{"id":4173,"date":"2013-12-17T19:43:41","date_gmt":"2013-12-17T22:43:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=4173"},"modified":"2020-12-23T13:26:39","modified_gmt":"2020-12-23T16:26:39","slug":"a-ilusoria-prosperidade-dos-impios","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/a-ilusoria-prosperidade-dos-impios\/","title":{"rendered":"A Ilus\u00f3ria Prosperidade dos \u00cdmpios"},"content":{"rendered":"<p><b>Li\u00e7\u00e3o-77\u00a0\u00a0 &#8211;\u00a0\u00a0 <\/b>15 de Dezembro de 2013<\/p>\n<p><b><i><\/i><\/b><b>TEXTO \u00c1UREO<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b>&#8220;Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo <b><i>\u00a0<\/i><\/b><b><i>\u00a0e <\/i><\/b>ao \u00edmpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que n\u00e3o sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento&#8221; <b>(Ec 9.2).<\/b><\/p>\n<p><b>VERDADE PR\u00c1TICA<\/b><\/p>\n<p>Embora debaixo do solo o fim para justos e injustos pare\u00e7a o mesmo, as Escrituras deixam claro que, na eternidade, os seus destinos ser\u00e3o bem diferentes.<\/p>\n<p><b>LEITURA DI\u00c1RIA<\/b><\/p>\n<p><b>Segunda &#8211; Ec 8.10<br \/>\n<\/b>A injusti\u00e7a contra os justos<\/p>\n<p><b>Ter\u00e7a &#8211; Ec 7.15<br \/>\n<\/b>A longevidade dos perversos<\/p>\n<p><b>Quarta &#8211; Ec 9.3<br \/>\n<\/b>A morte \u00e9 o fim comum a todos<\/p>\n<p><b>Quinta &#8211; Ap 6.9<br \/>\n<\/b>O destino dos justos<\/p>\n<p><b>Sexta &#8211; Ec 9.11.12<br \/>\n<\/b>A imprevisibilidade da vida<\/p>\n<p><b>S\u00e1bado &#8211; II Tm 4.7<br \/>\n<\/b>Vivendo por um ideal<\/p>\n<p><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>A aparente prosperidade dos maus \u00e9 um tema recorrente em Eclesiastes. Nos Salmos, Davi aborda essa quest\u00e3o fazendo a seguinte pergunta:<\/p>\n<p>Por que os justos sofrem e os \u00edmpios prosperam? (SI 73). Nesse mesmo tom, Salom\u00e3o observa que, debaixo do sol, os injustos parecem levar vantagem sobre os justos. Mas quando ambos s\u00e3o nivelados por Deus, na arena da vida, constata-se que os justos e os injustos ter\u00e3o o mesmo fim. Mas como o s\u00e1bio de Eclesiastes, conclu\u00edmos que a justi\u00e7a \u00e9 melhor que a injusti\u00e7a. \u00c9 prefer\u00edvel ser s\u00e1bio do que agir como um tolo, pois seremos medidos pelos padr\u00f5es de Deus, n\u00e3o pelas circunst\u00e2ncias da vida.<\/p>\n<p><b>I &#8211;\u00a0 OS PARADOXOS DA VIDA<\/b><\/p>\n<p><b>Os justos sofrem injusti\u00e7a. <\/b>Diferentemente dos perversos que parecem estar sempre seguros e cada vez mais pr\u00f3speros (SI 73.12), o sofrimento foi uma das mais duras realidades experimentadas por Asafe (Sl 73.14). De igual modo, Salom\u00e3o lutou contra esse pessimismo ao contemplar o paradoxo da vida na hora da morte. Os perversos tinham uma cerim\u00f4nia f\u00fanebre digna de honra, mas &#8220;os que fizeram bem e sa\u00edam do lugar santo foram esquecidos na cidade&#8221; \u00a0(Ec 8.10).<br \/>\nO pastor norte-americano, A. W. Tozer, costumava dizer que o mundo est\u00e1 mais para o campo de batalha que para o palco de divers\u00e3o. Em outras palavras, os justos sofrem na arena da vida (SI 73; Fp 1.29). Logo, o crente fiel deve estar consciente de que os revezes n\u00e3o significam que ele esteja sob julgamento divino ou que a sua f\u00e9 seja fraca, mas que se encontra em constante aperfei\u00e7oamento espiritual<b> <\/b>( II Co 2.4; Cl 1.24; II Tm 1.8).<\/p>\n<p><b>Os maus prosperam. <\/b>Enquanto os justos padeciam, Davi e Salom\u00e3o constataram a prosperidade dos \u00edmpios ( Sl 73.1-3; Ec 7.15). Aqui, aprendemos que a espiritual idade de uma pessoa n\u00e3o pode ser medida pelo que ela possui, e sim pelo o que ela \u00e9. Ser pr\u00f3spero n\u00e3o significa &#8220;ter&#8221;, mas &#8220;ser&#8221;.<br \/>\nA r\u00e9gua da eternidade nos medir\u00e1 tomando como crit\u00e9rio a fidelidade a Deus, e n\u00e3o a prosperidade dos homens. A prosperidade b\u00edblica vem como resultado de um relacionamento sadio com Deus (SI 73.17,27,28) e independe de algu\u00e9m ter posses ou n\u00e3o. Os \u00edmpios t\u00eam posses, mas a verdadeira prosperidade s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel encontrar em Cristo.<\/p>\n<p><b>II &#8211;\u00a0 <\/b><b>A REALIDADE DO PRESENTE E A INCERTEZA DO FUTURO<\/b><\/p>\n<p><b>A realidade da morte.<\/b> Uma chave important\u00edssima para entendermos a mensagem de Eclesiastes encontra-se na express\u00e3o: &#8220;Esta \u00e9 a tua por\u00e7\u00e3o nesta vida debaixo do sol\u201d (2.10; 3.22; 5.17-19; 9.9). \u00c9 debaixo do sol que expressamos a nossa exist\u00eancia e constatamos a nossa finitude! \u00c9 no dia a dia da vida que percebemos a verdade implac\u00e1vel da morte, tanto para quem serve a Cristo quanto para quem n\u00e3o o serve!<br \/>\nA senten\u00e7a j\u00e1 foi decretada e \u00e9 a mesma para todos (Hb 9.27; Ec 9.3). Com a realidade da morte o futuro parece incerto (Ec 1.1-11). O ap\u00f3stolo Paulo, por\u00e9m, diz que se a nossa esperan\u00e7a se limitar apenas a esta vida somos os mais infelizes dos homens (I Co 15.19). Em Cristo, temos a vida eterna.<\/p>\n<p><b>A certeza da vida eterna. <\/b>Salom\u00e3o escreveu<i> <\/i>Eclesiastes sob uma an\u00e1lise puramente existencial.<br \/>\nQuem est\u00e1 do lado de l\u00e1 da eternidade n\u00e3o participa do lado de c\u00e1 da exist\u00eancia. Neste aspecto, &#8220;os mortos n\u00e3o sabem coisa nenhuma&#8221; (Ec 9.5). Isto n\u00e3o se d\u00e1 porque eles est\u00e3o inconscientes, mas porque pertencem a outra dimens\u00e3o (Ap 6.9; II Co 5.8), onde nem mesmo o sol \u00e9 necess\u00e1rio (Ap 22.5).<br \/>\nEm vez de negar a imortalidade da alma humana, o Eclesiastes apenas descreve<i> <\/i>a nossa trajet\u00f3ria nesta vida. \u00c9 o Novo<i> <\/i>Testamento que lan\u00e7ar\u00e1 mais luz sobre a imortalidade de nossa alma na eternidade (Lc 16.19-31; II Co 5.8; <b>Fl <\/b>1.23; Ap 6.9).<\/p>\n<p><b>III &#8211; <\/b><b>A IMPREVISIBILlDADE DA VIDA<\/b><\/p>\n<p><b>As circunst\u00e2ncias da vida. <\/b>Nenhum outro texto descreve t\u00e3o bem a imprevisibilidade da vida\u00a0como o de Eclesiastes 9.11,12. Cat\u00e1strofes naturais e vicissitudes sociais ocorrem em pa\u00edses habitados quer por pecadores, quer por crentes piedosos, pois ambos habitam em um mundo deca\u00eddo. Mas em todas as circunst\u00e2ncias, o Senhor se faz presente (SI 46.1; 91.15).<\/p>\n<p><b>Aproveitando a vida. <\/b>Cientes de que teremos dissabores na vida, o que podemos fazer a respeito? Mergulhar em um sombrio pessimismo, ou tornar-se indiferente aos problemas? \u00c9 bem verdade que muitos se deprimem quando a calamidade chega. Ela assusta, amargura-nos. Faz com que nos isolemos. Mas o rei Salom\u00e3o sabia que a vida &#8220;debaixo do sol&#8221; n\u00e3o era f\u00e1cil nem justa. Ele n\u00e3o negou esse fato e muito menos fugiu da sua realidade.<br \/>\nContrariamente, o Pregador incentivou-nos a viver, em meio \u00e0 imprevisibilidade da vida, aquilo que nos foi dado como por\u00e7\u00e3o (Ec 9.7,9). Em Cristo, somos chamados a viver a verdadeira vida, conscientes de sua finitude terrena, mas esperan\u00e7osos quanto a sua eternidade celeste (I Co 15.19).<\/p>\n<p><b>IV &#8211; VIVENDO POR UM IDEAL<\/b><\/p>\n<p><b>A morte dos ideais. <\/b>Eclesiastes 9.14,15 narra a hist\u00f3ria de um povo que se esqueceu de um s\u00e1bio idealista por ele ser pobre. Tal fato denota uma cultura onde os ideais n\u00e3o mais existem. Como \u00e9 atual a leitura do Eclesiastes! A cultura contempor\u00e2nea tamb\u00e9m perdeu os seus ideais.<br \/>\nLembremo-nos de que uma das marcas de nossos dias \u00e9 a relativiza\u00e7\u00e3o do absoluto, e cada pessoa vai buscar uma verdade para si mesma. Isso tende a tornar as pessoas mais individualistas e narcisistas, preocupadas apenas consigo mesmas e tremendamente desinteressadas pelo pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p><b>Vivendo por um ideal.\u00a0<\/b>Mesmo sabendo que as boas a\u00e7\u00f5es nem sempre ser\u00e3o reconhecidas, Salom\u00e3o acredita que devemos ter um ideal elevado e firmado em Deus (Ec 9.16-18).<br \/>\nVivendo em uma sociedade relativista e vazia de idealismo, n\u00e3o h\u00e1 garantia de qualquer reconhecimento pelo fato de crermos e vivermos os valores morais e espirituais prescritos pela B\u00edblia. Contudo, vale a pena viver por um ideal. O crist\u00e3o maduro sabe das causas pelas quais devemos lutar (At 20.24; Ef 3.14; II Tm 4.7).<\/p>\n<p><b>CONCLUS\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>A vida &#8220;debaixo do sol&#8221; mostra-se como ela realmente \u00e9. As vezes parece sem sentido e, em muitas outras, cheia de paradoxos. Mas a vida precisa ser vivida. Salom\u00e3o n\u00e3o apenas observou essa dura realidade, mas tamb\u00e9m a experimentou.<br \/>\nPara n\u00e3o cairmos num pessimismo impiedoso e, tampouco, num indiferentismo frio, devemos viver a vida a partir da perspectiva da eternidade. Ent\u00e3o tomaremos a consci\u00eancia de que, na vida terrena, h\u00e1 ideais dignos pelos quais devemos lutar. Assim, evitaremos as armadilhas do pessimismo. Vivamos, pois, a nossa vida de maneira a glorificar o Pai Celeste.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Postado por: <\/b>Pb. Ademilson Braga<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Li\u00e7\u00e3o-77\u00a0\u00a0 &#8211;\u00a0\u00a0 15 de Dezembro de 2013 TEXTO \u00c1UREO \u00a0&#8220;Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo \u00a0\u00a0e ao \u00edmpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que n\u00e3o sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento&#8221; (Ec [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2697,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[949,10,7],"tags":[676],"class_list":["post-4173","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cpad","category-artigos","category-e-b-d","tag-prosperidade"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4173","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4173"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4173\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6894,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4173\/revisions\/6894"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2697"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4173"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4173"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4173"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}