{"id":4091,"date":"2013-11-12T07:08:42","date_gmt":"2013-11-12T10:08:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=4091"},"modified":"2013-11-06T20:25:51","modified_gmt":"2013-11-06T23:25:51","slug":"a-gloria-do-ministerio-cristao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/a-gloria-do-ministerio-cristao\/","title":{"rendered":"A Gl\u00f3ria do Minist\u00e9rio Crist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Ap\u00f3s render gra\u00e7as a Deus pela liberta\u00e7\u00e3o divina que tivera na \u00c1sia, Paulo agora segue, a partir do vers\u00edculo, fazendo uma defesa de sua conduta aos irm\u00e3os de Corin\u00adto. Ele precisou mudar seu roteiro de viagem, levando alguns, por isso, ao acus\u00e1-lo de n\u00e3o haver cumprido com a sua palavra. As acusa\u00e7\u00f5es contra ele tinham por objetivo arruinar sua credibilidade perante a igreja cor\u00edntia. Por\u00e9m, o ap\u00f3stolo estava ciente de que havia pessoas sinceras e amorosas que o conheciam e estavam seguras de sua sinceridade no trato com a igreja.<\/p>\n<p>O MINIST\u00c9RIO APOST\u00d3LICO DE PAULO<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Confiabilidade, a garantia do minist\u00e9rio<\/span>.<b>\u00a0<\/b>Paulo havia desistido da viagem a Corinto pela terceira vez, e os irm\u00e3os cor\u00edntios, influenciados por alguns opositores, come\u00e7aram a alegar que, tal atraso, n\u00e3o passava de displic\u00eancia do ap\u00f3s\u00adtolo. A conclus\u00e3o \u00e9 que ele n\u00e3o era confi\u00e1vel. Entretanto, nos vers\u00edculos 3 a 11, o ap\u00f3stolo \u00e9 confortado com o fato de que os pr\u00f3prios cor\u00edntios po\u00addiam testificar acerca de sua postura moral, espiritual e ministerial.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">A for\u00e7a de sua consci\u00eancia<\/span>.<b>\u00a0<\/b>Paulo era um homem t\u00e3o \u00ednte\u00adgro e tinha um car\u00e1ter t\u00e3o firme que, diante de tais acusa\u00e7\u00f5es, apela para a sua consci\u00eancia como testemunho de sua sinceridade nas a\u00e7\u00f5es de seu minist\u00e9rio. Para ele, a consci\u00eancia sig\u00adnificava o seu senso de autoavalia\u00e7\u00e3o moral que, com certeza, o denunciaria se ele fosse culpado. Paulo declara, sem medo, que ministrava aos crentes cor\u00edntios com &#8220;simplicidade e sinceri\u00addade de Deus&#8221;. Dessa forma, as cr\u00edticas contra seu minist\u00e9rio, ainda que infun\u00addadas, eram suport\u00e1veis em face da paz de consci\u00eancia de que gozava.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">A autenticidade ministerial<\/span>.<b>\u00a0<\/b>No vers\u00edculo 18, Paulo diz: &#8220;Antes, como Deus \u00e9 fiel, a nossa palavra para convosco n\u00e3o foi sim e n\u00e3o&#8221;. Em ess\u00eancia, ele argumenta que suas mensagens n\u00e3o eram vacilantes e que n\u00e3o oscilavam entre sim e n\u00e3o. O ap\u00f3stolo ent\u00e3o apela, de forma inci\u00adsiva, afirmando que ele e seus compa\u00adnheiros de minist\u00e9rio eram fi\u00e9is. Para confirmar o seu testemunho perante a igreja cor\u00edntia, Paulo diz que o Jesus que eles pregavam n\u00e3o era &#8220;sim e n\u00e3o&#8221;, mas &#8220;sim&#8221;. Qual era a garantia da inte\u00adgridade da mensagem? No vers\u00edculo 21, ele declarou que a confirma\u00e7\u00e3o do seu minist\u00e9rio e o de seus companhei\u00adros era a un\u00e7\u00e3o que haviam recebido de Deus. Logo a seguir, no vers\u00edculo 22, Paulo declara que eles foram selados e receberam &#8220;o penhor do Esp\u00edrito Santo&#8221;. O &#8220;selo&#8221; \u00e9 um elemento que denota posse e autenticidade num documento. Em nossos tempos, deno\u00adminamos carimbos ou autentica\u00e7\u00f5es, os instrumentos investidos de poder que imprimem marcas de propriedade e garantia. Em Cristo, os crentes s\u00e3o selados com o Esp\u00edrito Santo, tornando-\u00adse propriedade exclusiva do Senhor (Ef 1.13,14).<\/p>\n<p>A ATITUDE CONFIANTE DE PAULO EM RELA\u00c7\u00c3O \u00c0 IGREJA<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Raz\u00f5es da mudan\u00e7a de planos da ida de Paulo a Corinto<\/span>.\u00a0Nestes vers\u00edculos, o ap\u00f3stolo continua preocupado em justificar as raz\u00f5es que o levaram a desistir de visitar a igreja em Corinto naquela oportunidade. Ele declara que n\u00e3o se tratava de qualquer tipo de capricho, orgulho, covardia e muito menos con\u00adveni\u00eancia pessoal, mas sim o fato de evitar constrangimento maior em face da linguagem forte de disciplina contra algu\u00e9m que havia pecado, maculando a santidade da igreja. Como essa pessoa era apoiada pelos opositores de Paulo, ele quis poupar a congrega\u00e7\u00e3o do exer\u00adc\u00edcio desagrad\u00e1vel de sua autoridade apost\u00f3lica, que certamente provocaria ainda mais os humores negativos dos rebeldes no seio da igreja e entriste\u00adceria os demais. Paulo estava triste \u00e9 n\u00e3o queria visit\u00e1-los em ang\u00fastia e tristeza, mas queria que todos entendessem que era necess\u00e1rio que o tal pecador se arrependesse e fosse perdoado com todo o amor da igreja, a fim de que n\u00e3o fosse &#8220;devorado de demasiada tristeza&#8221;.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">O perd\u00e3o ao ofensor arre\u00adpendido\u00a0<\/span><span style=\"text-decoration: underline;\">e a<\/span><span style=\"text-decoration: underline;\">\u00a0disciplina eclesi\u00e1stica<\/span>.\u00a0Segundo o texto indica, Paulo deparou-se com um opositor, que o ofendeu e incitou os cor\u00edntios a rejei\u00adtarem sua autoridade apost\u00f3lica para o exerc\u00edcio da disciplina ao membro infrator. Essa atitude ganhou adeptos e Paulo ficou muito triste e ofendido. Os l\u00edderes da igreja n\u00e3o tiveram for\u00e7as para disciplinar tal membro, apesar de ela ter, em sua maioria, per\u00adcebido que era necess\u00e1rio obedecer a orienta\u00e7\u00e3o de Paulo. A rigidez do ap\u00f3stolo provocou contenda, e isto obrigou a abrandar sua atitude, preocupando-se com a recupera\u00e7\u00e3o do ofensor.<br \/>\nO ap\u00f3stolo, embora severo, era agora capaz de orientar a igreja a que perdoasse o ofensor, caso este de\u00admonstrasse arrependimento. A igreja n\u00e3o pode deixar de administrar a disciplina aos que cometem pecado, para que n\u00e3o haja contamina\u00e7\u00e3o dos demais. Isto \u00e9, a puni\u00e7\u00e3o do pecado \u00e9 inevit\u00e1vel, entretanto, o tratamento com o pecador deve ser feito com atitude corretiva, terap\u00eautica e res\u00adtauradora, visando proporcionar-lhe o arrependimento e o recome\u00e7o da vida crist\u00e3. Lamentavelmente, em nome do zelo espiritual, tem-se co\u00admetido muitas injusti\u00e7as, t\u00edpicas dos fariseus, para criticar e censurar sem miseric\u00f3rdia os faltosos. O objetivo de Paulo, contudo, era levar estes a se arrependerem de seus pecados e a retornarem \u00e0 plena comunh\u00e3o com a Igreja de Cristo.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">A confian\u00e7a de Paulo no triunfo da Igreja<\/span>.<b>\u00a0<\/b>Nos vers\u00edculos 12 e 13, Paulo est\u00e1 ansioso por ter not\u00edcias de Tito, seu fiel companheiro na batalha pelo Evangelho. Percebe-\u00adse uma mistura de sentimentos em seu cora\u00e7\u00e3o: o cuidado com os companheiros, dos quais n\u00e3o tinha not\u00edcias e as &#8220;portas&#8221; que se abriam para a prega\u00e7\u00e3o do Evangelho. O ap\u00f3stolo dos gentios interrompe sua preocupa\u00e7\u00e3o com a chegada de Tito e parte para um assunto que abrange n\u00e3o s\u00f3 a igreja em Corinto, mas as igrejas da Maced\u00f4nia, de Filipos e Tessal\u00f4nica, pelas quais ele tinha grande gozo e gratid\u00e3o. Paulo expressa sua gratid\u00e3o a Deus por es\u00adsas comunidades de f\u00e9, uma vez que vislumbra o triunfo da Igreja como o cortejo de um ex\u00e9rcito vitorioso que entra na cidade de cabe\u00e7a erguida (v.14). A linguagem de Paulo \u00e9 agora de alegria e felicidade, porque, ao contr\u00e1rio da lembran\u00e7a deprimente e triste anterior, agora o ap\u00f3stolo transborda de gratid\u00e3o a Deus.<\/p>\n<p>PAULO SE PREOCUPA COM OS FALSIFICADORES DA PALAVRA DE DEUS<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">A vis\u00e3o do triunfo do Evan\u00adgelho no mundo<\/span>.\u00a0Em algumas vers\u00f5es a palavra &#8220;triunfo&#8221; d\u00e1 a ideia de um cortejo militar, onde um general vitorioso conduz seu ex\u00e9rcito numa marcha triunfal entrando na capital do imp\u00e9rio. O general traz seus prisio\u00adneiros de guerra e exibe-os diante do povo, que assiste ao grande cortejo. Segundo os estudiosos, o povo quei\u00admava incensos e exalava fragr\u00e2ncias variadas de flores, enchendo o ar da\u00adquele agrad\u00e1vel cheiro. Dessa mesma forma, Paulo contemplava a for\u00e7a da mensagem do Evangelho.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Somos o bom cheiro de Cristo<\/span>.<b>\u00a0<\/b>O texto diz literalmen\u00adte: &#8220;Porque para Deus somos o bom cheiro de Cristo&#8221;. O que Paulo estava dizendo \u00e0 igreja de Corinto era que ele e seus companheiros de minist\u00e9rio eram os agentes que espalhavam a perfumada fragr\u00e2ncia de Cristo por onde andavam. Esse aroma emana de Cristo, e na linguagem do Novo Tes\u00adtamento significa um sacrif\u00edcio como oferenda a Deus. Os sofrimentos su\u00adgerem, figurativamente, a queima de ramos que exalam bom cheiro, assim como o incenso e outras especiarias do altar de incenso no Tabern\u00e1culo. Ti\u00adpologicamente, a fragr\u00e2ncia, que ema\u00adna do sacrif\u00edcio de Cristo no Calv\u00e1rio, sobe \u00e0s narinas divinas para honrar ao Senhor. O texto ainda diz que para alguns a prega\u00e7\u00e3o do Evangelho \u00e9 cheiro de morte, para outros \u00e9 cheiro de vida. Morte por rejeitarem a mensagem, e vida por aceitarem a Cristo e sua Palavra (I Co 1.18).<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">A amea\u00e7a dos falsificado\u00adres da Palavra de Deus<\/span>.<b>\u00a0<\/b>A palavra &#8220;falsificadores&#8221; pode ser entendida como &#8220;mercadores&#8221; porque tais homens n\u00e3o tratam a Palavra de Deus como a revela\u00e7\u00e3o divina, mas como uma mercadoria, um produto de mercado que pode ser vendido e manipulado. Paulo usa a palavra grega\u00a0<i>kapeleuiein,\u00a0<\/i>que se refere ao negociante que procura lucrar injustamente. Pregadores mercadores s\u00e3o aqueles que oferecem um Evangelho de imita\u00e7\u00e3o, corrompido, o qual ilude aos interessados. No cap\u00edtulo 11.13, Paulo condena os falsos ap\u00f3stolos que torciam o Evangelho para tirar proveito pr\u00f3prio em detrimento dos demais. O ap\u00f3stolo denuncia essas distor\u00e7\u00f5es do Evangelho que visavam apenas enganar o povo de Deus (II Co 4.2).\u00a0Por\u00e9m, declara com toda a sua alma que falava de Cristo com sinceridade na presen\u00e7a de Deus.<\/p>\n<p>CONCLUS\u00c3O<\/p>\n<p>A gl\u00f3ria do minist\u00e9rio crist\u00e3o est\u00e1 na simplicidade e sinceridade com que se prega o Evangelho. Motivos falsos produzem resultados falsos, por isso, todos os motivos do ap\u00f3s\u00adtolo Paulo e de seus companheiros eram o de expandir o Reino de Deus por toda a terra para a gl\u00f3ria \u00fanica do Senhor Jesus.<\/p>\n<p><b>Postado por:<\/b>\u00a0Pb. Ademilson Braga<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INTRODU\u00c7\u00c3O Ap\u00f3s render gra\u00e7as a Deus pela liberta\u00e7\u00e3o divina que tivera na \u00c1sia, Paulo agora segue, a partir do vers\u00edculo, fazendo uma defesa de sua conduta aos irm\u00e3os de Corin\u00adto. Ele precisou mudar seu roteiro de viagem, levando alguns, por isso, ao acus\u00e1-lo de n\u00e3o haver cumprido com a sua palavra. 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