{"id":4771,"date":"2015-03-13T10:53:54","date_gmt":"2015-03-13T13:53:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=4771"},"modified":"2020-12-23T13:24:40","modified_gmt":"2020-12-23T16:24:40","slug":"amor-fundamento-da-fidelidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/amor-fundamento-da-fidelidade\/","title":{"rendered":"Amor: Fundamento da Fidelidade"},"content":{"rendered":"<p><b>LI\u00c7\u00c3O \u2013 142<\/b>\u00a0\u00a0\u2013 \u00a015 de mar\u00e7o de 2015<\/p>\n<p><b>TEXTO \u00c1UREO<\/b><\/p>\n<p>\u201cSabendo Jesus que j\u00e1 era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os at\u00e9 o fim.\u201d<b> Jo 13.1<\/b><\/p>\n<p><b>VERDADE APLICADA<\/b><\/p>\n<p>O crente desenvolve uma vida espiritual baseada no amor. Isso implica em fidelidade duradoura como uma resposta \u00e0 salva\u00e7\u00e3o recebida de Cristo pela Sua maravilhosa gra\u00e7a.<\/p>\n<p><b>TEXTOS DE REFER\u00caNCIA<\/b><\/p>\n<p>I Co 13.4-7<\/p>\n<p><b>OBJETIVOS DA LI\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>1. Colocar em pr\u00e1tica os princ\u00edpios do amor como a base de uma fidelidade genu\u00edna;<\/p>\n<p>2. Mostrar a superioridade do amor em rela\u00e7\u00e3o a todos os dons, talentos e servi\u00e7os que podemos desenvolver no Reino de Deus;<\/p>\n<p>3. Enfatizar o perigo de abandonar o amor e realizar uma obra superficial sem profundidade, e de uma vida crist\u00e3 egoc\u00eantrica, imatura, que n\u00e3o agrada a Deus.<\/p>\n<p><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Diferente da l\u00f3gica do mundo (I Co 1.27, 28), o amor, um dos princ\u00edpios do Reino de Deus, norteou todas as decis\u00f5es e atitudes de Jesus. Sendo Ele nosso Mestre por excel\u00eancia, aprendemos que esse preceito deve fundamentar nossas a\u00e7\u00f5es e decis\u00f5es em todos os aspectos da nossa vida (Mt 22.37). Sendo o amor a base, nossa fidelidade s\u00f3 ter\u00e1 valor se estiver embasada nele. \u00c9 o que estudaremos nessa li\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>I. VIVENCIANDO AS QUALIDADES DO AMOR<\/b><\/p>\n<p>O amor \u00e9 uma virtude pura e inspirada por Deus, de entrega, de dedica\u00e7\u00e3o, sem a obriga\u00e7\u00e3o da reciprocidade. O amor genu\u00edno n\u00e3o exige nada em troca. \u00c9 dessa forma que somos amados por Deus. Avaliemos ent\u00e3o algumas das qualidades do amor:<\/p>\n<p><b>A paci\u00eancia do amor<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 a capacidade de suportar todas as press\u00f5es que podem se abater sobre os fi\u00e9is, aceitando confiantemente as adversidades sem ressentimentos. Paulo ensinou que aqueles que quiserem servir a Cristo com fidelidade sofrer\u00e3o tribula\u00e7\u00f5es na carne (II Tm 3.12). Esse amor nos ajuda a lan\u00e7ar sobre Cristo todas as nossas ansiedades (I Pe 5.7). O amor capacita o crente a suportar os danos causados por algu\u00e9m, sem buscar a retalia\u00e7\u00e3o e n\u00e3o permitindo que a amargura se aloje em seu cora\u00e7\u00e3o. Essa virtude do amor gera no crente, atrav\u00e9s do Esp\u00edrito Santo, o dom\u00ednio pr\u00f3prio patente em Jesus, o nosso Mestre, que n\u00e3o abriu a Sua boca, mas caminhou resoluto e fiel at\u00e9 o fim (Is 53.7; Mt 26.62).<\/p>\n<p><b>A confian\u00e7a do amor<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 uma depend\u00eancia plena de Deus, que gera no crente uma capacidade de acreditar nos Seus prop\u00f3sitos, levando-o a buscar uma vida de fidelidade. Significa ajustar nossa vida ao que cremos e defendemos, ou seja, ao nosso Senhor Jesus e Sua miss\u00e3o para n\u00f3s. O ponto mais profundo da fidelidade \u00e9 viver de acordo com o que cremos e confiar no chamado de Deus. O amor nos leva a confiar plenamente em Deus e n\u00e3o na capacidade humana (Jr 17.5, 7). Essa confian\u00e7a \u00e9 a concretiza\u00e7\u00e3o da f\u00e9 genu\u00edna em Deus, essencial \u00e0 vida crist\u00e3. Sem f\u00e9 \u00e9 imposs\u00edvel agradar a Deus (Hb 11.6). A confian\u00e7a embasada no amor \u00e9 tamb\u00e9m manifesta nas nossas rela\u00e7\u00f5es interpessoais. Paulo, quando envia o escravo On\u00e9simo ao seu senhor Filemom, apela para o amor que nutria o cora\u00e7\u00e3o de ambos (Fm 8.9).<\/p>\n<p><b>A toler\u00e2ncia do amor<\/b><\/p>\n<p>O amor tudo espera e tudo suporta porque \u00e9 benigno. O agir do Esp\u00edrito Santo na vida do crist\u00e3o dignifica possuir atitudes de bondade e miseric\u00f3rdia (Gl 5.22). Ao ensinar \u00e0 igreja de Corinto sobre a liberdade do amor, Paulo nos faz entender que o crente fiel \u00e9 tolerante, no sentido de ajudar seu irm\u00e3o no conv\u00edvio dentro da Igreja de Deus (Rm 14.15). O Evangelho nos ensina a ser tolerantes uns com os outros. O ambiente da Igreja do Senhor deve propiciar a confian\u00e7a de ouvir, ponderar, pensar e tolerar (Rm 15.1). Afinal, como o Senhor nos amou e nos aceitou em Sua casa, devemos fazer o mesmo (I Jo 4.11).<\/p>\n<p><b>II. O COMPORTAMENTO DO AMOR<\/b><\/p>\n<p>A fidelidade de um crente tem a ver com sua postura e seu procedimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja, a Deus e \u00e0s pessoas em geral. O amor dirige o crente a um caminhar de equil\u00edbrio em todas as \u00e1reas da vida. Avaliemos o comportamento do amor:<\/p>\n<p><b>A conduta do amor<\/b><\/p>\n<p>O amor n\u00e3o se porta com inconveni\u00eancia. \u00c9 bondoso, cort\u00eas e busca o caminho da retid\u00e3o e das boas maneiras. Essa qualidade do amor deve ser o alvo do crente fiel diante da sublimidade do nome que carrega, ou seja, o de crist\u00e3o. Davi \u00e9 um exemplo de vida conduzida pelo amor de Deus (I Sm 18.5, 14). O amor dirige o crente a trilhar o caminho da fidelidade em quaisquer circunst\u00e2ncias, pois, o caminho do amor \u00e9 sobremodo excelente e tamb\u00e9m surpreendente (I Co 12.31b). A conduta do amor deve ser notada no proceder do crente que anda em fidelidade, tanto na igreja como fora dela (I Ts 2.10).<\/p>\n<p><b>O desprendimento do amor<\/b><\/p>\n<p>O amor \u00e9 altru\u00edsta, n\u00e3o busca seus pr\u00f3prios interesses. Nossa vida de fidelidade precisa estar inserida em Romanos 12.10. A palavra \u201cpreferir\u201d, usada por Paulo, significa abrir caminho, mostrar respeito para com os outros. Esse comportamento do amor leva o crente \u00e0 alegria e \u00e0 ben\u00e7\u00e3o de doar ao pr\u00f3ximo sem querer nada em troca; foi o que Paulo ensinou aos presb\u00edteros da igreja em \u00c9feso (At 20.35). O amor leva o crente a um padr\u00e3o humilde de vida, sempre considerando os outros superiores a si mesmo (Fp 2.3). Jesus mostrou grande desprendimento quando veio ao mundo para fazer a vontade do Pai e n\u00e3o a Sua (Jo 6.38).<\/p>\n<p><b>A tranquilidade do amor<\/b><\/p>\n<p>O amor n\u00e3o se irrita ou exaspera porque sempre leva \u00e0 paz e \u00e0 serenidade. O crente dominado por essa virtude, perante as ofensas sempre mostrar\u00e1 a presen\u00e7a do amor, que o leva a resolver criativamente os conflitos. Os que andam pela trilha do amor gozam de uma paz diferenciada, que os tornam vencedores e refer\u00eancias para outros (Sl 119.165). Jesus, no momento da crucifica\u00e7\u00e3o, mesmo diante da dor, estava t\u00e3o sereno que orou por Seus inimigos. Ele \u00e9 o Mestre e n\u00f3s, Seus disc\u00edpulos, devemos seguir as Suas pisadas (I Pe 2.21-23). Jos\u00e9, outro exemplo de vida, n\u00e3o trilhou o caminho da vingan\u00e7a, mas sim o da reconcilia\u00e7\u00e3o (Gn 45.1-4). A vida de um crente fiel deve ser norteada pelo princ\u00edpio do amor, porque s\u00f3 assim agradaremos a Deus.<\/p>\n<p><b>III. A SUPREMACIA E A PERMAN\u00caNCIA DO AMOR<\/b><\/p>\n<p>A supremacia e a perman\u00eancia do amor s\u00e3o destacadas por Paulo quando conclui o cap\u00edtulo treze de I Cor\u00edntios. Vejamos essas qualidades do amor:<\/p>\n<p><b>Em amor, as obras e os servi\u00e7os s\u00e3o v\u00e1lidos e se aproveitam<\/b><\/p>\n<p>Segundo o ap\u00f3stolo Paulo, o amor nunca acaba, pois permanece para dar consist\u00eancia a todas as obras e servi\u00e7os praticados pelos homens. Tudo que realizamos no Reino de Deus deve estar embasado no princ\u00edpio do amor. Ele tamb\u00e9m ensina que todas as nossas a\u00e7\u00f5es devem ser sem fingimento e fundamentadas na verdade plena do amor para serem validadas por Deus (Rm 12.9a). O amor conduz o crist\u00e3o a praticar o bem como um estilo de vida. A express\u00e3o \u201capegando-se ao bem\u201d (Rm 12.9b) pode ser entendida pela vit\u00f3ria de toda maldade com o bem (Rm 12.21). Jesus disse que as pr\u00e1ticas da ora\u00e7\u00e3o, do jejum e das esmolas n\u00e3o seriam aceitas quando praticadas por qualquer outro motivo que n\u00e3o fosse o amor (Mt 6.1-4). Que Deus nos d\u00ea gra\u00e7a de caminharmos nesse caminho excelente.<\/p>\n<p><b>O amor supre as limita\u00e7\u00f5es humanas e temporais<\/b><\/p>\n<p>O amor \u00e9 indispens\u00e1vel na pr\u00e1tica da nossa vida crista porque somos limitados. Por isso, o conselho de Paulo \u00e9 estarmos sob a for\u00e7a do amor (I Co 14.1b). Em fun\u00e7\u00e3o das nossas limita\u00e7\u00f5es, todas as nossas a\u00e7\u00f5es, quer por palavras ou obras, precisam passar pelo crivo do amor (I Co 16.14). A igreja da Maced\u00f4nia, vivenciando o amor de Deus, superou todos os seus limites na inten\u00e7\u00e3o de ajudar outros, mesmo vivendo em profunda pobreza financeira (I Co 8.1-8). Outro exemplo foi Abra\u00e3o, que arriscou a vida superando seus limites, ao enfrentar um grande ex\u00e9rcito com 318 servos da sua casa para libertar seu sobrinho L\u00f3, levado cativo junto com os moradores de Sodoma (Gn 14). Quando permitimos ser dirigidos pelo amor, a nossa capacidade de supera\u00e7\u00e3o se torna extraordin\u00e1ria, porque nada pode resistir ao amor, ele \u00e9 forte como a morte (Ct 6.8).<\/p>\n<p><b>Em amor desenvolvemos nossa maturidade at\u00e9 a plenitude de Cristo<\/b><\/p>\n<p>Paulo descreve duas fases na nossa vida (I Co 13.11): a de crian\u00e7a, o tempo da imaturidade, e a de adulto, a fase da maturidade. O ap\u00f3stolo faz uma analogia: a primeira fase representa a nossa imperfei\u00e7\u00e3o, o per\u00edodo em que vivemos aqui na terra, e a segunda representa a perfei\u00e7\u00e3o, quando seremos transformados e conheceremos a plenitude de Cristo, pois o veremos face a face (v 12; I Jo 3.2). \u00c9 o amor que nos d\u00e1 a capacidade de crescer em todas as \u00e1reas da vida crist\u00e3, at\u00e9 alcan\u00e7armos a maturidade espiritual. Enquanto a Igreja espera a vinda do Senhor, o amor nos conduzir\u00e1 em crescimento e maturidade espiritual at\u00e9 o dia da nossa reuni\u00e3o com Ele, quando alcan\u00e7aremos a plenitude.<\/p>\n<p><b>CONCLUS\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>O amor com suas qualidades, seu comportamento e a sua perman\u00eancia \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o para uma vida de fidelidade. Esse amor extraordin\u00e1rio foi ensinado e demonstrado por Jesus Cristo, nosso Senhor e Mestre, o amor de Deus entre os homens. Ele nos instruiu a caminhar mais uma milha (Mt 5.41), a aben\u00e7oar quem nos amaldi\u00e7oa (Mt 5.44) e perdoar quando somos tra\u00eddos (Lc 23.34, At 7.60). O maior desafio do verdadeiro crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 agir como Jesus agia, mas tamb\u00e9m reagir como Ele reagia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Postado por: <\/b>Pb. Ademilson Braga<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LI\u00c7\u00c3O \u2013 142\u00a0\u00a0\u2013 \u00a015 de mar\u00e7o de 2015 TEXTO \u00c1UREO \u201cSabendo Jesus que j\u00e1 era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os at\u00e9 o fim.\u201d Jo 13.1 VERDADE APLICADA O crente desenvolve uma vida espiritual baseada no amor. 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