar, eles dever\u00e3o prestar contas. A refer\u00eancia sobre o longo tempo de dura\u00e7\u00e3o da viagem (Mt 25.19) desperta a quest\u00e3o a saber quem estar\u00e1 pronto para o retorno do senhor.<\/p>\n<p>Assim, uma das grandes li\u00e7\u00f5es da par\u00e1bola dos talentos est\u00e1 na import\u00e2ncia de se \u201cremir\u201d o tempo, de maneira s\u00e1bia, antes que Cristo volte. N\u00e3o se trata de uma espera desinteressada, pois exige de cada um de n\u00f3s, seus servos, que levemos adiante a tarefa de cuidar dos \u201cbens\u201d e tiremos o m\u00e1ximo proveito da oportunidade que nos foi confiada. Estar preparado para a volta de Jesus significa tamb\u00e9m comprometer-se com a tarefa que nos foi designada pelo Senhor (Lc 19.13b).<\/p>\n<p><strong>I. INTERPRETA\u00c7\u00c3O DA PAR\u00c1BOLA DOS DEZ TALENTOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>O contexto da par\u00e1bola. <\/strong>A maioria dos estudiosos enfrenta dificuldade para explicar o contexto da par\u00e1bola dos talentos, pois se trata de uma narrativa que exp\u00f5e uma realidade econ\u00f4mica muito distinta da nossa. Um ou outro arriscou uma explica\u00e7\u00e3o dizendo que o procedimento adotado pelo senhor da par\u00e1bola era uma das formas que as pessoas de posse adotavam quando se ausentavam por um longo per\u00edodo de tempo. No entanto, tal explica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o mais importante, e sim a sua mensagem.<\/p>\n<p><strong>Conhecendo o sistema financeiro da \u00e9poca. <\/strong>Os estudiosos destacam ainda que embora Jesus usasse, via de regra, em suas par\u00e1bolas, imagens da vida no campo, dos trabalhadores bra\u00e7ais e at\u00e9 da fam\u00edlia, nesta o Senhor tomou exemplos do sistema financeiro, pelo fato de que, naquela \u00e9poca, tal sistema era um assunto corriqueiro e criticado entre as pessoas. Assim, ainda que elas n\u00e3o tivessem posses e fossem pobres, sabiam desse sistema e entendiam tamb\u00e9m que as pessoas que tinham muito dinheiro eram as que possu\u00edam maiores condi\u00e7\u00f5es de multiplicar seus bens. Uma vez que desde sempre os juros de empr\u00e9stimos s\u00e3o elevados, certamente talvez, por isso, os servos bons e fi\u00e9is tenham atuado, eles mesmos, como banqueiros, emprestando o dinheiro a altos juros e realizando grandes neg\u00f3cios (v.27).<\/p>\n<p><strong>A motiva\u00e7\u00e3o e o significado da par\u00e1bola. <\/strong>Pelo contexto escatol\u00f3gico em que foi contada, muito provavelmente a par\u00e1bola dos talentos tem como finalidade retratar o per\u00edodo que abrange desde a ascens\u00e3o de Jesus at\u00e9 sua segunda vinda e foi dirigida aos seus disc\u00edpulos com o objetivo de alert\u00e1-los a ter uma vida pautada nos valores do Evangelho (Mt 25.13-15). O homem rico a quem os servos se referiram como \u201csenhor\u201d que iria partir \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o do Senhor Jesus Cristo. A viagem a um pa\u00eds distante se refere \u00e0 sua partida para o c\u00e9u, ap\u00f3s a sua ascens\u00e3o. Os servos eram, inicialmente, os doze disc\u00edpulos a quem Jesus dirigiu a par\u00e1bola, e num sentido mais amplo, refere-se a todas as pessoas nascidas de novo. Os talentos s\u00e3o os dons que o Senhor entregou aos seus servos. Inclusive, a nossa palavra \u201ctalento\u201d, com o sentido que conhecemos, vem desse uso que o Mestre fez da express\u00e3o. A volta do senhor dos talentos seria o equivalente \u00e0 segunda vinda de Cristo, enquanto a recompensa, ou o castigo, seriam uma representa\u00e7\u00e3o do destino dos salvos e dos n\u00e3o-salvos (vv.20-27). A aprova\u00e7\u00e3o elogiosa que o senhor fez aos servos, no seu retorno, refere-se aos galard\u00f5es que se podem esperar do julgamento das obras no Tribunal de Cristo (2Co 5.10). J\u00e1 a condena\u00e7\u00e3o do servo que negligenciou sua responsabilidade em rela\u00e7\u00e3o ao talento, \u00e9 uma advert\u00eancia contra o n\u00e3o uso, ou o uso indevido dos dons (vv.28-30 cf. Mt 7.21-23).<\/p>\n<p><strong>II. USANDO A NOSSA CAPACIDADE PARA O REINO DE DEUS<\/strong><\/p>\n<p><strong>O Senhor reparte seus talentos segundo a nossa capacidade. <\/strong>A par\u00e1bola dos talentos nos ensina uma grande verdade sobre o nosso potencial, isto \u00e9, a aptid\u00e3o e a possibilidade que cada um possui de realizar uma tarefa. Por isso, o texto fala que a quantidade de talentos foi repartida \u201ca cada um segundo a sua capacidade\u201d (v.15). Deus n\u00e3o concede um talento a uma pessoa sem que esta tenha condi\u00e7\u00f5es de desenvolver e nem requer de algu\u00e9m uma tarefa para a qual n\u00e3o a tenha chamado. Qual \u00e9 o seu talento? Qual \u00e9 a sua capacidade? Contente-se com o seu talento, pois voc\u00ea o recebeu do Senhor de acordo com a sua capacidade. A esse respeito, a par\u00e1bola mostra a diferen\u00e7a de responsabilidade, pois diferimos uns dos outros na quantidade de dons recebidos. Note que, apesar de os servos terem recebido uma quantidade diferente de talentos, que foram distribu\u00eddos de acordo com a capacidade pessoal de cada um, a recompensa pela dedica\u00e7\u00e3o de cada um deles \u00e0 tarefa foi igual.<\/p>\n<p><strong>A capacita\u00e7\u00e3o do homem por Deus. <\/strong>Desde o livro de \u00caxodo, a B\u00edblia apresenta o agir de Deus na vida de homens com a finalidade de capacit\u00e1-los para o exerc\u00edcio de uma atividade (35.30-35). O texto fala da capacita\u00e7\u00e3o divina a Bezalel e a Aoliabe, dizendo que Deus lhes deu habilidade para fazerem trabalhos manuais e engenhosos espec\u00edficos, al\u00e9m de capacidade para criar \u201cinven\u00e7\u00f5es\u201d. Diante da grande tarefa que tinha diante de si em liderar o povo de Deus, apesar de ter sido escolhido para desempenhar tal papel, Salom\u00e3o pede ao Senhor que lhe d\u00ea sabedoria (IRs 3.6-9). Assim tamb\u00e9m o ap\u00f3stolo Paulo reconhece, de forma humilde, que n\u00e3o somos \u201ccapazes, por n\u00f3s, de pensar alguma coisa, como de n\u00f3s mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus\u201d (IICo 3.5). Esta \u00e9 a atitude que se espera de quem realmente tem um chamado da parte de Deus: Reconhecer que a nossa capacidade vem de Deus.<\/p>\n<p><strong>O acerto de contas. <\/strong>A responsabilidade de desempenhar uma miss\u00e3o na obra de Deus \u00e9 de tal envergadura que a par\u00e1bola que estamos estudando fala do acerto de contas dos servos de Deus, com o seu Senhor, e mostra algumas verdades interessantes. Entre elas a de que os homens podem at\u00e9 receber dons desiguais, mas devem desenvolv\u00ea-los e entreg\u00e1-los com a mesma dilig\u00eancia, pois os que fizerem a vontade do seu senhor receber\u00e3o a mesma remunera\u00e7\u00e3o (vv.21,23). De igual forma, o negligente, independentemente do quanto recebeu, pela sua maneira de lidar com o talento, tamb\u00e9m ser\u00e1 punido (vv.28,30).<\/p>\n<p><strong>III. TRABALHANDO AT\u00c9 O SENHOR VOLTAR<\/strong><\/p>\n<p><strong>Usando os talentos segundo a nossa capacidade. <\/strong>Assim como a distribui\u00e7\u00e3o dos bens foi proporcional \u00e0 capacidade de cada um dos servos, de igual maneira, espera-se que a sua utiliza\u00e7\u00e3o obede\u00e7a \u00e0 mesma regra, ou seja, os talentos devem ser usados de acordo com a capacidade de cada um. A respeito do trabalho com a expans\u00e3o do Reino de Deus, o Senhor reparte talentos segundo a nossa capacidade e os requer na mesma medida, pois \u201ca qualquer que muito for dado, muito se lhe pedir\u00e1, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedir\u00e1\u201d (Lc 12.48b). Cientes de sua obriga\u00e7\u00e3o, os dois primeiros servos, n\u00e3o sabendo quanto tempo o seu senhor estaria ausente, t\u00e3o logo ele se foi, come\u00e7aram a negociar imediatamente e empregaram seus talentos, ou seja, eles negociaram e n\u00e3o descansaram enquanto n\u00e3o dobraram o que tinham recebido (vv.20,22). Em ambos os casos os talentos foram devidamente empregados. Se o servo que recebera um talento tivesse feito o mesmo, certamente o seu desempenho seria semelhante (vv.26,27).<\/p>\n<p><strong>A advert\u00eancia de que haver\u00e1 uma presta\u00e7\u00e3o de contas. <\/strong>Por mais que tenha demorado, \u201co senhor daqueles servos\u201d voltou e chamou-os para ajustar \u201ccontas com eles\u201d (v.19). De modo semelhante, Cristo n\u00e3o nos chamou para que fiquemos ociosos, pois Ele chamar\u00e1 cada um a prestar contas de seu trabalho na obra de Deus (Lc 12.48b; IICo 5.10). A par\u00e1bola nos adverte para o fato de que recebemos algo de Cristo, ou seja, dons e talentos, com a finalidade de trabalharmos para Ele, pois a \u201cmanifesta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito \u00e9 dada a cada um para o que for \u00fatil\u201d (ICo 12.7). \u00c9 necess\u00e1rio atentar para esta verdade, pois o dia de prestar contas chegar\u00e1 e todos seremos examinados.<\/p>\n<p><strong>Recompensa no Tribunal de Cristo. <\/strong>Al\u00e9m de ser uma responsabilidade, trabalhar no Reino de Deus \u00e9 um privil\u00e9gio. Os elogios que o senhor fez aos servos no seu retorno (vv.21,23) lembram dos galard\u00f5es que, como seus servos, podemos esperar no dia do julgamento de nossas obras no Tribunal de Cristo (ICo 3.12-15 cf. IICo 5.10). Alegremo-nos com essa verdade.<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Uma vez que Jesus n\u00e3o estabeleceu uma data para a sua volta, Ele pode vir a qualquer momento (Mt 24.36; Mc 13.32; At 1.7). Todavia, sempre h\u00e1 tempo suficiente, antes que Cristo venha, para que os que forem servos bons e fi\u00e9is dupliquem os talentos que o Senhor lhes confiou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Postado por: <\/strong>Pr. Ademilson Braga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LI\u00c7\u00c3O \u2013 338 \u2013 23 de dezembro de 2018 TEXTO \u00c1UREO \u201cCada um administre aos outros o dom com o recebeu, como bons despenseiros da multiforme gra\u00e7a de Deus\u201d (I Pe 4.10). VERDADE PR\u00c1TICA Enquanto vigilantes aguardamos a volta de Cristo, devemos trabalhar diligentemente na causa do Mestre. 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