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Família: princípios e valores

EDIÇÃO: 02 – 1º Trimestre – Ano: 2020 – Editora: BETEL

LIÇÃO – 02 – 12 de janeiro de 2020

TEXTO ÁUREO

“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.”, Sl 127.1

VERDADE APLICADA

O primeiro ato divino após criar a família foi abençoá-la. Além disso, Ele também estabeleceu princípios e valores para protegê-la e fortalecê-la.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Lc 14.28-31

28 – Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?

29 – Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele,

30 – Dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.

31 – Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?

INTRODUÇÃO

Em um tempo de tanta pluralidade e desconstruções, é fundamental permanecermos nos princípios e valores expostos na Palavra de Deus, que devem nortear a construção e preservação da família, por ser instituição divina.

I. CASA ALICERÇADA NA ROCHA

Toda construção começa no alicerce e continua pela estrutura, logo virá o teto e por último o acabamento. Para construir um matrimônio forte, devemos pensar e trabalhar nestas coisas a partir da Palavra de Deus [Mt 7.24].

1. Uma casa se edifica na rocha.

A rocha é a base estável para a construção de uma casa. A parábola dos dois alicerces enfatiza duas atitudes: prudência e insensatez [Mt 7.24-27]. Faz-nos lembrar a relevância de sermos cuidadosos e sábios ao iniciarmos a formação de uma família. Nenhum construtor começará a obra pelo teto, sempre a iniciará pelo alicerce. Aqui Jesus está alertando que não basta saber quem Ele é e o que diz. É preciso colocar em prática e viver de acordo. Assim, o lar estará preparado para futuras tempestades, mas sempre seguro [Mt 7.25].

2. Uma casa edificada na areia.

A areia é considerada um fundamento instável. A areia lembra uma vida carnal, sem princípios divinos, onde imperam apenas os desejos, os pensamentos e a vontade da carne [Gl 6.8]. O resultado de uma vida sem princípios é a ruína. Jesus chamou de insensatos aqueles que apenas ouviam, mas não praticavam Seus ensinamentos. Não disse apenas que a casa caiu, mas que foi grande a sua queda [Mt 7.27]. O fundamento de toda família saudável é Cristo.

3. Uma casa edificada pelo Senhor

Uma reconstrução é muito mais difícil que uma construção. Por essa razão, o Senhor Jesus Cristo nos instrui a fazer os cálculos daquilo que iremos construir, para que, pondo os alicerces, não deixemos a obra inacabada e sejamos escarnecidos. O Senhor deve ser o edificador de nossas casas para que não trabalhemos em vão [Sl 127.1]. As muitas dificuldades vivenciadas por algumas famílias são resultados de atitudes tomadas no passado sem procurar saber a vontade do Senhor. Uma casa não se edifica apenas com boa vontade, é necessário planejamento [Lc 14.28-30]

II. PRINCÍPIOS DIVINOS PARA O MATRIMÔNIO

Princípios são regras que orientam a ação de um ser humano em todas as áreas da vida. Deus criou o matrimônio com propósitos, e, para alcançá-los, estabeleceu princípios para que as famílias ao serem formadas se orientassem por eles. Desses princípios iremos destacar três.

1. O princípio do novo relacionamento

Ao compreender que aquela companheira dada por Deus era carne de sua carne e osso dos seus ossos, Adão revela o princípio mais importante do matrimônio: o “deixar” [Gn 2.23-24]. A expressão: “Portanto deixará”, enfatiza a importância de que um casal se separe de seu núcleo familiar primário para dar início a um novo lar e uma nova família. O termo “deixar” não se refere a romper os laços familiares. Refere-se a uma mudança necessária para assumir para assumir a responsabilidade de construir e edificar uma nova família a partir de suas próprias experiências [Lc 6.48]. A ordem divina tem um propósito poderoso: desligar o casal da influência e das interferências [Ef 5.31].

2. O princípio da unidade

O princípio da unidade se deriva do verbo “unir”, que significa: juntar dois elementos que estavam separados, mas que agora permanecerão unidos por um vínculo não somente físico, mas essencialmente espiritual [Ef 5.31]. Como comentou o pastor e escritor Timothy Keller, a expressão “apegar-se-á”, conforme podemos ler em Gênesis 2.24, “expressa a força do verbo hebraico. É um termo que significa, literalmente, ser colado a algo”. Portanto, não se trata de uma união superficial ou que possa ser desfeita sem prejuízos. Descuidar nesse quesito é abrir a porta para grandes problemas [Mt.19.6].

3. O princípio da permanência

O Senhor Deus criou o casamento para ser uma união permanente [Mt 19.6]. Infelizmente, o pecado causou muitos estragos na vida das pessoas e estas, ao unirem-se em matrimônio, levam consigo conceitos totalmente avessos acerca dele. Conceitos errôneos e avessos às Sagradas Escrituras irão acabar com a relação [I Co 15.33] A mentalidade das pessoas é determinante para que o casamento permaneça [Rm 12.1-2]. A atitude de ambos ajudará a formar a mentalidade de permanência no matrimônio. Deus deseja que os cônjuges aprendam a aceitar-se e a trabalhar, com respeito, as suas diferenças e discordâncias.

III. AGREGANDO VALORES AO MATRIMÔNIO

Para que o matrimônio tenha a forma de uma união abençoada por Deus, é necessário que ele seja acrescido de valores. Um matrimônio fraco e propenso a deteriorar-se, porque não tem forma [Sl 127; 128; Ef 5.22,25,28].

1. O temor de Deus

O temor a Deus significa “reverência, respeito ou honra, tratando-se de um profundo e reverente sentimento de responsabilidade perante Deus ou Cristo”. Indica a plena consciência de quem é Deus e de quem somos nós. Portanto, se somos discípulos de Jesus Cristo, esta consciência abrange, também, o contexto matrimonial e toda a família. Desse modo, o temor a Deus deve ser acompanhado da procura em conhecer a Sua vontade e da prática da mesma. É bastante significativa a mensagem do Salmo 128, pois o primeiro aspecto destacado no Salmo é “teme ao Senhor”, depois vem trabalho, casa, mulher e filhos. Bem aventurado aquele que busca construir uma família sendo temente a Deus, como fruto de saber que o Senhor instituiu a família, revelando Seus propósitos e princípios que devem nortear o relacionamento familiar.

2. O amor e o respeito mútuo

O amor como valor é a inspiração total de cada ato para o bem da pessoa amada. É uma forte inclinação emocional para uma pessoa. É a força mais poderosa que podemos ter para nos impelir a desejar e fazer o bem para a pessoa amada [Rm 13.10; IJo 4.16]. Em relação ao casal, esse valor deve ser cultivado e protegido como muito cuidado. Por amor, marido e mulher compreendem que são responsáveis pela felicidade um do outro, e entendem que devem fazer todo o possível para produzir a felicidade que o parceiro deseja e espera. O amor é a argamassa que solidifica o relacionamento [ICo 13.2-3]. O descuido do ato de cultivá-lo tem se tornado um dos maiores inimigos do matrimônio [Ef 5.28].

3. O exercício do perdão

O casal se sairá muito bem aprendendo a perdoar. Todos os problemas podem ser superados com a ajuda de Deus e a disposição para perdoar. O casal que não aprende a perdoar se expõe a que o ressentimento e rancor destrua toda a beleza que eles pensavam em viver como casal e em comprometer-se [Ef 4.32; Cl 3.13]. É importante destacar aqui algumas considerações sobre o perdão mencionadas em um artigo de revista “Construindo a Espiritualidade Cristã”:

1) O perdão é uma questão de obediência;

2) O perdão é uma forma de ver o ofensor como instrumento de Deus em sua vida;

3) O perdão é uma decisão de não “desenterrar” mais ofensas.

CONCLUSÃO

Segundo Jaime Kemp, Deus idealizou a família para proporcionar ao homem e à mulher amor incondicional, suprir as necessidades físicas e emocionais de cada um de seus membros, suavizar a solidão e fornecer refúgio certo e seguro contra os turbulentos ataques do mundo.

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Revista Betel

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