{"id":2651,"date":"2012-11-27T21:26:46","date_gmt":"2012-11-28T00:26:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=2651"},"modified":"2012-12-28T23:15:44","modified_gmt":"2012-12-29T02:15:44","slug":"dizimos-e-ofertas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/dizimos-e-ofertas\/","title":{"rendered":"D\u00edzimos e Ofertas"},"content":{"rendered":"<p><strong>D\u00cdZIMOS E OFERTAS NA B\u00cdBLIA<\/strong><\/p>\n<p>O Antigo Testamento.\u00a0O voc\u00e1bulo d\u00edzimo quer dizer &#8220;a d\u00e9cima parte&#8221;. No contexto b\u00edblico, refere-se \u00e0quilo que \u00e9 devolvido ao Senhor, quer em dinheiro, quer em produtos e bens (Pv 3.9). J\u00e1 a oferta tem o sentido de contribui\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria. O que deve ficar claro \u00e9 que a lei mosaica n\u00e3o criou as pr\u00e1ticas do d\u00edzimo ou das ofertas, mas apenas deu-lhes conte\u00fado e forma atrav\u00e9s das diversas normas ou leis que as regulamentaram. Tal verdade fica patente ao constatar que o ofertar j\u00e1 era uma pr\u00e1tica observada nos dias de Abel (Gn 4.4), e que o d\u00edzimo j\u00e1 era praticado pelos patriarcas (Gn 14.20; 28.22).<\/p>\n<p>No per\u00edodo mosaico, o d\u00edzimo aparece como preceito de um princ\u00edpio j\u00e1 existente no per\u00edodo patriarcal. Os preceitos mudam e at\u00e9 desaparecem, todavia, os princ\u00edpios s\u00e3o imut\u00e1veis e permanentes. De acordo com a Lei de Mois\u00e9s, os d\u00edzimos deveriam ser entregues aos sacerdotes para a manuten\u00e7\u00e3o do culto e tamb\u00e9m para o sustento dos levitas j\u00e1 que estes n\u00e3o tinham possess\u00e3o em Israel (Nm 18.20-32).<\/p>\n<p>O Novo Testamento.\u00a0Os que sup\u00f5em estar a pr\u00e1tica do d\u00edzimo restrita ao Antigo Testamento precisam entender que a natureza e os fundamentos do culto n\u00e3o mudaram. Mudou apenas a forma e a liturgia, mas n\u00e3o a sua fun\u00e7\u00e3o: a adora\u00e7\u00e3o a Deus deve ser em esp\u00edrito e verdade! O culto lev\u00edtico com seus rituais j\u00e1 n\u00e3o existe. Todavia, o princ\u00edpio da adora\u00e7\u00e3o continua o mesmo (1 Pe 2.9; Ap 1.6). O d\u00edzimo lev\u00edtico pertencia \u00e0 ordem de Ar\u00e3o, que era transit\u00f3ria. Todavia, o d\u00edzimo crist\u00e3o pertence \u00e0 ordem de Melquisedeque que \u00e9 eterna e, portanto, anterior \u00e0 Lei de Mois\u00e9s (Hb 5.10; 7.1-10; Sl 110.4).<\/p>\n<p>Jesus n\u00e3o veio ab-rogar a lei, mas cumpri-Ia (Mt 5.17). Ele n\u00e3o apenas reconheceu a observ\u00e2ncia da pr\u00e1tica do d\u00edzimo, mas a recomendou (Mt 23.23). Nas ep\u00edstolas, Paulo faz refer\u00eancia ao d\u00edzimo lev\u00edtico para extrair dele o princ\u00edpio de que o obreiro \u00e9 digno do seu sal\u00e1rio (1 Co 9.9-14; Lv 6.16,26; Dt 18.1). Se o ap\u00f3stolo n\u00e3o reconhecesse a legitimidade da pr\u00e1tica do d\u00edzimo, jamais teria usado esses textos do Antigo Testamento.<\/p>\n<p><strong>A PR\u00c1TICA DO D\u00cdZIMO E DAS OFERTAS COMO FORMA DE ADORA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Reconhecimento da soberania e da bondade de Deus.\u00a0Um dos princ\u00edpios b\u00e1sicos da pr\u00e1tica do d\u00edzimo \u00e9 o reconhecimento de que Deus \u00e9 soberano sobre todas as coisas. Tudo vem dEle e \u00e9 para Ele (Ag 2.8; CI 1.17). Quando o crente devolve a Deus o seu d\u00edzimo, demonstra que reconhece o Senhor como a fonte de todas as coisas. \u00c0 sauda\u00e7\u00e3o de Melquisedeque: &#8220;Bendito seja o Deus Alt\u00edssimo!&#8221;, respondeu Abra\u00e3o dando-lhe o d\u00edzimo (Gn 14.20). O princ\u00edpio da devolu\u00e7\u00e3o do d\u00edzimo demonstra que somos dependentes de Deus. \u00c9 lament\u00e1vel que alguns crentes ignorem esse fato e ajam como se as suas conquistas materiais fossem apenas m\u00e9rito de seus esfor\u00e7os (Jz 7.2).<\/p>\n<p>Reconhecimento do valor do pr\u00f3ximo.\u00a0Deuteron\u00f4mio registra que havia um tipo de d\u00edzimo que deveria ser repartido entre os pobres (Dt 14.28,29; 26.12-15). Esse &#8220;d\u00edzimo comunit\u00e1rio&#8221; devia ser praticado a cada tr\u00eas anos. O prop\u00f3sito \u00e9 mostrar apre\u00e7o pelos menos favorecidos.<\/p>\n<p>Inclusive, h\u00e1 uma promessa de a b\u00ean\u00e7\u00e3o do Senhor estar sobre todas as atividades de quem cumprir esse preceito.<\/p>\n<p><strong>D\u00cdZIMOS E OFERTAS COMO FONTES DE BEN\u00c7\u00c3OS<\/strong><\/p>\n<p>A b\u00ean\u00e7\u00e3o da multiplica\u00e7\u00e3o.\u00a0Tanto o Antigo como o Novo Testamento demonstram que Deus reconhece e recompensa a fidelidade do seu povo. Quando o crente \u00e9 liberal em contribuir para o Reino de Deus, uma decorr\u00eancia natural do seu gesto \u00e9 a b\u00ean\u00e7\u00e3o da multiplica\u00e7\u00e3o dada pelo Senhor. Deus promete derramar b\u00ean\u00e7\u00e3os sem medida e fazer abundar em toda gra\u00e7a (2 Co 9.6-10). Malaquias relaciona a prosperidade do povo de Israel \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o dos d\u00edzimos e das ofertas (MI\u00a03.10,11).O mesmo princ\u00edpio \u00e9 destacado em o Novo Testamento quando Paulo diz que Deus \u00e9 poderoso para fazer abundar em toda gra\u00e7a aqueles que demonstram voluntariedade em contribuir para o Reino de Deus.<\/p>\n<p>A ben\u00e7\u00e3o da restitui\u00e7\u00e3o.\u00a0A b\u00edblia revela que o Senhor \u00e9 um Deus de restitui\u00e7\u00e3o (Jl 2.25). O profeta Joel mostra que a terra de Israel era atacada constantemente por gafanhotos que, em diferentes est\u00e1gios de desenvolvimento, destru\u00edam as suas lavouras. Para garantir a sobreviv\u00eancia do povo, Deus promete restituir o que a praga consumiu (JI 1.4; 2.25; Na 3.16). Malaquias associa o devorador \u00e0quele &#8220;que consome o fruto da terra&#8221; (MI 3.11). A refer\u00eancia aplica-se, num primeiro plano, \u00e0s pragas de gafanhotos, e num segundo plano a toda a\u00e7\u00e3o do mal sobre o povo.<\/p>\n<p>A b\u00ean\u00e7\u00e3o da provis\u00e3o.\u00a0Na Antiga Alian\u00e7a, o Senhor prometeu &#8220;derramar b\u00ean\u00e7\u00e3os sem medida&#8221; sobre o seu povo (MI 3.10). Na Nova Alian\u00e7a, Ele deseja que o crente tenha &#8220;toda sufici\u00eancia&#8221; (2 Co 9.8). A prosperidade b\u00edblica \u00e9 viver na sufici\u00eancia de Cristo (2 Co 3.5; 9.8). Tal sufici\u00eancia \u00e9 vista como sendo a provis\u00e3o divina para os filhos de Deus. Deve ser lembrado, no entanto, que essa sufici\u00eancia n\u00e3o deve ser confundida simplesmente com a aquisi\u00e7\u00e3o de posses materiais, mas o ter o necess\u00e1rio para viver com dignidade e, principalmente, possuir paz com Deus e alegrar-se nEle (Fp 4.11; 2 Ts 3.16). Por toda a Escritura, observamos o cuidado do Senhor no sentido de prover para o seu povo\u00a0aquilo que \u00e9 necess\u00e1rio para o seu viver\u00a0(Mt 6.25-33). Quando conscientizarmo-nos que estamos honrando o Senhor com nossos d\u00edzimos e ofertas, Ele derramar\u00e1 sobre n\u00f3s sua provis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Vimos,\u00a0pois, que a pr\u00e1tica dos d\u00edzimos e das ofertas sempre esteve presente na hist\u00f3ria do povo de Deus. Evidentemente que fica para n\u00f3s o princ\u00edpio de que somos aben\u00e7oados n\u00e3o porque contribu\u00edmos, mas contribu\u00edmos porque somos aben\u00e7oados. Deus reconhece a voluntariedade do crente em contribuir para o seu Reino e, por gra\u00e7a e miseric\u00f3rdia, derrama sobre n\u00f3s as suas muitas e ricas b\u00ean\u00e7\u00e3os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Postado por:<\/strong>\u00a0Pb. Ademilson Braga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D\u00cdZIMOS E OFERTAS NA B\u00cdBLIA O Antigo Testamento.\u00a0O voc\u00e1bulo d\u00edzimo quer dizer &#8220;a d\u00e9cima parte&#8221;. No contexto b\u00edblico, refere-se \u00e0quilo que \u00e9 devolvido ao Senhor, quer em dinheiro, quer em produtos e bens (Pv 3.9). J\u00e1 a oferta tem o sentido de contribui\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria. 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