{"id":360,"date":"2012-06-05T12:02:34","date_gmt":"2012-06-05T15:02:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=360"},"modified":"2012-07-09T11:45:34","modified_gmt":"2012-07-09T14:45:34","slug":"a-forca-do-amor-cristao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/a-forca-do-amor-cristao\/","title":{"rendered":"A For\u00e7a do Amor Crist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><br \/>\nN\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o que Jo\u00e3o \u00e9 carinhosamente chamado de &#8220;ap\u00f3stolo do amor&#8221;. O tema &#8211; em seus v\u00e1rios aspectos &#8211; \u00e9 o assun\u00adto central de sua primeira ep\u00edstola (2.15; 3.1,16,17;4.7-10,12,16-18; 5.3). Assim como no texto b\u00edblico, ele aparecer\u00e1 em nosso estudo v\u00e1rias vezes, pois n\u00e3o se pode falar de cristianismo, de vida crist\u00e3, sem falar de amor. A abordagem do assunto em v\u00e1rias ocasi\u00f5es d\u00e1 a id\u00e9ia de sua import\u00e2ncia e, ao mesmo tempo, da obrigatorieda\u00adde de sua pr\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>I. O MANDAMENTO ATEMPORAL<\/strong><br \/>\nEm seus ensinamentos, Jesus Cristo enfatizou reiteradas vezes a import\u00e2ncia do fundamento da obedi\u00eancia e a raz\u00e3o principal de sua pr\u00e1tica: o amor (Mt 22.37,39; Jo 13.34; 15.12). Jo\u00e3o focaliza o amor entre os irm\u00e3os, relem\u00adbrando o ensino do Mestre, que disse aos seus seguidores que seriam conhecidos como &#8220;seus disc\u00edpulos&#8221; pelo amor com que se amavam (Jo 13.35). Al\u00e9m disso, o ensinamento b\u00edblico \u00e9 claro quando afirma que, havendo cessado os dons espirituais, o amor ainda adentrar\u00e1 os portais da eternidade (1 Co 13.8).<br \/>\n<strong>Mandamento &#8220;antigo&#8221; e &#8220;novo&#8221;.<\/strong> Neste texto, o ap\u00f3stolo Jo\u00e3o chama os nascidos de novo \u00e0 obedi\u00eancia do mandamento de amar; porque, ao pratic\u00e1-lo, o crist\u00e3o cumpre a lei (Mt 22.34-40, Rm 13.8-10; Tg 2.8). Ele nos fala de algo, aparentemente contradit\u00f3rio, que \u00e9 o &#8220;antigo&#8221; e o &#8220;novo&#8221; mandamento. Na realidade, os dois adjetivos se referem ao mesmo mandamento que \u00e9 o de amar. Como servimos ao Deus imut\u00e1vel, que nos manda amar tanto no Antigo quanto no Novo Testamento (Lv 19.18; Mq 6.8; Mc 12.33), e que inspirou Paulo a escrever que o &#8220;amor nunca passar\u00e1&#8221; (l Co 13.8), \u00e9 plenamente claro que o amor \u00e9 atemporal, ou seja, independente do tempo.<br \/>\nEm que sentido o man\u00addamento de amar \u00e9 antigo e novo. Apesar de a ep\u00edstola de Jo\u00e3o ser universal, ela foi produzi\u00adda dentro de uma realidade lacal, au seja, para uma camunidade de f\u00e9, para uma igreja. Considerando a \u00e9poca em que foi escrita e o momento em que o grupo crist\u00e3o a recebeu, \u00e9 poss\u00edvel entender que Jo\u00e3o se referia a um assunto basilar aprendido no in\u00edcio da f\u00e9, quando de sua convers\u00e3o (cf. 1 Jo 3.11). Neste sentido ele n\u00e3o \u00e9 novo, mas antigo. Por outro\u00a0 lado, Jo\u00e3o destaca o ensino de Jesus Cristo que disse: &#8220;Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a v\u00f3s, que tamb\u00e9m v\u00f3s uns aos outros vos ameis&#8221; (Jo 13.34). A id\u00e9ia n\u00e3o \u00e9 que cada um deve amar do jeito que puder, pois o padr\u00e3o de amar \u00e9 o mesmo do Meigo Nazareno (1 Jo 3.16). &#8221; Em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 postura que supervalorizava o exterior, os cris\u00adt\u00e3os n\u00e3o devem ser conhecidos pela abserva\u00e7\u00e3o cega e legalista de regras, mas pela viv\u00eancia do amor em seus diversos relacio\u00adnamentos. Em outro sentido, n\u00e3o devemos esquecer que como um organismo vivo, a igreja recebe novos membros constantemente, e tal mandamento para os novos convertidos torna-se ent\u00e3o novo.<br \/>\n<strong>O Senhor Jesus \u00e9 o nos\u00adso exemplo de amor.<\/strong> O objetivo de cada crist\u00e3o \u00e9 ser como Cristo (Ef 4. 13). No quesito amor, Ele nos deixou a exemplo de um amor incondicional ao comer com pe\u00adcadores e publicanos (Mt 9.10,11 ; Mc 2.16). Declarou que h\u00e1 festa no c\u00e9u quando um pecador se arrepende (Lc 15.7,10), demons\u00adtrando o valor que atribui a cada ser humano. Era sobre este amor que Jo\u00e3o pensava quando disse que devemos amar uns aos outros (Jo 13.34; 15.12,17), dando uma nova roupagem aos mandamen\u00adtos das leis do Antigo Testamento (Lv 19.18; Dt 6.5). Na verdade, o mandamento &#8220;amar\u00e1s o teu pr\u00f3xi\u00admo&#8221; recebeu um significado todo especial a partir do ensinamento de Cristo sobre quem \u00e9 o pr\u00f3xi\u00admo (Lc 10.29-37). Para o Mestre, judeus, publicanos, gentios ou qualquer outro estranho, t\u00eam o mesmo valor (Cl 3.11).<\/p>\n<p><strong>II. O CONTRASTE ENTRE LUZ E TREVAS<\/strong><br \/>\nMesmo tendo abordado o as\u00adsunto anteriormente em uma \u00fani\u00adca li\u00e7\u00e3o, a exemplo do que ocorre com o amor, Jo\u00e3o utiliza mais de uma vez o contraste entre &#8220;luz e trevas&#8221;, de maneira completa ou impl\u00edcita (1.5,7; 2.8-10).<br \/>\n<strong>Os filhos da luz.<\/strong> O contraste entre luz e trevas \u00e9 uma figura muito usada no Novo Testamento para exemplificar a diferen\u00e7a entre o mundo e o Reino de Deus. Os nascidos de novo vieram das trevas para a luz (Jo 8.12), e s\u00e3o, eles mesmos, considerados luz (Mt 5.14). Fazendo alus\u00e3o a esta mesma figura de linguagem, Jo\u00e3o explica que, uma vez salvos das trevas, se quisermos perma\u00adnecer na luz, devemos amar uns aos outros assim como Cristo nos amou. Na realidade, a comunh\u00e3o com os irm\u00e3os \u00e9 a prova de que estamos na luz.<br \/>\n<strong>Evitando o \u00f3dio e man\u00adtendo-se na luz.<\/strong> As Escrituras deixam claro que \u00e9 imposs\u00edvel algu\u00e9m odiar seu irm\u00e3o e andar na luz. Ali\u00e1s, o simples fato de algu\u00e9m confessar Cristo como seu Salvador e aborrecer (&#8220;odiar&#8221; na ARA) os seus irm\u00e3os, demonstra que esta pessoa est\u00e1 em trevas, isto \u00e9, n\u00e3o tem a Cristo (vv. 9,11). Quando Jo\u00e3o fala de \u00f3dio, trans\u00admite a id\u00e9ia de algo habitual, que caracteriza um estilo de vida, um estado no qual a pessoa vive. Esse estado pode resultar em homic\u00eddio (3.11-15; 4.20,21).<br \/>\n<strong>Em rela\u00e7\u00e3o ao pecado, os princ\u00edpios da gra\u00e7a s\u00e3o mais profundos que as exig\u00ean\u00adcias da lei.<\/strong> Jesus exemplificou este ensinamento de diversas formas em seu conhecido &#8220;Ser\u00adm\u00e3o do Monte&#8221; (Mt 5.17-48). A lei condena o homic\u00eddio; a gra\u00e7a se antecipa ao expor a for\u00e7a motriz do homic\u00eddio &#8211; o \u00f3dio. \u00c9 seguin\u00addo esta linha de pensamento que Jo\u00e3o afirma ser homicida qualquer que aborrece ao seu irm\u00e3o (1 Jo 3.15). Assim, pelos padr\u00f5es cris\u00adt\u00e3os, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio chegar a matar para ser considerado um homicida. O \u00f3dio faz parte da galeria dos pecados que levam o homem \u00e0 morte espiritual (5.16). Contra este pecado, ou a fim de preveni-lo, s\u00f3 h\u00e1 um rem\u00e9dio: o amor. Por outro lado, aquele que ama a seu irm\u00e3o, permanece na luz e nele n\u00e3o h\u00e1 trope\u00e7o (v. 10). Se quisermos permanecer na luz, devemos amar uns aos outros assim como Cristo nos amou.<\/p>\n<p><strong>III. A DEMONSTRA\u00c7\u00c3O COMUNIT\u00c1RIA DO AMOR<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o deixa claro que o amor precisa ser materializado atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es que o demonstrem (vv.16-18). Isso aponta para a necessidade de a igreja ser conclamada a exer\u00adcer o amor crist\u00e3o. Fala tamb\u00e9m, como j\u00e1 vimos, nos t\u00f3picos ante\u00adriores, da import\u00e2ncia de enfatizar o mandamento do amor.<br \/>\n<strong>O primeiro motivo para demonstrarmos o amor.<\/strong> A men\u00adsagem desta carta tamb\u00e9m nos edi\u00adfica pelo fato de nos lembrar quem somos em contraste com o nosso estado anterior (vv.14,16). A vida do crente em Jesus necessita ser nutri\u00adda por devida gratid\u00e3o a Deus pela obra substitutiva de Cristo na cruz. Esta obra vic\u00e1ria n\u00e3o s\u00f3 garante o perd\u00e3o, como limpa o homem de toda a iniq\u00fcidade (ls 53.5,6,11; Rm 4.7). A falta desse reconhecimento torna-nos incr\u00e9dulos, mesmo que venhamos a dizer que somos pie\u00addosos (Rm 1.21; 2 Tm 3.1-5).<br \/>\n<strong>O desenvolvimento pro\u00adgressivo do amor.<\/strong> Conforme j\u00e1 foi dito, quando Jo\u00e3o estabelece um tempo espec\u00edfico, devemos levar em conta que a express\u00e3o &#8220;des\u00adde o princ\u00edpio&#8221; se refere ao come\u00e7o de suas vidas espirituais (3.11). \u00c0 medida que o homem recebe a luz do evangelho, as trevas v\u00e3o sendo dissipadas, e ele passa a amar aos seus irm\u00e3os. Com o passar do tempo e sendo constantemente exercitado, tal amor tende a ser cada vez mais intenso e vis\u00edvel (Rm 12.9,10; 13.8,10; Fp 1.9).<br \/>\n<strong>A necessidade do en\u00adsino sobre o amor crist\u00e3o.<\/strong> O ap\u00f3stolo, ao mesmo tempo em que fundamenta seu ensino na instru\u00e7\u00e3o que os irm\u00e3os j\u00e1 haviam recebido, aponta para a respon\u00adsabilidade com que os primeiros crentes conduziram o discipulado<br \/>\nda Igreja Primitiva, formando disc\u00edpulos embasados em valores \u00e9ticos e b\u00edblicos, dos quais o amor \u00e9 a mola mestra (3.14).<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><br \/>\nOs que pregam e ensinam precisam motivar a igreja a buscar esses valores e se aperfei\u00e7oar em todos os aspectos (Cl 3.12-17). Foi nesta perspectiva que o Senhor Jesus iniciou a forma\u00e7\u00e3o dos seus disc\u00edpulos (Mt 5.43-48), e assim devemos viver.<\/p>\n<p><strong>Postado por: <\/strong>Pb. Ademilson Braga<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INTRODU\u00c7\u00c3O N\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o que Jo\u00e3o \u00e9 carinhosamente chamado de &#8220;ap\u00f3stolo do amor&#8221;. O tema &#8211; em seus v\u00e1rios aspectos &#8211; \u00e9 o assun\u00adto central de sua primeira ep\u00edstola (2.15; 3.1,16,17;4.7-10,12,16-18; 5.3). 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