{"id":5495,"date":"2018-02-10T13:41:47","date_gmt":"2018-02-10T16:41:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=5495"},"modified":"2020-12-23T13:21:06","modified_gmt":"2020-12-23T16:21:06","slug":"perseveranca-e-fe-em-tempo-de-apostasia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/perseveranca-e-fe-em-tempo-de-apostasia\/","title":{"rendered":"Perseveran\u00e7a e f\u00e9 em tempo de apostasia"},"content":{"rendered":"<p><strong>LI\u00c7\u00c3O \u2013 293 <\/strong>\u2013 11 de fevereiro de 2018<\/p>\n<p><strong>TEXTO \u00c1UREO<\/strong><\/p>\n<p>\u201cPara que vos n\u00e3o fa\u00e7ais negligentes, mas sejais imitadores dos que, pela f\u00e9 e paci\u00eancia, herdam as promessas\u201d<strong> (Hb 6.12).<\/strong><\/p>\n<p><strong>VERDADE PR\u00c1TICA<\/strong><\/p>\n<p>Contra o perigo da apostasia, a Palavra de Deus revela a necessidade de \u00e2nimo e perseveran\u00e7a de f\u00e9.<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O autor j\u00e1 havia dito que os crentes deveriam ser mestres, mas em vez disso necessitavam que algu\u00e9m lhes ensinasse de novo os primeiros rudimentos da f\u00e9 (Hb 5.12). A vida crist\u00e3 \u00e9 din\u00e2mica e exige que o disc\u00edpulo v\u00e1 al\u00e9m dos primeiros passos. Mas isso n\u00e3o estava acontecendo com a comunidade com a qual o autor sacro se correspondia. Em vez disso, dava sinais de cansa\u00e7o, indol\u00eancia, neglig\u00eancia e imaturidade espiritual, o que poderia trazer como consequ\u00eancia o esfriamento e o fracasso na f\u00e9. A gra\u00e7a n\u00e3o \u00e9 irresist\u00edvel e nem tampouco incondicional. A apostasia \u00e9 retratada pelo escritor como algo real e n\u00e3o apenas como um perigo hipot\u00e9tico, por isso, ele mostra que para se evitar decair \u00e9 necess\u00e1rio perseveran\u00e7a, f\u00e9 e confian\u00e7a nas promessas de Deus.<\/p>\n<p><strong>I. A NECESSIDADE DO CRESCIMENTO ESPIRITUAL<\/strong><\/p>\n<p><strong>Indo al\u00e9m dos rudimentos doutrin\u00e1rios sobre arrependimento e f\u00e9. <\/strong>Longe de dizer que a doutrina do arrependimento e da f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1ria, o autor quer mostrar que ela \u00e9 importante sim, mas que constitui o \u201cABC doutrin\u00e1rio\u201d da f\u00e9 crist\u00e3. A vida crist\u00e3 come\u00e7a com o arrependimento e f\u00e9 (Mc 1.15). De fato, a B\u00edblia mostra que para que uma pessoa possa ser salva, ela primeiro deve crer (Mc 16.16; At 16.31; Rm 1.16; Ef 2.8; ITm 1.16) e n\u00e3o o contr\u00e1rio. Todavia n\u00e3o deve parar a\u00ed. H\u00e1 um longo caminho a percorrer e os seus leitores, parece, haviam se esquecido desse fato, \u201cestacionando\u201d na jornada.<\/p>\n<p><strong>Indo al\u00e9m dos rudimentos doutrin\u00e1rios sobre batismos e imposi\u00e7\u00e3o de m\u00e3os. <\/strong>O segundo bloco de rudimentos doutrin\u00e1rios (Hb 6.2) mostrado pelo autor \u00e9 formado pelos ensinamentos sobre batismos e imposi\u00e7\u00e3o de m\u00e3os. O contexto mostra que em Hebreus 6.2 a refer\u00eancia \u00e9 ao batismo crist\u00e3o em contraste com outros batismos praticados no juda\u00edsmo. Na igreja primitiva o batismo em \u00e1guas era feito em raz\u00e3o do \u201carrependimento para remiss\u00e3o de pecados\u201d (Mc 1.4; At 10.47,48; 22.16). O batismo n\u00e3o possu\u00eda poder salv\u00edfico, isto \u00e9, n\u00e3o era um sacramento, mas um testemunho p\u00fablico da f\u00e9 em Cristo. Por outro lado, a doutrina da imposi\u00e7\u00e3o de m\u00e3os \u00e9 evidenciada em v\u00e1rios lugares na B\u00edblia, mas era sempre demonstrada como um s\u00edmbolo exterior da pr\u00e1tica da ora\u00e7\u00e3o (At 6.6; 13.3; ITm 4.14).<\/p>\n<p><strong>Indo al\u00e9m dos rudimentos doutrin\u00e1rios sobre ressurrei\u00e7\u00e3o e ju\u00edzo. <\/strong>Fica patente para o leitor do Novo Testamento que a prega\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica se fundamentava primeiramente no fato da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus (At 4.33; 17.18). Tanto a doutrina da ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos como a do ju\u00edzo vindouro s\u00e3o demonstradas pelo autor como fontes de esperan\u00e7a para os crist\u00e3os (Hb 10.36,37; 12.28,29). Elas eram elementos indispens\u00e1veis para que o crist\u00e3o mantivesse sua expectativa no porvir. Mas n\u00e3o deveriam parar a\u00ed, antes, tinham de avan\u00e7ar.<\/p>\n<p><strong>II. A NECESSIDADE DA VIGIL\u00c2NCIA ESPIRITUAL<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apostasia, uma possibilidade para quem foi iluminado e regenerado. <\/strong>As palavras do autor d\u00e3o in\u00edcio ao vers\u00edculo 4 do capitulo 6 de Hebreus com o voc\u00e1bulo grego adynato, traduzido aqui como \u201cimposs\u00edvel\u201d. \u00c9 a mais forte advert\u00eancia em o Novo Testamento sobre o perigo de decair da gra\u00e7a. Os gram\u00e1ticos observam que o seu sentido aqui \u00e9 enfatizar o que vem colocado depois da convers\u00e3o (Hb 6.4). O autor fala de pessoas crentes, porque nenhum descrente foi iluminado nem tampouco experimentou do dom celestial. No cap\u00edtulo 10 e vers\u00edculo 32 ele usa a express\u00e3o \u201ciluminados\u201d para se referir \u00e0 convers\u00e3o dos seus leitores. Al\u00e9m do mais, as palavras \u201cuma vez\u201d (Hb 6.4) contrastam com \u201coutra vez\u201d (Hb 6.6), mostrando o antes e o depois da convers\u00e3o. Essas n\u00e3o s\u00e3o express\u00f5es usadas para pessoas n\u00e3o regeneradas. A apostasia, o perigo de decair da f\u00e9, \u00e9 colocada pelo escritor de Hebreus como algo fact\u00edvel, um perigo real a ser evitado por quem nasceu de novo.<\/p>\n<p><strong>Apostasia, uma possibilidade para quem vivenciou a Palavra e o Esp\u00edrito. <\/strong>A possibilidade de decair da gra\u00e7a \u00e9 posta para aqueles que \u201cse fizeram participantes do Esp\u00edrito Santo, e provaram a boa palavra de Deus\u201d (Hb 6.4,5). O autor sacro j\u00e1 havia dito como uma pessoa se torna participante de alguma coisa. Os crentes tornam-se participantes da voca\u00e7\u00e3o celestial (Hb 3.1); participantes de Cristo (Hb 3.14) e, dessa forma, participantes do Esp\u00edrito Santo (Hb 6.4). Mais uma vez o texto mostra que a mensagem \u00e9 dirigida \u00e0s pessoas regeneradas. Esses crentes haviam se tornado participantes do Esp\u00edrito Santo e da Palavra de Deus. Somente os nascidos de novo participam do Esp\u00edrito Santo (Jo 14.17) e provam da Palavra (At 8.14; ITs 2.13). Portanto, trata-se de uma advert\u00eancia para os salvos.<\/p>\n<p><strong>Apostasia, uma possibilidade para quem viveu as expectativas do Reino. <\/strong>Esses crentes, aos quais o autor se referia, tamb\u00e9m experimentaram \u201cas virtudes do s\u00e9culo futuro\u201d (Hb 6.5). Essa express\u00e3o \u00e9 usada no contexto da cultura neotestament\u00e1ria como uma refer\u00eancia a era messi\u00e2nica. Ao receber a Cristo como Salvador, os crentes j\u00e1 participam antecipadamente das b\u00ean\u00e7\u00e3os do Reino de Deus. Vigil\u00e2ncia mais uma vez \u00e9 requerida para os salvos que ingressaram nesse Reino. Quem despreza a gra\u00e7a de Deus, n\u00e3o se torna um \u201ccidad\u00e3o real\u201d desse Reino.<\/p>\n<p><strong>III. A NECESSIDADE DE CONFIAR NAS PROMESSAS DE DEUS<\/strong><\/p>\n<p><strong>O servi\u00e7o crist\u00e3o e a justi\u00e7a de Deus. <\/strong>O autor sabia que usou um tom exortativo forte deixando claro que n\u00e3o se pode brincar com a f\u00e9. Agora ele v\u00ea a necessidade de consolar os crist\u00e3os depois desse \u201ctratamento de choque\u201d (Hb 6.9,10). Aos crentes fi\u00e9is no seu servi\u00e7o \u00e9 dito que Deus, em sua justi\u00e7a, os recompensar\u00e1. \u00c9 bom saber que mesmo n\u00e3o recebendo o reconhecimento dos homens, teremos o reconhecimento de Deus.<\/p>\n<p><strong>A perseveran\u00e7a de Abra\u00e3o e a fidelidade de Deus. <\/strong>A exorta\u00e7\u00e3o do escritor de Hebreus toma como par\u00e2metro a pessoa de Abra\u00e3o. O velho patriarca \u00e9 o modelo do crente perseverante, que de posse da promessa de Deus, soube esperar com paci\u00eancia (Hb 6.12,13). Por que voltar atr\u00e1s se temos as promessas de Deus que nos motivam a caminhar \u00e0 frente (Hb 6.14,15)?<\/p>\n<p><strong>Cristo, sacerdote e precursor do crente. <\/strong>O autor sagrado volta-se para Jesus, o nosso exemplo maior de perseveran\u00e7a, fidelidade e esperan\u00e7a. Nessa jornada, Ele se adiantou e foi a nossa frente, tornando-se o nosso precursor (Hb 6.20). O termo \u201cprecursor\u201d era usado na cultura antiga em refer\u00eancia a um batedor militar, a algu\u00e9m que tomava a dianteira para abrir caminho. Jesus entrou na presen\u00e7a de Deus, como nosso sumo sacerdote para nos dar o direito de viver eternamente.<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O cap\u00edtulo 6 de Hebreus cont\u00e9m uma das mais fortes exorta\u00e7\u00f5es encontradas em todo o Novo Testamento \u2014 a necessidade de perseveran\u00e7a e vigil\u00e2ncia para n\u00e3o se decair da f\u00e9. O processo da salva\u00e7\u00e3o n\u00e3o se d\u00e1 de forma mec\u00e2nica e nem compuls\u00f3ria, mas se firma na entrega e aceita\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria a uma d\u00e1diva divina. A tudo isso temos que responder com amor, cuidado e zelo (ICo 10.7-13). Essa exorta\u00e7\u00e3o de forma alguma deve levar-nos ao medo, pavor ou p\u00e2nico, mas conduzir-nos a confiar inteiramente no Senhor que \u00e9 poderoso para guardar-nos at\u00e9 o dia final.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Postado por: <\/strong>Pr. Ademilson Braga<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><u>\u00a0<\/u><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LI\u00c7\u00c3O \u2013 293 \u2013 11 de fevereiro de 2018 TEXTO \u00c1UREO \u201cPara que vos n\u00e3o fa\u00e7ais negligentes, mas sejais imitadores dos que, pela f\u00e9 e paci\u00eancia, herdam as promessas\u201d (Hb 6.12). 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