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E.B.D

João Batista – preparando o caminho

Publicado

em

EBD – Jovens – EDIÇÃO: 53 – 1º Trimestre – Ano: 2022 – Editora: CPAD

LIÇÃO – 02 – 09 de janeiro de 2022

TEXTO PRINCIPAL

“Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.” (Jo 1.6,7)

LEITURA SEMANAL

Segunda-feira – Lc 1.36
O precursor
Terça-feira – Lc 1.5,6
Gabriel anuncia o precursor
Quarta-feira – Jo 1.6,7
O ministério do precursor
Quinta-feira – Jo 1.23
Voz do que clama no deserto
Sexta-feira – Lc 1.13,14
Escolhido desde o ventre materno
Sábado – Mt 11.13
Último profeta veterotestamentário

TEXTO BÍBLICO

João 1

6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.
7 Este veio para testemunho para que testificasse da Luz, para que todos cressem por ele.
8 Não era ele a Luz, mas veio para que testificasse da luz.
15 João testificou dele e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: o que vem depois de mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.
16 E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça.
24 E os que tinham sido enviados eram dos fariseus.
25 E perguntaram-lhe, e disseram-lhe: Por que batizas, pois, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?
26 João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo com água, mas, no meio de vós. está um a quem vós não conheceis,
27 Este é aquele que vem após mim, que foi antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar as correias das sandálias.

INTRODUÇÃO

Na lição desta semana, veremos a fundamental importância do testemunho para a implantação e expansão do Reino de Deus. No seu relacionamento com as pessoas, nosso Deus sempre se valeu do próprio ser humano para revelar sua vontade e propósito, gerar fé nos corações e construir relacionamentos. Veremos também como João, o evangelista, nos apresenta João, o Batista, que veio dar testemunho de Jesus. Compreenderemos como o ministério desse precursor era necessário para denunciar o sistema pecaminoso reinante em Israel, preparando o caminho para o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

I – A ORIGEM DO PRECURSO

  1. Das montanhas de Judá. Luca é o único dos evangelistas que registra informações do nascimento de João, que passaria a ser identificado como “o Batista”, aquele que batiza, segundo o Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento, O texto sagrado não menciona sua cidade de origem, senão que ficava na região montanhosa de Judá (Lc 1.39). A tradição cristã a identifica como a atual Ein Kerem, vila que pertence à Jerusalém Ocidental. Maria foi para lá, após receber o anúncio da concepção de Jesus, visitar sua prima Isabel, grávida já havia seis meses (Lc 1.36). O precursor, portanto, nasceu antes do Messias.
  2. O anúncio a Zacarias. O plano de Deus estava sendo fielmente executado. O mesmo Gabriel que visitou Maria e anunciou-lhe a obra do Espírito Santo para a encarnação do Filho de Deus (Lc 1.26-36), já havia estado com o sacerdote Zacarias, homem justo e temente a Deus (Lc 1.5,6), anunciando-lhe o nascimento de João, o precursor do Messias (Lc 1.13-19). Zacarias e Isabel, assim como Simeão e Ana, nos mostram que mesmo diante da apostasia e do declínio moral reinantes naquele tempo, alguns judeus piedosos serviam a Deus e perseveravam em oração, esperando a consolação de Israel, prometida pelos profetas (Lc 2.25-38).
  3. O cumprimento profético. O anúncio do nascimento de João Batista foi feito em cumprimento à profecia do Antigo Testamento. O anjo Gabriel cita Malaquias 4.5,6 ao falar do ministério de João: “E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus, e irá adiante dele no espirito e virtude de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos e os rebeldes, à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto” (Lc 1.16,17). Mas a principal profecia do precursor é a que o próprio João Batista menciona para apresentar-se aos judeus que lhe indagavam a respeito de quem era: “Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaias” (Jo 1.23). Esta citação é extraída do capítulo 40 de Isaias (v. 3), que inaugura a seção do livro a qual anuncia livramento ao povo de Israel e é comparada como o “Novo Testamento” dentro do livro. Isaias é considerado o livro mais messiânico do Antigo Testamento e uma Bíblia em miniatura: do capítulo 1 ao 39, teríamos uma representação do Antigo Testamento; do 40 ao 66, a do Novo Testamento, completando os 66 capítulos (mesmo número de livros da Bíblia). É bem significativo, portanto, que a referência ao precursor do Messias apareça logo no início do capítulo 40, pois João Batista veio justamente no começo da era cristã.

II – A MENSAGEM DO PRECURSOR

1. O estabelecimento de uma ruptura. O ministério de João representa um claro recorte espiritual. Um chamado ao arrependimento diante do quadro degradante vivido pelos judeus. Sectarismo, apostasia, politização, corrupção moral e indiferença eram as principais marcas do judaísmo de então. Essênios, zelotes, herodianos, fariseus e saduceus eram os principais grupos representativos da babel política e religiosa que Israel havia se transformado. João aparece no deserto da Judeia para marcar a chegada de um novo tempo. Uma necessária ruptura com o pervertido sistema religioso reinante, preparando a chegada do Salvador. Para tanto, a ferramenta estava posicionada: “…está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo” (Mt 3.10). É importante Considerarmos essa característica predominante no ministério de João Batista, para entendermos sua mensagem e propósito. Um homem simples, vestia-se de pelos de camelo e um cinto de couro e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre (Mt 3.4), a quem acorriam as multidões de “Jerusalém [e de] toda a Judeia, e toda a província adjacente ao Jordão” (Mt 3.5). Estava consciente de seu papel: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30).

2. Um enviado de Deus. A autoridade de João Batista decorria de ele ser um enviado de Deus, Foi escolhido desde o ventre e preparado na escola divina (Lc 1.13-27). Entendeu e aceitou inteiramente o propósito de Deus para sua vida, era o último dos profetas do Antigo Testamento (Mt 11.13; Lc 16,16).

3. Uma mensagem contundente. João Batista pregava o arrependimento para perdão dos pecados. Sua mensagem era contundente: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai, porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão” (Lc 3.7.8), o Batista não se iludia com religiosidades, Tinha uma mensagem transformadora, que exigia de todos mudança de atitudes: “Quem tiver duas túnicas, que reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, que faça da mesma maneira”; de caráter, como dito aos cobradores de impostos e aos soldados respectivamente: “Não peçais mais do que aquilo que vos está ordenado”; “A ninguém trateis mal, nem defraudeis e contentai-vos com o vosso soldo” (Lc 3.11-14). Essa mensagem despertou a consciência dos homens acerca de seu estado pecaminoso, preparando o caminho para a chegada do Messias, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).

III – O VERBO, O PREGADOR E A PREGAÇÃO

  1. O último dos profetas do Antigo Testamento. O profetismo sempre fez parte da ação de Deus na revelação de sua vontade e propósitos para a humanidade, especialmente ao povo de Israel. Como já vimos, João foi o último representante desse ministério no Antigo Pacto (Lc 16.16). O ofício persiste no Novo Concerto, mas não nos moldes veterotestamentário, pois agora temos o Canon Sagrado. O Novo Testamento cita diversas vezes os profetas atuando na Igreja (At 11.27; 13 1:15 32; 21.10). Apesar de atualmente não haver reconhecimento nominalou designativo, o ministério profético continua existindo como função, no poder do Espírito. Aliás, antes de compreendermos os dons ministeriais como títulos ou cargos, precisamos considerá-los como funções, dentro do propósito exposto especialmente em Efésios 4.11-16 e 1 Coríntios 12.28.
  2. A importância da pregação. João Batista foi enviado para dar testemunho de Jesus, o Verbo encarnado, “para que cressem por ele” (Jo 1 .7 ). Isso nos mostra a imprescindibilidade e a seriedade da pregação. Como instrumento necessário à fé (Rm 10 .17 ), a exposição do Evangelho deve ser feita com zelo e profunda responsabilidade. Não podemos brincar e nem aceitar que brinquem com a pregação em nossos púlpitos, ou em qualquer outro espaço vinculado à igreja. Também não podem os concordar que esse ofício sagrado seja banalizado mesmo em ambientes privados ou por meios particulares, como as redes sociais. O que está em jogo é a salvação de vidas (At 2.40).
  3. O perigo do estrelismo. Para os, a pregação tem se transformado em uma carreira rumo ao estrelato, em busca de fama e vantagens econômicas, precisamos amar a Palavra de Deus, conhecê-la e ter com ela profundo compromisso, para que possamos discernir heresias, bizarrices e meros espetáculos. A verdadeira pregação neotestamentário é cristocêntrica e marcada pelo poder do Espírito Santo; promotora e receptiva à manifestação dos dons espirituais disponíveis à Igreja. Ela não é fria ou formal e nem fundamentada em filosofias. Como disse Paulo: “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Co 2.2). Paulo era um intelectual, educado aos pés de Gamaliel, reconhecido mestre judeu (At 5.34), poliglota e conhecedor da filosofia e da poesia de seu tempo (At 17.15-30). Ele sabia que não podia valer-se desse conhecimento para Isso só é possível pela exposição das Escrituras no poder do Espírito.

CONCLUSÃO

João Batista exerceu fielmente seu ministério, tendo cumprido integralmente a vontade de Deus em sua vida. Deixa-nos o exemplo de quão importante é compreender e aceitar o que Deus espera de nós, para que nossa vida seja plena expressão de sua vontade, João Batista testificou de Cristo como seu precursor. Que sejamos testemunhas de seu poder salvífico e de seu reino eterno, que não tarda se manifestar.

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Editora CPAD

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