{"id":3050,"date":"2013-01-14T06:00:37","date_gmt":"2013-01-14T09:00:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=3050"},"modified":"2020-12-23T13:27:46","modified_gmt":"2020-12-23T16:27:46","slug":"a-longa-seca-sobre-israel","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/a-longa-seca-sobre-israel\/","title":{"rendered":"A Longa Seca Sobre Israel"},"content":{"rendered":"<p><b>Li\u00e7\u00e3o-30 \u00a0\/\u00a0 <\/b>20 de Janeiro de 2013<\/p>\n<p><b>TEXTO \u00c1UREO<\/b><\/p>\n<p>&#8220;E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, ent\u00e3o, eu ouvirei dos c\u00e9us, e perdoarei os seus pecados, e<br \/>\nsararei a sua terra&#8221; <b>(II Cr 7.14).<\/b><\/p>\n<p><b>VERDADE PR\u00c1TICA<\/b><\/p>\n<p>A longa seca sobre Israel teve como objetivos disciplinar e demonstrar a soberania divina sobre os homens<\/p>\n<p><b>LEITURA DI\u00c1RIA<br \/>\n<\/b><\/p>\n<p><b>Segunda &#8211; I Rs 18.21<br \/>\n<\/b>O que motivou a estiagem<\/p>\n<p><b>Ter\u00e7a &#8211; I Rs 18.2<br \/>\n<\/b>As consequ\u00eancias da estiagem<\/p>\n<p><b>Quarta &#8211; I Rs 18.39<br \/>\n<\/b>As li\u00e7\u00f5es deixadas pela estiagem<\/p>\n<p><b>Quinta &#8211; 17.4; 18.13<br \/>\n<\/b>As provis\u00f5es de Deus durante a estiagem<\/p>\n<p><b>Sexta &#8211; I Rs 17.1; 18.1<br \/>\n<\/b>O lugar da profecia na estiagem<\/p>\n<p><b>S\u00e1bado &#8211; Tg 5.17,18<br \/>\n<\/b>A soberania de Deus na estiagem<\/p>\n<p><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>A longa seca predita pelo profeta Elias e que teve seu fiel cumprimento nos dias do rei Acabe (l Rs 17.1,2; 18.1,2) \u00e9 citada em o Novo Testamento pelo ap\u00f3stolo Tiago: &#8220;Elias [ &#8230; ) orando, pediu que n\u00e3o chovesse, e, por tr\u00eas anos e seis meses, n\u00e3o choveu sobre a terra&#8221; (Tg 5.17). A seca \u00e9 um fen\u00f4meno clim\u00e1tico e como tal \u00e9 imprevis\u00edvel. Todavia, no contexto do reinado de Acabe ela ocorreu n\u00e3o somente como algo previs\u00edvel, mas tamb\u00e9m anunciado. N\u00e3o era um fen\u00f4meno simplesmente meteorol\u00f3gico, mas prof\u00e9tico. Aqui veremos como se deu esse fato e como ele revela a soberania de Deus n\u00e3o somente sobre a hist\u00f3ria, mas tamb\u00e9m sobre os fen\u00f4menos naturais.<\/p>\n<p><b>I &#8211;<\/b> <b>O PORQU\u00ca DA SECA<\/b><\/p>\n<p><b>Disciplinar a na\u00e7\u00e3o. <\/b>O culto a Baal financiado pelo estado nortista afastou o povo da adora\u00e7\u00e3o verdadeira. O profeta Elias estava consciente disso e quando confrontou os profetas de Baal, logo percebeu que o povo n\u00e3o mantinha mais fidelidade ao Deus de Israel:<\/p>\n<p>&#8220;Ent\u00e3o, Elias se chegou a todo o povo e disse: At\u00e9 quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor \u00e9 Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o&#8221; (I Rs 18.21). De fato a palavra hebraica <i>as&#8217;iph, <\/i>traduzida como <i>pensamentos, <\/i>mant\u00e9m o sentido de <i>ambival\u00eancia <\/i>ou <i>opini\u00e3o dividida. <\/i>A idolatria havia dividido o cora\u00e7\u00e3o do povo. Para corrigir um cora\u00e7\u00e3o dividido somente um rem\u00e9dio amargo surtiria efeito (l Rs 18.37).<\/p>\n<p><b>Revelar a divindade verdadeira. <\/b>Quando Jezabel veio para Israel n\u00e3o veio sozinha. Ela trouxe consigo a sua religi\u00e3o e uma vontade obstinada de fazer de seus deuses o principal objeto de adora\u00e7\u00e3o entre os hebreus. De fato observamos que o culto ao Senhor foi substitu\u00eddo pela adora\u00e7\u00e3o a Baal e Aser\u00e1, principais divindades dos sid\u00f4nios (I Rs 16.30-33). A consequ\u00eancia desse ato foi uma total decad\u00eancia moral e espiritual. Baal era o deus do trov\u00e3o, do raio e da fertilidade, e supostamente possu\u00eda poder sobre os fen\u00f4menos naturais. A longa seca sobre o reino do Norte criou as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que Elias desafiasse os profetas de Baal e provasse que tal divindade n\u00e3o passava de um deus falso (I Rs 17.1,2; 18.1,2,21,39).<\/p>\n<p>Deus n\u00e3o precisa provar nada para ser Deus, mas os homens costumam responder favoravelmente quando suas raz\u00f5es s\u00e3o convencidas pelas evid\u00eancias.<\/p>\n<p><b>II<\/b> &#8211; <b>OS EFEITOS DA SECA<\/b><\/p>\n<p><b>Escassez e fome. <\/b>A Escritura afirma que &#8220;a fome era extrema em Samaria&#8221; (I Rs 18.2). A seca j\u00e1 havia provado que Baal era um deus impotente frente aos fen\u00f4menos naturais e a fome demonstrou \u00e0 na\u00e7\u00e3o que somente o Senhor \u00e9 a fonte de toda provis\u00e3o. Sem Ele n\u00e3o haveria chuva e consequentemente n\u00e3o haveria alimentos. O texto de I Reis 18.5 revela que at\u00e9 mesmo os cavalos da montaria real estavam sendo abatidos. O desespero era geral. A prop\u00f3sito, o texto hebraico de I Reis 18.2 diz que a estiagem foi <i>violenta <\/i>e <i>severa. <\/i>A verdade \u00e9 que o pecado sempre traz consequ\u00eancias amargas!<\/p>\n<p><b>Endurecimento ou arrependimento. <\/b>\u00c9 interessante observarmos que o julgamento de Deus produziu efeitos diferentes sobre a casa real e o povo. Percebemos que \u00e0 semelhan\u00e7a de Fara\u00f3 (\u00cax 9.7), o rei Acabe e sua esposa. Jezabel, n\u00e3o responderam favoravelmente ao ju\u00edzo divino. Acabe, por exemplo, durante a estiagem confrontou-se com o profeta Elias e o acusou de ser o perturbador de Israel (I Rs 18.17). Quem resiste a a\u00e7\u00e3o divina acaba por ficar endurecido!<\/p>\n<p>Por outro lado, o povo que n\u00e3o havia dado nenhuma resposta ao profeta Elias quando questionado (I Rs 18.21), respondeu favoravelmente ante a a\u00e7\u00e3o soberana do Senhor: &#8220;O que vendo todo o povo, caiu sobre os seus rostos e disse:<\/p>\n<p>S\u00f3 o Senhor \u00e9 Deus! S\u00f3 o Senhor \u00e9 Deus!&#8221; (I Rs 18.39). O Novo Testamento alerta: &#8220;[ &#8230; ] se ouvirdes hoje a sua voz, n\u00e3o endure\u00e7ais o vosso cora\u00e7\u00e3o&#8221; (Hb 3.7,8).<\/p>\n<p><b>III<\/b> &#8211; <b>A PROVIS\u00c3O DIVINA NA SECA<\/b><\/p>\n<p><b>Provis\u00e3o pessoal. <\/b>H\u00e1 sempre uma provis\u00e3o de Deus para aquele que o serve em tempos de crise. Embora houvesse uma escassez generalizada em Israel, Deus cuidou de Elias de uma forma especial que nada veio lhe faltar (I Rs 17.1-7). A forma como o Senhor conduz o seu servo \u00e9 de grande relev\u00e2ncia. Primeiramente, Ele o afasta do local onde o julgamento seria executado: &#8220;Vai-te daqui&#8221; (I Rs 17.3). Deus julga e n\u00e3o quer que o seu servo experimente as consequ\u00eancias amargas desse ju\u00edzo! Em segundo lugar, o Senhor o orienta a se esconder: &#8220;Esconde-te junto ao ribeiro de Querite&#8221; (I Rs 17.3). Deus n\u00e3o estava fazendo espet\u00e1culo; era uma ocasi\u00e3o de ju\u00edzo. Em terceiro lugar, Elias deveria ser suprido com aquilo que o Senhor providenciasse: &#8220;Os corvos lhe<br \/>\ntraziam p\u00e3o e carne&#8221; (I Rs 17.6). N\u00e3o era uma iguaria, mas era uma provis\u00e3o divina!<\/p>\n<p><b>Provis\u00e3o coletiva. <\/b>Ficamos sabendo pelo relato b\u00edblico que al\u00e9m de Elias, o profeta de Tisbe, o Senhor tamb\u00e9m trouxe a sua provis\u00e3o para um grande n\u00famero de pessoas. Primeiramente encontramos o Senhor agindo atrav\u00e9s de Obadias, mordomo do rei Acabe, provendo livramento e suprimento para os seus servos: &#8220;Obadias tomou cem profetas, e de cinquenta em cinquenta os escondeu, numa cova, e os sustentou com p\u00e3o e \u00e1gua&#8221; (l Rs 18.4). Em segundo lugar, o pr\u00f3prio Senhor falou a Elias que Ele ainda contava com sete mil pessoas que n\u00e3o haviam dobrado os seus joelhos diante de Baal: &#8220;Eu fiz ficar em Israel sete mil&#8221; (l Rs 19.18). Deus cuida de seus servos e sempre lhes prov\u00ea o p\u00e3o di\u00e1rio.<\/p>\n<p><b>IV &#8211; AS LI\u00c7\u00d5ES DEIXADAS PELA SECA<\/b><\/p>\n<p><b>A majestade divina. <\/b>H\u00e1 alguns fatos que devemos atentar sobre a a\u00e7\u00e3o do Deus de Elias, conforme registrado nos vers\u00edculos do cap\u00edtulo 17 do primeiro livro dos Reis. Antes de mais nada, a sua onipot\u00eancia. Ele demonstra controle sobre os fen\u00f4menos naturais (I Rs 17.1). Em segundo lugar, Deus mostra a sua onipresen\u00e7a durante esses fatos. Elias, ao se referir ao Senhor, reconheceu-o como um Deus sempre presente: &#8220;Vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou&#8221; (I Rs 17.1). Em terceiro lugar, Ele \u00e9 onisciente, pois sabe todas as coisas, quer passadas, quer presentes, ou futuras. O profeta disse que n\u00e3o haveria nem orvalho nem chuva, e n\u00e3o houve mesmo! (l Rs 17.1).<\/p>\n<p><b>O pecado tem o seu custo. <\/b>Quando o profeta Elias encontra-se com Acabe durante o per\u00edodo da seca, Elias responde ao monarca e o censura por seus, pecados: &#8220;Eu n\u00e3o tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai porque deixastes os mandamentos do Senhor e seguistes os baalins&#8221; (I Rs 18.18). Em outras palavras, Elias afirmava que tudo o que estava acontecendo em Israel era resultado do pecado. O pecado pode ser atraente e at\u00e9 mesmo desej\u00e1vel, mas tem um custo muito alto. N\u00e3o vale a pena!<\/p>\n<p><b>CONCLUS\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>A longa seca sobre o reino do Norte agiu como um instrumento de ju\u00edzo e disciplina. Embora o cora\u00e7\u00e3o do rei n\u00e3o tenha dado uma resposta favor\u00e1vel ao chamamento divino, os prop\u00f3sitos do Senhor foram alcan\u00e7ados. O povo voltou para Deus e o perigo de uma apostasia total foi afastado.<\/p>\n<p>A fome revelou como \u00e9 v\u00e3o adorar os deuses falsos e ao mesmo tempo demonstrou que o Senhor \u00e9 um Deus soberano! Ele age como quer e quando quer. Fica, pois a li\u00e7\u00e3o que ate mesmo em uma escassez violenta a gra\u00e7a de Deus revela-se de forma maravilhosa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Postado por: <\/b>Pb. Ademilson Braga<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Li\u00e7\u00e3o-30 \u00a0\/\u00a0 20 de Janeiro de 2013 TEXTO \u00c1UREO &#8220;E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, ent\u00e3o, eu ouvirei dos c\u00e9us, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra&#8221; (II Cr 7.14). 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