{"id":2625,"date":"2012-11-20T08:47:38","date_gmt":"2012-11-20T11:47:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/?p=2625"},"modified":"2020-12-23T13:28:26","modified_gmt":"2020-12-23T16:28:26","slug":"naum-o-limite-da-tolerancia-divina","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.searadecristo.com.br\/portal\/naum-o-limite-da-tolerancia-divina\/","title":{"rendered":"Naum &#8211; O Limite da Toler\u00e2ncia Divina"},"content":{"rendered":"<p><strong>Li\u00e7\u00e3o-22 \u00a0&#8211; \u00a0<\/strong>25 de Novembro de 2012<\/p>\n<p><strong>TEXTO \u00c1UREO<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Disse mais: Ora, n\u00e3o se ire o Senhor que ainda s\u00f3 mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: N\u00e3o a destruirei, por amor dos dez&#8221; <strong>(Gn 18.32). <\/strong><\/p>\n<p><strong>VERDADE PR\u00c1TICA<\/strong><\/p>\n<p>No tempo estabelecido por Deus, cada na\u00e7\u00e3o. E cada indiv\u00edduo em particular, passar\u00e1 pelo crivo da justi\u00e7a divina.<\/p>\n<p><strong>LEITURA Dl\u00c1RIA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Segunda \u2013 Gn 18.20<br \/>\n<\/strong>O pecado de Sodoma e Gomorra<\/p>\n<p><strong>Ter\u00e7a \u2013 Sl 18.25,26<br \/>\n<\/strong>Deus faz justi\u00e7a aos justos e \u00edmpios<\/p>\n<p><strong>Quarta \u2013 Is 1.9<br \/>\n<\/strong>O exemplo do ju\u00edzo divino<\/p>\n<p><strong>Quinta \u2013 Ez 14.13<br \/>\n<\/strong>O ju\u00edzo divino \u00e0 na\u00e7\u00e3o pecadora<\/p>\n<p><strong>Sexta \u2013 Mt 11.23,24<br \/>\n<\/strong>A ru\u00edna de uma cidade orgulhosa<\/p>\n<p><strong>S\u00e1bado \u2013 Rm 11.22<br \/>\n<\/strong>A bondade e a severidade de Deus<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Quando Naum anunciou o seu or\u00e1culo contra N\u00ednive, j\u00e1 fazia um s\u00e9culo e meio que Deus havia dispensado a sua miseric\u00f3rdia \u00e0 grande, poderosa e perversa cidade. No tempo de Jonas, o Senhor compadecera-se dos ninivitas, poupando-os de iminente destrui\u00e7\u00e3o. Infelizmente, o tempo passou e eles vieram a se esquecer do perd\u00e3o divino, voltando a pecar contra Deus. Por isso, o profeta Naum proclama a ru\u00edna inevit\u00e1vel de N\u00ednive. Agora, o ju\u00edzo divino \u00e9 irrevers\u00edvel!<\/p>\n<p><strong>I. O LIVRO DE NAUM<\/strong><\/p>\n<p><strong>Contexto hist\u00f3rico. <\/strong>Naum, \u00e0 semelhan\u00e7a de outros profetas menores, n\u00e3o possui biografia. Ele apresenta-se apenas como o &#8220;elcosita&#8221;. O reinado no qual profetizou n\u00e3o \u00e9 mencionado (v.1b). As escassas informa\u00e7\u00f5es de que dispomos ainda n\u00e3o s\u00e3o conclusivas. As opini\u00f5es dos eruditos s\u00e3o divergentes. Elas variam entre o ass\u00e9dio de Jerusal\u00e9m, em701 a.C., por Senaqueribe, rei da Ass\u00edria (II Rs 18.13) at\u00e9 as reformas religiosas protagonizadas por Josias, rei de Jud\u00e1, em 621 a.C. (cf. II Rs 22.1-23.37; II Cr 34.1-35.27).<br \/>\n<em>a) Origem do profeta. <\/em>Alguns estudiosos acreditam que &#8220;elcosita&#8221; (v.1 c) refere-se a uma cidade da<\/p>\n<p>Ass\u00edria, situada a38 quil\u00f4metros de N\u00ednive, em Al-kush, ao norte do atual Mossul, Iraque. Tal informa\u00e7\u00e3o \u00e9 a menos prov\u00e1vel, visto que, desde a antiguidade, a cidade de Cafarnaum &#8211; na Galileia, casa de Jesus (Mt 9.1 ; Mc 2.1), cujo nome significa &#8220;aldeia de Naum&#8221; &#8211; \u00e9 apontada como local de nascimento do profeta.<\/p>\n<p><em>b) Per\u00edodo aceit\u00e1vel. <\/em>Em 612 a.C. a cidade de N\u00ednive foi destru\u00edda. A profecia menciona tamb\u00e9m o<br \/>\ndesmoronamento de N\u00f4-Amon como fato comprovado historicamente (3.8-10). O rei ass\u00edrio, Assurbanipal, destruiu a cidade eg\u00edpcia de N\u00f4 em 663 a.C. De acordo com essas informa\u00e7\u00f5es, podemos considerar 663 a 612 a.C. como um per\u00edodo hist\u00f3rico significativo para situarmos o minist\u00e9rio prof\u00e9tico de Naum.<\/p>\n<p>c) <em>N\u00ednive (v.1<\/em>). N\u00ednive era a antiga capital do imp\u00e9rio ass\u00edrio. Suas ru\u00ednas est\u00e3o localizadas ao norte do Iraque. \u00c9 uma das cidades p\u00f3s-diluvianas fundada por Ninrode, descendente de Cuxe (Gn 10.8-11), por volta de4500 a.C. &#8211; tornando-se proeminente antes de2000 a.C. O rei ass\u00edrio, Senaqueribe (705 \u2013 681 a.C), fortificou a cidade, garantindo assim o apogeu da capital ass\u00edria. O Senhor refere-se a ela como a &#8220;grande cidade&#8221; (Jn 1.2; 3.2). A crueldade do povo ninivita era indescrit\u00edvel e essa foi a fama que os acompanhou durante toda a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Estrutura. <\/strong>O &#8220;Livro da vis\u00e3o de Naum&#8221; (v. 1 b) consiste em tr\u00eas breves cap\u00edtulos. O cap\u00edtulo 1 divide-se em duas partes principais: <em>a primeira <\/em>\u00e9 um salmo de louvor a Jeov\u00e1 (v.<em>2-8); a segunda, <\/em>num estilo po\u00e9tico, anuncia o castigo dos seus inimigos (vv. 9-14), sendo que o vers\u00edculo 15<br \/>\n\u00e9 parte do cap\u00edtulo 2 na B\u00edblia Hebraica. O segundo cap\u00edtulo anuncia ass\u00e9dio e a destrui\u00e7\u00e3o de N\u00ednive. E terceiro o &#8220;boletim de ocorr\u00eancia&#8221; dos motivos de sua queda.<\/p>\n<p><strong>Mensagem. <\/strong>O tema do livro \u00e9 a &#8220;queda de N\u00ednive&#8221;. A express\u00e3o &#8220;peso de N\u00ednive&#8221; (v.1 a) proclama o in\u00edcio de sua ru\u00edna. O substantivo <em>hebraico <\/em>para &#8220;peso&#8221; \u00e9 <em>mass\u00e1 que <\/em>significa &#8220;carga, <em>fardo, <\/em>sofrimento&#8221; (\u00cax 23.5; Nm 11.11,17)<strong> <\/strong>bem como &#8220;senten\u00e7a pesada, or\u00e1culo, pronunciamento, profecia&#8221; (Hc 1.1; Zc 9.1 ; 12.1). Ela aponta para a proclama\u00e7\u00e3o de um desastre (ls 14.28; 23.1; 30.6).<\/p>\n<p><strong>II. TOLER\u00c2NCIA E VINDICA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vingan\u00e7a (v.2). <\/strong>A mensagem de Naum \u00e9 o ju\u00edzo divino sobre N\u00ednive. Aqui, sobressaem os atributos divinos pertinentes ao tema. O verbo hebraico <em>naqam, <\/em>&#8220;vingar-se, tomar vingan\u00e7a&#8221;, aparece tr\u00eas vezes s\u00f3 neste vers\u00edculo e precisa ser devidamente compreendido. Vingan\u00e7a \u00e9 o castigo imposto por dano ou ofensa; diz respeito a infratores contumazes da lei divina. Visto que a vingan\u00e7a pertence a Deus (SI 94.1), contra eles est\u00e1 o justo &#8220;Juiz de toda a terra&#8221; (Gn 18.25).<\/p>\n<p><strong>Longanimidade. <\/strong>Deus \u00e9 compassivo e &#8220;tardio em irar-se&#8221; (v.3a), pois a longanimidade divina espera o arrependimento do pecador (Rm 2.4-6). Todavia, isso n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de impunidade, pois a justi\u00e7a do Eterno n\u00e3o permite tomar o culpado por inocente. Uma vez que N\u00ednive persistiu em sua maldade e a Ass\u00edria construiu o seu imp\u00e9rio pela viol\u00eancia e desrespeito aos direitos humanos, massacrando muitos povos, dentre eles o de Jud\u00e1 e o de Israel, agora essas mesmas na\u00e7\u00f5es se alegrar\u00e3o com a queda e a humilha\u00e7\u00e3o da cidade mal\u00e9fica (3.5-7).<\/p>\n<p><strong>O poder de Deus. <\/strong>As descri\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas dos atributos divinos est\u00e3o ligadas ao poder e a majestade de Deus (1.3-8). <em>a <\/em>profeta declara que o Senhor &#8220;tem o seu caminho na tormenta e na tempestade&#8221; (v.3). Em linguagem metaf\u00f3rica, o poder, a grandeza e a majestade do Senhor s\u00e3o<br \/>\ndescritos atrav\u00e9s da for\u00e7a da natureza. Essas descri\u00e7\u00f5es mostram que a espera do Eterno em punir os ninivitas n\u00e3o se deu por falta de poder, mas por causa de sua longanimidade.<\/p>\n<p><strong>III. O CASTIGO DOS INIMIGOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quem s\u00e3o os &#8220;inimigos&#8221;? <\/strong>O<em>s <\/em>ass\u00edrios eram os &#8220;inimigos&#8221; e a express\u00e3o &#8220;peso de N\u00ednive&#8221; (v.1) &#8211; \u00a0referindo-se \u00e0 capital da Ass\u00edria \u2013 o confirma. A aus\u00eancia da indica\u00e7\u00e3o desse povo (vv. 9-14) tamb\u00e9m ensina as na\u00e7\u00f5es, ao longo da hist\u00f3ria, que senten\u00e7as similares \u00e0s da Ass\u00edria s\u00e3o aplic\u00e1veis a qualquer povo que se levantar contra Deus. Por essa raz\u00e3o a queda dos ass\u00edrios foi definitiva (v.9).<\/p>\n<p><strong>O estilo de Naum. <\/strong>a<em> <\/em>livro do profeta Naum \u00e9 rico em met\u00e1foras: raso <em>a <\/em>ex\u00e9rcito ass\u00edrio \u00e9 comparado a um emaranhado de espinhos e aos b\u00eabados embriagados com vinho (v.10), significando que Deus enfraqueceu o poder de N\u00ednive e que os ninivitas s\u00e3o uma &#8220;presa f\u00e1cil&#8221;. Por esse mesmo motivo, Nabopolassar, rei de Babil\u00f4nia e pai do rei Nabucodonosor, entrou na cidade em 612 a.C. sem resist\u00eancia alguma dos ass\u00edrios.<\/p>\n<p><strong>Reminisc\u00eancias hist\u00f3ricas? <\/strong>Alguns expositores b\u00edblicos pensam que o &#8220;conselheiro de Belial&#8221; (vv.\u00a0\u00a011,12) \u00e9 uma refer\u00eancia a Senaqueribe (II Rs 18.13). \u00c9 veross\u00edmil que o vers\u00edculo 14 pare\u00e7a aplicar-se a ele (II Rs 18.36,37), pois a reminisc\u00eancia hist\u00f3rica \u00e9 comum em muitas mensagens prof\u00e9ticas. Entretanto, n\u00e3o \u00e9 o que parece aqui, pois provavelmente a express\u00e3o &#8220;mais ningu\u00e9m do teu nome seja semeado&#8221; (v.14), aluda \u00e0 falta de herdeiro no trono, denotando o fim do imp\u00e9rio. Tal senten\u00e7a indica o car\u00e1ter definitivo do castigo divino.<\/p>\n<p><strong>A consola\u00e7\u00e3o de <\/strong><strong>Jud\u00e1<\/strong>, Assim como a profecia de Obadias era contra Edom, mas a mensagem era para Jud\u00e1, semelhantemente ocorre aqui, conforme a declara\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica: &#8220;ser\u00e3o exterminados, e ele passar\u00e1; eu te afligi, mas n\u00e3o te afligirei mais&#8221; (v.12). Essa abrupta mudan\u00e7a da terceira para a segunda pessoa indica a mensagem de esperan\u00e7a para Jud\u00e1, a<em> <\/em>castigo de Jud\u00e1 \u00e9 corretivo. O<em> <\/em>povo ainda achar\u00e1 o favor divino (v.13). Mas o ju\u00edzo dos ass\u00edrios \u00e9 final, por haverem eles rejeitado a miseric\u00f3rdia que o Deus de Israel, gratuitamente, lhes havia oferecido atrav\u00e9s de Jonas.<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O <\/strong><\/p>\n<p>Assim como o ju\u00edzo divino puniu a capital da perversa Ass\u00edria, assim tamb\u00e9m acontecer\u00e1 no dia da ira de Deus, quando Ele punir\u00e1 a todos, indiv\u00edduos e na\u00e7\u00f5es, que, rejeitando a sua misericordiosa gra\u00e7a, perseveraram na pr\u00e1tica do mal.<\/p>\n<p>Nesse dia, todos prestar\u00e3o contas de seus atos diante dEle. \u00c9 o que adverte o pr\u00f3prio Senhor atrav\u00e9s de seus profetas. Contudo, a porta da gra\u00e7a est\u00e1 aberta, oferecendo gratuitamente, a toda as na\u00e7\u00f5es, ampla oportunidade de arrependimento e salva\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de Jesus Cristo (II Pe 3.9).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Postado por: <\/strong>Pb. Ademilson Braga<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Li\u00e7\u00e3o-22 \u00a0&#8211; \u00a025 de Novembro de 2012 TEXTO \u00c1UREO &#8220;Disse mais: Ora, n\u00e3o se ire o Senhor que ainda s\u00f3 mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: N\u00e3o a destruirei, por amor dos dez&#8221; (Gn 18.32). VERDADE PR\u00c1TICA No tempo estabelecido por Deus, cada na\u00e7\u00e3o. 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