{"id":2817,"date":"2012-12-28T12:11:32","date_gmt":"2012-12-28T15:11:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=2817"},"modified":"2020-12-23T13:27:46","modified_gmt":"2020-12-23T16:27:46","slug":"malaquias-a-sacralidade-da-familia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/malaquias-a-sacralidade-da-familia\/","title":{"rendered":"Malaquias &#8211; A Sacralidade da Fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p><b>Li\u00e7\u00e3o-27 \u00a0\/\u00a0 <\/b>30 de Dezembro de 2012<\/p>\n<p><b>TEXTO \u00c1UREO<\/b><\/p>\n<p>\u201cPortanto, deixar\u00e1 o var\u00e3o o seu pai e a sua m\u00e3e e apegar-se-\u00e1 \u00e0 sua mulher, e ser\u00e3o ambos uma carne\u201d <b>(Gn 2.24).<\/b><\/p>\n<p><b>VERDADE PR\u00c1TICA<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 da vontade expressa de Deus que levemos a s\u00e9rio o nosso relacionamento com Ele, com a fam\u00edlia e com a sociedade.<\/p>\n<p><b>LEITURA DI\u00c1RIA<\/b><\/p>\n<p><b>Segunda \u2013 Sl 128.3,4<br \/>\n<\/b>O modelo da fam\u00edlia<\/p>\n<p><b>Ter\u00e7a \u2013 Ef 5.22-24<br \/>\n<\/b>Submiss\u00e3o na fam\u00edlia<\/p>\n<p><b>Quarta \u2013 Ef 5.25-28<br \/>\n<\/b>Amor sacrifical na fam\u00edlia<\/p>\n<p><b>Quinta \u2013 Ef 6.1-3<br \/>\n<\/b>Obedi\u00eancia na fam\u00edlia<\/p>\n<p><b>Sexta \u2013 Sl 133.1<br \/>\n<\/b>A comunh\u00e3o no \u00e2mbito familiar<\/p>\n<p><b>S\u00e1bado \u2013 Tt \u00a0<\/b>2.2-6<br \/>\nA fam\u00edlia que agrada a Deus<\/p>\n<p><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>No presente estudo, veremos que a mensagem de Malaquias enfoca a sacralidade do relacionamento com o Alt\u00edssimo e com a fam\u00edlia. Durante ex\u00edlio na Babil\u00f4nia, a idolatria de Jud\u00e1 fora definitivamente erradicada. A quest\u00e3o agora era outra: o relacionamento do povo com Deus e com a fam\u00edlia. E tais relacionamentos precisavam ser encarados com mais piedade e temor.<\/p>\n<p><b>I. O LIVRO DE MALAQUIAS<\/b><\/p>\n<p><b>Contexto hist\u00f3rico. <\/b>O livro n\u00e3o menciona diretamente o reinado em que Malaquias exerceu seu minist\u00e9rio. Tamb\u00e9m n\u00e3o informa o nome do seu pai, nem o seu local de nascimento. Isso \u00e9 observ\u00e1vel tamb\u00e9m nos livros de Obadias e Habacuque. N\u00e3o obstante, h\u00e1 evid\u00eancias internas que permitem identificar o contexto pol\u00edtico, religioso e social do livro em apre\u00e7o.<\/p>\n<p>a) O governador de Jud\u00e1. Jerusal\u00e9m era governada por um pehah, palavra de origem ac\u00e1dica traduzida por &#8220;pr\u00edncipe&#8221; na ARC (Almeida Revista e Corrigida), ou &#8220;governador&#8221;, na ARA e TB (1.8). O termo indica um governador persa e \u00e9 aplicado a Neemias (Ne 5.14). O seu equivalente na l\u00edngua persa \u00e9 tirshata (&#8220;tirsata, governador&#8221;, cf. Ed 2.63; Ne 7.65; 8.9; 10.1). A profecia mostra que o templo de Jerusal\u00e9m j\u00e1 havia sido reconstru\u00eddo e a pr\u00e1tica dos sacrif\u00edcios, retomada (1.7-10).<\/p>\n<p>b) A indiferen\u00e7a religiosa. As principais den\u00fancias de Malaquias s\u00e3o contra a lassid\u00e3o e o afrouxamento moral dos levitas (1.6); o div\u00f3rcio e o casamento com mulheres estrangeiras (2.10-16); e o descuido com os d\u00edzimos (3.7-12). Tudo isso aponta para o per\u00edodo em que Neemias ausentou-se de Jerusal\u00e9m (Ne 13.4-13,23-28). O primeiro per\u00edodo de seu governo deu-se entre os anos 20 e 32 do rei Artaxerxes (Ne 5.14) e equivale a 445-433 A.c.<\/p>\n<p><b>Vida pessoal de Malaquias. <\/b>A express\u00e3o &#8220;pelo minist\u00e9rio de Malaquias&#8221; (1.1) \u00e9 tudo o que sabemos sobre sua vida pessoal. A forma hebraica do seu nome \u00e9 mal&#8217;achi, que significa &#8220;meu mensageiro&#8221;. A Septuaginta traduz por angelo sou (&#8220;seu mensageiro, seu anjo&#8221;). O termo \u00e9 amb\u00edguo, pois pode referir-se a um nome pr\u00f3prio ou a um t\u00edtulo (3.1). No entanto, entendemos que Malaquias \u00e9 o nome do profeta, uma vez que nenhum livro dos doze profetas menores \u00e9 an\u00f4nimo. Por que com Malaquias seria diferente?<\/p>\n<p><b>Estrutura e mensagem. <\/b>A profecia come\u00e7a com a palavra hebraica mass\u00e1 &#8211; &#8220;peso, senten\u00e7a pesada, or\u00e1culo, pronunciamento, profecia&#8221; (1.1; Hc 1.1; Zc 9.1; 12.1). O discurso \u00e9 um serm\u00e3o cont\u00ednuo com perguntas ret\u00f3ricas que formam uma s\u00f3 unidade liter\u00e1ria. S\u00e3o tr\u00eas os seus cap\u00edtulos na B\u00edblia Hebraica, pois seis vers\u00edculos do cap\u00edtulo quatro foram deslocados para o final do cap\u00edtulo tr\u00eas. O assunto do livro \u00e9 a den\u00fancia contra a formalidade religiosa: pr\u00e1tica generalizada com os fariseus e escribas na \u00e9poca do minist\u00e9rio terreno de Jesus (Mt 23.2-7).<\/p>\n<p><b>II. O JUGO DESIGUAL<\/b><\/p>\n<p><b>A paternidade de Deus (2.10). <\/b>A ideia de que Deus \u00e9 o Pai de todos os seres humanos \u00e9 biblicamente v\u00e1lida. O Antigo Testamento expressa que essa paternidade refere-se a Israel (\u00cax 4.22,23; Jr 31.9; Os 11.1). A cria\u00e7\u00e3o divina d\u00e1 base para isso, embora n\u00e3o garanta uma rela\u00e7\u00e3o pessoal com Ele (At 17.28,29). Jesus, por\u00e9m, fez-nos filhos de Deus por ado\u00e7\u00e3o. Por isso, temos liberdade e direito de chamar ao Senhor de Pai (Mt 6.9; Jo 1.12; GI 4.6).<\/p>\n<p><b>A deslealdade. <\/b>O termo &#8220;desleal&#8221; aparece cinco vezes nessa se\u00e7\u00e3o (2.10,11,14-16). Trata-se do verbo hebraico bagad, que significa &#8220;agir trai\u00e7oeiramente, agir com infidelidade&#8221;. N\u00e3o profanar o concerto dos pais &#8211; estabelecido no Sinai (2.10) que pro\u00edbe a uni\u00e3o matrimonial com c\u00f4njuges estrangeiros (Dt 7.1-4) &#8211; \u00e9 uma instru\u00e7\u00e3o ratificada em o Novo Testamento (2 Co 6.14-16,18). O profeta retoma essa quest\u00e3o em seguida.<\/p>\n<p><b>O casamento misto (2.11). <\/b>\u00c9 a uni\u00e3o matrimonial de um homem ou uma mulher com algu\u00e9m descrente. O profeta chama isso de abomina\u00e7\u00e3o e profana\u00e7\u00e3o. Os envolvidos s\u00e3o amea\u00e7ados de exterm\u00ednio juntamente com toda a sua fam\u00edlia (2.12).<\/p>\n<p>a) Abomina\u00e7\u00e3o. O termo hebraico para &#8220;abomina\u00e7\u00e3o&#8221; \u00e9 toevah e diz respeito a alguma coisa ou pr\u00e1tica repulsiva, detest\u00e1vel e ofensiva. A B\u00edblia aplica-o \u00e0 idolatria, ao sacrif\u00edcio de crian\u00e7as, \u00e0s pr\u00e1ticas homossexuais, etc. (Dt 7.25; 12.31; Lv 18.22; 20.13). Trata-se de um termo muito forte, mas o profeta coloca todos esses pecados no mesmo patamar (2.11).<\/p>\n<p>b) Profana\u00e7\u00e3o. Profano \u00e9 aquele que trata o sagrado como se fosse comum (Lv 10.10; Hb 12.16). A &#8220;santidade do SENHOR&#8221;, que Jud\u00e1 profanou (2.11), diz respeito ao Segundo Templo, pois em seguida o or\u00e1culo explica: &#8220;a qual ele ama&#8221;. A viola\u00e7\u00e3o do altar j\u00e1 fora denunciada antes (1.7-10). Mas aqui Malaquias considera o casamento misto como transgress\u00e3o da Lei de Mois\u00e9s: &#8220;Jud\u00e1 [&#8230;] se casou com a filha de deus estranho&#8221; (2.11 b), A express\u00e3o indica mulher pag\u00e3 e id\u00f3latra. E mais adiante inclui tamb\u00e9m o div\u00f3rcio (2.13-16).<\/p>\n<p><b>III. DEUS ODEIA O DIV\u00d3RCIO<\/b><\/p>\n<p><b>O relacionamento conjugal (2.11-13). <\/b>Malaquias \u00e9 o \u00fanico livro da B\u00edblia que descreve o efeito devastador do div\u00f3rcio na fam\u00edlia, na Igreja e na sociedade. As l\u00e1grimas, os choros e os gemidos descritos aqui s\u00e3o das esposas judias repudiadas. Elas eram santas e piedosas, mas foram injusti\u00e7adas ao serem substitu\u00eddas por mulheres id\u00f3latras e profanas. As israelitas n\u00e3o tinham a quem recorrer. Nada podiam fazer sen\u00e3o derramar a alma diante de Deus. Por essa raz\u00e3o, o Eterno n\u00e3o mais aceitou as ofertas de Jud\u00e1 (2.13). Isso vale para os nossos dias. Deus n\u00e3o ouve a ora\u00e7\u00e3o daqueles que tratam injustamente o seu c\u00f4njuge (I Pe 3.7). O marido deve amar a sua esposa como Cristo ama a Igreja (Ef 5.25-29).<\/p>\n<p><b>O compromisso do casamento. <\/b>Os votos solenes de fidelidade m\u00fatua entre os noivos numa\u00a0cerim\u00f4nia de casamento n\u00e3o s\u00e3o um acordo transit\u00f3rio com data de validade, mas &#8220;um contrato jur\u00eddico de uni\u00e3o espiritual&#8221; (Myer Pearlman).<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Deus coloca-se como testemunha desse contrato. Por isso, a ruptura de um casamento \u00e9 deslealdade e trai\u00e7\u00e3o (2.14). A rea\u00e7\u00e3o divina contra tal perf\u00eddia \u00e9 contundente.<\/p>\n<p><b>A vontade de Deus. <\/b>A constru\u00e7\u00e3o gramatical hebraica do vers\u00edculo 15 \u00e9 dif\u00edcil. Mas muitos entendem o seu significado como defesa da monogamia. Deus criou apenas uma s\u00f3 mulher para Ad\u00e3o, tendo em vista a forma\u00e7\u00e3o de uma descend\u00eancia piedosa (2.15). A poligamia e o div\u00f3rcio s\u00e3o obst\u00e1culos aos prop\u00f3sitos divinos. \u00c9 uma desgra\u00e7a para a fam\u00edlia! Por isso, o Alt\u00edssimo aborrece e odeia o div\u00f3rcio (2.16). Ele ordena que &#8220;ningu\u00e9m seja desleal para com a mulher da sua mocidade&#8221; (2.15).<\/p>\n<p><b>CONCLUS\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>A sacralidade do relacionamento familiar deve ser levada em considera\u00e7\u00e3o por todos os crist\u00e3os.\u00a0Todos devem levar isso a s\u00e9rio, pois o casamento \u00e9 de origem divina e indissol\u00favel, devendo, portanto, ser honrado e venerado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Postado por: <\/b>Pb. Ademilson Braga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Li\u00e7\u00e3o-27 \u00a0\/\u00a0 30 de Dezembro de 2012 TEXTO \u00c1UREO \u201cPortanto, deixar\u00e1 o var\u00e3o o seu pai e a sua m\u00e3e e apegar-se-\u00e1 \u00e0 sua mulher, e ser\u00e3o ambos uma carne\u201d (Gn 2.24). VERDADE PR\u00c1TICA \u00c9 da vontade expressa de Deus que levemos a s\u00e9rio o nosso relacionamento com Ele, com a fam\u00edlia e com a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2697,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[949,10,7],"tags":[512],"class_list":["post-2817","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cpad","category-artigos","category-e-b-d","tag-sacralidade"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2817","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2817"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2817\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6944,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2817\/revisions\/6944"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2697"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2817"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2817"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2817"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}