{"id":3759,"date":"2013-06-18T06:14:54","date_gmt":"2013-06-18T09:14:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=3759"},"modified":"2013-06-11T11:30:08","modified_gmt":"2013-06-11T14:30:08","slug":"a-gloria-das-duas-aliancas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/a-gloria-das-duas-aliancas\/","title":{"rendered":"A gl\u00f3ria das duas alian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Havia um conhecimento da parte dos cor\u00edntios acerca de Paulo, que substitu\u00eda qualquer documento comprobat\u00f3rio de seu apostolado. Paulo fundara aquela igreja durante a primavera do ano 50 d.C., permanecendo na cidade, inicialmente, por 18 meses (At 18.1,8-11). Os irm\u00e3os reuniam-se em casas particulares como a de Tito Justo (At 18.7), e ent\u00e3o, come\u00e7aram a surgir os pri\u00admeiros l\u00edderes daquela igreja (I Co 1.1 ,14;16.17). Esta se fortaleceu, e Paulo teve o cuidado de enviar-\u00adlhe obreiros experientes como Tim\u00f3teo, Silas e Apolo, a fim de a confirmarem doutrinariamente (At 18.5,27,28). Portanto, o pai espiritu\u00adal da comunidade crist\u00e3 de Corinto era Paulo, n\u00e3o havendo necessidade de qualquer carta de recomenda\u00e7\u00e3o vinda de Jerusal\u00e9m. Entretanto, o ap\u00f3stolo deparou-se com uma forte oposi\u00e7\u00e3o, que colocava em d\u00favidas a legitimidade de seu minist\u00e9rio. Ele ent\u00e3o apresenta uma justificativa que se constitui na maior e melhor recomenda\u00e7\u00e3o que existe: o minist\u00e9\u00adrio que recebeu diretamente de Jesus Cristo e o modo como cumpria tal chamada. A prova de sua aprova\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica era a pr\u00f3pria exist\u00eancia da igreja cor\u00edntia (v.2).<\/p>\n<p><b>PAULO JUSTIFICA SUA AUTO-RECOMENDA\u00c7\u00c3O (3.1,2).<\/b><\/p>\n<p><b>A<\/b>\u00a0<b>recomenda\u00e7\u00e3o requeri\u00adda (3.1).\u00a0<\/b>Era h\u00e1bito dos judeus que viajavam com frequ\u00eancia, levarem cartas de recomenda\u00e7\u00e3o para que, assim, ao chegar a lugares onde n\u00e3o eram conhecidos, pudessem ser hospedados durante o per\u00edodo em que ali estivessem. Imagine o fundador da igreja, conhecido de todos, ter de cumprir a exig\u00eancia de ser portador de &#8220;cartas de recomenda\u00e7\u00e3o&#8221;, apenas para satisfazer o esp\u00edrito opositor que dominava alguns judeus-crist\u00e3os, que estavam com d\u00favidas acerca da autenticidade do seu apostolado! Algo injustific\u00e1vel.<br \/>\n<strong>Paulo defende sua auto-recomenda\u00e7\u00e3o (3.1)<\/strong>.\u00a0Todos em Corinto sabiam que Paulo, mesmo n\u00e3o ten\u00addo sido um dos doze que estiveram com Jesus, recebera um chamado de Cristo para ser ap\u00f3stolo. Seu testemu\u00adnho pessoal era a prova concreta de que n\u00e3o lhe era necess\u00e1rio nenhuma recomenda\u00e7\u00e3o. Seus sofrimentos por Cristo evidenciavam seu apostolado entre os gentios e, especialmente, em Corinto, dispensando, portanto, qualquer tipo de recomenda\u00e7\u00e3o por escrito. No texto de II Cor\u00edntios 5.11, o ap\u00f3stolo Paulo faz uma defesa de sua atitude dizendo que &#8220;o temor que se deve ao Senhor&#8221; lhe dava condi\u00ad\u00e7\u00f5es de se auto-recomendar, \u00a0porque a sua vida e minist\u00e9rio eram manifestos na consci\u00eancia de cada um daqueles crentes. A atitude paulina n\u00e3o tinha por objetivo ofender a ningu\u00e9m, mas baseava-se na confian\u00e7a do conhecimento que os cor\u00edntios tinham da sua pessoa e minist\u00e9rio.<br \/>\n<b>A m\u00fatua e melhor\u00a0recomenda\u00e7\u00e3o\u00a0(3.1).\u00a0<\/b>Na parte &#8220;b&#8221; do vers\u00edculo 1, Paulo questiona: &#8220;[&#8230;] necessitamos, como alguns, de cartas de recomenda\u00e7\u00e3o para v\u00f3s ou de recomenda\u00e7\u00e3o de v\u00f3s?&#8221; Tal questionamento \u00e9 ret\u00f3rico, pois apela para uma reciprocidade que havia entre ele e a igreja, a qual dispensava a recomenda\u00e7\u00e3o de Jerusal\u00e9m requerida por alguns opositores do seu minist\u00e9rio, uma vez que ele o havia desenvolvido entre os cor\u00edntios. O ap\u00f3stolo, por sua vez, via-se como insignificante, mas os cor\u00edntios eram o seu verdadeiro louvor e gl\u00f3ria. As\u00adsim, nem os cor\u00edntios precisavam de recomenda\u00e7\u00e3o escrita, porque, dizia: &#8220;v\u00f3s sois a nossa carta, escrita em nossos cora\u00e7\u00f5es, conhecida e lida por todos os homens&#8221; (v.2). A maior e melhor recomenda\u00e7\u00e3o que um servo de Cristo pode ter \u00e9 a evid\u00eancia do seu minist\u00e9rio no cora\u00e7\u00e3o e na vida daqueles que foram por ele alcan\u00ad\u00e7ados para o Senhor Jesus. Quando Paulo diz aos cor\u00edntios que sua carta de recomenda\u00e7\u00e3o foi escrita no cora\u00ad\u00e7\u00e3o deles, pelo pr\u00f3prio Cristo, &#8220;n\u00e3o com tinta, mas com o Esp\u00edrito do Deus vivo&#8221; (vv.2,3), a preocupa\u00e7\u00e3o maior de Paulo era referendar como verdadeiro o car\u00e1ter do seu minist\u00e9\u00adrio apost\u00f3lico (II Co 3.6).<\/p>\n<p><b>A CONFIAN\u00c7A DA NOVA ALIAN\u00c7A (3.4-11)<\/b><\/p>\n<p><b>A sufici\u00eancia que vem de Deus.\u00a0<\/b>Ap\u00f3s fazer a defesa de sua auto-recomenda\u00e7\u00e3o perante os cor\u00edn\u00adtios, Paulo usa a figura metaf\u00f3rica da lei escrita em t\u00e1buas de pedra, pelo pr\u00f3prio Deus (\u00cax 31.18; Dt 5.22), e a compara \u00e0 nova lei, o novo pacto, predito pelos profetas, que afirmaram que Deus a escreveria no cora\u00e7\u00e3o do seu povo (Jr 31.31-34). Os dois pactos s\u00e3o provenientes de Deus, mas o segundo \u00e9 superior, porque veio me\u00addiante a pessoa de Jesus Cristo, que consumou todas as coisas do Antigo Pacto, em um \u00fanico ato sacrificial (Hb 7.27; 12.24; I Pe 1.2).<br \/>\n<b>A distin\u00e7\u00e3o entre as duas alian\u00e7as (3.6).\u00a0<\/b>Paulo mostra aos cor\u00edntios que a &#8220;velha lei&#8221; ou o &#8220;velho pacto&#8221; tinha em seu conte\u00fado a sen\u00adten\u00e7a de morte sobre o moralmente culpado, por isso, a antiga alian\u00e7a era da &#8220;letra&#8221;: gravado com letras em pedras (2 Co 3.7). A Nova Alian\u00e7a \u00e9 do &#8220;Esp\u00edrito&#8221;, e ministrada por Ele (v.8), pois \u00e9 um minist\u00e9rio da justi\u00e7a (v.9), o qual vivifica (v.6) e \u00e9 perma\u00adnente (v.\u00a011<b>).\u00a0<\/b>A Antiga Alian\u00e7a era de condena\u00e7\u00e3o; a nova \u00e9 de justi\u00e7a e salva\u00e7\u00e3o (v.9). O Antigo Pacto veio por Mois\u00e9s; o novo veio por Cristo (At 20.28; Hb 9.12; 7.27; 12.24).<br \/>\n<b>A &#8220;letra&#8221; que mata (3.6).\u00a0<\/b>Por muito tempo, a m\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o desse texto provocou receio quanto ao estudo secular e mesmo o te\u00adol\u00f3gico. Entretanto, como j\u00e1 ficou claro, tal passagem n\u00e3o se refere ao estudo, mas \u00e0 aplicabilidade das san\u00e7\u00f5es, senten\u00e7as e penalidades da lei mosaica que, contrastava-se com o Novo Concerto, o qual tem como prop\u00f3sito \u00fanico vivificar e absolver.<\/p>\n<p><b>A GL\u00d3RIA DA NOVA ALIAN\u00c7A (3.7-18)<\/b><\/p>\n<p><b>A superioridade da Nova Alian\u00e7a sobre a Antiga Alian\u00e7a (3.7-12).\u00a0<\/b>Quando Paulo fala das alian\u00e7as, ele utiliza paralelos entre a Antiga e a Nova, a fim de esclare\u00adcer os crentes quanto \u00e0s diferen\u00e7as entre o que era transit\u00f3rio e o que \u00e9 permanente; entre a lei que con\u00addenava e a que liberta. A gl\u00f3ria do Antigo Pacto era passageira porque trazia \u00e0 tona a realidade do pecado, sua maldi\u00e7\u00e3o e condena\u00e7\u00e3o. O Novo Pacto demonstrou outra caracter\u00edsti\u00adca da gl\u00f3ria de Deus, o seu poder misericordioso para salvar e dar vida. A gl\u00f3ria do Primeiro Concerto revelou o minist\u00e9rio da morte, por\u00adque condenava e amaldi\u00e7oava todo aquele que n\u00e3o cumpria a lei, mas a gl\u00f3ria do Segundo Concerto revelou o minist\u00e9rio da vida e da gra\u00e7a de Deus. Por isso, a gl\u00f3ria do evangelho \u00e9 superior \u00e0 da lei.<br \/>\n<b>A gl\u00f3ria com rostos des\u00advendados (3.13-16).\u00a0<\/b>Quando Paulo usa a figura da gl\u00f3ria resplandecente da face de Mois\u00e9s, ele refor\u00e7a o fato de que tal gl\u00f3ria teve que ser coberta com v\u00e9u e que se desvaneceu com o tempo, portanto, era transit\u00f3ria. Por\u00e9m, a gl\u00f3ria da Nova Alian\u00e7a manifestou-se descoberta, sem v\u00e9u, porque Cristo a revelou no Calv\u00e1rio. Trata-se da liberdade que temos mediante a obra expiat\u00f3ria de Cristo.<br \/>\n<b>A liberdade do Esp\u00edrito\u00a0e a<\/b>\u00a0<b>nossa permanente transfor\u00adma\u00e7\u00e3o (3.17,18).\u00a0<\/b>A liberdade do Esp\u00edrito livrou-nos das amarras das tradi\u00e7\u00f5es religiosas, que nos impe\u00addiam de um relacionamento direto com o Senhor. Tal relacionamento \u00e9 fundamental para que possamos ser transformados e conformados \u00e0 ima\u00adgem do homem perfeito e completo: Jesus Cristo (Rm 8.29; Ef 4.13).<\/p>\n<p><b>CONCLUS\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Hoje, a gl\u00f3ria que reflete em nossa vida n\u00e3o \u00e9 a dos rostos, mas \u00e9 aquela gl\u00f3ria interior, que reflete a transforma\u00e7\u00e3o na semelhan\u00e7a de Cristo, de forma gradual, de gl\u00f3ria em gl\u00f3ria, mediante a presen\u00e7a do Esp\u00edrito de Cristo em cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>Postado por:\u00a0<\/b>Pb. Ademilson Braga<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INTRODU\u00c7\u00c3O Havia um conhecimento da parte dos cor\u00edntios acerca de Paulo, que substitu\u00eda qualquer documento comprobat\u00f3rio de seu apostolado. Paulo fundara aquela igreja durante a primavera do ano 50 d.C., permanecendo na cidade, inicialmente, por 18 meses (At 18.1,8-11). 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