{"id":5482,"date":"2018-01-20T15:27:48","date_gmt":"2018-01-20T18:27:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=5482"},"modified":"2020-12-23T13:21:06","modified_gmt":"2020-12-23T16:21:06","slug":"uma-salvacao-grandiosa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/uma-salvacao-grandiosa\/","title":{"rendered":"Uma salva\u00e7\u00e3o grandiosa"},"content":{"rendered":"<p><strong>LI\u00c7\u00c3O \u2013 289 <\/strong>\u2013 14 de janeiro de 2018<\/p>\n<p><strong>TEXTO \u00c1UREO<\/strong><\/p>\n<p>\u201cComo escaparemos n\u00f3s, se n\u00e3o atentarmos para uma t\u00e3o grande salva\u00e7\u00e3o, a qual, come\u00e7ando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram\u201d<strong> (Hb 2.3).<\/strong><\/p>\n<p><strong>VERDADE PR\u00c1TICA<\/strong><\/p>\n<p>A salva\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 algo dado ao crente compulsoriamente. O crist\u00e3o \u00e9 exortado a ser vigilante e n\u00e3o negligente em rela\u00e7\u00e3o a essa d\u00e1diva recebida.<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O autor d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 se\u00e7\u00e3o de Hebreus 2.1-18 com uma forte exorta\u00e7\u00e3o. Era necess\u00e1rio, por parte dos crentes maior firmeza em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s coisas espirituais. O que o autor observava entre eles era certa letargia e neglig\u00eancia diante de um fato de t\u00e3o grande import\u00e2ncia como \u00e9 a salva\u00e7\u00e3o. Nesse aspecto a resposta devia ser dada por meio do retorno \u00e0s verdades anteriormente ouvidas e que haviam sido esquecidas. Isso era de suma import\u00e2ncia porque evitava que algum deles viesse a se desviar. De fato, o voc\u00e1bulo grego usado pelo autor \u2014 pararreo \u2014, traduzido como \u201cdesviar\u201d, significa originalmente \u201cperder o rumo\u201d. O termo era usado tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o a um barco que acidentalmente era desancorado e lan\u00e7ado \u00e0 deriva em alto mar. No pensamento do autor s\u00f3 havia uma maneira de manter-se no rumo certo: ancorando o barco no porto seguro, Jesus.<\/p>\n<p><strong>I. UMA SALVA\u00c7\u00c3O GRANDIOSA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Testemunhada pelo Senhor. <\/strong>O autor faz um contraste entre as alian\u00e7as do Sinai e do Calv\u00e1rio. Enquanto a Antiga Alian\u00e7a foi intermediada por anjos (v.2), a Nova Alian\u00e7a tinha Jesus, o Filho de Deus, como seu mediador. O autor, ent\u00e3o, faz uma analogia entre as duas Alian\u00e7as para que o contraste entre ambas fique bem definido. Foi Jesus, o Filho de Deus, e n\u00e3o os anjos, que anunciou essa t\u00e3o grande salva\u00e7\u00e3o. Por serem mediadores da Lei, os anjos despertavam grande estima e respeito dos judeus por eles. Se uma Alian\u00e7a firmada na Lei, mediada por anjos, imperfeita e transit\u00f3ria, requeria obedi\u00eancia por parte dos crentes, muito mais a Nova Alian\u00e7a que \u00e9 perfeita e eterna. Se quem n\u00e3o observava os princ\u00edpios do Antigo Pacto, quebrando os seus preceitos, era punido de forma dura, que castigo merecia quem ultrajava a Nova Alian\u00e7a, que em tudo era superior?<\/p>\n<p><strong>Proclamada pelos que a ouviram. <\/strong>Essa salva\u00e7\u00e3o grandiosa foi primeiramente anunciada pelo Senhor e, posteriormente, por \u201caqueles que a ouviram\u201d (Hb 2.3). Fica evidente nesse texto que o autor n\u00e3o foi uma testemunha ocular dos feitos de Jesus, mas recebera a Palavra por meio dos que a \u201couviram\u201d. Mesmo n\u00e3o tendo recebido a Palavra de Deus diretamente do Senhor, o autor n\u00e3o tem d\u00favida que a mensagem apost\u00f3lica era essencialmente a mesma Palavra de Deus. Esse fato deveria fazer com que os crentes fossem mais diligentes na observ\u00e2ncia dos preceitos neotestament\u00e1rios. De fato, a palavra bebaio\u00f4, aqui traduzida como \u201cconfirmar\u201d, tem o sentido de algo que transmite seguran\u00e7a e confian\u00e7a. Em outras palavras, o que o Senhor anunciou e que, posteriormente, foi proclamado por testemunhas oculares, deve servir de fundamento da nossa f\u00e9.<\/p>\n<p><strong>Confirmada pelo Esp\u00edrito Santo. <\/strong>A mensagem, que primeiramente fora anunciada pelo Senhor e testemunhada pelos que a ouviram, foi instrumentalizada pelo Esp\u00edrito Santo. Nesse aspecto, as tradu\u00e7\u00f5es \u2014 \u201cdistribui\u00e7\u00f5es feitas pelo Esp\u00edrito Santo\u201d ou \u201cdistribui\u00e7\u00f5es do Esp\u00edrito Santo\u201d (Hb 2.4) \u2014 expressam bem o que o autor quis dizer. O Esp\u00edrito Santo \u00e9 o agente por tr\u00e1s de cada milagre e sinal operados na hist\u00f3ria do povo de Deus, tanto do passado quanto do presente. O autor quer chamar a aten\u00e7\u00e3o de seu p\u00fablico leitor mais uma vez para a import\u00e2ncia da mensagem recebida, ou seja, ela fora tamb\u00e9m testemunhada de uma forma concreta e palp\u00e1vel pelo Esp\u00edrito Santo por interm\u00e9dio da distribui\u00e7\u00e3o de seus muitos dons.<\/p>\n<p><strong>II. UMA SALVA\u00c7\u00c3O NECESS\u00c1RIA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por interm\u00e9dio da humaniza\u00e7\u00e3o do Redentor. <\/strong>Na se\u00e7\u00e3o vv.5-9, o autor toma o Salmo 8 como pano de fundo de seu argumento (Sl 8.4-6). Nesse aspecto, ele segue a Septuaginta que usa o termo \u201canjo\u201d, em vez do texto massor\u00e9tico, que traz a palavra \u201cDeus\u201d. Na mentalidade judaica, da qual o autor participa, o homem foi feito como coroa da cria\u00e7\u00e3o e a ele foi confiado todo o dom\u00ednio. Todavia, devido \u00e0 queda, esse dom\u00ednio fora perdido. Na mente do autor dessa Escritura, portanto, o Salmo 8 n\u00e3o pode se aplicar a Ad\u00e3o, nem tampouco a ra\u00e7a p\u00f3s-queda, mas a Jesus, o Messias, que por meio da cruz, veio restaurar a humanidade ca\u00edda.<\/p>\n<p><strong>Por meio do sofrimento do Redentor. <\/strong>Para um judeu do primeiro s\u00e9culo era escandalosa a ideia de um Messias sofredor. Como ent\u00e3o assegurar que Jesus era superior aos anjos se Ele morrera em uma cruz? O autor de Hebreus usa o vers\u00edculo cinco do Salmo 8 para explicar esse aparente paradoxo. Sim, argumenta ele, Jesus de fato foi feito um \u201cpouco\u201d menor do que os anjos por causa da sua humaniza\u00e7\u00e3o. Os int\u00e9rpretes entendem que as palavras \u201cpouco\u201d e \u201cpouco tempo\u201d (Hb 2.7,9) podem denotar posi\u00e7\u00e3o ou tempo. Em outras palavras, Jesus se tornou \u201cmenor\u201d que os anjos enquanto vivia os limites da condi\u00e7\u00e3o humana e experimentou o sofrimento advindo desse estado de humilha\u00e7\u00e3o. Todavia, foi por meio deste mesmo sofrimento de Cristo que os homens tornaram-se livres.<\/p>\n<p><strong>Por interm\u00e9dio da glorifica\u00e7\u00e3o do Redentor. <\/strong>Na mente do autor, Cristo n\u00e3o sofreu para ser glorificado, mas Ele foi glorificado porque sofreu. Foi por interm\u00e9dio do sofrimento que Ele foi \u201ccoroado de gl\u00f3ria e de honra, [&#8230;] para que, pela gra\u00e7a de Deus, provasse a morte por todos\u201d (Hb 2.9). Para os crentes que viam no sofrimento algo incompat\u00edvel com o viver crist\u00e3o, e que, devido a isso estavam desanimados, essas palavras serviam de \u00e2nimo e consolo.<\/p>\n<p><strong>III. UMA SALVA\u00c7\u00c3O EFICAZ<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vit\u00f3ria sobre o Diabo. <\/strong>Na conclus\u00e3o de seu argumento o autor mostra os m\u00e9todos e os resultados dessa grandiosa salva\u00e7\u00e3o. Para que a salva\u00e7\u00e3o se efetivasse o Salvador precisava sofrer e morrer pelos homens. Somente por meio da morte na cruz, o Diabo, arqui-inimigo dos homens, seria derrotado (Hb 2.14). O autor usa o verbo grego catargeo para se referir \u00e0 derrota de Satan\u00e1s. Esse verbo tem o sentido de \u201cdestronar\u201d ou \u201ctornar inoperante\u201d. Por interm\u00e9dio da cruz, Cristo destronou e desarmou Satan\u00e1s das armas que este possu\u00eda. Foi na cruz que Ele despojou os principados e as potestades e nos garantiu a vit\u00f3ria (Cl 2.15).<\/p>\n<p><strong>Vit\u00f3ria sobre a morte. <\/strong>Com a entrada do pecado no mundo a morte passou a ser um inimigo temido. Essa arma poderosa era usada por Satan\u00e1s para manter os homens debaixo do jugo do medo (Hb 2.15). Todavia, ao morrer na cruz por todos os homens, Jesus venceu a morte. Os homens continuam a morrer, mas os que o recebem como Salvador tem a vida eterna, pois a morte n\u00e3o tem mais dom\u00ednio sobre eles.<\/p>\n<p><strong>Vit\u00f3ria sobre a tenta\u00e7\u00e3o. <\/strong>Pela primeira vez na ep\u00edstola o autor usa a denomina\u00e7\u00e3o \u201csumo sacerdote\u201d em rela\u00e7\u00e3o a Jesus (Hb 2.17). O tema do sacerd\u00f3cio de Cristo ser\u00e1 explorado pelo autor com maior profundidade em passagens posteriores (Hb 3.1; 4.14-16; 5.1-10; 6.20; 7.14-19,26-28; 8.1-6; 9.11-28; 10.1-39). Todavia, aqui o seu uso \u00e9 justificado no contexto da identifica\u00e7\u00e3o de Jesus com seus \u201cirm\u00e3os\u201d, os salvos. Esse sumo sacerdote \u00e9 misericordioso e fiel. Por ter assumido a natureza humana, e se identificado com os homens nos seus limites, Ele sabe o que \u00e9 ser tentado e por essa raz\u00e3o est\u00e1 pronto a ajud\u00e1-los.<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Por meio da sua humaniza\u00e7\u00e3o e humilha\u00e7\u00e3o Jesus se tornou o leg\u00edtimo Sumo Sacerdote representante da humanidade. Os anjos de fato s\u00e3o seres especiais a servi\u00e7o de Deus, entretanto, Jesus n\u00e3o veio socorr\u00ea-los, mas buscar a descend\u00eancia de Abra\u00e3o, os crentes. Por interm\u00e9dio de seu sofrimento e morte, Ele pode dar vida aos que est\u00e3o mortos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Postado por: <\/strong>Pr. Ademilson Braga<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><u>\u00a0<\/u><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LI\u00c7\u00c3O \u2013 289 \u2013 14 de janeiro de 2018 TEXTO \u00c1UREO \u201cComo escaparemos n\u00f3s, se n\u00e3o atentarmos para uma t\u00e3o grande salva\u00e7\u00e3o, a qual, come\u00e7ando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram\u201d (Hb 2.3). VERDADE PR\u00c1TICA A salva\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 algo dado ao crente compulsoriamente. 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