{"id":4444,"date":"2014-06-17T21:59:53","date_gmt":"2014-06-18T00:59:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=4444"},"modified":"2020-12-23T13:25:57","modified_gmt":"2020-12-23T16:25:57","slug":"perdao-o-antidoto-para-o-rancor","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/perdao-o-antidoto-para-o-rancor\/","title":{"rendered":"Perd\u00e3o, o ant\u00eddoto para o rancor"},"content":{"rendered":"<p><b>LI\u00c7\u00c3O &#8211; 104<\/b> \u2013 22 de junho de 2014<\/p>\n<p><b>TEXTO \u00c1UREO<\/b><\/p>\n<p>\u201cE, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de \u00edntima compaix\u00e3o, e, correndo, lan\u00e7ou-se-lhe ao pesco\u00e7o, e o beijou.\u201d Lc 15.20<\/p>\n<p><b>VERDADE APLICADA<\/b><\/p>\n<p>O perd\u00e3o \u00e9 rem\u00e9dio para o rancor, e o combust\u00edvel do perd\u00e3o \u00e9 o amor.<\/p>\n<p><b>OBJETIVOS DA LI\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>1. Explicar o que \u00e9 rancor;<\/p>\n<p>2. Mostrar como se desenvolve o rancor;<\/p>\n<p>3. Apontar o caminho para a cura.<\/p>\n<p><b>Textos de refer\u00eancia<\/b><\/p>\n<p>Lc 15.11,12,20,29<\/p>\n<p><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Segundo o dicion\u00e1rio de l\u00edngua portuguesa, Michaelis, o rancor \u00e9 definido pelas seguintes palavras: \u00f3dio inveterado, oculto, profundo. Grande avers\u00e3o n\u00e3o manifestada; antipatia. Ressentimento. Ira secreta e malquerer. Ao analisarmos as palavras que definem rancor, podemos concluir que esse sentimento n\u00e3o \u00e9 nem um pouco ben\u00e9fico ao ser humano, pois chegamos \u00e0 conclus\u00e3o que ele causar\u00e1 mais sofrimento do que prazer, logo, se causa sofrimento, lembra dor e consequentemente lembra doen\u00e7a. Destarte rancor pode ser visto, tamb\u00e9m, como uma das enfermidades da alma.<\/p>\n<p><b>I. RANCOR, UMA FERRAMENTA DE DESTRUI\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Qualquer sentimento que permane\u00e7a oculto n\u00e3o pode ser encarado como algo prazeroso. O \u00f3dio inveterado leva a momentos de profundo negativismo, pois esse sentimento vai trabalhar em nosso cora\u00e7\u00e3o como uma fonte de enfermidade e ferramenta de destrui\u00e7\u00e3o, agindo internamente como uma bomba rel\u00f3gio armada para explodir a qualquer momento.<\/p>\n<p><b>O amargor produzido pelo rancor (At 8.23). <\/b>Diferente das enfermidades apresentadas at\u00e9 agora nesta revista, o rancor pode se tomar maior ou menor dependendo da nossa posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a ele (Hb 12.15). As outras enfermidades, na sua maioria, t\u00eam causas alheias \u00e0 nossa vontade. O rancor, no entanto, sobrevive do alimento que fornecemos a ele e que pode nos levar rapidamente a uma perda de controle nos tornando cada vez mais amargos em rela\u00e7\u00e3o a vida (Gn 27.45).<\/p>\n<p><b>Rancor, enfermidade devastadora. <\/b>Podemos dizer que o rancor \u00e9 produzido e come\u00e7a a se desenvolver de maneira oculta o que faz dele uma enfermidade tremendamente grave e devastadora. O rancor funciona como outras enfermidades som\u00e1ticas que s\u00f3 se apresentam quando se encontram em est\u00e1gio avan\u00e7ado. Tais doen\u00e7as recebem uma\u00a0aten\u00e7\u00e3o maior da comunidade m\u00e9dica que orienta os indiv\u00edduos a buscar um diagn\u00f3stico precoce para uma maior possibilidade de cura. Da mesma forma, rancor deve ser identificado ainda em seu in\u00edcio, desse modo, fica mais f\u00e1cil de ser debelado. Ao percebermos algum sintoma relacionado com o rancor, temos de partir imediatamente em busca da solu\u00e7\u00e3o (Lv 19.18). O rancor come\u00e7a devastando a alma e \u00e9 externado pelos atos cometidos pelo rancoroso. Embora seja desenvolvido em sua maioria por um motivo espec\u00edfico, acaba por se tornar agressivo tamb\u00e9m em situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o envolvem o motivo principal (Mc 6.18-19).<\/p>\n<p><b>O rancor tamb\u00e9m ocorre por causa do ressentimento. <\/b>Uma das maneiras mais simples do rancor se desenvolver \u00e9 atrav\u00e9s de algo chamado ressentimento que \u00e9 identificado, entre\u00a0outros aspectos, como lembran\u00e7a magoada de ofensa recebida. Ficar se remoendo por coisas\u00a0ocorridas no passado n\u00e3o pode ser algo produtivo, pois o passado n\u00e3o poder\u00e1 ser alterado, da\u00ed cabe ao indiv\u00edduo buscar esquecer o ocorrido para ver-se livre de tal ressentimento que poder\u00e1 culminar na enfermidade (Fp 3.13).<\/p>\n<p><b>II. O RANCOR CONTRA UM IRM\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>O texto retratado no cap\u00edtulo quinze do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos escreveu Lucas, mostra-nos Jesus, apresentando aos fariseus e aos escribas uma par\u00e1bola acerca do do filho pr\u00f3digo. No entanto n\u00e3o estaremos aqui observando a pessoa do filho mal agradecido que n\u00e3o reconheceu a import\u00e2ncia da conviv\u00eancia de uma vida em companhia dos seus, mas antes preferiu levar uma vida dissoluta tomando para si aquilo que considerava pertencer a ele (Lc 15.12). Levaremos em conta o comportamento e as atitudes dos outros envolvidos na hist\u00f3ria. A figura do pai perdoador nos mostra que \u00e9 poss\u00edvel ter um cora\u00e7\u00e3o long\u00e2nimo e saber perdoar, mesmo as maiores ofensas. J\u00e1 a pessoa do irm\u00e3o mais velho nos serve de advert\u00eancia para n\u00e3o permitimos que um sentimento negativo contamine nossos cora\u00e7\u00f5es facilitando assim, o surgimento do rancor.<\/p>\n<p><b>Os principais envolvidos da par\u00e1bola. <\/b>Na par\u00e1bola do filho pr\u00f3digo; Jesus apresenta tr\u00eas personagens importantes o pai, o filho mais jovem chamado pr\u00f3digo, e seu irm\u00e3o mais velho. Nesta hist\u00f3ria, s\u00e3o retratados um ofensor e dois ofendidos. Podemos observar em seu desfecho, Cristo, deixando claro que um dos ofendidos n\u00e3o cultivou nenhum tipo de rancor em rela\u00e7\u00e3o ao que lhe foi feito, enquanto o outro, n\u00e3o se permitiu esquecer tal fato: o pai dos dois rapazes mantivera a sua atitude de amor em rela\u00e7\u00e3o ao filho ingrato, j\u00e1 o seu filho mais velho n\u00e3o disfar\u00e7ara o ressentimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atitude do seu irm\u00e3o.<\/p>\n<p><b>A atitude do pai. <\/b>Vemos que, quando o pai se depara com o filho mais mo\u00e7o retornando para casa, moveu-se de \u00edntima compaix\u00e3o (Lc 15.20). A atitude dele foi o reflexo do que\u00a0cultivou ao longo do tempo que se manteve afastado do filho, talvez em alguns momentos, tenha pensado. Por onde andar\u00e1 meu filho querido? Que caminho tem trilhado? Como estar\u00e1 a sua vida? E essa preocupa\u00e7\u00e3o com certeza foi respons\u00e1vel para que o pai n\u00e3o nutrisse rancor pelo filho. Certamente o pai, mesmo com saudade e preocupado, viveu este per\u00edodo mais tranquilo e em paz, pois n\u00e3o guardou nenhum tipo de sentimento negativo em rela\u00e7\u00e3o ao que foi praticado pelo jovem rapaz.<\/p>\n<p><b>A atitude do irm\u00e3o. <\/b>Ao ver a grande festa oferecida pelo pai a seu irm\u00e3o mais novo, n\u00e3o escondeu a sua indigna\u00e7\u00e3o e mostrou a face oculta do rancor alimentado por todo tempo pelo qual o irm\u00e3o se manteve afastado (Lc 15.28 e 30). Talvez em alguns momentos\u00a0tenha pensado: O que ser\u00e1 que aquele ingrato anda fazendo? Enquanto estou aqui me matando de trabalhar deve estar na esb\u00f3rnia. Sentimentos como estes s\u00e3o respons\u00e1veis por fazer desenvolver um \u00f3dio inveterado que \u00e9 identificado como rancor. Podemos observar, em suas poss\u00edveis palavras, a tamanha amargura que o consumia e que n\u00e3o o permitia perdoar. Ao contr\u00e1rio do pai que demonstrou amor incondicional ele mostrou uma ira secreta guardada durante todo tempo o qual o irm\u00e3o esteve fora.<\/p>\n<p><b>III. UM SENTIMENTO PERIGOSO<\/b><\/p>\n<p>O rancor \u00e9 um sentimento perigoso, que afeta, n\u00e3o s\u00f3 o ofensor, mas tamb\u00e9m o ofendido, que se permite atingir por ele (Hb 12.15). N\u00e3o permitir o crescimento de sentimentos negativos \u00e9 uma forma de eliminar o rancor, e aliment\u00e1-lo s\u00f3 ir\u00e1 contribuir para perdas em seus relacionamentos interpessoais.<\/p>\n<p><b>Esquecer a ofensa destr\u00f3i o rancor.<\/b><\/p>\n<p>O profeta Miqu\u00e9ias, no cap\u00edtulo sete, mostra-nos como Deus age em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s ofensas sofridas da parte do homem. Embora perceba que o homem, em muitas situa\u00e7\u00f5es, trai a Ele lhe virando as costas, o Pai est\u00e1 sempre disposto a perdoar esquecendo totalmente a ofensa. O rancor n\u00e3o cabe no cora\u00e7\u00e3o de Deus, logo n\u00e3o deve tamb\u00e9m caber em um cora\u00e7\u00e3o onde Ele habita.<\/p>\n<p><b>Atitude divina, o exemplo a ser seguido. <\/b>No vocabul\u00e1rio crist\u00e3o evang\u00e9lico, deparamo-nos com uma express\u00e3o idiom\u00e1tica muito usada por todos &#8220;o Senhor lan\u00e7ou os nossos pecados no mar do esquecimento&#8221; \u00e9 fato que, na B\u00edblia, n\u00e3o encontraremos tal\u00a0express\u00e3o, mas podemos us\u00e1-la como receita divina para cura do rancor. Dois textos sagrados nos ajudam a entender esta maneira de se referir ao perd\u00e3o de Deus: Mq 7.19 diz que o Senhor lan\u00e7ar\u00e1 no mar todos os nossos pecados e Is 43.2 nos mostra o Senhor, afirmando que, dos nossos pecados, n\u00e3o mais se lembrar\u00e1. Agir dessa maneira ir\u00e1 ajudar, e muito, na cura desse mal que hoje afeta uma grande parcela da humanidade, inclusive em nossas igrejas.<\/p>\n<p><b>Rancor, uma ferramenta nas m\u00e3os do inimigo. <\/b>\u00c9 importante ressaltar o cuidado que devemos tomar com este sentimento, pois ele poder\u00e1 se tornar uma arma poderosa nas m\u00e3os do inimigo, visto que pessoas rancorosas normalmente s\u00e3o capazes\u00a0de fazer coisas assustadoras para se vingar daqueles que, pensam, t\u00ea-las ofendido (Pv\u00a018.19). O rancor dever\u00e1 ser eliminado sempre que exercitarmos o perd\u00e3o, pois \u00e9 nele que conseguimos, n\u00e3o s\u00f3 a cura para o rancor, como tamb\u00e9m sairmos vitoriosos contra mais uma tentativa de Satan\u00e1s para destruir a Igreja. No in\u00edcio da hist\u00f3ria do povo judeu, o diabo tentou usar esta arma atrav\u00e9s de Esa\u00fa, no entanto Jeov\u00e1 providenciou para que o cora\u00e7\u00e3o dele fosse quebrantado e o mesmo n\u00e3o feriu a Jac\u00f3. Gn 34.4 apresenta Esa\u00fa com o cora\u00e7\u00e3o quebrantado por Deus beijando a seu irm\u00e3o, isso nos\u00a0mostra que o rancor derrotado pode evitar, at\u00e9 mesmo, grandes trag\u00e9dias.<\/p>\n<p><b>CONCLUS\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>O rem\u00e9dio contra o rancor \u00e9 o perd\u00e3o e o combust\u00edvel do perd\u00e3o \u00e9 o amor e o amor \u00e9 a ess\u00eancia do Evangelho (Jo 3.16). Ent\u00e3o, j\u00e1 que fazemos parte do povo escolhido, devemos em todo tempo amar a todos. O pr\u00f3prio Cristo nos ensinou que devemos amar aos nossos inimigos (Mt 5.44), sendo assim, vamos fazer o poss\u00edvel para apagar de nossos cora\u00e7\u00f5es toda e qualquer raiz de amargura que possa permitir brotar em nossa alma esta enfermidade terr\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>Postado por: <\/b>Pb. Ademilson Braga<\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>Fonte: <\/b>Revista &#8211; Enfermidades da Alma \u2013 Editora Betel &#8211; 2\u00ba Trimestre 2014<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LI\u00c7\u00c3O &#8211; 104 \u2013 22 de junho de 2014 TEXTO \u00c1UREO \u201cE, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de \u00edntima compaix\u00e3o, e, correndo, lan\u00e7ou-se-lhe ao pesco\u00e7o, e o beijou.\u201d Lc 15.20 VERDADE APLICADA O perd\u00e3o \u00e9 rem\u00e9dio para o rancor, e o combust\u00edvel do perd\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2697,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[949,10,7],"tags":[746],"class_list":["post-4444","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cpad","category-artigos","category-e-b-d","tag-perdao"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4444","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4444"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4444\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6867,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4444\/revisions\/6867"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2697"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4444"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4444"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4444"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}