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Sacrificado? Eu?

EBD – Adolescentes – EDIÇÃO: 26 – 3º Trimestre – Ano: 2021 – Editora: CPAD

LIÇÃO – 01 – 04 de julho de 2021

TEXTO BÍBLICO

Gênesis 22.1-19

DESTAQUE

“Então Deus disse: — Pegue agora Isaque, o seu filho, o seu único filho, a quem você tanto ama, e vá até a terra de Moriá. Ali, na montanha que eu lhe mostrar, queime o seu filho como sacrifício” (Gn 22.2).

LEITURA DEVOCIONAL

Segunda-feira – Gn 21.4 – 6
Terça-feira – Hb 11.18
Quarta-feira – Gn 22.2
Quinta-feira – Gn 22.5
Sexta-feira – Gn 22.14
Sábado – Is 53.7
Domingo – Gl 4.28

I. A PROMESSA DE TER UM FILHO

Abraão já era velho quando recebeu a promessa de Deus de que seria o pai de uma grande nação (Gn 12.2; 15.5). Sara, sua esposa, não podia ter filhos, era estéril e também avançada em idade (Gn 16.1). Porém, o Senhor fez uma promessa ao seu servo Abraão e mesmo que Sara, algumas vezes, tivesse desacreditado da potente mão de Deus, que faz coisas impossíveis, o Senhor cumpriu cada uma das palavras proferidas a Abraão: “Ela ficou grávida e, na velhice de Abraão, lhe deu um filho. O menino nasceu no tempo que Deus havia marcado, e Abraão pôs nele o nome de Isaque” (Gn 21.2,3).

A alegria do nascimento de um filho finalmente havia chegado à casa de Sara, sua felicidade era imensa, pois ela jamais se via amamentando um bebé na idade que tinha. Você também é filho da promessa, sabia disso? Com certeza Deus traçou um plano e fez uma promessa aos seus pais para que você viesse a este mundo. E hoje você está aprendendo mais da Palavra de Deus na Escola Dominical, e isso também não é por acaso, faz parte do plano divino. Creia, porque você é como Isaque para Deus, o filho da promessa.

II. PEDIDO EM SACRIFÍCIO

Chega um momento nessa história em que o Senhor pediu algo inesperado a Abraão. Isaque era o filho tão aguardado, tão querido, amado, e agora, estava sendo pedido em sacrifício pelo próprio Deus. Um pouco complicado de entender, não é verdade? Como Deus faz a promessa de dar um filho, e depois, Ele mesmo pede esse filho para ser morto em sacrifício? Mas Deus sempre sabe o que faz e o que pede. Imagine você, o coração do velho Abraão, nessa hora, deveria estar apertado, angustiado e em pedaços. Seu maior tesouro seria entregue à morte porque Deus o estava pedindo em sacrifício a Abraão. Como ele diria tais coisas a Sara, sua esposa?

Isaque seria sacrificado tão jovem, sua vida seria interrompida precocemente, porém, em nenhum momento, Abraão questionou a Deus por esse pedido, e também não o negou. O velho pai tinha plena confiança em seu Deus e sabia que Ele cumpriria a sua promessa de alguma forma. Por mais difíceis que sejam os “sacrifícios”, é por meio deles que o Senhor aperfeiçoa a nossa fé. Aqui, Abraão estava sendo provado em todos os sentidos. Nós também seremos provados por Deus ao longo da vida, e com certeza, alguns “sacrifícios” precisarão ser feitos.

III. OBEDIENTE, NÃO QUESTIONOU

Pela madrugada, Abraão se levantou com seu filho Isaque; juntamente com alguns servos, tomaram os jumentos e os demais itens para o holocausto (Gn 22.3). Ele estava diferente dessa vez, não era como das outras ocasiões que iam juntos oferecer sacrifícios a Deus. Calado, olhando ao longe, talvez as mãos trémulas, mas caminhavam juntos em direção ao local que Deus mostrara. Embora não entendesse algumas coisas, também não questionou nada.

O silêncio só foi quebrado quando o jovem percebeu que algo estava faltando para o sacrifício: “Daí a pouco o menino disse: — Pai! Abraão respondeu: — Que foi, meu filho? Isaque perguntou: — Nós temos a lenha e o fogo, mas onde está o carneirinho para o sacrifício?” (Gn 22.7). Com certeza, neste momento o coração do velho Abraão estremeceu, mas disse ele confiante: “— Deus dará o que for preciso; ele vai arranjar um carneirinho para o sacrifício, meu filho. E continuaram a caminhar juntos” (Gn 22.8) — essa foi a resposta.

Quando finalmente chegaram ao local do sacrifício, Abraão começou os preparativos, aparelhou o altar, arrumou a lenha, preparou o fogo e amarrou Isaque. O quê? Amarrou Isaque? E ele permitiu que seu pai fizesse isso? Provavelmente muitas coisas se passaram rapidamente pela mente de Isaque, e Abraão o colocou amarrado e deitado sobre o altar (Gn 22.9). Isaque não questionou, não brigou, não se debateu e muito menos tentou fugir. Aqui, Isaque é para nós um dos maiores exemplos de submissão e obediência à vontade de Deus. Ele confiava totalmente em seu pai Abraão que, por sua vez, confiava profundamente em Deus.

IV. A PLENA CONFIANÇA É RECOMPENSADA

Quando Abraão levantou a sua mão e o cutelo, isto é, uma espécie de faca, para imolar seu próprio filho, ouviu um brado dos céus que dizia: “Abraão! Abraão! […] O Anjo disse: — Não machuque o menino e não lhe faça nenhum mal. Agora sei que você teme a Deus, pois não me negou o seu filho, o seu único filho” (Gn 22.11,12). Imagino que Abraão tenha desamarrado rapidamente seu filho e o abraçado bem forte, e depois, ambos louvaram a Deus. Abraão não negou em nenhum momento o seu único filho, pois o patriarca tinha convicção das promessas de Deus em sua vida, assim como Isaque, que mesmo jovem, confiou e obedeceu em tudo a seu pai e a Deus. E essa atitude foi honrada.

Abraão levantou os olhos e viu um cordeiro em meio aos arbustos, tomou-o na mesma hora e ofereceu-o em sacrifício no lugar de seu filho (Gn 22.13). As promessas de Deus na vida do velho Abraão foram mais uma vez renovadas e confirmadas (Gn 22.15-18). Por isso, podemos confiar que o Senhor recompensa quem lhe é fiel.

CONCLUSÃO

Abraão confiou em Deus com uma fé única, tanto que ele é chamado de o “pai da fé”. Se observarmos no capítulo 22, o versículo 5, ele disse aos seus servos antes de subir ao sacrifício: “Fiquem aqui com o jumento. Eu e o menino vamos ali adiante para adorar a Deus. Daqui a pouco nós voltamos”. Ele tinha certeza de que não voltaria sozinho, ele ti nhã fé que Isaque não seria morto. Deus provou a fé de Abraão, e Isaque se mostrou humilde, obediente e cheio de fé também, nenhum jovem se comportaria dessa forma diante de um pai já com idade avançada, porém, Isaque sabia da importância de um sacrifício quando este era requerido pelo próprio Deus.

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Editora CPAD

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