{"id":4819,"date":"2015-05-30T11:43:03","date_gmt":"2015-05-30T14:43:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=4819"},"modified":"2020-12-23T13:24:23","modified_gmt":"2020-12-23T16:24:23","slug":"construindo-bezerros-de-ouro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/construindo-bezerros-de-ouro\/","title":{"rendered":"Construindo Bezerros de Ouro"},"content":{"rendered":"<p><strong>LI\u00c7\u00c3O \u2013 153<\/strong>\u00a0\u00a0\u2013 \u00a031 de maio de 2015<\/p>\n<p><strong>TEXTO \u00c1UREO<\/strong><\/p>\n<p>\u201cE naqueles dias fizeram o bezerro, e ofereceram sacrif\u00edcios ao \u00eddolo, e se alegraram nas obras das suas m\u00e3os\u201d.<strong> At 7.41<\/strong><\/p>\n<p><strong>VERDADE APLICADA<\/strong><\/p>\n<p>A penalidade para aquele que trai a confian\u00e7a do Senhor \u00e9 a dura realidade de ter que avan\u00e7ar sem a Sua presen\u00e7a e a Sua prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>TEXTOS DE REFER\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00caxodo 32.1-4<\/strong><\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O pedido dos israelitas n\u00e3o significava necessariamente que esses indiv\u00edduos estivessem rejeitando ao Senhor, eles queriam Deus, mas um Deus de acordo com o que suas mentes imaginavam (\u00cax 32.1)<\/p>\n<p><strong>I. AR\u00c3O E O BEZERRO DE OURO.<\/strong><\/p>\n<p>A demora de Mois\u00e9s foi o perfeito \u00e1libi para que o povo retrocedesse seu cora\u00e7\u00e3o de volta ao Egito. Inquietos pela aus\u00eancia do l\u00edder vis\u00edvel, que h\u00e1 quarenta dias estivera no monte, eles se uniram para fazer um pedido especial a Ar\u00e3o, o respons\u00e1vel na aus\u00eancia de Mois\u00e9s. Vejamos:<\/p>\n<p><strong>O pecado da leitura errada.<\/strong><\/p>\n<p>O que voc\u00ea faria se seu pastor sumisse sem dar not\u00edcias durante quarenta dias? O povo esperou e ao fim de quarenta dias se desesperan\u00e7ou. Ao verem o monte a fumegar, o ru\u00eddo dos trov\u00f5es e os rel\u00e2mpagos sob a montanha, conclu\u00edram que Mois\u00e9s havia morrido (\u00cax 20.18; 32.1). Na verdade, eles n\u00e3o podiam ficar para sempre parados no deserto. O povo queria saber a quem seguir e em que acreditar. Sem respostas, eles pedem a Ar\u00e3o que confeccione um deus para que adorem. Eles tinham um pensamento correto, mas com a leitura errada. Seus cora\u00e7\u00f5es nunca compreenderam quem era realmente o Deus a quem estavam servindo. \u00c9 poss\u00edvel criar uma imagem de Deus segundo nossa pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o. Para Mois\u00e9s, o Senhor era um amigo \u00edntimo que falava face a face. Para eles, o Senhor era apenas um deus que poderia ser trocado por qualquer outro caso n\u00e3o atendesse seus desejos.<\/p>\n<p><strong>O pedido do povo e a fraqueza de Ar\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Muitos eruditos tentam defender Ar\u00e3o, afirmando que ele cedeu porque temeu o povo ou porque n\u00e3o acreditava que eles se desfariam de seus pendentes de ouro. Ar\u00e3o era influente, mas n\u00e3o teve personalidade para liderar o povo. Fez tudo errado e foi dele a ideia de confeccionar um bezerro. (\u00cax 32.2, 4). De onde ter\u00e1 vindo sua inspira\u00e7\u00e3o? \u00c9 prov\u00e1vel que Ar\u00e3o tenha tentado copiar o Touro \u00c1pis, s\u00edmbolo da for\u00e7a e da fecundidade, que era cultuado no Egito. Ser\u00e1 que poder\u00edamos imaginar como seria o destino de Israel se Mois\u00e9s n\u00e3o voltasse e Ar\u00e3o assumisse? Miseric\u00f3rdia!<\/p>\n<p><strong>O encontro de Mois\u00e9s com Ar\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Ao descer do monte e ver toda aquela adora\u00e7\u00e3o, Mois\u00e9s confronta Ar\u00e3o, que rapidamente coloca a culpa no povo (\u00cax 32.22). Logo em seguida Ar\u00e3o mente de forma descarada, pois afirma que colocou o ouro no fogo e saiu o bezerro (\u00cax 32.24). Ser\u00e1 que ele estava querendo dizer que aconteceu um milagre? Como \u00e9 f\u00e1cil para alguns l\u00edderes procederem como Ar\u00e3o. Antes de agirem, sondam meticulosamente opini\u00e3o p\u00fablica. Pensam que \u00e9 imprudente ser muito r\u00edgidos. Julgam necess\u00e1rio tolerar as fraquezas carnais e concordar com as tend\u00eancias atuais. Acreditam que n\u00e3o se pode ter sucesso a menos que acompanhem a multid\u00e3o; para eles \u00e9 melhor abrir m\u00e3o da verdade do que perder a influ\u00eancia sobre as pessoas. O problema deles \u00e9 o que dir\u00e3o no dia do acerto de contas.<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5;\"><strong>II.<\/strong>\u00a0<\/span><strong style=\"line-height: 1.5;\">MOIS\u00c9S E AS T\u00c1BUAS DA LEI.<\/strong><\/p>\n<p>Deus, por miseric\u00f3rdia, revelou a Mois\u00e9s a idolatria de Israel. Sua palavra soava como uma rejei\u00e7\u00e3o (\u00cax 32.7). Ciente, Mois\u00e9s intercede, mas, ao descer do monte, quebra a Lei e pune os culpados. Tr\u00eas coisas iremos destacar neste ponto: a intercess\u00e3o de Mois\u00e9s; o porqu\u00ea de quebrar as t\u00e1buas e a maneira como se interp\u00f4s diante de Deus pelo povo.<\/p>\n<p><strong>A intercess\u00e3o de Mois\u00e9s.<\/strong><\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o que Deus fez dessa multid\u00e3o perversa era muito clara: \u201cDe dura cerviz\u201d. Essa express\u00e3o \u00e9 aplicada a cavalo ou boi rebelde que n\u00e3o se deixa ser controlado por r\u00e9deas. Israel se recusara a obedecer ao concerto que fizera. Deus quer destruir o povo, mas, com uma coragem que s\u00f3 poderia vir de uma f\u00e9 robusta, Mois\u00e9s rogou: \u201cToma-te da ira do teu furor e arrepende-te deste mal contra o teu povo\u201d. Pediu, tamb\u00e9m, que Deus se lembrasse das promessas feitas aos patriarcas, a quem, pelo Seu nome, jurara dar a terra da promessa eternamente. Na defesa perante Deus, h\u00e1 tr\u00eas argumentos para o Senhor n\u00e3o exterminar o povo. Primeiro, este procedimento anularia as vit\u00f3rias anteriores. Segundo, daria ocasi\u00e3o aos eg\u00edpcios para se gloriarem. E, por \u00faltimo, quebraria a promessa feita a Abra\u00e3o. Todos esses argumentos foram apelos fundamentados na gl\u00f3ria de Deus e, com certeza, um verdadeiro exemplo de ora\u00e7\u00e3o intercessora (\u00cax 32.7-15).<\/p>\n<p><strong>Mois\u00e9s quebra as t\u00e1buas da Lei.<\/strong><\/p>\n<p>Mois\u00e9s teve compaix\u00e3o e suplicou pela modera\u00e7\u00e3o da ira de Deus, mas, quando viu pessoalmente o mal do povo, sentiu a mesma ira que Deus expressara. No entanto, a ira santa tinha de ser abrandada com compaix\u00e3o amorosa. Mois\u00e9s tinha em m\u00e3os a pr\u00f3pria Lei, que condenava \u00e0 morte o povo rebelde. Se a puni\u00e7\u00e3o da Lei fosse implementada imediatamente, Israel teria que morrer. O povo quebrara a Lei. Enquanto estava diante dos israelitas e observara a lasc\u00edvia que faziam, Mois\u00e9s ergueu a Lei acima da cabe\u00e7a e, provavelmente \u00e0 vista de todos, lan\u00e7ou as t\u00e1buas ao ch\u00e3o com for\u00e7a e \u00edmpeto. Ele lhes trouxera algo de que eram indignos. Estavam totalmente desqualificados para receber aquele dom de Deus. Ou as t\u00e1buas tinham que ser quebradas ou o povo tinha que ser destru\u00eddo. Mois\u00e9s quebrou as t\u00e1buas. Ele desfez o trabalho de Deus para poupar a vida do povo.<\/p>\n<p><strong>Mois\u00e9s, o mediador.<\/strong><\/p>\n<p>Ao organizar o arraial, os rebeldes foram punidos, mas a Lei estava quebrada e Mois\u00e9s deveria retornar a presen\u00e7a do Senhor tanto para reconciliar Israel quanto para reparar os danos causados ao trabalho divino. Mois\u00e9s tinha de achar um meio de voltar a uma rela\u00e7\u00e3o de concerto com Deus. Na presen\u00e7a de Deus, Mois\u00e9s confessou o pecado de Israel e com uma santa ousadia disse: \u201cperdoa o seu pecado, se n\u00e3o, risca-me pe\u00e7o-te, do teu livro, que tens escrito\u201d (\u00cax 32.32). \u201cRiscar\u201d significa: \u201ccortar\u201d da comunh\u00e3o com o Deus vivo, ou entregar a morte\u201d. O amor de Mois\u00e9s pelos israelitas era t\u00e3o grande que ele n\u00e3o se importava em viver, a menos que Deus lhe perdoasse. Ele s\u00f3 desceria do Sinai com o perd\u00e3o e a paz estabelecida entre Deus e todo o povo. Que exemplo de l\u00edder foi Mois\u00e9s. As paix\u00f5es carnais vividas pelo povo de Israel trouxeram s\u00e9rios apuros para Mois\u00e9s. Colocar sua pr\u00f3pria vida \u00e0 prova \u00e9 um ato que vai al\u00e9m do amor, que poucos homens ousariam tentar.<\/p>\n<p><strong>III. O BEZERRO DE OURO NO CORA\u00c7\u00c3O HUMANO.<\/strong><\/p>\n<p>O grande problema de Israel n\u00e3o estava no pensamento da morte de Mois\u00e9s ou porque a paci\u00eancia esgotou. Isso n\u00e3o justifica a confec\u00e7\u00e3o de um \u00eddolo e uma adora\u00e7\u00e3o t\u00e3o fervorosa. O bezerro vai muito al\u00e9m de uma est\u00e1tua, ele representa um problema do \u00edntimo do cora\u00e7\u00e3o humano. Vejamos algumas li\u00e7\u00f5es importantes:<\/p>\n<p><strong>A dificuldade humana de ter uma verdadeira f\u00e9.<\/strong><\/p>\n<p>Embora o cora\u00e7\u00e3o do povo pudesse necessitar de uma prova vis\u00edvel, Deus j\u00e1 lhes havia dado manifesta\u00e7\u00f5es do Seu poder e amor, mas seus cora\u00e7\u00f5es insensatos n\u00e3o puderam discernir. Por um momento, eles se esqueceram de tudo o que Deus realizou e como os livrou do Egito. Eles ignoraram o sobrenatural e, sem paci\u00eancia, fizeram o incompreens\u00edvel. Na verdade, usando o artif\u00edcio de que queriam agradar a Deus, eles buscavam agradar a si mesmos. Qual a diferen\u00e7a do povo que adorou o bezerro e o povo dos dias atuais? Atualmente temos motivos para ir ao templo, mas, lamentavelmente, muitos deles n\u00e3o s\u00e3o o Evangelho. Temos uma gera\u00e7\u00e3o indiferente, com cultos de satisfa\u00e7\u00f5es humanas que nada produzem a n\u00e3o ser muito barulho e pouco car\u00e1ter crist\u00e3o. A quem buscamos agradar afinal? A Deus ou a n\u00f3s mesmos?<\/p>\n<p><strong>Adorando ao Bezerro.<\/strong><\/p>\n<p>O que \u00e9 a religiosidade sen\u00e3o um bezerro? Mesmo n\u00e3o fazendo \u00eddolos, podemos ser culpados de procurar moldar nosso Deus \u00e0 nossa imagem para just\u00e1-lo \u00e0s nossas expectativas, desejos e circunst\u00e2ncias. Quando fugimos da Palavra, fugimos da leitura perfeita de quem Deus realmente \u00e9, qual \u00e9 a Sua vontade, como devemos nos aproximar dEle, com que esp\u00e9cie de sacrif\u00edcios Ele se agrada e de que forma Ele deve ser adorado. O bezerro de ouro \u00e9 o s\u00edmbolo de uma indefini\u00e7\u00e3o religiosa, de querer controlar aquilo que \u00e9 incontrol\u00e1vel. A ideia de um deus feito ao nosso desejo com a de um Deus Senhor da hist\u00f3ria \u00e9 aceitar a vontade de Deus sem renunciar a vontade pr\u00f3pria. Em definitivo, \u00e9 chamar de Deus ao que nada mais \u00e9 que um \u00eddolo.<\/p>\n<p><strong>O bezerro da apar\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p>A tenta\u00e7\u00e3o mais forte que Israel sofreu ao longo da hist\u00f3ria foi a idolatria. Rodeado de povos que davam culto aos \u00eddolos, sentiam o desejo de se unirem aos ritos que com frequ\u00eancia eram mais vistosos e atrativos que os seus. Por\u00e9m, mais perigosa que a tenta\u00e7\u00e3o, era a idolatria da pr\u00f3pria ideia de Deus. Eles n\u00e3o aceitavam a ideia de um Deus vivo que n\u00e3o podiam manipular. Queriam um Deus concreto que pudessem apalpar. \u00c9 a tenta\u00e7\u00e3o da apar\u00eancia, do imediato; um intento de materializar o sagrado. Sua declara\u00e7\u00e3o comprovava que n\u00e3o compreenderam o \u00eaxodo. Eles n\u00e3o diziam que havia sido Deus e sim Mois\u00e9s quem os havia tirado da terrado Egito. Eles n\u00e3o entenderam que Mois\u00e9s era somente um intermedi\u00e1rio (\u00cax 32.1).<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O bezerro de ouro pode ser qualquer coisa que ainda est\u00e1 abrigada em nossos cora\u00e7\u00f5es e nos encaminha a identificar ao Senhor n\u00e3o de modo sobrenatural, mas humano. Resultando numa f\u00e9 que n\u00e3o foi constru\u00edda naquilo que Deus disse, a qual nos leva a satisfa\u00e7\u00e3o e nunca \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Postado por: <\/strong>Pb. Ademilson Braga<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LI\u00c7\u00c3O \u2013 153\u00a0\u00a0\u2013 \u00a031 de maio de 2015 TEXTO \u00c1UREO \u201cE naqueles dias fizeram o bezerro, e ofereceram sacrif\u00edcios ao \u00eddolo, e se alegraram nas obras das suas m\u00e3os\u201d. 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