{"id":4764,"date":"2015-03-01T06:34:17","date_gmt":"2015-03-01T09:34:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=4764"},"modified":"2020-12-23T13:24:40","modified_gmt":"2020-12-23T16:24:40","slug":"fidelidade-na-aplicacao-dos-talentos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/fidelidade-na-aplicacao-dos-talentos\/","title":{"rendered":"Fidelidade na aplica\u00e7\u00e3o dos talentos"},"content":{"rendered":"<p><b>LI\u00c7\u00c3O \u2013 140<\/b>\u00a0\u00a0\u2013 \u00a001 de mar\u00e7o de 2015<\/p>\n<p><b>TEXTO \u00c1UREO<\/b><\/p>\n<p>\u201cTudo quanto te vier \u00e0 m\u00e3o para fazer, faze-o conforme as tuas for\u00e7as, porque na sepultura, para onde tu vais, n\u00e3o h\u00e1 obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma\u201d<b> Ec 9.10.<\/b><\/p>\n<p><b>VERDADE APLICADA<\/b><\/p>\n<p>O Senhor n\u00e3o tem nenhum servo desocupado ou in\u00e1bil. Ele deu talentos a cada um conforme sua capacidade, que devem ser aplicados com sabedoria.<\/p>\n<p><b>TEXTOS DE REFER\u00caNCIA<\/b><\/p>\n<p>Mt 25.16-19<\/p>\n<p><b>OBJETIVOS DA LI\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>1. Conscientizar sobre o privil\u00e9gio de servir ao Reino de Deus;<\/p>\n<p>2. Enfatizar que somos respons\u00e1veis diante de Deus por todas as nossas capacidades;<\/p>\n<p>3. Elencar as implica\u00e7\u00f5es do servi\u00e7o ou do desservi\u00e7o ao Reino de Deus<\/p>\n<p><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>A par\u00e1bola dos talentos nos arremete para a responsabilidade nos neg\u00f3cios do Reino. O talento representa a oportunidade e o aproveitamento de nossa capacidade no desenvolvimento do Reino de Deus (Mt 25.14-30). Ao contar essa par\u00e1bola, Jesus prepara os disc\u00edpulos para o momento em que eles ter\u00e3o que trabalhar em sua aus\u00eancia f\u00edsica, e fazendo-os saber que ao retornar Ele pedir\u00e1 conta.<\/p>\n<p><b>I. PRINC\u00cdPIO DA MOTIVA\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>No Reino de Deus n\u00e3o basta fazer, mas tamb\u00e9m o porqu\u00ea fazer. Conforme Prov\u00e9rbios 16.2, Deus observa e conhece os princ\u00edpios de todas as a\u00e7\u00f5es. Ele sabe com precis\u00e3o as inten\u00e7\u00f5es do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Movidos pelo valor dos talentos<\/b><\/p>\n<p>Percebe-se que nada na par\u00e1bola \u00e9 irrelevante. Os valores dos talentos nos levam a compreender a import\u00e2ncia das habilidades dadas por Deus, tanto naturais como espirituais, com as quais podemos servir aos homens e glorificar a Deus, dando assim continuidade ao Seu Reino. Nenhum homem tem qualquer coisa de sua autoria, exceto seus pecados (Rm 3.23). Assim sendo, o valor inestim\u00e1vel de nossas capacidades deve nos motivar a maximizar nossos esfor\u00e7os no Reino de Deus, procurando em cada a\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o dar o nosso melhor (Ec 9.10).<\/p>\n<p><b>Movidos pelo privil\u00e9gio de servir<\/b><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nada mais grandioso nessa terra do que o Reino que Jesus implantou. Nada merece mais a nossa aten\u00e7\u00e3o (Mt 6.33). Servir no Reino de Deus \u00e9 um dos maiores privil\u00e9gios que o homem pode ter, pois atrai a aten\u00e7\u00e3o at\u00e9 mesmo de anjos (I \u00a0Pe 1.12). A partir do momento em que o homem se engaja na excel\u00eancia da obra de Cristo, tudo mais se torna pueril (Fp 3.7-80. N\u00e3o merec\u00edamos participar do planejamento divino, mas por Sua condescend\u00eancia fazemos parte desse grande projeto. Fomos chamados pela gra\u00e7a de Deus (Gl 1.15); engajamos em Seu Reino pela gra\u00e7a (I Co 15.10); contribu\u00edmos em Seu Reino pela gra\u00e7a (II Co 8.1-4). Portanto, nada merecemos, mas Deus nos abarcou em Sua obra e, por conseguinte, n\u00e3o deve ser vista como uma obriga\u00e7\u00e3o ou constrangimento, pelo contr\u00e1rio, deve ser encarada como um privil\u00e9gio.<\/p>\n<p><b>Movidos pelos resultados<\/b><\/p>\n<p>As implica\u00e7\u00f5es da desenvoltura de nossos talentos s\u00e3o as mais diversas, vai desde causar mudan\u00e7as temporais na vida das pessoas, at\u00e9 mesmo a conduzi-las \u00e0 salva\u00e7\u00e3o eterna de suas almas, e isso n\u00e3o tem pre\u00e7o (Sl 49.8). O ap\u00f3stolo Paulo tinha como motiva\u00e7\u00e3o maior do seu minist\u00e9rio o bem-estar da Igreja e, nesse sentido ele n\u00e3o media esfor\u00e7os e sacrif\u00edcios (II Co 12.15; At 20.24). N\u00e3o devemos esquecer que somos resultados do que os outros fizeram. Aqueles que se habilitam a trabalhar no Reino que Jesus implantou se envolvem com pessoas procurando melhorar suas vidas, mas a mentalidade do servo in\u00fatil \u00e9 marcada pela indiferen\u00e7a com o bem-estar dos outros. A aplica\u00e7\u00e3o dos talentos permite que o melhor homem se torne um homem ainda melhor (J\u00f3 42.5, 6). Portanto devemos dar o nosso melhor para que o que \u00e9 bom fique ainda melhor.<\/p>\n<p><b>II. PRINC\u00cdPIO DA RESPONSABILIDADE<\/b><\/p>\n<p>Todos n\u00f3s temos capacidades e oportunidades diferentes, mas tamb\u00e9m temos algo em comum: a responsabilidade de permanecer fiel a Deus e \u00e0 Sua Palavra.<\/p>\n<p><b>Responsabilidade de acordo com a capacidade<\/b><\/p>\n<p>O Senhor n\u00e3o d\u00e1 talentos indiscriminadamente, mas d\u00e1 a cada um segundo suas capacidades (I Co 12.7). \u00c9 manifesto na par\u00e1bola que, na distribui\u00e7\u00e3o de talentos, o mesmo n\u00e3o foi dado a todos, cada um recebeu conforme sua envergadura (Mt 25.15). O Senhor n\u00e3o comete erros na atribui\u00e7\u00e3o de tarefas, tampouco pedir\u00e1 conta al\u00e9m dos potenciais de cada um. Ele t\u00e3o somente requer fidelidade (I Co 4.2). Em cada lugar, posi\u00e7\u00e3o ou situa\u00e7\u00e3o em que a provid\u00eancia divina nos colocar, nossa fidelidade estar\u00e1 sendo posta \u00e0 prova (Rm 14.12). Somos respons\u00e1veis diante de Deus por todas as nossas capacidades, quer sejam pessoais, produtivas, cognitivas ou relacionais.<\/p>\n<p><b>Responsabilidade no investimento<\/b><\/p>\n<p>Podemos ser tentados a pensar que os talentos a n\u00f3s confiados s\u00e3o para nosso pr\u00f3prio benef\u00edcio e alegria, mas a verdade \u00e9 que a par\u00e1bola nos leva a compreender que os talentos s\u00e3o para alegria e \u201cenriquecimento\u201d do Senhor (Mt 25.20-23). O Mestre nos confia uma parcela de Suas riquezas n\u00e3o para gastarmos com n\u00f3s mesmos, nem para enterrarmos, mas para \u201cnegociarmos\u201d com ela. Aprendemos que o uso correto dos talentos a n\u00f3s creditados far\u00e1 ampli\u00e1-los. O caminho certo para aumentar nossas capacidades em Cristo \u00e9 o exerc\u00edcio dos talentos que Ele nos deu. Sementes amontoadas e trancadas em um celeiro n\u00e3o se multiplicam (Ec 11.1) Fa\u00e7amos dos desdobramentos de nossos talentos uma esp\u00e9cie de investimento e, como todo investimento, os benef\u00edcios advindos desse alastramento do bem ser\u00e3o obtidos no amanh\u00e3 (Cl 3.23, 24).<\/p>\n<p><b>Responsabilidade no tempo confiado<\/b><\/p>\n<p>Nenhum homem jamais alcan\u00e7ou lugares ou resultados elevados sem que tenha empregado sabiamente seu tempo. O estudante que aplica bem o seu tempo, o atleta que valoriza cada minuto e o agricultor que prepara o terreno no tempo adequado s\u00e3o mais bem-sucedidos. Isso n\u00e3o pode e nem deve ser diferente na vida do servo de Deus. Qualquer dia que se passe sem abra\u00e7ar novas compreens\u00f5es ou sem aproveitar as oportunidades, incorrer\u00e1 em perdas irrepar\u00e1veis. Prov\u00e9rbios 10.4 lan\u00e7a uma luz para quem objetiva alcan\u00e7ar \u00eaxito no que empreende fazer: \u201cO que trabalha com m\u00e3o remissa empobrece, mas a m\u00e3o dos diligentes vem a enriquecer-se\u201d. O trabalho no Senhor n\u00e3o pode esperar, pois afluir\u00e1 consequ\u00eancias eternas em dar ou n\u00e3o valor ao tempo. Paulo, ao advertir os crist\u00e3os de \u00c9feso e de Colossos sobre a necessidade de remir o tempo, nos faz compreender que o tempo tem seu \u201cpre\u00e7o\u201d (Ef 5.16; Cl 4.5). Ou seja, \u201cremir o tempo\u201d pode significar \u201ccomprar\u201d o tempo, ser o dono dele. Portanto, quem se engaja nos \u201cneg\u00f3cios\u201d do Reino de Deus deve aproveitar as oportunidades, pois o Senhor n\u00e3o tem servos desocupados.<\/p>\n<p><b>III. PRINC\u00cdPIO DAS CONSEQU\u00caNCIAS<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 certo que haver\u00e1 o momento da presta\u00e7\u00e3o de contas, na qual cada indiv\u00edduo ser\u00e1 recompensado ou punido, conforme agiu em rela\u00e7\u00e3o aos talentos confiados. Os homens t\u00eam oportunidades e cada um pode agir de modo muito diferente em rela\u00e7\u00e3o a elas.<\/p>\n<p><b>O julgamento ser\u00e1 inevit\u00e1vel<\/b><\/p>\n<p>Embora possamos perder nossa capacidade de obedecer, Deus jamais perde a habilidade e o direito de comandar e exigir fidelidade de Seus servos (Sl 82.1). O nosso comparecimento diante de Deus para presta\u00e7\u00e3o de contas n\u00e3o \u00e9 uma possibilidade, mas uma certeza (Mt 25.19). O Senhor h\u00e1 de trazer \u00e0 tona todas as oportunidades aproveitadas ou perdidas. Cada \u201ccentavo\u201d de talento ser\u00e1 cobrado. O anonimato, a insignific\u00e2ncia, a fraqueza, a imaturidade e outras desculpas, tantas vezes usadas como \u00e1libi para n\u00e3o assumir responsabilidades aqui, n\u00e3o nos manter\u00e3o fora da aprecia\u00e7\u00e3o divina. Portanto, a inevitabilidade do julgamento deve servir como incentivo para nossa dilig\u00eancia na aplicabilidade dos talentos que nos foram confiados.<\/p>\n<p><b>Repreens\u00e3o e condena\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>A severa repreens\u00e3o do Senhor ao servo descuidado (Mt 25.26) \u00e9 uma evid\u00eancia de que Deus julgar\u00e1 as pessoas n\u00e3o apenas por fazerem o mal, mas tamb\u00e9m por n\u00e3o fazerem o bem. Deixar de fazer o bem \u00e9 uma das facetas do mal (Tg 4.17). A maldade do servo repreendido \u00e9 demonstrada, n\u00e3o s\u00f3 por sua infidelidade, mas tamb\u00e9m por suas desculpas falsas e caluniosas (Mt 25.24). \u00c9 not\u00f3rio que o acerto de contas n\u00e3o haver\u00e1 como reivindicar a justi\u00e7a, pois a pr\u00f3pria justi\u00e7a \u00e9 quem condena. No dia do julgamento, a distin\u00e7\u00e3o entre o bem e o mal ser\u00e1 rigorosamente desenhada, pois todos os v\u00e9us e disfarces ser\u00e3o arrancados (Ml 3.18). \u201cSenhor, Senhor\u201d, naquele dia, ser\u00e1 um grito de desespero vazio, j\u00e1 que n\u00e3o haver\u00e1 mais oportunidade de remiss\u00e3o, pois a condena\u00e7\u00e3o j\u00e1 estar\u00e1 decretada (Mt 7.21, 23; 25.11, 12).<\/p>\n<p><b>Reconhecimento e aprova\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Compreende-se pelo texto que os servos zelosos perceberam suas responsabilidades e logo come\u00e7aram a aplicar os seus talentos. O desfecho n\u00e3o poderia ser diferente: a aprova\u00e7\u00e3o foi imediata (Mt 25.21, 23). Ser admitido \u00e0 presen\u00e7a do Senhor e participar de Sua alegria \u00e9 uma honra al\u00e9m da nossa compreens\u00e3o. Esse reconhecimento de \u201cbom\u201d e \u201cfiel\u201d tamb\u00e9m pode referir-se \u00e0 conduta e ao car\u00e1ter. A coopera\u00e7\u00e3o entre a f\u00e9 e as obras ocasionar\u00e1 o aperfei\u00e7oamento do indiv\u00edduo que se habilita a servir no Reino de Deus (Tg 2.22, 26). Cada ser humano imbu\u00eddo da f\u00e9 em Jesus que canalizar suas habilidades em fazer o bem incondicionalmente, receber\u00e1 aprova\u00e7\u00e3o e ser\u00e1 recompensado (Mt 25.34).<\/p>\n<p><b>CONCLUS\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Aprendemos nessa par\u00e1bola que trabalhando para Deus cresceremos fortes nEle. O futuro para quem se adequar ao Evangelho e se entregar ao servi\u00e7o do Reino ser\u00e1 de recompensas, pois ouvir\u00e1 do pr\u00f3prio Jesus Cristo: \u201cMuito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor.\u201d (Mt 25.21).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Postado por: <\/b>Pb. Ademilson Braga<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LI\u00c7\u00c3O \u2013 140\u00a0\u00a0\u2013 \u00a001 de mar\u00e7o de 2015 TEXTO \u00c1UREO \u201cTudo quanto te vier \u00e0 m\u00e3o para fazer, faze-o conforme as tuas for\u00e7as, porque na sepultura, para onde tu vais, n\u00e3o h\u00e1 obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma\u201d Ec 9.10. VERDADE APLICADA O Senhor n\u00e3o tem nenhum servo desocupado ou in\u00e1bil. 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