{"id":5652,"date":"2018-11-18T13:22:31","date_gmt":"2018-11-18T16:22:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=5652"},"modified":"2020-12-23T13:20:08","modified_gmt":"2020-12-23T16:20:08","slug":"perdoamos-porque-fomos-perdoados","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/perdoamos-porque-fomos-perdoados\/","title":{"rendered":"Perdoamos porque fomos perdoados"},"content":{"rendered":"<p><strong>LI\u00c7\u00c3O \u2013 333 <\/strong>\u2013 18 de novembro de 2018<\/p>\n<p><strong>TEXTO \u00c1UREO<\/strong><\/p>\n<p>\u201cAssim vos far\u00e1 tamb\u00e9m meu Pai celestial, se do cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o perdoardes, cada um a seu irm\u00e3o, as suas ofensas\u201d<strong> (Mt 18.35).<\/strong><\/p>\n<p><strong>VERDADE PR\u00c1TICA<\/strong><\/p>\n<p>Assim como Deus nos perdoa graciosamente, precisamos perdoar aqueles que nos ofendem.<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Essa par\u00e1bola \u00e9 uma daquelas que trata do relacionamento entre os disc\u00edpulos de Cristo, ou seja, como estes devem se comportar no \u00e2mbito do Reino. Apesar de nossas B\u00edblias a intitularem de a \u201cpar\u00e1bola do credor incompassivo\u201d, o que ela ensina, de fato, \u00e9 a forma de lidar com a ofensa e com o perd\u00e3o. Ela mostra a gra\u00e7a e, ao mesmo tempo, a responsabilidade. Se, por um lado, Deus nos perdoa por interm\u00e9dio de sua infinita gra\u00e7a, por outro, temos a responsabilidade de perdoar aqueles que nos ofendem. H\u00e1 quem julgue ser esta uma das par\u00e1bolas menos complexas entre as que foram pronunciadas por Cristo. Ela acaba sendo contada por Jesus por causa de uma pergunta de Pedro a respeito de quantas vezes devemos perdoar nosso irm\u00e3o, e termina dizendo como nosso Pai celestial far\u00e1 conosco, ou seja, uma vez que fomos perdoados, devemos da mesma forma perdoar todos aqueles que nos ofendem.<\/p>\n<p><strong>I. INTERPRETANDO A PAR\u00c1BOLA DO CREDOR INCOMPREENSIVO<\/strong><\/p>\n<p><strong>A nova vida no Reino de Deus. <\/strong>O cap\u00edtulo 18 de Mateus traz os ensinos de Jesus sobre a conduta dos seus disc\u00edpulos como membros da nova comunidade trazida \u00e0 exist\u00eancia por interm\u00e9dio do recebimento de sua mensagem, os disc\u00edpulos do Reino de Deus. O Reino possui valores essencialmente diferentes daqueles que caracterizam as institui\u00e7\u00f5es terrenas e as organiza\u00e7\u00f5es desse mundo. Lembre-se de que nesse reino os humildes s\u00e3o os verdadeiramente grandes (Mt 18.1-4). No Reino de Deus, o \u201cinferior\u201d e mais \u201capagado\u201d s\u00fadito leal ao seu Rei possui valor imensur\u00e1vel. A suprema ofensa na comunidade do Reino \u00e9 quando os mais fortes e dominadores tornam a caminhada de f\u00e9 dos irm\u00e3os mais fracos e mais sens\u00edveis, dif\u00edcil (Mt 18.6,7). De igual modo, mostrar desprezo pelos irm\u00e3os em Cristo \u00e9 algo inaceit\u00e1vel (18.10). Com o objetivo de solidificar ainda mais o ensino desse Reino, Jesus fala sobre o perd\u00e3o, e Pedro, admirado, faz a pergunta e o Senhor ent\u00e3o conta a par\u00e1bola (vv.15-35). Ao longo da hist\u00f3ria da igreja, os int\u00e9rpretes n\u00e3o alegorizaram tanto esta par\u00e1bola quanto o fizeram com as outras. A mensagem que a par\u00e1bola quer transmitir \u00e9 unicamente o perd\u00e3o de Deus e a obrigatoriedade que os homens t\u00eam em perdoar em fun\u00e7\u00e3o de Deus j\u00e1 t\u00ea-los perdoado. Para finalizar, ela adverte a respeito do ju\u00edzo divino sobre aqueles que se negam a faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p><strong>Perd\u00e3o ilimitado. <\/strong>Pedro parece ter se incomodado a respeito do que Jesus havia ensinado acerca do perd\u00e3o no \u00e2mbito do Reino (18.15-20). A pergunta do ap\u00f3stolo parece simples, mas traz um pano de fundo judaico. Pedro quer saber quantas vezes deve perdoar o irm\u00e3o ofensor. Talvez tenha se sentido generoso ao sugerir: \u201cAt\u00e9 sete?\u201d (v.21). Na tradi\u00e7\u00e3o rab\u00ednica, n\u00e3o se exigia que algu\u00e9m perdoasse mais do que tr\u00eas vezes. A resposta do Mestre certamente perturbou a Pedro. Por\u00e9m, \u00e9 preciso lembrar-se de que Jesus est\u00e1 se valendo de uma hip\u00e9rbole, ou seja, n\u00e3o devemos entender tal \u201cn\u00famero\u201d num sentido matem\u00e1tico preciso. Jesus ensina a perdoar quantas vezes forem necess\u00e1rias, mas isso tamb\u00e9m deve ser feito de cora\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, devemos perdoar com liberalidade e sinceridade.<\/p>\n<p><strong>Uma d\u00edvida impag\u00e1vel. <\/strong>Os servos de um rei eram oficiais de alta posi\u00e7\u00e3o a servi\u00e7o do imperador. Alguns deles, muitas vezes, em determinadas ocasi\u00f5es emprestavam grandes somas de dinheiro do tesouro imperial. Nesta par\u00e1bola, a quantia mencionada por Jesus \u00e9, mais uma vez, deliberadamente dada com exagero. \u00c9 uma hip\u00e9rbole que visa tornar mais n\u00edtido o contraste com a segunda d\u00edvida \u2014 \u201ccem dinheiros\u201d. \u00c9 dif\u00edcil achar um equivalente no sistema monet\u00e1rio moderno, mas o Coment\u00e1rio B\u00edblico Beacon compara um talento com cerca de \u201cmil d\u00f3lares americanos\u201d, sendo que \u201cdez mil talentos\u201d (v.24), segundo o mesmo coment\u00e1rio, equivalem ao valor de \u201cdez milh\u00f5es de d\u00f3lares\u201d. Trata-se de uma d\u00edvida impag\u00e1vel. O que Cristo quer ensinar \u00e9 a completa falta de esperan\u00e7a de pagarmos o incomensur\u00e1vel d\u00e9bito que geramos por causa dos nossos pecados, at\u00e9 que eles fossem perdoados gratuitamente por Deus, por interm\u00e9dio da morte do Filho de Deus na cruz do Calv\u00e1rio (Cl 4.13,14).<\/p>\n<p><strong>A recusa em perdoar. <\/strong>Ao voltar-se para o segundo quadro da par\u00e1bola, Jesus diz que um homem, conservo com aquele cujo d\u00e9bito era impag\u00e1vel, devia \u201ccem dinheiros\u201d ao servo cuja d\u00edvida exorbitante junto ao rei fora perdoada (v.27). \u201cCem dinheiros\u201d ou \u201ccem den\u00e1rios\u201d era uma moeda romana. Mais uma vez o Coment\u00e1rio B\u00edblico Beacon faz uma atualiza\u00e7\u00e3o dizendo que o valor equivalia a cerca de \u201cvinte d\u00f3lares americanos\u201d, ou seja, \u201cuma soma insignificante comparada \u00e0quela que o oficial da corte devia ao rei\u201d. Contudo, aquele que teve sua d\u00edvida perdoada agora resolve ser absolutamente incompreensivo. Recusa-se a dar um prazo para que o homem pudesse quitar a d\u00edvida e ainda mandou que o seu servo fosse lan\u00e7ado na pris\u00e3o (vv.28-30). Os demais servos, ao sentirem-se revoltados pela atitude injusta do credor incompreensivo, levaram o assunto at\u00e9 o conhecimento do rei (v.31). O credor acaba ent\u00e3o recebendo o castigo que merece (vv.32-34). Jesus termina com a advert\u00eancia de que Deus far\u00e1 o mesmo quando n\u00e3o perdoarmos cada um de nossos irm\u00e3os que nos ofendem (v.35).<\/p>\n<p><strong>II. EM CRISTO, DEUS PAGOU AS NOSSAS D\u00cdVIDAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nossa d\u00edvida impag\u00e1vel. <\/strong>A Palavra de Deus deixa claro que o sal\u00e1rio do pecado \u00e9 a morte (Rm 6.23) e, do mesmo modo, ela ensina que todos somos pecadores (Rm 3.23). \u00c9 bom lembrarmos que at\u00e9 mesmo n\u00f3s, os que servimos a Cristo, outrora \u00e9ramos mortos em delitos e pecados (Ef 2.1). \u00c9 justamente por causa de nossos delitos e pecados que contra\u00edmos uma d\u00edvida impag\u00e1vel. Assim como aquele servo que devia dez mil talentos, n\u00f3s n\u00e3o poder\u00edamos pagar nossa d\u00edvida para com Deus. Essa d\u00edvida exigia um sacrif\u00edcio de sangue, pois sem derramamento de sangue n\u00e3o h\u00e1 remiss\u00e3o de pecados (Hb 9.22). A \u00fanica forma de pagarmos nossa d\u00edvida seria com o derramamento de sangue e, isso, exigiria a nossa pr\u00f3pria vida. Portanto, nossa d\u00edvida para com Deus \u00e9 impag\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Deus pagou as nossas d\u00edvidas. <\/strong>O pr\u00f3prio Deus, que poderia ser o nosso credor eterno, providenciou uma forma para que pud\u00e9ssemos \u201cpagar\u201d a nossa d\u00edvida. Ele enviou seu Filho na plenitude dos tempos (Gl 4.4), para que todo aquele que confessar o Nome do unig\u00eanito Filho de Deus n\u00e3o pere\u00e7a, n\u00e3o morra, ou seja, n\u00e3o tenha de receber a justa retribui\u00e7\u00e3o pela imensa d\u00edvida do pecado (Gl 4.5). Ao morrer em nosso lugar na cruz do calv\u00e1rio, Cristo verteu o sangue necess\u00e1rio para a remiss\u00e3o de nossos pecados. Ali na cruz \u201chavendo riscado a c\u00e9dula que era contra n\u00f3s\u201d, Deus em Cristo pagou as nossas d\u00edvidas.<\/p>\n<p><strong>Nada pode nos condenar. <\/strong>Porque Deus, em Cristo, pagou as nossas d\u00edvidas, estamos livres da condena\u00e7\u00e3o do pecado. \u00c9 a B\u00edblia que nos assegura que \u201cnenhuma condena\u00e7\u00e3o h\u00e1 para os que est\u00e3o em Cristo Jesus, que n\u00e3o andam segundo a carne, mas segundo o esp\u00edrito\u201d (Rm 8.1). No vers\u00edculo seguinte, Paulo explica que, em Cristo Jesus, o Esp\u00edrito de vida, \u201cme livrou da lei do pecado e da morte\u201d. Assim, porque a miseric\u00f3rdia \u00e9 uma marca do ensino e do minist\u00e9rio do Senhor Jesus, podemos dizer que agora somos livres da condena\u00e7\u00e3o por tal grande miseric\u00f3rdia de Deus (Lm 3.22,23).<\/p>\n<p><strong>III. UMA VEZ PERDOADOS, AGORA PERDOAMOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>N\u00e3o endure\u00e7a o cora\u00e7\u00e3o. <\/strong>Se a miseric\u00f3rdia \u00e9 uma marca do minist\u00e9rio de Cristo, deve ser tamb\u00e9m uma marca de seus seguidores. Por isso, no Serm\u00e3o do Monte, a miseric\u00f3rdia \u00e9 apontada como uma das caracter\u00edsticas dos disc\u00edpulos do Reino (Mt 5.7). Assim, n\u00e3o podemos endurecer o cora\u00e7\u00e3o para com aqueles que nos devem, uma vez que Jesus jamais agiu dessa maneira. Antes, devemos tomar cuidado, pois a \u00eanfase no ju\u00edzo ser\u00e1 proporcional \u00e0 \u00eanfase na miseric\u00f3rdia (Tg 2.13).<\/p>\n<p><strong>Devemos agir com miseric\u00f3rdia. <\/strong>O Reino de Deus n\u00e3o pode estar presente na vida da Igreja quando o mal n\u00e3o \u00e9 combatido (Ef 5.11). A par\u00e1bola, precedida pela pergunta de Pedro, ressalta a import\u00e2ncia do exerc\u00edcio do perd\u00e3o. Se Deus nos perdoou quando ainda \u00e9ramos pecadores (Rm 5.8), n\u00e3o temos motivo algum para deixar de perdoar aqueles que nos ofendem. A miseric\u00f3rdia deve ser uma constante em nossas vidas. Devemos agir com todos de forma misericordiosa, fazendo com que isso predomine em nosso car\u00e1ter como novas criaturas (IICo 5.17).<\/p>\n<p><strong>Devemos dar o presente que recebemos. <\/strong>Sabemos que todos os aut\u00eanticos disc\u00edpulos de Cristo receberam abundante perd\u00e3o, gra\u00e7a e infinita miseric\u00f3rdia. E isso \u00e9 um dom de Deus (Ef 2.4-8). \u00c9 um presente do Pai para n\u00f3s, que merec\u00edamos a morte. Da mesma forma que recebemos tudo isso como presente de Deus, devemos presentearas pessoas com miseric\u00f3rdia e perd\u00e3o (1Jo 3.16).<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A par\u00e1bola que estudamos, nesta li\u00e7\u00e3o, evita qualquer abuso ou presun\u00e7\u00e3o da gra\u00e7a que recebemos de Deus. Alguns, \u00e0s vezes, querem apresentar um tipo de \u201cgra\u00e7a\u201d que n\u00e3o precisa ser levada muito a s\u00e9rio. Contudo, a B\u00edblia ensina a respeito de uma gra\u00e7a que \u00e9 transformadora. Se voc\u00ea foi transformado por essa gra\u00e7a, conseguir\u00e1 perdoar assim como foi e \u00e9 perdoado por Deus, em Cristo Jesus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Postado por: <\/strong>Pr. Ademilson Braga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LI\u00c7\u00c3O \u2013 333 \u2013 18 de novembro de 2018 TEXTO \u00c1UREO \u201cAssim vos far\u00e1 tamb\u00e9m meu Pai celestial, se do cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o perdoardes, cada um a seu irm\u00e3o, as suas ofensas\u201d (Mt 18.35). VERDADE PR\u00c1TICA Assim como Deus nos perdoa graciosamente, precisamos perdoar aqueles que nos ofendem. 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