{"id":4739,"date":"2015-01-11T16:18:34","date_gmt":"2015-01-11T19:18:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=4739"},"modified":"2020-12-23T13:24:40","modified_gmt":"2020-12-23T16:24:40","slug":"a-fidelidade-de-jesus-cristo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/a-fidelidade-de-jesus-cristo\/","title":{"rendered":"A fidelidade de Jesus Cristo"},"content":{"rendered":"<p><b>LI\u00c7\u00c3O \u2013 133 <\/b>\u00a0\u2013 \u00a011 de Janeiro de 2015<\/p>\n<p><b>TEXTO \u00c1UREO<\/b><\/p>\n<p>\u201cDe sorte que haja em v\u00f3s o mesmo sentimento que houve tamb\u00e9m em Cristo Jesus\u201d<b> Fp 2.5<\/b><\/p>\n<p><b>VERDADE APLICADA<\/b><\/p>\n<p>A fidelidade \u00e9 uma caracter\u00edstica requerida \u00e0queles que almejam viver a eternidade com Jesus.<\/p>\n<p><b>OBJETIVOS DA LI\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>1. Mostrar a fidelidade que Jesus manteve aqui na Terra enquanto desenvolveu Sua miss\u00e3o;<\/p>\n<p>2. Ensinar a import\u00e2ncia de agirmos com fidelidade em todos os aspectos desta vida, se quisermos ser verdadeiros disc\u00edpulos de Cristo;<\/p>\n<p>3. Informar \u00e0 Igreja peregrina que Jesus manter\u00e1 Suas promessas de capacita\u00e7\u00e3o, companhia e prote\u00e7\u00e3o enquanto espera Sua volta. Textos de refer\u00eancia Fp 2.5-8<\/p>\n<p><b>TEXTOS DE REFER\u00caNCIA<\/b><\/p>\n<p>Fp 2.5-8<\/p>\n<p><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>A maneira de viver que Jesus partilhou com os que estavam \u00e0 Sua volta foi suficiente para influenciar as demais gera\u00e7\u00f5es que sucederam depois dEle (Tg 1.18). Mesmo ainda jovem, ocupou a Sua mente e Seu tempo em cumprir estritamente os prop\u00f3sitos do Pai que O enviou para uma obra incompar\u00e1vel (Lc 2.52).<\/p>\n<p><b>I. A FIDELIDADE DE JESUS CRISTO AO PAI<\/b><\/p>\n<p>Os passos do Mestre neste mundo foram marcados pela maneira fiel com que se relacionou com o Alt\u00edssimo. Na Sua particularidade, mesmo sendo a segunda pessoa da trindade divina (Lc 3.22), procurou portar-se com afinco na miss\u00e3o de desenvolver o caminho de salva\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da Sua morte na cruz (Fp 2.8) e ressurrei\u00e7\u00e3o do t\u00famulo (Mt 28.5, 6). Sendo a fiel testemunha (Ap 1.5) e primog\u00eanito dos mortos (I Co 15.20), mudou a hist\u00f3ria de todos aqueles que n\u00e3o tinham mais esperan\u00e7a de vida eterna (I Jo 1.2; 5.11).<\/p>\n<p><b>Na encarna\u00e7\u00e3o de Cristo<\/b><\/p>\n<p>O plano de salva\u00e7\u00e3o da humanidade inclu\u00eda a vinda de Cristo a este mundo como homem, nascido de mulher, conforme profetizado pelos profetas (Is 7.14; Mq 5.2), cumprindo todas as exig\u00eancias legais ordenadas pela Lei mosaica que requeria um sacrif\u00edcio perfeito (Hb 9.11, 12; Gl 4.4) para que validasse a salva\u00e7\u00e3o de todos os homens. Sua concep\u00e7\u00e3o, nascimento e encarna\u00e7\u00e3o obedeceram criteriosamente aos prop\u00f3sitos de Deus prescritos na lei: homem perfeito, nascido de uma virgem pura, sem pecado algum (Jo 1.1, 14).<\/p>\n<p><b>Em comunicar a verdade do Pai<\/b><\/p>\n<p>A sociedade na qual Jesus desenvolveu o Seu minist\u00e9rio trazia em mente a influ\u00eancia da filosofia grega na cultura dos povos. Isso fica evidente na pergunta c\u00e9tica de Pilatos para Jesus acerca do que \u00e9 a verdade (Jo 18.37, 38). Consta no evangelho de Jo\u00e3o que a Lei foi dada por Mois\u00e9s, enquanto a gra\u00e7a e a verdade vieram por meio de Cristo (Jo 1.17). Ainda assim, os grupos religiosos da \u00e9poca, que detinham o conhecimento, interpreta\u00e7\u00e3o e ensino da Lei em Israel (Lc 5.17), sentiam dificuldade em abandonar as verdades humanas para reconhecer a verdade eterna encarnada em Jesus como o Messias prometido (Jo 4.25). Nesse contexto de vida \u00e9 que Jesus verbaliza Seus di\u00e1logos e exposi\u00e7\u00f5es dos ensinos divino, como aquele que traz e comunica a doutrina do Pai (Jo 7.16; Jo 14.14) a todos os povos, tribos e na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><b>Em submeter-se \u00e0 vontade do Pai<\/b><\/p>\n<p>A submiss\u00e3o de Jesus em concretizar o plano de salva\u00e7\u00e3o designado por Deus implicou-O a tornar-se humano. Isso condicionou-O a conviver com pessoas influenciadas pelo cumprimento da vontade romana em manter o dom\u00ednio cultural e territorial de seus s\u00faditos. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 humanidade, o prop\u00f3sito de Deus era que algu\u00e9m que fosse perfeito assumisse a culpa pelos pecados de todas as gera\u00e7\u00f5es (Is 53.3-7; I Co 13.10), uma vez que o homem carrega em seu sangue o \u201cv\u00edrus\u201d da desobedi\u00eancia, o pecado original (Rm 5.12). Por isso, Jesus submeteu-se \u00e0 vontade do Pai, carregando sobre Si mesmo os pecados da humanidade para que pudesse redimi-la e reconcili\u00e1-la com o Pai. Dessa forma, Jesus foi enviado voluntariamente, como um sacrif\u00edcio perfeito, imaculado, realizando um ato de expia\u00e7\u00e3o na cruz, reconciliando o homem com o criador (II Co 5.18, 19).<\/p>\n<p><b>II. A FIDELIDADE DE JESUS CRISTO \u00c0 SUA MISS\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>A encarna\u00e7\u00e3o do Filho do Homem entre n\u00f3s teve como objetivo principal expiar os pecados da humanidade na cruz, reconciliando os pecadores e salvando todos os que haviam se perdido (Jo 1.14). Portanto, enfatizaremos a seguir o teor da fidelidade de Jesus no cumprimento dessa incumb\u00eancia intransfer\u00edvel.<\/p>\n<p><b>Expiar os pecados<\/b><\/p>\n<p>A humanidade carece de salva\u00e7\u00e3o devido \u00e0 incontest\u00e1vel realidade do pecado que a tem contaminado, manchado e afastado de Deus, conforme declarou o ap\u00f3stolo Paulo (Rm 3.23). A natureza humana estava corrompida, degenerada e completamente fora do plano do Criador, da\u00ed a necessidade de se preparar uma solu\u00e7\u00e3o permanente que correspondesse aos requisitos da justi\u00e7a e do ju\u00edzo divino. Ao enviar Seu filho para realizar a obra expiat\u00f3ria na cruz (Fp 2.8), Deus preparou o sacrif\u00edcio perfeito (Hb 7.26), o advogado fiel (1Jo 2.1), o caminho reto pelo qual todos os que creem em Seu nome possam ser reconciliados.<\/p>\n<p><b>Reconciliar os pecadores<\/b><\/p>\n<p>A comunh\u00e3o no relacionamento entre Deus e o homem foi interrompida desde que o pecado foi concebido pelo primeiro casal no \u00c9den, onde se fizeram inimigos de Deus (Cl 1.21). Mas, o amor que Deus tem pelas Suas criaturas \u00e9 imensur\u00e1vel (Jo 3.16), capaz de ir ao encontro do homem ca\u00eddo e restabelecer a paz (Is 9.6), reconciliando-o consigo mesmo atrav\u00e9s da morte vic\u00e1ria de Cristo (II Co 5.18) e removendo o abismo de separa\u00e7\u00e3o criado pelo pecado (Is 59.2). Portanto, Jesus \u00e9 o mediador do melhor concerto, consumado na Cruz por um alto pre\u00e7o independentemente de n\u00f3s, e que oferece melhores promessas (Hb 8.6) aos pecadores reconciliados porque Ele nos amou primeiro (I Jo 4.19).<\/p>\n<p><b>Salvar os perdidos<\/b><\/p>\n<p>O ato de expia\u00e7\u00e3o na cruz proporcionou a liberta\u00e7\u00e3o do pecado e seu poder destrutivo a todos os que creem no nome de Jesus (Lc 19.10), assim tamb\u00e9m como \u00e0 descend\u00eancia de Abra\u00e3o (Mt 1.21). Vivificados em Cristo, todos aqueles que s\u00e3o alcan\u00e7ados pela gra\u00e7a experimentam a novidade de vida ensinada e promovida diariamente pelo agir do Esp\u00edrito Santo (Ef 2.5). Assim, o Bom Pastor que deu Sua vida pelas ovelhas (Jo 10.11) direciona Seu olhar desde o c\u00e9u a percorrer os campos, desertos e vales \u00e0 procura da ovelha que se perdeu pelo caminho do engano (Mt 18.12) no decorrer das gera\u00e7\u00f5es. Nenhum daqueles que o Pai deu a Cristo, exceto o filho da perdi\u00e7\u00e3o, se perdeu enquanto Jesus cumpria fielmente Seu minist\u00e9rio aqui na Terra, porque o Mestre os guardava (Jo 17.12).<\/p>\n<p><b>III. A fidelidade de Jesus Cristo \u00e0 Sua Igreja<\/b><\/p>\n<p>A Igreja \u00e9 a \u00fanica organiza\u00e7\u00e3o institu\u00edda por Jesus para represent\u00e1-lo na Terra. \u00c9 um organismo vivo e ativo para agir no mundo como corpo de Cristo, reunindo pessoas de todas as classes sociais, etnias e culturas (I Co 12.13), revelando os prop\u00f3sitos divinos e as verdades das Escrituras, apregoando o amor de Jesus e Seu minist\u00e9rio salv\u00edfico.<\/p>\n<p><b>Revestindo a Igreja com poder<\/b><\/p>\n<p>O revestimento de poder se deu inicialmente quando Jesus Cristo ordenou a seus disc\u00edpulos que permanecessem em Jerusal\u00e9m para que recebessem a virtude do Esp\u00edrito Santo (At 1.8). A partir de ent\u00e3o, toda a Igreja recebeu esse poder que lhe torna capaz de pregar, testemunhar e anunciar o Reino de Deus, e leva o crente a defender dinamicamente a f\u00e9 que uma vez lhe foi entregue (Jd 3). Necessitamos de qualifica\u00e7\u00f5es espirituais para servir o Mestre e Sua obra para qual fomos chamados. O ap\u00f3stolo Paulo descreve que os dons do Esp\u00edrito Santo s\u00e3o dispensados \u00e0queles que prop\u00f5em em sua mente viver para Deus e vencer o pecado a cada dia (I Co 12). Assim, o poder de Deus dispensado a Sua Igreja sempre ter\u00e1 como alvo o aperfei\u00e7oamento e fortalecimento daqueles que aceitaram o desafio de seguir o Cordeiro em comunh\u00e3o e fidelidade a Seus mandamentos (Mc 16.15-18).<\/p>\n<p><b>Preservando a Sua Igreja<\/b><\/p>\n<p>A Igreja Crist\u00e3 \u00e9 perseguida desde seu in\u00edcio em Jerusal\u00e9m. Entretanto ela \u00e9 fundamentada em Cristo e por isso \u00e9 capaz de suportar as tempestades que se levantam contra ela (Mt 16.18). Jamais os representantes pol\u00edticos e movimentos socioculturais de uma na\u00e7\u00e3o poder\u00e3o inserir normas que venham desfazer a Igreja que est\u00e1 pautada na Palavra de Deus (Cl 3.16). A igreja gloriosa, invis\u00edvel e inumer\u00e1vel de Jesus est\u00e1 muito al\u00e9m das paredes de tijolos feitas por m\u00e3os humanas, pois a sua posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 alcan\u00e7ada pelo homem natural (I Co 2.14) e sim espiritual.<\/p>\n<p><b>A certeza da Sua presen\u00e7a<\/b><\/p>\n<p>A noiva do Cordeiro tem a alegria de contar com a companhia fiel e ininterrupta de seu noivo mesmo antes do casamento, uma vez que Cristo \u00e9 Onisciente, Onipotente e Onipresente (Jr 23.24). Pois a fidelidade de Jesus transcende o nosso entendimento e mesmo que Sua Igreja possa se sentir fragilizada diante dos obst\u00e1culos, n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3. O ap\u00f3stolo Paulo, ao escrever a Igreja que estava em Corinto (I Co 6.19), lembrou os de que cada crente \u00e9 habita\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, dessa forma somos ensinados como proceder em todos os instantes de nossa vida crist\u00e3.<\/p>\n<p><b>CONCLUS\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>A fidelidade de Jesus est\u00e1 pautada no compromisso com o Pai de se oferecer para vir ao mundo, de levar ao Calv\u00e1rio os pecados da humanidade, ser fiel ao cumprir Sua miss\u00e3o e apresentar ao mundo a certeza de Seu amor incondicional para com Sua Igreja amada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Postado por: <\/b>Pb. Ademilson Braga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LI\u00c7\u00c3O \u2013 133 \u00a0\u2013 \u00a011 de Janeiro de 2015 TEXTO \u00c1UREO \u201cDe sorte que haja em v\u00f3s o mesmo sentimento que houve tamb\u00e9m em Cristo Jesus\u201d Fp 2.5 VERDADE APLICADA A fidelidade \u00e9 uma caracter\u00edstica requerida \u00e0queles que almejam viver a eternidade com Jesus. OBJETIVOS DA LI\u00c7\u00c3O 1. 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