{"id":4803,"date":"2015-04-28T09:59:16","date_gmt":"2015-04-28T12:59:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=4803"},"modified":"2020-12-23T13:24:23","modified_gmt":"2020-12-23T16:24:23","slug":"moises-o-guia-dos-filhos-de-israel","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/moises-o-guia-dos-filhos-de-israel\/","title":{"rendered":"Mois\u00e9s, o guia dos filhos de Israel"},"content":{"rendered":"<p><strong>LI\u00c7\u00c3O \u2013 149<\/strong>\u00a0\u00a0\u2013 \u00a003 de maio de 2015<\/p>\n<p><strong>TEXTO \u00c1UREO<\/strong><\/p>\n<p>\u201cGuiaste o teu povo, como a um rebanho, pela m\u00e3o de Mois\u00e9s e de Ar\u00e3o.\u201d<strong> Sl 77.20<\/strong><\/p>\n<p><strong>VERDADE APLICADA<\/strong><\/p>\n<p>Mois\u00e9s teve o privil\u00e9gio de guiar o povo hebreu, honra que seria lembrada de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Textos de refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>\u00cax 16.4-7<\/p>\n<p><strong>OBJETIVOS DA LI\u00c7\u00c3O<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>1. \u00a0Estudar como Mois\u00e9s guiou o povo de Deus em meio ao deserto;<br \/>\n2. \u00a0Aprender como Mois\u00e9s proveu o povo em suas necessidades;<br \/>\n3. \u00a0Ver que virtudes de Mois\u00e9s foram essenciais na condu\u00e7\u00e3o dos filhos de Israel.<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Guiar o povo de Deus em meio ao deserto n\u00e3o foi uma tarefa f\u00e1cil, mas Mois\u00e9s pediu a ajuda do Eterno e, assim, foi capaz de prover as necessidades do povo. Suas virtudes, aliada \u00e0 sua intimidade com Deus, foram essenciais para a condu\u00e7\u00e3o dos filhos de Israel at\u00e9 a entrada da Terra Prometida.<\/p>\n<p><strong>I. \u00a0SEU SENSO DE ORIENTA\u00c7\u00c3O.<\/strong><\/p>\n<p>Todo o senso de orienta\u00e7\u00e3o de Mois\u00e9s procedeu de sua chamada e comunh\u00e3o com Deus. Ele estava respons\u00e1vel n\u00e3o apenas em libertar do cativeiro os israelitas, mas conduzi-los pelo deserto at\u00e9, finalmente, alcan\u00e7arem a Cana\u00e3. De onde veio o senso de dire\u00e7\u00e3o de Mois\u00e9s? Como se comportou? \u00c9 o que aprenderemos a seguir:<\/p>\n<p><strong>A escolha da rota.<\/strong><\/p>\n<p>Mois\u00e9s d\u00e1 uma nota de explica\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 rota tomada por eles e os filhos de Israel (\u00cax 13.17). Os filisteus estavam muito bem preparados para a guerra, porem Israel n\u00e3o estava, e esse era o grande problema caso se enfrentassem. Outro objetivo dessa rota era a necessidade de que os hebreus, e os que com eles estavam, fossem fortalecidos e cristalizassem uma f\u00e9 definitiva no Deus de Israel. Isso fica claro \u00e0 medida em que eles v\u00e3o caminhando, pois demonstram volubilidade ao desejarem retornar ao Egito. O Senhor sempre nos conduzir\u00e1 pelo melhor caminho, mesmo que, aos nossos olhos, este seja inc\u00f4modo, dif\u00edcil e demorado. Ele conhece nossa estrutura e nosso amanh\u00e3 (Sl 139).<\/p>\n<p><strong>Orienta\u00e7\u00e3o e presen\u00e7a.<\/strong><\/p>\n<p>A presen\u00e7a palp\u00e1vel de Deus foi demonstrada pela coluna de nuvem durante o dia e coluna de fogo a noite (\u00cax 13.21; Nm 9.16). a nuvem representava a constante presen\u00e7a de Deus sobre o Seu povo. Como no deserto a temperatura sofre varia\u00e7\u00f5es, durante o dia, ela fazia o papel de sombra para refriger\u00e1-los; \u00e0 noite ela se tornava um aquecedor tanto para aquec\u00ea-los quanto para afugentar os animais selvagens. Os filhos de Israel sempre seguiam essa nuvem sobrenatural. Quando a nuvem se levantava sobre o tabern\u00e1culo, as pessoas arrancavam as estacas e a seguiam. E quando na nuvem parava, o povo tamb\u00e9m parava e armava suas tendas. Eles se moviam ou paravam de acordo com esse claro direcionamento dela. Os israelitas eram cuidadosos em mover-se apenas se a nuvem se movesse, porque sabiam que isso era a provis\u00e3o de Deus (Nm 9.18-23).<\/p>\n<p><strong>Ouvindo Deus.<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente existe uma grande quantidade de crist\u00e3os que est\u00e1 tomando decis\u00f5es sem consultar o Esp\u00edrito Santo. Muitos est\u00e3o agindo com medo e desespero, sem f\u00e9 nas promessas de Deus. Eles simplesmente decidem o que fazer por conta pr\u00f3pria, baseados no que pensam ser o melhor para suas vidas. O que acontece quando os servos de Deus operam fora do completo governo divino? Quando planejam seus pr\u00f3prios planos, recusando render suas vidas \u00e0 lideran\u00e7a e dire\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo? Todos n\u00f3s sabemos que o resultado \u00e9 sempre sofrimento, dores e muita confus\u00e3o. O senso de orienta\u00e7\u00e3o de Mois\u00e9s vinha pelo fato de ele ouvir Deus falar. Seus ouvidos estavam abertos e sua pessoa atenta a obedecer \u00e0s orienta\u00e7\u00f5es de Deus em meio aqueles desafios (\u00cax 15.26).<\/p>\n<p><strong style=\"line-height: 1.5;\">II. \u00a0O TRABALHO EM BUSCA DA PROVIS\u00c3O.<\/strong><\/p>\n<p>Mois\u00e9s enfrentou um grande desfio ao guiar o povo atrav\u00e9s do deserto: a provis\u00e3o de suas necessidades. Mais dif\u00edcil que salv\u00e1-los das garras de Fara\u00f3 era ter que aliment\u00e1-los. Apenas saber para onde iriam n\u00e3o era o suficiente, eles tinham de providenciar \u00e1gua e comida. Vejamos como ele resolveu essas quest\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Mara e a transforma\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica.<\/strong><\/p>\n<p>Existe um paralelo perfeito entre a caminhada do povo de Israel at\u00e9 a terra prometida e a Igreja (\u00cax 15.22-27). O caminho de tr\u00eas dias nos fala profeticamente da morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor Jesus. Ap\u00f3s tr\u00eas dias de caminhada, o suprimento acabou e o Senhor orienta a Mois\u00e9s para que tomasse o lenho e jogasse sobre as \u00e1guas; e a \u00e1gua amarga se tornaria em \u00e1gua doce (\u00cax 15.25). Esse ato representa profeticamente a amargura do pecado do homem que estava sobre Jesus quando tomou o nosso lugar na cruz do Calv\u00e1rio, levando sobre si a amargura da morte (IS 53.4). O Senhor mostrou a Mois\u00e9s o lenho que seria usado para transformar a \u00e1gua amarga (figura da morte) em doce (a vida), mostrando a participa\u00e7\u00e3o da Trindade no projeto da salva\u00e7\u00e3o, ou seja, o Pai, na eternidade, orienta a Mois\u00e9s (Esp\u00edrito Santo) para que usasse o recurso que Deus preparou, ou seja, o lenho, que \u00e9 a figura de Jesus Cristo homem (o Filho). O lenho n\u00e3o tinha valor algum aos olhos da raz\u00e3o humana, era desprez\u00edvel, mas trazia consigo o extraordin\u00e1rio poder da transforma\u00e7\u00e3o (Is 53.20).<\/p>\n<p><strong>Man\u00e1, o p\u00e3o sobrenatural.<\/strong><\/p>\n<p>A escravid\u00e3o produz um ritmo costumeiro no ser humano denominado de \u201cinstitucionaliza\u00e7\u00e3o\u201d. \u00c9 muito comum um criminoso sair em condicional e tornar a cometer os mesmos erros. Em muitos casos, eles cometem um crime na presen\u00e7a da pol\u00edcia e, mesmo sabendo que h\u00e1 c\u00e2meras que possam captar sua imagem, eles n\u00e3o se incomodam em esconder o rosto. Isso parece loucura, mas a \u201cinstitui\u00e7\u00e3o\u201d mudou todos os seus h\u00e1bitos e, por isso, eles n\u00e3o funcionam mais como pessoas livres na sociedade. De modo semelhante, o povo viveu quatrocentos e trinta anos no Egito e a \u201cinstitui\u00e7\u00e3o\u201d j\u00e1 dominava seus h\u00e1bitos. No decorrer de toda sua caminhada, eles sempre estavam amea\u00e7ando voltar ao Egito e reclamavam por qualquer situa\u00e7\u00e3o. Deus usou o m\u00e9todo da depend\u00eancia, o qual inclu\u00eda uma dieta, onde a comida terrena deveria ser substitu\u00edda pela celestial, trabalhando neles de dentro para fora. Todavia, nem eles nem seus pais jamais puderam compreender o privil\u00e9gio daquela comida (Dt 8.3).<\/p>\n<p><strong>Codornizes pela provid\u00eancia divina.<\/strong><\/p>\n<p>Nada era por acaso no deserto e apesar de serem escravos no Egito havia nos israelitas uma arrog\u00e2ncia misturada a acomoda\u00e7\u00e3o. O Egito lhes havia doutrinado a uma forma de vida em n\u00edvel de extin\u00e7\u00e3o, havia neles um misto de revolta e insubordina\u00e7\u00e3o que aflorou tremendamente no deserto. A liberdade de Israel findaria em Cana\u00e3, mas chegara terra exigia uma completa descontamina\u00e7\u00e3o e o deserto foi o meio utilizado por Deus para todo o ego de suas vidas fosse exposto e corrigido para se tornarem dignos da salva\u00e7\u00e3o recebida (Dt 8.2). Eles pediram carne e o Senhor lhes atendeu. O Senhor queria que entendessem que o mesmo poder demonstrado sobre as for\u00e7as da natureza no Egito para libert\u00e1-los era o que tamb\u00e9m estava naquele deserto para supri-los.<\/p>\n<p><strong>III. VIRTUDES PR\u00c1TICAS.<\/strong><\/p>\n<p>Observemos agora tr\u00eas virtudes pr\u00e1ticas na vida de Mois\u00e9s, essenciais para aquele momento. Tais atributos s\u00e3o fundamentais \u00e0 vida crist\u00e3 e para todo l\u00edder chamado por Deus. Vejamos sua import\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>Senso de depend\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p>A vida pr\u00e1tica de Mois\u00e9s \u00e9 uma eterna li\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia. O quebrantamento realizado por Deus na vida do libertador foi t\u00e3o incisivo que Mois\u00e9s n\u00e3o atuava sem antes perguntar ao Senhor o que fazer (\u00cax 33.12-15). \u00c9 claro que, at\u00e9 mesmo para um homem de sua estirpe, era imposs\u00edvel estar diante de um povo obstinado como Israel sem cometer deslizes. Mois\u00e9s estava consciente de que, sem a presen\u00e7a de Deus na sua vida, n\u00e3o poderia percorrer o caminho que o conduziria ao livramento (\u00cax 33.15). Este \u00e9 o grande dilema dos crist\u00e3os hoje em dia: as pessoas querem andar \u00e0 sua vontade, sozinhas, sem a presen\u00e7a de algu\u00e9m que os comprometa ou controle os seus passos e suas a\u00e7\u00f5es. A presen\u00e7a do Senhor significa comunh\u00e3o, seguran\u00e7a e descanso, mas tamb\u00e9m assegura-nos a vit\u00f3ria sobre os nossos inimigos (\u00cax 14.19).<\/p>\n<p><strong>Paci\u00eancia nas adversidades.<\/strong><\/p>\n<p>Todos n\u00f3s gostar\u00edamos de um relacionamento com o Senhor isento de tribula\u00e7\u00f5es, mas essa sempre foi uma exig\u00eancia da escolha formadora divina (Rm 5.3-5). As idas e vindas de Mois\u00e9s diante de Fara\u00f3 poderiam ter sido evitadas. Deus jamais precisou de tanto rodeio para operar. Havia a necessidade de uma pedagogia insistente e progressiva para o ensino de todo o mundo atrav\u00e9s daqueles fatos. Isso exigiu de Mois\u00e9s muita espera e paci\u00eancia. Na rela\u00e7\u00e3o descrita por Paulo (Rm 5.3-5), o que gera a paci\u00eancia \u00e9 a tribula\u00e7\u00e3o, ou seja, n\u00e3o existir\u00e3o pessoas pacientes que n\u00e3o sejam antes submetidas ao terror. Essa paci\u00eancia vai gerar experi\u00eancia. Entenda que n\u00e3o \u00e9 o tempo que gera experi\u00eancia, a paci\u00eancia \u00e9 gerada pela tribula\u00e7\u00e3o. Por fim, o resultado do sofrimento n\u00e3o \u00e9 a incredulidade ou o des\u00e2nimo, mas sim a esperan\u00e7a. Para acreditar naquilo que n\u00e3o se v\u00ea, \u00e9 necess\u00e1rio trilhar um caminho de tribula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Sensibilidade para a situa\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Na jornada de Mois\u00e9s com os filhos de Israel pelo deserto quase nada se repetia. Cada situa\u00e7\u00e3o tinha um modo peculiar de ser resolvido e isso exigia uma sensibilidade bem apurada para cada uma delas, tanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s provis\u00f5es, da organiza\u00e7\u00e3o da adora\u00e7\u00e3o, quanto \u00e0s quest\u00f5es jur\u00eddicas, etc. Mois\u00e9s tinha como fun\u00e7\u00e3o principal ser profeta do senhor, mas esse encargo se desdobrava em v\u00e1rios outros. Tudo isso porque, em vez de cooperar com ele, o povo era totalmente dependente de seu agir. Deus sempre apresentou coisas novas a Mois\u00e9s. Devemos tomar como li\u00e7\u00e3o que certas coisas na obra de Deus n\u00e3o devem ser como carimbos com imagem fixa. Existem coisas que utilizamos em nosso tempo que foram apenas uma figura do que passou. Sendo assim, estejamos sens\u00edveis para entender que n\u00e3o podemos acender a fogueira de hoje com as cinzas de ontem.<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Guiar o povo segundo a vontade de Deus no deserto foi uma tarefa herc\u00falea para Mois\u00e9s, o deserto foi o melhor lugar para que os filhos de Israel fossem reeducados para um autoconhecimento, conhecimento da vontade de Deus e a cristaliza\u00e7\u00e3o de uma adora\u00e7\u00e3o exclusiva ao Deus vivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Postado por: <\/strong>Pb. Ademilson Braga<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LI\u00c7\u00c3O \u2013 149\u00a0\u00a0\u2013 \u00a003 de maio de 2015 TEXTO \u00c1UREO \u201cGuiaste o teu povo, como a um rebanho, pela m\u00e3o de Mois\u00e9s e de Ar\u00e3o.\u201d Sl 77.20 VERDADE APLICADA Mois\u00e9s teve o privil\u00e9gio de guiar o povo hebreu, honra que seria lembrada de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Textos de refer\u00eancia \u00cax 16.4-7 OBJETIVOS DA LI\u00c7\u00c3O 1. 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